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Determinado Prefeito Municipal pretende criar um Tribunal de Contas no Município para melhor fiscalizar as contas do Executivo e do Legislativo. Conforme reza a Constituição Federal, essa pretensão do Prefeito

A não poderá ser concretizada, pois a Constituição veda a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais.
B é viável e poderá ser concretizada, pois atende aos princípios constitucionais da Administração Pública, em especial o da moralidade.
C poderá ser concretizada, desde que por meio de projeto de lei complementar a ser apreciado e aprovado pela Câmara de Vereadores.
D não poderá ser aprovada, uma vez que não é admitida a criação de Tribunais de Contas Municipais, mas apenas de Conselho de Contas.
E poderá ser viabilizada por meio de projeto de lei ordinária, mas apenas para fiscalizar as contas do Executivo, e não do Legislativo.

O período de 1603 a 1714 foi talvez o período mais decisivo na história da Inglaterra. Durante o século XVII, uma sociedade e um Estado inglês modernos começaram a tomar forma, e a posição da Inglaterra perante o mundo se modificou. A Inglaterra de 1603 era uma potência de segunda classe; a Grã-Bretanha de 1714 era a maior potência mundial. (Christopher Hill, O Século das Revoluções (1603-1714). Adaptado) O que marcou tão profunda transformação

A foi a Revolução Industrial, caracterizada pela utilização da máquina a vapor, que transformou a Inglaterra na primeira nação industrializada, onde se constituiu o sistema fabril e teve origem a classe operária.
B foram os processos de encolhimento do mundo e encurtamento de distâncias, que ocorreram devido à disseminação na Inglaterra das tecnologias de transporte ferroviário e comunicação por telégrafo.
C foi a circulação de ideias liberais no campo da economia, formuladas por Adam Smith, inaugurando o processo de formação da propriedade privada e transformação da terra em mercadoria na Inglaterra.
D foram as Revoluções Puritana e Gloriosa, que colocaram a Inglaterra na rota do governo parlamentarista, do avanço econômico, da política externa imperialista, da tolerância religiosa e do progresso científico.
E foi a revolução no transporte marítimo, ocorrida a partir da incorporação dos motores a combustão, que permitiram à Inglaterra desenvolver a sua marinha mercante e ampliar o contato com outros continentes.

O Oriente, com suas inúmeras e ricas cidades, economia desenvolvida, um campesinato de pequenas propriedades, relativa unidade cívica e distância geográfica da violência dos ataques bárbaros, sobreviveu. O Ocidente, com sua população mais esparsa e cidades mais fracas, aristocracia grandiosa e campesinato explorado em arrendamentos, anarquia política e vulnerabilidade estratégica às invasões germânicas, naufragou. (Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. Adaptado) Entre os marcos da passagem da Antiguidade ao Feudalismo, é correto identificar

A o conflito entre as cidades gregas, lideradas por Atenas, e o Império Persa.
B a crise das cidades-Estado e a ascensão das formas centralizadas de poder.
C a derrota de Cartago para a República Romana nas Guerras Púnicas.
D o apogeu do Império Macedônico depois de sua expansão para o Oriente.
E o declínio do Império Romano do Ocidente e a permanência do Império Bizantino.

A cidade contemporânea, apesar de grandes transformações, está mais próxima da cidade medieval do que esta última da cidade antiga. A cidade da Idade Média é uma sociedade abundante, concentrada em um pequeno espaço, um lugar de produção e de trocas em que se mesclam o artesanato e o comércio alimentados por uma economia monetária. É também o cadinho de um novo sistema de valores nascido da prática laboriosa e criadora do trabalho, do gosto pelo negócio e pelo dinheiro. (Jacques Le Goff, Por amor às cidades. Adaptado) O trecho faz referência à cidade medieval

A do contexto árabe-islâmico.
B da Alta Idade Média.
C da Baixa Idade Média.
D das invasões germânicas.
E do Império Carolíngio.

No texto, em relação aos termos traficantes (1° parágrafo) e aparentemente (2° parágrafo), é correto afirmar que o primeiro deriva por

A sufixação, sendo que “-nte” forma nome de agente; e o segundo, por sufixação, com “-mente” agregando valor de modo ao vocábulo.
B parassíntese, sendo a palavra formada um adjetivo; e o segundo, por prefixação, com “a-” assumindo valor de negação no vocábulo.
C sufixação, sendo que “-nte” forma nome derivado de verbo; e o segundo, por parassíntese, sendo a palavra formada indicativa de causa.
D parassíntese, sendo que “-nte” expressa sentido de abundância; e o segundo, por prefixação, com “a-” assumindo valor de movimento.
E regressão, sendo que “-nte” forma nome de agente; e o segundo, por sufixação, com “-mente” assumindo valor de intensidade no vocábulo.

