Atenção : Para responder às questões de números 1 a 5, baseie-se no texto abaixo.
Realidade e consciência
A questão da consciência está profundamente relacionada com a noção de realidade . Mesmo que outros animais tenham algum nível de consciência e interajam ativamente com a realidade física, somos aparentemente a única espécie terrestre que tem autoconsciência e uma capacidade cognitiva suficientemente complexa para contemplar a natureza da consciência, mesmo se continuamos sem entendê-la. Em outras palavras, somos a única espécie capaz de refletir sobre a própria existência.
Existimos em um mundo que acreditamos ser real. Por “real” quero dizer um mundo que não é fabricação das nossas mentes, que tem uma existência que independe da nossa percepção. Essa crença vem da integração de estímulos oriundos “lã fora”, no mundo externo, levados ao mundo interior e lá interpretados, o mundo da nossa consciência. Com isso, vou contra a posição do idealista radical que acredita que apenas a mente existe e que a realidade “lá fora” é uma ilusão (doutrina chamada de solipsismo). A realidade "lá fora" existe, mesmo que sua natureza dependa de como a percebamos “aqui dentro”.
A dor que sentimos ao chutar uma pedra (a pedra está no caminho mesmo que a experiência da dor seja única para cada indivíduo) ou os bilhões de anos de história cósmica sem a existência de mentes (a inteligência, nossa ou qualquer outra, demora um tempo para evoluir) são, para mim, evidências suficientes de que o mundo existe independentemente da nossa presença.
Não há dúvida de que podem existir diferenças em como percebemos o mundo lá fora; alucinações são um excelente exemplo de como a nossa percepção da realidade pode ser distorcida. Mas parece claro que existe algo , uma realidade em que funcionamos, e que nossos cérebros percebem em parte através dos nossos órgãos sensoriais, nossas antenas para a realidade.
(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. A Ilha do conhecimento. Rio de Janeiro: Record, 1923, p. 315-316)
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Nos termos da Constituição Federal, após a EC nº 132, de 2023, e considerando a interpretação preconizada na jurisprudência vinculante do Supremo Tribunal Federal, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)
Texto associado
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
Considere que determinada entidade integrante da Administração pública pretenda adotar o modelo de gestão por competências e esteja enfrentando algumas dificuldades para iniciar o referido processo, dado que o gestor responsável por introduzir tal modelo não domina os conceitos pertinentes e enfrenta dúvidas em relação ao denominado “mapeamento de competências”. De acordo com o que preconiza a literatura sobre o tema, a referida etapa deverá
Texto associado
Atenção : Leia o conto “A condição geral”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder às questões de números 1 a 7.
O barro entendia que estavam abusando de sua docilidade para fabricar cerâmicas vulgares. A água queixou-se de recolher todas as imundícies da Terra, ela que sempre foi sinônimo de limpeza. O boi nem precisou falar: era a imagem da revolta contra o sacrifício da espécie - de todas as espécies imoladas. “E a mim?” - gemeu a árvore -, “a mim, que desempenho função vital no sistema da Terra, tacam-me fogo ou retalham-me a serra e o machado”.
Os quatro concordaram que não está direito. Reclamaram do homem, que lhes declarou que não podia fazer nada. Vive onerado de impostos, afligido de doenças, e mal tem tempo de se coçar. “Em vez de me coçar, acrescentou, “assisto a seriados americanos de televisão, enquanto não se inventa outra coisa. E me entedio. Voltem para seus lugares e guardem o que lhes digo. Vocês pensam que ser homem é fácil?”
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis . São Paulo: Companhia das Letras, 2012)
O barro entendia que estavam abusando de sua docilidade para fabricar cerâmicas vulgares. A água queixou-se de recolher todas as imundícies da Terra, ela que sempre foi sinônimo de limpeza. O boi nem precisou falar: era a imagem da revolta contra o sacrifício da espécie - de todas as espécies imoladas. “E a mim?” - gemeu a árvore -, “a mim, que desempenho função vital no sistema da Terra, tacam-me fogo ou retalham-me a serra e o machado”.
