Texto 1 (Para as questões de 1 a 8.)
A busca contínua pela “conquista” do espaço: algumas perspectivas reflexivas
Delton Mendes Francelino
Quem nunca observou o céu noturno, as estrelas, constelações, a Lua, planetas e outros astros, e ficou se perguntando sobre diversos aspectos, como a origem de tudo, possível existência de outras formas de vida fora da Terra, ou, ainda, se houve alguma inteligência que criou o cosmo? Essas inquietações estão presentes na humanidade há muito tempo, há milhares de anos, mas somente nas últimas décadas é que nossas tecnologias nos permitiram ir para além da Terra, a partir de dispositivos como sondas e naves espaciais, satélites, telescópios e radiotelescópios que, com o tempo, foram evoluindo cada vez mais e nos lançando a descobertas impressionantes.
Atualmente, muita discussão tem ocorrido acerca da participação mais evidente de empresas, como a Space X, nas conquistas espaciais. Órgãos estatais, como a NASA (EUA), estão ficando dependentes de parcerias diretas com esse setor, sobretudo no oferecimento de tecnologias. Ter curiosidade sobre tudo é inerente à humanidade, assim como buscar respostas, como a Ciência faz, mas será que há um limite ético para onde essa curiosidade pode nos conduzir?
Somente no Sistema Solar várias pesquisas têm sido feitas, seja em planetas rochosos, como Marte e Vênus, seja em planetas gasosos, como Júpiter e Saturno, mas também em luas e sobre o próprio Sol. Terraformar, ou seja, simular as condições para vida terrestre em outros locais além de nosso planeta também tem sido foco de estudos. Nos recentes anos, importantes processos ocorreram: a Space X, pela primeira vez na história, conseguiu lançar uma sonda espacial sem perder seu foguete, conseguindo pousá-lo para depois o reutilizar; além disso, tem inovado muito em várias outras áreas, como o lançamento dos satélites Starlink, que trarão novidades nos próximos anos. Além disso, três missões não tripuladas foram enviadas para Marte apenas em 2020, como o lançamento do Rover Perseverance, da Nasa, com o objetivo de entender se houve vida mais basal em Marte, em alguma era de sua história (ou se ainda há vida microbiológica).
A tendência é que cada vez mais projetos ocorram com objetivos similares. Também já identificamos cerca de 5.000 exoplanetas, ou seja, planetas que estão em torno de outras estrelas de nossa galáxia, alguns dos quais com a aparente condição de abrigar a vida (e ter água, por exemplo). Será que somos os únicos seres vivos presentes em nosso sistema, ou nossa galáxia, ou em nosso universo? Difícil saber. Todavia, é bem possível que nas próximas décadas muitas descobertas sejam feitas e nos lancem a uma ética diferente de compreensão de quem somos no cosmo. Esse é um ponto extremamente positivo da ciência: a capacidade de permitir a crítica, mudar modelos e, assim, renovar sempre.
Adaptado de: https://barbacenaonline.com.br/a-busca-continuapela-conquista-do-espaco-algumas-perspectivas-reflexivas-2/. Acesso em: 29 de mar. 2024.
Banco público de questões
Questões para Concursos
Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.
Questões por banca
29 bancas disponíveis.
Clique para visualizar todas.
Questões por banca
29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.
Acesse diretamente as bancas disponíveis na QuestLab. As quantidades abaixo consideram as questões ativas do banco.
