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Uma parte importante da filosofia moral resulta do problema de saber como devemos viver. O utilitarista enfrenta este problema declarando que devemos perseguir a felicidade - não só a nossa própria felicidade, mas a felicidade de todos aqueles cujo bem-estar poderá ser afetado pela nossa conduta. Os interesses do agente não têm, na verdade, mais importância do que os interesses de quaisquer outros indivíduos, sejam eles quem forem. GALVÃO, P. Introdução. In : MILL, J. S. Utilitarismo , Porto: Porto, 2005. p. 9. Do trecho citado, infere-se que o utilitarismo é uma proposta de teoria de justiça distributiva que

A defende a existência de um Direito Natural e de leis de acordo com a própria ordem da realidade.
B prioriza os direitos legais do indivíduo sobre a coletividade, e, portanto, liberal em sua essência.
C se baseia nos sentimentos morais inatos comuns a toda a espécie humana.
D propõe uma harmonia entre os interesses do indivíduo e os da coletividade.
E preconiza soluções anárquicas para os impasses advindos da tensão entre direitos do indivíduo e o bem da coletividade.

Com a teoria das Idéias [...] Platão quis dizer o seguinte: o sensível se explica somente com a dimensão do supra-sensível, o corruptível com o ser incorruptível, o móvel com o imóvel, o relativo com o Absoluto, o múltiplo com o Uno. REALE, G. História da Filosofia Antiga, Vol.

II. SP: Loyola. 1994. p. 79. Conforme verificado no trecho acima, Platão, em sua obra filosófica, afirmou que a

A realidade se encerra em relações de imanência.
B realidade é composta de instâncias transcendentes e imanentes.
C dimensão sensível da realidade é meramente ilusória.
D inteligência humana é incapaz de alcançar os princípios últimos da realidade.
E inteligência humana inventou noções como as de “absoluto” e “supra-sensível” para tentar dar conta da realidade múltipla e corruptível.

Art. 6 o São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988.) Em uma década, de 2012 a 2022, o crescimento da população em situação de rua no Brasil foi de 211%. Trata-se de uma expansão muito superior à da população brasileira na última década, de apenas 11% entre 2011 e 2021, na comparação com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (“População em situação de rua supera 281,4 mil pessoas no Brasil”. www.ipea.gov.br, 23.05.2023. Adaptado.) A partir da leitura dos dois excertos, percebe-se a incompatibilidade, na atual conjuntura brasileira, entre

A a democracia formal e a democracia substancial.
B a justiça distributiva e as práticas de corrupção.
C os direitos sociais e os direitos humanos.
D o Poder Executivo e o Poder Judiciário.
E o controle populacional e a igualdade econômica.

O príncipe desejoso de manter-se no poder tem de aprender os meios de não ser bom e a fazer uso ou não deles, conforme as necessidades. (MAQUIAVEL, 2019, p. 93.) Considerando a teoria de Nicolau Maquiavel e, ainda, analisando o trecho apresentado, assinale o significado subjacente desta afirmação.

A A bondade é incompatível com a eficácia política e a manutenção do poder.
B A bondade é uma fraqueza que pode ser explorada pelos adversários políticos.
C A moralidade deve ser sacrificada em prol da estabilidade e da segurança no governo.
D A astúcia e a dissimulação são habilidades necessárias para o príncipe assegurar seu poder.
Órgão: Câmara Municipal de Pouso Alegre MG Cargo: Analista de Projetos Educacionais Prova: Instituto Consulplan - Câmara Municipal de Pouso Alegre MG - Analista de Projetos Educacionais - 2023

A comunicação pública é de suma importância para o pleno exercício da cidadania. Para que os direitos e deveres sejam efetivamente exercidos, não basta apenas receber informações unidirecionais do Estado para o cidadão. É essencial também promover o diálogo, garantindo um fluxo contínuo de troca de informações e até mesmo de sentimentos entre todas as partes envolvidas. Essa habilidade é cada vez mais necessária para a efetivação de políticas públicas que atendam às necessidades da sociedade. Descreve corretamente o papel do cidadão no contexto das relações públicas em uma sociedade democrática:

A Não tem um papel significativo nas relações públicas, pois é uma atividade exclusiva do setor público e das organizações privadas.
B Deve ser apenas um espectador das ações das organizações, sem participar ativamente do processo de comunicação e feedback .
C Nas relações públicas, seu papel é limitado a ser receptor passivo de informações, sem ter voz ativa na formação de opinião e tomada de decisões das instituições.
D Desempenha um papel fundamental nas relações públicas, agindo como um interlocutor crítico, fornecendo feedback , cobrando transparência e responsabilidade das instituições e participando ativamente do diálogo público.

Em sociedades totalitárias apenas um ou poucos tem o poder político, todos os outros indivíduos não têm poder algum. De onde viria o poder desse indivíduo ou grupo? Por que todos se submetem aos seus desejos? Etienne de la Boétie em seu livro Discurso da servidão voluntária elaborou uma teoria política, colocando em perspectiva que o sustentáculo do tirano não é sua própria autoridade, mas a entrega dos súditos, isto é, a dominação só é possível com o concurso direto dos próprios dominados. Para tanto, o tirano constrói em torno de si uma rede de interesses semelhante a uma cebola, na qual uma série de cascas são sobrepostas em torno de um núcleo central. Reflita sobre esta questão e assinale a alternativa incorreta .