Os quatro concordaram que não está direito. Reclamaram do homem, que lhes declarou que não podia fazer nada. Vive onerado de impostos, afligido de doenças, e mal tem tempo de se coçar. “Em vez de me coçar, acrescentou, “assisto a seriados americanos de televisão, enquanto não se inventa outra coisa. E me entedio. Voltem para seus lugares e guardem o que lhes digo. Vocês pensam que ser homem é fácil?”
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis . São Paulo: Companhia das Letras, 2012)
O homem pediu: — Voltem para seus lugares e guardem o que lhes digo .
Ao se transpor o trecho acima para o discurso indireto, os verbos sublinhados assumem as respectivas formas:
Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, no tocante a usucapião de bens sob domínio da Administração,
Suponha que um Tribunal Regional do Trabalho tenha 100 GB no google drive institucional. Uma funcionária, com as devidas permissões, fez um upload de vários documentos e colocou-os em uma pasta denominada DocumentosTRT. Em condições ideais, para a funcionária compartilhar esta pasta com as pessoas que possuírem o link, de forma que possam apenas comentar, ela localiza a pasta > clica com o botão
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 7 a 12, baseie-se no texto abaixo.
De Rubem Braga para Vinicius de Moraes
Gosto muito da crônica que Rubem Braga publicou depois que seu amigo Vinicius de Moraes se foi. Em forma de carta, o cronista dá ao poeta notícias atualizadas sobre o Rio, as moças do Rio, a vida, a natureza em for, a chegada da primavera, as promessas no ar... E para arrematar sua despedida, diz:
— Vou ficando por aqui mais um pouco...
Esse “vou ficando” resume a contingência de todos nós, esse estado provisório que gostamos de tratar como se etemo fosse. Esse “vou ficando” soa como desculpa por ainda estar vivo O cronista melancólico diante da ausência de um ardoroso posta amigo, que tanto soube amar à vida.
Quem conheceu o velho Braga admitirá que o tempo dele foi sempre marcado por uma nostalgia profunda, dessas que existem garantindo que não tem cura. Esse “vou ficando” soa, assim, como uma espécie de resignação final de quem não alcançou o teto das expectativas e aguarda agora os protocolos do tempo implacável.
Admiro muito essas frases sintéticas, supostamente simples, mas de muitas camadas, ressonâncias e projeções A gente se abeira delas e elas vão minando água fresca, para saciar nossa sede de consolos. Agora mesmo tive vontade de dizer a todos os parentes e amigos que já partiram:
— Vou ficando mais um pouco...
Como nada mais tenho que possa lhes oferecer, fico recitando essa frase, com esse gerúndio expressivo, essa indiscrição de um vivo, essa penitência de quem fica à espera da curva depois da qual não se pode mais ficar nem um pouquinho.
(Almeida Tibinçã, a editar)
De Rubem Braga para Vinicius de Moraes
Gosto muito da crônica que Rubem Braga publicou depois que seu amigo Vinicius de Moraes se foi. Em forma de carta, o cronista dá ao poeta notícias atualizadas sobre o Rio, as moças do Rio, a vida, a natureza em for, a chegada da primavera, as promessas no ar... E para arrematar sua despedida, diz:
— Vou ficando por aqui mais um pouco...
Esse “vou ficando” resume a contingência de todos nós, esse estado provisório que gostamos de tratar como se etemo fosse. Esse “vou ficando” soa como desculpa por ainda estar vivo O cronista melancólico diante da ausência de um ardoroso posta amigo, que tanto soube amar à vida.
Quem conheceu o velho Braga admitirá que o tempo dele foi sempre marcado por uma nostalgia profunda, dessas que existem garantindo que não tem cura. Esse “vou ficando” soa, assim, como uma espécie de resignação final de quem não alcançou o teto das expectativas e aguarda agora os protocolos do tempo implacável.
Admiro muito essas frases sintéticas, supostamente simples, mas de muitas camadas, ressonâncias e projeções A gente se abeira delas e elas vão minando água fresca, para saciar nossa sede de consolos. Agora mesmo tive vontade de dizer a todos os parentes e amigos que já partiram:
— Vou ficando mais um pouco...
Como nada mais tenho que possa lhes oferecer, fico recitando essa frase, com esse gerúndio expressivo, essa indiscrição de um vivo, essa penitência de quem fica à espera da curva depois da qual não se pode mais ficar nem um pouquinho.
(Almeida Tibinçã, a editar)