TEXTO II
Como se livrar da
culpa
Vivemos numa sociedade que
cobra perfeição
na vida pessoal e profissional, e as pessoas
se sentem cada vez mais exigidas.
Destrinchar as fontes de
culpa tem sido um
desafio dos especialistas em comportamento.
Aprender a lidar com elas seria o próximo
passo. Todo método que pretende ajudar a
encarar as manifestações do sentimento parte
de sua origem. De maneira geral, a semente
está no desejo da perfeição – física,
profissional, pessoal ou espiritual –, que,
por ser inatingível, leva à frustração, mas
no processo nos força a ultrapassar nossos
limites. São muitos os exemplos que mostram
quão distantes estamos de abandonar metas
impossíveis. O aumento de casos da chamada
síndrome burnout, uma espécie de esgotamento
intelectual e físico, é um deles. Embora não
haja estatísticas consolidadas sobre o tema,
sabe-se que entre 1998 e 2008 o número de
trabalhos acadêmicos sobre o assunto subiu
de 231 para 390, segundo a TransInsight,
entidade que cataloga documentos
científicos. E nos consultórios também
cresceu a procura por tratamento. “Não é só
o diagnóstico que ficou mais fácil, o número
de casos também vem aumentando”, explica
Duílio Camargo, da Associação Nacional de
Medicina do Trabalho (Anamt).
[…] As vítimas do burnout
geralmente chegam
ao médico submersas em responsabilidades e
metas impossíveis. Insônia, dores de cabeça
crônicas e distúrbios gastrointestinais são
alguns dos sintomas. “Embora o diagnóstico
surja à luz do esgotamento profissional, é
muito comum identificar o stress
generalizado em quem sofre do mal”, afirma
Camargo. Faz sentido, visto que os sintomas
afetam a vida como um todo. “O mundo moderno
exige super-homens e supermulheres”, diz
ele. E superespécimes humanos. […]
Disponível
em:
. Acesso em: 15 Jan.
2020.
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Referente aos princípios fundamentais do Código de Ética Profissional do Assistente Social, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes, autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais.
II. Ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis sociais e políticos das classes trabalhadoras.
III. Posicionamento em favor da igualdade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática.
IV. Garantia da hegemonia, através do respeito às correntes profissionais democráticas existentes e suas expressões teóricas, e compromisso com o constante aprimoramento intelectual.
Existem fatores de textualização que
funcionam como contextualizadores do
evento comunicativo. Eles agem juntos, a
fim de manter o entendimento e situar o
leitor no espaço em que se dá a
comunicação. Diante disso, “os fatores
de contextualização desempenham um
papel muito importante no
estabelecimento da coerência”. (KOCH e
TRAVAGLIA, 2015, p.84).
Assinale o que for correto quanto ao que
se afirma a respeito desses fatores.
Para a organização dos arquivos ativos e
inativos, deve-se levar em consideração
o valor do documento, valorizando a sua
finalidade e tempo de vigência.
Baseando-se na classificação dos
documentos por seu valor, assinale a
alternativa correta.
Texto associado
Considere o trecho “Todo método que pretende ajudar a encarar as manifestações do sentimento parte de sua origem.” e assinale a alternativa em que a substituição do verbo em destaque exige a ocorrência de crase no termo posterior a ele.
Arquivar é guardar documentos de forma organizada em um arquivo. Sobre as condições necessárias para a organização do arquivo, assinale a alternativa correta.
Se todo funcionário público é concursado e nenhum concursado é autônomo, então é correto afirmar que
Texto associado
Cachorrinhos quase humanos
Clara Braga
Observei que
ultimamente o termo “pais de
pets” tem se popularizado e eu acho isso
muito legal! Eu mesma me considero mãe de
pet, tenho uma cadelinha linda, que é uma
companheira da família, principalmente do
meu filho.
Mas, uma coisa
me preocupou em relação a
algumas pessoas com quem conversei nos
últimos dias. Não foi uma ou duas, foram
algumas várias pessoas que compartilharam do
mesmo pensamento. Todas disseram que
decidiram ter um cachorro ou um gato para
ver se levavam jeito para serem pais e,
então, decidirem se teriam ou não filhos
humanos!
Lembrei-me do dia que minha cadelinha
chegou
em casa: coloquei água, ração, deixei um
brinquedinho à disposição e fui trabalhar.