Leia o soneto para responder a questão. Disse ao meu coração: Olha por quantos Caminhos vãos andamos! Considera Agora, d’esta altura fria e austera, Os ermos que regaram nossos prantos… Pó e cinzas, onde houve flor e encantos! E noite, onde foi luz de primavera! Olha a teus pés o mundo e desespera, Semeador de sombras e quebrantos! Porém o coração, feito valente Na escola da tortura repetida, no uso do penar tornado crente, Respondeu: D’esta altura vejo o Amor! Viver não foi em vão, se é isto a vida, Nem foi demais o desengano e a dor. (Antero de Quental, Antologia) O sentido do poema é perpassado pelo

A pessimismo, que se manifesta na dualidade do eu lírico marcada na análise melancólica que faz da vida.
B idealismo, que reporta os sentimentos do eu lírico a uma dimensão de perfeição.
C transcendentalismo, que faz com que o eu lírico tenha uma visão entusiasmada da vida e do amor.
D desencanto, que sugere o eu lírico fraco e hesitante em relação às suas experiências de vida.
E estoicismo, que revela o eu lírico resignado diante das experiências negativas que marcaram sua vida.

Leia o soneto para responder a questão. Disse ao meu coração: Olha por quantos Caminhos vãos andamos! Considera Agora, d’esta altura fria e austera, Os ermos que regaram nossos prantos… Pó e cinzas, onde houve flor e encantos! E noite, onde foi luz de primavera! Olha a teus pés o mundo e desespera, Semeador de sombras e quebrantos! Porém o coração, feito valente Na escola da tortura repetida, no uso do penar tornado crente, Respondeu: D’esta altura vejo o Amor! Viver não foi em vão, se é isto a vida, Nem foi demais o desengano e a dor. (Antero de Quental, Antologia) Entende-se a resposta do coração ao eu lírico como uma

A confirmação de que sua vida foi de fato só sofrimento.
B constatação de que sua vida tenha sido só sofrimento.
C ressalva de que sua vida poderia ter sido só sofrimento.
D refutação de que sua vida tenha sido só sofrimento.
E hipótese de que sua vida poderia ter sido só sofrimento.

Leia o soneto para responder a questão. Disse ao meu coração: Olha por quantos Caminhos vãos andamos! Considera Agora, d’esta altura fria e austera, Os ermos que regaram nossos prantos… Pó e cinzas, onde houve flor e encantos! E noite, onde foi luz de primavera! Olha a teus pés o mundo e desespera, Semeador de sombras e quebrantos! Porém o coração, feito valente Na escola da tortura repetida, no uso do penar tornado crente, Respondeu: D’esta altura vejo o Amor! Viver não foi em vão, se é isto a vida, Nem foi demais o desengano e a dor. (Antero de Quental, Antologia) Nos versos “ Porém o coração, feito valente / Na escola da tortura repetida, / E no uso do penar tornado crente, / Respondeu...”, o termo em destaque estabelece relação coesiva, cujo sentido é de

A condição, sendo possível substituí-lo por “Desde que”.
B conclusão, sendo possível substituí-lo por “Portanto”.
C explicação, sendo possível substituí-lo por “Pois”.
D causa, sendo possível substituí-lo por “Porque”.
E oposição, sendo possível substituí-lo por “Todavia”.

Leia o soneto para responder a questão. Disse ao meu coração: Olha por quantos Caminhos vãos andamos! Considera Agora, d’esta altura fria e austera, Os ermos que regaram nossos prantos… Pó e cinzas, onde houve flor e encantos! E noite, onde foi luz de primavera! Olha a teus pés o mundo e desespera, Semeador de sombras e quebrantos! Porém o coração, feito valente Na escola da tortura repetida, no uso do penar tornado crente, Respondeu: D’esta altura vejo o Amor! Viver não foi em vão, se é isto a vida, Nem foi demais o desengano e a dor. (Antero de Quental, Antologia) Assinale a alternativa em que a reescrita de passagem do poema está em conformidade com a norma-padrão.

A Olha o mundo, coração, que aos pés de ti estão e desespera…
B O coração respondeu que o desengano e a dor nem foram demais.
C Onde flor e encantos frutificou, hoje há pó e cinzas!
D Coração, veja por quantos caminhos vãos andamos tu e eu!
E Esta altura fria e austera permitem ver os ermos que regaram nossos prantos…

Faz três semanas que o secretário-geral da OEA espera que o Conselho Permanente da entidade se reúna para adotar uma posição mais dura em relação à crise na Venezuela. Cabe ao diplomata brasileiro a tarefa de convocar os representantes dos 34 países-membros. Não se sabe se por alguma orientação do Itamaraty, mas o fato é que até agora o embaixador segue na dele. (IstoÉ, 16.08.2017. Adaptado) Com a frase final do texto – … até agora o embaixador segue na dele. –, o autor

A mostra, explicitamente, o receio que o diplomata brasileiro tem de atender ao pedido do secretário da OEA.
B pondera, com humor, que o diplomata brasileiro enfrenta o Itamaraty quando o assunto é a crise na Venezuela.
C critica, com graça, a falta de iniciativa do diplomata brasileiro em relação à crise na Venezuela.
D reitera, com desânimo, a negligência do diplomata brasileiro e dos países-membros da OEA quanto à crise na Venezuela.
E comenta, com euforia, a dinâmica com que o diplomata brasileiro avalia a crise na Venezuela.