A O poder ilimitado, antes de tudo, é um agente político que tem a capacidade de transformar as vontades dos outros na sua própria vontade. Ele assim o faz por meio da propaganda, manipulando informações e convencendo as vontades divergentes ou neutras, tornando-as todas numa única vontade que favorece o poderoso e com a qual os demais devem concordar
B O poder tirânico é considerado enquanto fundamento de legitimação popular e de limitação do exercício do poder, formatando-se como um método político, o qual se preocupa, inclusive, com a organização dos procedimentos administrativos realizados pelos poderes políticos legitimados e limitados, incluindo a Constituição e a separação entre os poderes
C O que garante o poder do tirano é uma rede e estrutura de micropoderes e interesses que se constrói a sua volta e, ao invés de diluí-lo ou enfraquecê-lo, fortalece-o, sendo mesmo o seu próprio sustentáculo e garantia
D O poder do tirano pode acabar se os indivíduos se recusarem a lhe servir ou não mais compartilhar de sua vontade. Assim, uma sociedade servil depende do consentimento dos indivíduos. Caso esses indivíduos resolvam não mais obedecer ao tirano e solucionar seus próprios problemas políticos, tornando-se cidadãos poderão construir novas formas de relação social
E O Tirano além de usar a propaganda para o convencimento e manipulação das vontades, ele também usa o poder da força bruta, legitimada por sua vontade e pelo apoio da maioria. Seu poder depende de criar uma percepção de um permanente perigo de ações terroristas

Os princípios dos movimentos de desobediência civil estão geralmente reunidos sob a égide das consciências elevadas somadas às posições morais como: seriedade, sinceridade, profundidade de convicção e abnegação. Torna-se fundamental para seus pensadores diferenciar e estabelecer o contraste entre a desobediência civil e a violação da lei criminal. Houve mudanças nas formas de paradigma e nos objetivos da desobediência civil ao longo do século passado e inícios do de hoje, desde o ativismo militante das sufragistas em busca de seus direitos básicos de cidadania até as greves escolares do movimento climático jovem e manifestações em massa para exigir que os governos tomem medidas urgentes para combater a crise climática. Mesmo assim, a desobediência civil continua sendo uma parte duradoura e vibrante do ativismo político e, cada vez mais, se beneficia de alianças transnacionais. E, sem surpresa, muitos dos mais famosos desobedientes civis – Henry David Thoreau, Mohandas Gandhi, Rosa Parks, Martin Luther King Jr., Nelson Mandela – eram membros de grupos cujos direitos eles buscavam defender. Com base na reflexão sobre os movimentos de desobediência civil e, em especial, o pensamento de Martin Luther King Jr., analise as afirmativas abaixo:

I. Entre outros conceitos, Martin Luther King Jr. é reconhecido por desenvolver os fundamentos filosóficos do ativismo não violento.

II. Martin Luther King Jr. era um defensor da ação militante (uso da força) na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.

III. Martin Luther King Jr. argumenta que a resistência não violenta é moralmente superior à violência.

IV. Em sua “Carta de uma prisão de Birmingham”, Martin Luther King Jr. argumenta: “estou em Birmingham porque a injustiça está aqui”., mas ele defende os clérigos brancos moderados, os quais pediram paciência para que as disputas e questões fossem decididas nos tribunais e pediram à “comunidade negra” que praticasse a contenção. Estão corretas as afirmativas:

A I e IV apenas
B I, II e IV apenas
C I e III apenas
D III e IV apenas
E I, II, III e IV

Para o filósofo Jean Jacques Rousseau, o progresso, o nascimento da agricultura e da metalurgia foi configurando os seres humanos menos dóceis, inocentes e mais desiguais, levando alguns a possuírem mais bens do que outros. Nesse sentido, em sua reflexão sobre o tema, o filósofo afirma que a origem da desigualdade social foi estabelecida quando o homem

A Ao nascer, foi enrolado em um manto pela parteira, não podendo exercer a sua liberdade
B Em sociedade, corrompeu sua essência, o seu espírito de guerra inato à sua existência
C Deixou de considerar a agricultura e a agropecuária como um meio de sobrevivência e passou a considerá-las como um meio de acúmulo de bens.
D Associou-se espontaneamente em grupos, movido pelas paixões e sentimentos, exercendo sua liberdade e seu estado de livre-arbítrio que é inato à sua essência.
E Deu um passo fundamental no processo da corrupção existencial ao afirmar: “isto é meu”, o que gerou a divisão social entre ricos e pobres

O célebre ensaio “A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica”

( 1994 ), de Walter Benjamin, tem como tema central:

A O impacto das imagens geradas por inteligência artificial para a “aura” da obra de arte.
B O impacto das transformações tecnológicas do século XIX, em especial dos meios capazes de reproduzir fielmente uma imagem, na “aura” atribuída culturalmente a uma obra de arte.
C O impacto da disseminação de imagens através de meios eletrônicos e da rede mundial de computadores no conceito de arte como um todo.
D A proposta de uma nova história da Arte sob o ponto de vista materialista histórico, à luz do marxismo-leninismo, contemplando as vanguardas modernistas contemporâneas ao texto.
E A investigação de uma “aura” mística a qual seria imbuída uma obra de arte, à luz do espiritismo kardecista.

Entre os textos políticos de Immanuel Kant, merece destaque a obra À paz perpétua . Na obra, o autor apresenta uma proposta jurídico-política para que a paz entre os povos seja alcançada. Esta proposta é:

A A organização das nações em blocos regionais, de modo a equilibrar a balança de poder internacional.
B A implementação de uma cultura de paz na formação das elites políticas nacionais.
C A implementação imediata de um “Estado dos Estados” e a queima dos arsenais nacionais.
D A organização dos povos em uma federação de Estados.
E A afirmação do princípio si vis pacem, para bellum , uma vez que o autor acredita que, havendo uma nação mais poderosa, todas as demais respeitarão o regramento por ela imposto.