Então, lembrei-me de quando meu filho
chegou: choro de 3 em 3 horas, peito rachado
por causa da amamentação, pacotes e mais
pacotes de fraldas e, para sair de casa,
parecia que estávamos de mudança. Lembrei-me
das cólicas que minha cadela nunca teve, das
febres altas e viroses que ela nunca
experimentou, dos quilos de roupas golfadas
que nunca precisei lavar dela e dos banhos
que são apenas semanais e não diários!
A gente
ama os pets como se fossem filhos,
eles são da família, aparecem nas fotos de
natal, têm seu próprio book, dormem na nossa
cama, estão sempre do nosso lado, se ficam
doentes, a gente sofre, mas mesmo doentes
não dão o trabalho que uma criança dá!
Comparar
as situações é injusto até com o
pet, já que ele também não sabe se está
preparado para a chegada de um mini humano.
Só o pet sabe o que é ter seu rabo puxado
constantemente, ver seu pote de água sendo
virado, ver brinquedos espalhados no chão e
não poder brincar, enfim, aposto que eles
também têm suas dúvidas!
E sabe quem
mais tem dúvida? Quem já é pai e
mãe, pois eles sabem que tudo que funcionou
com um pode não funcionar com o segundo,
então bate o pânico de novo! Ou seja, nada
se compara a ter um filho, nem ter um
filho!
Verdade seja dita, nós nunca estamos
preparados, contudo damos um jeito. Depois
de um dia difícil, segurar seu filho no
colo, ganhar um beijo e um sorriso, faz você
entender todo o resto. Não te faz esquecer,
não te deixa menos cansado, não faz você
levantar e sair cantando e dançando como se
estivesse em um musical, mas faz você
entender, principalmente se junto você tiver
seu pet pronto para também ganhar e dar
carinho para todo mundo.
Adaptado de:
http//www.cronicadodia.com.br/2019/12/cachor
rinhos-quase-humanos-clara-braga.html.
Acesso em: 10 dez. 2019.
Clara Braga
Observei que
ultimamente o termo “pais de
pets” tem se popularizado e eu acho isso
muito legal! Eu mesma me considero mãe de
pet, tenho uma cadelinha linda, que é uma
companheira da família, principalmente do
meu filho.
Mas, uma coisa
me preocupou em relação a
algumas pessoas com quem conversei nos
últimos dias. Não foi uma ou duas, foram
algumas várias pessoas que compartilharam do
mesmo pensamento. Todas disseram que
decidiram ter um cachorro ou um gato para
ver se levavam jeito para serem pais e,
então, decidirem se teriam ou não filhos
humanos!
Lembrei-me do dia que minha cadelinha
chegou
em casa: coloquei água, ração, deixei um
brinquedinho à disposição e fui trabalhar.
Então, lembrei-me de quando meu filho
chegou: choro de 3 em 3 horas, peito rachado
por causa da amamentação, pacotes e mais
pacotes de fraldas e, para sair de casa,
parecia que estávamos de mudança. Lembrei-me
das cólicas que minha cadela nunca teve, das
febres altas e viroses que ela nunca
experimentou, dos quilos de roupas golfadas
que nunca precisei lavar dela e dos banhos
que são apenas semanais e não diários!
A gente
ama os pets como se fossem filhos,
eles são da família, aparecem nas fotos de
natal, têm seu próprio book, dormem na nossa
cama, estão sempre do nosso lado, se ficam
doentes, a gente sofre, mas mesmo doentes
não dão o trabalho que uma criança dá!
Comparar
as situações é injusto até com o
pet, já que ele também não sabe se está
preparado para a chegada de um mini humano.
Só o pet sabe o que é ter seu rabo puxado
constantemente, ver seu pote de água sendo
virado, ver brinquedos espalhados no chão e
não poder brincar, enfim, aposto que eles
também têm suas dúvidas!
E sabe quem
mais tem dúvida? Quem já é pai e
mãe, pois eles sabem que tudo que funcionou
com um pode não funcionar com o segundo,
então bate o pânico de novo! Ou seja, nada
se compara a ter um filho, nem ter um
filho!
Verdade seja dita, nós nunca estamos
preparados, contudo damos um jeito. Depois
de um dia difícil, segurar seu filho no
colo, ganhar um beijo e um sorriso, faz você
entender todo o resto. Não te faz esquecer,
não te deixa menos cansado, não faz você
levantar e sair cantando e dançando como se
estivesse em um musical, mas faz você
entender, principalmente se junto você tiver
seu pet pronto para também ganhar e dar
carinho para todo mundo.
Adaptado de:
http//www.cronicadodia.com.br/2019/12/cachor
rinhos-quase-humanos-clara-braga.html.
Acesso em: 10 dez. 2019.