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O Imperador D. Pedro II, em viagem no ano de 1876, visitou uma instituição de educação de surdos registrando as seguintes impressões: Neste belo estabelecimento perfeitamente colocado e com 150 acres de terreno onde os alunos trabalham, saem deles bacharéis em letras ou ciências. Metade deles articula e fala melhor ou pior. Resolvem equações algébricas, discorrem por escrito na pedra perfeitamente expondo um a teoria dos eclipses e outro traduzindo falando Horácio e uma passagem das Catilinárias mostrando saber bem o latim. O diretor é filho de uma pessoa que aprendeu em Paris com abbé Sicard. Casou com uma de suas discípulas surda-muda que é a mãe do diretor e a qual me deu uma hera que eu plantei perto da escada do estabelecimento. Fiquei encantado da visita. Disponível em: 5.PDF> Adaptado. Acesso em 06 de ago. 2019. A instituição a que se refere o Imperador é

A Instituto Nacional de Jovens Surdos de Paris
B Instituto Jacob Rodrigues Pereira
C Instituto dos Surdos-Mudos de Bourges
D Gallaudet University
E Imperial Instituto dos Surdos Mudos

O método oral e os métodos mistos são abordagens educacionais na área da surdez. O método oral e os métodos mistos, respectivamente, são historicamente identificados como

A Escola Francesa e Escola Americana
B Escola Francesa e Escola Alemã
C Escola Americana e Escola Alemã
D Escola Alemã e Escola Francesa
E Escola Americana e Escola Francesa

O livro Reduction De Las Letras, Y Arte Para Ensenar a Ablar Los Mudos, considerado a primeira obra conhecida sobre educação de surdos, foi publicado no

A século XVIII, com a criação dos Institutos de Surdos Europeus.
B século XVII, antes da criação dos Institutos de Surdos Europeus.
C século XIX, com a criação do Instituto de Surdos de Madri.
D século XVII, com a criação do Instituto de Surdos da Alemanha.
E século XIX, com a criação do Instituto de Surdos do México.

O reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais, Libras, em 2002, como meio legal de comunicação e expressão, e sua regulamentação em 2005, foi fruto de uma longa luta política por parte da comunidade surda. Um marco político que acelerou esse reconhecimento foi a publicidade do documento intitulado “A EDUCAÇÃO QUE NÓS SURDOS QUEREMOS”. Esse documento foi elaborado no contexto do

V Congresso Latino-americano de educação bilíngue para surdos, que foi realizado no ano

A de 1999, em Porto Alegre
B de 1999, em Florianópolis
C 2000, em Rio de Janeiro
D 2000, em Brasília
E 2000, em Porto Alegre

No decorrer da década de 1980, a pesquisadora e linguista Lucinda Ferreira Brito desenvolveu pesquisa pioneira cujo tema central era a língua de sinais praticada pelos surdos brasileiros nos grandes centros urbanos. Em suas pesquisas, registrou outra língua de sinais utilizada por um dos povos indígenas do Brasil. Esse povo é denominado:

A Kadwéu
B Parecys
C Urubu-Kaapor
D Guarani-Kaiowá
E Ofaé

No livro Implante Coclear: normalização e resistência surda encontramos a seguinte afirmação: (...) vejo os sujeitos surdos em sua constituição social, cultural e linguística. Isso significa que parto do entendimento de que o sujeito surdo não possui uma natureza dada que o determine como anormal, deficiente, etc. Qualquer representação surda é uma invenção cultural que pode ser determinada por distintos discursos, sejam eles de base clínica, psicológica, pedagógica, religiosa, linguística, entre outros. Posiciono-me dentro de um campo de saber que entende os sujeitos surdos como pertencentes a uma comunidade linguística e cultural distinta. REZENDE, Patrícia Luiza Ferreira. Implante Coclear : normalização e resistência. Curitiba, PR: CRV, 2012. Qual é a concepção de surdez expressa no texto acima:

A Clínico-terapêutica
B Oralista
C Psicológica
D Patológica
E Socioantropológica

No ano de 2013, o Instituto Nacional de Educação de Surdos criou um canal de televisão denominado TVINES que conta com uma grade de programação variada. Essa importante conquista da comunidade surda brasileira caracteriza-se por uma série de inovações . Entre essas inovações , podemos destacar a(o)

A presença de apresentadores surdos ancorando os programas
B presença de legenda na programação
C apresentação do noticiário em libras
D exibição de filmes legendados
E recurso de janela de intérprete no canto do vídeo

Em decorrência da Lei nº10.435/2002 e do Decreto nº 5.626/2005, foram criados cursos de formação em graduação na área da surdez em todo o Brasil. Recentemente, o Instituto Nacional de Educação de Surdos inaugurou o curso de

A História - Licenciatura
B Bacharelado em Letras - Libras
C Licenciatura em Letras - Libras
D Pedagogia - Licenciatura (modalidade on-line )
E Bacharelado em Tradução e Interpretação (modalidade on-line )

O Implante Coclear em crianças surdas é objeto de intenso questionamento na comunidade surda. Entre as diferentes críticas presentes nesse debate, pode-se destacar a ideia de “normalização da surdez”. Com base na visão socioantropológica da surdez, o argumento que se alinha a essa ideia é o de que implante coclear

A promove a inclusão do surdo na comunidade surda.
B contribui para a construção de identidades surdas.
C favorece o empoderamento político dos surdos.
D visa a ouvintizar os surdos para torná-los mais próximos da identidade considerada padrão.
E deve ser uma decisão somente da família e dos médicos.

“O intérprete educacional é importante para que o aluno tenha acesso aos conteúdos programáticos, no entanto, é essencial salientar que: [...] a presença do intérprete de língua de sinais não é suficiente para uma inclusão satisfatória, sendo necessária uma série de outras providências para que este aluno possa ser atendido adequadamente: adequação curricular, aspectos didáticos e metodológicos, conhecimentos sobre a surdez e sobre a língua de sinais, entre outros” LACERDA, Cristina Broglia Feitosa. A inclusão escolar de alunos surdos: o que dizem alunos, professores e intérpretes sobre esta experiência. Cadernos Cedes , Campinas, vol. 26, n. 69, p. 163- 184, maio/ago. 2006 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v26n69/a04v2669.pdf Está de acordo com o modo de conceber a atuação do intérprete educacional, expressa no texto acima, a declaração de que a inclusão do aluno surdo é

A contemplada totalmente pela presença do intérprete educacional na sala de aula.
B contemplada parcialmente pela presença do intérprete educacional na sala de aula.
C dependente de adaptações curriculares efetuadas pelo intérprete educacional.
D possível desde que os materiais didáticos sejam elaborados pelo intérprete educacional.
E efetivada com a substituição do professor pelo intérprete educacional.