CEBRASPE
51.483 questões
FGV
25.316 questões
FCC
24.632 questões
AOCP
23.456 questões
IBFC
11.190 questões
VUNESP
11.173 questões
Instituto Quadrix
10.156 questões
FUNDATEC
9.088 questões
IBADE
7.820 questões
CESGRANRIO
6.013 questões
OBJETIVA
4.740 questões
CONSULPLAN
4.174 questões
FEPESE
3.585 questões
IADES
3.439 questões
IESES
2.627 questões
SELECON
2.377 questões
IDECAN
1.907 questões
MS CONCURSOS
1.485 questões
Instituto Legalle
1.281 questões
FAFIPA
1.161 questões
FUMARC
842 questões
ACAFE
551 questões
INSTITUTO AOCP
430 questões
NUCEPE
378 questões
FUNIVERSA
348 questões
FAURGS
203 questões
FIOCRUZ
48 questões
MACKENZIE
48 questões
CETRO
17 questões
34.079 questões encontradas
No exercício financeiro de 2023, a empresa New Global S.A. divulgou a seguinte Demonstração do Resultado do Exercício, com todos os valores em reais:
Descrição
Valor (R$)
Receita Bruta de Vendas
9.500.000,00
(-) ICMS sobre Vendas
(1.900.000,00)
(=) Receita Líquida de Vendas
7.600.000,00
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)
4 800.000,00
(=) Lucro Bruto
2.800.000,00
(-) Despesas Operacionais
Despesa de depreciação
(500.000,00)
Despesa com salários
(1.200.000,00)
(=) Lucro antes do IR e CSLL
1.100.000,00
(-) Despesa com IR e CSLL
(330.000,00)
(=) Lucro Líquido
770.000,00
Informações adicionais:
a empresa New Global S.A. aplica uma alíquota de 20% sobre as vendas para o ICMS;
na aquisição das mercadorias vendidas, o ICMS de 20% já está incluso;
a empresa não possui estoque de mercadorias ao final de 2023;
a despesa com salários refere-se ao pagamento da remuneração dos funcionários diretamente empregados pela empresa, excluindo terceirizados.
Considerando que não havia estoque inicial e que todas as mercadorias adquiridas em 2023 foram vendidas no mesmo ano, assinale a alternativa que apresenta corretamente o Valor Adicionado Total a Distribuir gerado pela New Global S.A. no ano de 2023.
Em Pernambuco, certa região de floresta tropical está sendo monitorada por conta de um incêndio acidental causado por um raio. Estabelecidos os parâmetros de observação entre as cidades A e B, constatou-se que, 30 minutos após a identificação do foco do incêndio, o fogo avançou 3,5 km na direção da cidade B. Com o início dos trabalhos de contenção do avanço das chamas pelos bombeiros, nos 30 minutos seguintes, o fogo avançou 3,4 km na direção de B; nos 30 minutos seguintes, o avanço foi de 3,3 km na direção de B, e assim sucessivamente, 100 metros a menos a cada 30 minutos de trabalho, sempre em direção de B. Além disso, o comando determinou que, assim que o avanço das chamas for contido, uma nova equipe será acionada para continuar o trabalho de extinção do fogo, eliminando possíveis focos remanescentes. Diante do exposto, é correto afirmar que
Para participar de evento da ONU, que será realizado em Lisboa (Portugal), foi composta uma comitiva do governo brasileiro com as seguintes autoridades: o Presidente e o Vice-Presidente da República, o Ministro da Justiça e o Presidente da Câmara dos Deputados. Nesse caso, à luz da Constituição Federal, é correto afirmar que, enquanto tais autoridades estiverem no exterior, exercerá a Presidência da República
Em relação à Lei dos Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e ao entendimento dos Tribunais Superiores acerca do tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Conforme prevê o Código de Processo Civil, para postular em juízo (propor ação), é necessário ter
No âmbito do poder legislativo municipal de Cidade Inteligente, foi implementado um projeto para digitalizar todos os processos legislativos, visando maior eficiência e transparência. O projeto teve os seguintes parâmetros de custo e tempo estabelecidos no início:
custo padrão por hora de trabalho técnico: R$ 20,00;
tempo padrão para digitalização de cada processo: 3 horas;
custo realizado por hora de trabalho técnico: R$ 18,50;
tempo realizado para digitalização de cada processo: 3,2 horas;
total de processos digitalizados no período: 1.500 processos.
A entidade pretende calcular as variações de custo e eficiência para o projeto de digitalização. Para o cálculo da variação de custo, é incluída a variação mista.
