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No currículo da educação básica, é necessário trabalhar elementos da Cultura Digital, isto é, práticas, hábitos e valores resultantes da interação entre o ser humano e as tecnologias digitais, para que os estudantes possam exercer a cidadania digital. Com isso, questiona-se: quais são os elementos da cultura digital que contribuem para a reflexão e criticidade dos estudantes no ensino da Filosofia do ensino médio? (Silva, Bonin & Garrote, 2023. Adaptado) Para os autores, a cultura digital pode beneficiar os estudantes ao promover

A o favorecimento de estratégias de disseminação de desinformação na rede.
B a utilização neutra das tecnologias contemporâneas da informação.
C o aumento de seu engajamento para desenvolver práticas questionadoras.
D a aprendizagem de formas eficazes de manipulação do comportamento.
E o uso de redes sociais digitais para autopromoção e benefício pessoal.

O fazer (ou melhor, o saber fazer) difere de outras capacidades humanas como a de contemplar a realidade (literal ou mentalmente), agir (no sentido de adotar decisões responsáveis), experimentar sentimentos (que chegam a ser muito sofisticados, como o fascínio por uma obra de arte) e expressar-se (sobretudo, manifestar a própria identidade, as próprias ideias, os próprios anseios) mediante uma linguagem articulada, particularmente a enunciativa. (Cupani, 2004. Adaptado) Segundo Alberto Cupani, a compreensão da dimensão técnica da vida humana

A caracteriza o ser humano como homo faber.
B valoriza a criatividade e a engenhosidade.
C permite avaliar implicações éticas da técnica.
D propicia a distinção entre técnica e tecnologia.
E justifica a superioridade da deliberação racional.

A revolução darwiniana é resultado da obra de Charles Darwin intitulada A origem das espécies pela seleção natural

( 1859 ). Nessa obra, ele formula sua famosa teoria da evolução, ou, mais apropriadamente, da transformação das espécies pela seleção natural. Essa teoria considera que o ser humano é apenas mais uma espécie natural entre outras e que a espécie humana resulta de um processo de evolução natural. (Marcondes, 2010. Adaptado) Segundo Danilo Marcondes, a teoria darwiniana

A define critérios para traçar a fronteira entre os seres sencientes e os carentes de senciência.
B estabelece uma hierarquia entre as espécies em função da presença de agência moral.
C permite a justificação da crença religiosa na superioridade adaptativa da espécie humana.
D abala a crença de que a natureza humana seria radicalmente distinta da dos demais seres.
E acaba por validar princípios propostos pela teoria contemporânea do design inteligente.

Numa perspectiva analítica, Mario Bunge entende por técnica o controle ou a transformação da natureza pelo ser humano, o qual faz uso de conhecimentos pré-científicos. A tecnologia, por sua vez, consiste na técnica de base científica (Cupani, 2004. Adaptado). Segundo Alberto Cupani, para Mario Bunge, a técnica e a tecnologia

A devem ser estudadas a partir de uma perspectiva fenomenológica.
B produzem deliberadamente objetos artificiais ou alteram sistemas naturais.
C resultam de iniciativas improvisadas de modificação da natureza.
D diferem radicalmente pelo grau de complexidade de seus produtos.
E adotam regras aleatórias para preservar a originalidade de seus produtos.

Alberto Cupani, quando discute a filosofia da tecnologia de Borgmann, em seu texto A tecnologia como problema filosófico: três enfoques , destaca que: “Para Borgmann, ‘tecnologia’ não designa uma forma de técnica, mais evoluída e potente graças à sua associação com a ciência […], mas um modo de vida próprio da Modernidade. A tecnologia é o modo tipicamente moderno de o homem lidar com o mundo, um ‘paradigma’ ou ‘padrão’ caraterístico e limitador da existência, intrínseco à vida quotidiana. Tão intrínseco que ele passa, por isso mesmo, despercebido”. A abordagem da filosofia da tecnologia mencionada, no excerto, considera como característica central da tecnologia

A a estrutura econômica da modernidade.
B a racionalidade técnica como ação racional.
C o desenho e planificação de artefatos.
D a ubiquidade dos dispositivos tecnológicos.
E a ambivalência social e técnica.

Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote, em seu texto Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no ensino médio: o que dizem as pesquisas? , ressaltam que: “todos os recursos digitais adotados nas práticas pedagógicas contribuem para o ensino de Filosofia. A depender do recurso utilizado […], eles permitem: (i) ilustrar conceitos e teoria filosóficas de modo mais concretos; (ii) estimular a reflexão filosófica e crítica; (iii) desenvolver habilidades críticas; (iv) estimular o debate e diálogo; (v) compartilhar ideias e opiniões sobre temas filosóficos”. Segundo os autores, os recursos mencionados no ensino de Filosofia refletem suas potencialidades ao

A democratizar o acesso a conteúdos filosóficos.
B substituir as práticas pedagógicas presenciais.
C limitar-se à sua função de suporte para práticas tradicionais.
D complementar o ensino, mas sem promover reflexões interativas.
E depender exclusivamente da formação tecnológica dos professores.

Em seu texto Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no ensino médio: o que dizem as pesquisas? , Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote argumentam que: “O ensino de filosofia é fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico, da reflexão ética e da compreensão da complexidade do mundo. A filosofia pode ajudar os estudantes a pensar de forma autônoma, a questionar seus preconceitos e a compreender as diferentes perspectivas sobre os problemas da vida. E, para dinamizar essas possibilidades, há pesquisas que recorrem aos recursos digitais provenientes da cultura digital”. Com base no texto, recorrer aos recursos indicados é relevante para o ensino de filosofia, pois

A os recursos digitais tornam a compreensão da filosofia imediata.
B a sociedade exige o desenvolvimento de uma educação digital.
C o pensamento crítico depende do suporte de ferramentas digitais.
D a cultura digital redefine as relações sociais e educacionais.
E os docentes têm sua função pedagógica reduzida pelas tecnologias.

Denomina-se “ideologia” o conjunto de ideias que definem certa visão de mundo. Embora a utilização marxiana do termo tenha ganhado notoriedade a partir do século XIX, com a obra “A ideologia alemã”, o termo já era utilizado por pensadores de expressão francesa. A primeira aparição do termo foi na obra:

A Elementos de ideologia, de Destutt de Tracy.
B Tratado sobre a tolerância, de Voltaire.
C A origem da desigualdade entre os homens, de Jean-Jacques Rousseau.
D O espírito das leis, de Montesquieu.
E A propriedade privada é um roubo, de Pierre-Joseph Proudhon.

Na Crítica da Faculdade de Julgar , Immanuel Kant diferencia a fruição relativa ao belo tanto daquela envolvendo o que é bom quanto a que envolve o que é agradável . Assinale a opção correta, segundo essa distinção kantiana.

A O agradável é experimentado de forma desinteressada e universalmente comunicável.
B O belo está relacionado aos fins morais, sendo apreciado por seu valor prático e ético.
C O bom é apreciado exclusivamente pelo prazer sensível que desperta a cada indivíduo.
D O belo é desvinculado de conceitos ou utilidades e tem uma pretensão à universalidade.
E O agradável está ligado a um prazer intrínseco que todos compartilham igualmente.

Assim como o mito e a ciência são modos de organização da experiência humana – o primeiro baseado na emoção e o segundo na razão, também a arte vai aparecer no mundo humano como forma de organização, como modo de transformar a experiência vivida em objeto de conhecimento, desta vez através do sentimento. Osborne distingue seis princípios fundamentais que dominaram o ponto de vista renascentista no terreno da estética: I- A arte é um ramo do conhecimento e, portanto, criação da inteligência. II- A arte imita a natureza com a ajuda das ciências. III- As artes plásticas e a literatura têm propósito de melhoria social e moral, aspirando ao ideal. IV- A beleza é uma propriedade objetiva das coisas e consiste em ordem, harmonia, proporção, adequação. A harmonia expressa-se matematicamente. V- As artes alcançaram a perfeição na Idade Média. VI- As artes estão sujeitas a regras de perfeição racionalmente apreensíveis, que podem ser formuladas e ensinadas com precisão. Aprendemo-las pelo estudo das obras da Idade Moderna. Pode-se afirmar que não são verdadeiras as proposições:

A III e VI.
B IV e V.
C I e II.
D V e VI.