Considerando as informações fornecidas, assinale a alternativa que apresenta corretamente as variações de custo e de eficiência no uso dos recursos técnicos, respectivamente.
Texto associado
“[...] a Space X, pela primeira vez na história, conseguiu lançar uma sonda espacial sem perder seu foguete, conseguindo pousá-lo para depois o reutilizar [...].”
Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita totalmente correta do trecho apresentado, com alteração na colocação dos pronomes pessoais.
Texto associado
Do guarda-roupa ao meio ambiente: qual o impacto ambiental do jeans?
As várias etapas da produção do jeans apresentam diversos problemas para o meio ambiente; a aposta em uma economia circular pode ser um caminho para diminuir esses impactos
Ana Beatriz Fogaça
A calça jeans é uma das peças mais versáteis e está presente no guarda-roupa de grande parte das pessoas. Apesar da sua popularidade, o jeans, da confecção ao descarte, muitas vezes inadequado, apresenta diversos impactos para o meio ambiente. Em relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2020, consta a informação de que a produção de uma calça jeans consome 3.789 litros de água, sem contar o tingimento com produtos químicos poluentes.
Grande parte desse problema surge no Brasil, que é um dos maiores fabricantes de jeans no mundo. A professora Júlia Baruque Ramos, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, pesquisadora na área de reciclagem têxtil, comenta sobre a importância da produção do jeans na economia brasileira. “O Brasil é o quinto maior produtor de têxtil do planeta e o quarto maior produtor de artigos confeccionados. O Brasil tem todas as etapas da cadeia têxtil”.
O jeans no Brasil e os fatores ambientais
Atualmente no Brasil são fabricados, principalmente, dois tipos de jeans. O primeiro é o jeans premium, feito 100% de algodão e com tingimentos, acabamentos e modelagens, mas com o preço mais elevado. O segundo é o jeans misto, geralmente usado no dia a dia, que é composto de algodão com poliéster, e às vezes pode ter poliuretano, conhecido popularmente como lycra, para dar uma maior flexibilidade. Esses dois tipos de jeans são tingidos com corantes sintéticos, que contêm poluentes, ou não são tingidos, que é o jeans branco.
O segundo tipo, o jeans misto, é o mais produzido no Brasil, por ser mais barato e mais resistente, devido à mistura de materiais. No entanto, apesar desses benefícios, a especialista conta que a decomposição desse material tem duas principais problemáticas. “A primeira é a presença do poliéster e poliuretano que dificulta qualquer possibilidade de reciclagem e de transformar o tecido do jeans em fibra de novo e reincorporar. E a segunda é a decomposição, o algodão em mais ou menos três anos se decompõe, mas o poliéster e o poliuretano levam mais de 400 anos.”
Para além dos problemas já citados, Júlia menciona a poluição das águas em razão do tingimento dos tecidos, tanto o misto como o 100% algodão, e das lavagens em casa, que acabam contaminando a água com microplásticos oriundos das fibras sintéticas.
Economia circular
Atualmente, na tentativa de diminuir esses impactos ambientais, o conceito de economia circular está sendo colocado em prática. A ideia é não encerrar o ciclo de vida de determinado produto, neste caso as roupas de jeans, e sim integrá-lo para que seja reciclado e reutilizado para produzir outros itens.
Nos casos das empresas que trabalham com o tecido 100% algodão, elas estão recolhendo as aparas, que são as sobras dos cortes feitos para a produção de uma peça de jeans, e as desfibrando e reincorporando ao algodão virgem para fazer um novo tecido de jeans. Com os tecidos mistos isso não é possível, por sua composição, mas usar suas aparas para preencher almofadas e bichos de pelúcia é uma boa opção para dar continuidade ao seu ciclo de vida. […]
Vale ressaltar que, por ser um dos maiores produtores têxteis do mundo, o setor emprega milhões de trabalhadores brasileiros. Segundo dados do relatório anual da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e Confecção (Abit), em parceria com o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), o setor têxtil empregava, em 2021, de forma direta, mais de um 1,3 milhão de trabalhadores, e oito milhões se contar os empregos indiretos.
Adaptado de: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/do-guarda-roupa-ao-meio-ambiente-qual-o-impacto-ambiental-do-jeans/. Acesso em: 30 abr. 2024.
As várias etapas da produção do jeans apresentam diversos problemas para o meio ambiente; a aposta em uma economia circular pode ser um caminho para diminuir esses impactos
Ana Beatriz Fogaça
A calça jeans é uma das peças mais versáteis e está presente no guarda-roupa de grande parte das pessoas. Apesar da sua popularidade, o jeans, da confecção ao descarte, muitas vezes inadequado, apresenta diversos impactos para o meio ambiente. Em relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2020, consta a informação de que a produção de uma calça jeans consome 3.789 litros de água, sem contar o tingimento com produtos químicos poluentes.
Grande parte desse problema surge no Brasil, que é um dos maiores fabricantes de jeans no mundo. A professora Júlia Baruque Ramos, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, pesquisadora na área de reciclagem têxtil, comenta sobre a importância da produção do jeans na economia brasileira. “O Brasil é o quinto maior produtor de têxtil do planeta e o quarto maior produtor de artigos confeccionados. O Brasil tem todas as etapas da cadeia têxtil”.
O jeans no Brasil e os fatores ambientais
Atualmente no Brasil são fabricados, principalmente, dois tipos de jeans. O primeiro é o jeans premium, feito 100% de algodão e com tingimentos, acabamentos e modelagens, mas com o preço mais elevado. O segundo é o jeans misto, geralmente usado no dia a dia, que é composto de algodão com poliéster, e às vezes pode ter poliuretano, conhecido popularmente como lycra, para dar uma maior flexibilidade. Esses dois tipos de jeans são tingidos com corantes sintéticos, que contêm poluentes, ou não são tingidos, que é o jeans branco.
O segundo tipo, o jeans misto, é o mais produzido no Brasil, por ser mais barato e mais resistente, devido à mistura de materiais. No entanto, apesar desses benefícios, a especialista conta que a decomposição desse material tem duas principais problemáticas. “A primeira é a presença do poliéster e poliuretano que dificulta qualquer possibilidade de reciclagem e de transformar o tecido do jeans em fibra de novo e reincorporar. E a segunda é a decomposição, o algodão em mais ou menos três anos se decompõe, mas o poliéster e o poliuretano levam mais de 400 anos.”
Para além dos problemas já citados, Júlia menciona a poluição das águas em razão do tingimento dos tecidos, tanto o misto como o 100% algodão, e das lavagens em casa, que acabam contaminando a água com microplásticos oriundos das fibras sintéticas.
Economia circular
Atualmente, na tentativa de diminuir esses impactos ambientais, o conceito de economia circular está sendo colocado em prática. A ideia é não encerrar o ciclo de vida de determinado produto, neste caso as roupas de jeans, e sim integrá-lo para que seja reciclado e reutilizado para produzir outros itens.
Nos casos das empresas que trabalham com o tecido 100% algodão, elas estão recolhendo as aparas, que são as sobras dos cortes feitos para a produção de uma peça de jeans, e as desfibrando e reincorporando ao algodão virgem para fazer um novo tecido de jeans. Com os tecidos mistos isso não é possível, por sua composição, mas usar suas aparas para preencher almofadas e bichos de pelúcia é uma boa opção para dar continuidade ao seu ciclo de vida. […]
Vale ressaltar que, por ser um dos maiores produtores têxteis do mundo, o setor emprega milhões de trabalhadores brasileiros. Segundo dados do relatório anual da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e Confecção (Abit), em parceria com o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), o setor têxtil empregava, em 2021, de forma direta, mais de um 1,3 milhão de trabalhadores, e oito milhões se contar os empregos indiretos.
Adaptado de: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/do-guarda-roupa-ao-meio-ambiente-qual-o-impacto-ambiental-do-jeans/. Acesso em: 30 abr. 2024.