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No final da década de 2010, novos estudos feitos a partir de DNA fóssil confirmaram uma hipótese a respeito da origem dos primeiros habitantes da América. Assinale a alternativa que indica corretamente essa teoria.

A Os primeiros habitantes da América vieram da Ásia, atravessando o Atlântico em frágeis embarcações de junco.
B Os primeiros habitantes da América são originários da África e chegaram à América pelo estreito de Magalhães.
C Os primeiros americanos vieram da Oceania e aportaram nas Antilhas Ocidentais.
D Os primeiros habitantes da América vieram da Ásia, pelo estreito de Bering.
E O homem americano é autóctone, surgiu no continente americano por volta de 20.000 a.C.

Leia os discursos a seguir. Discurso

I Colocastes a Espanha em minhas mãos. Minha mão será firme, meu pulso não vacilará e eu procurarei alçar a Espanha ao posto que lhe corresponde conforme sua História e que ocupou em épocas passadas. Se invocamos as grandezas da Espanha imperial é porque elas nos movem com seus ideais, seus empenhos de salvação e fundação. Não queremos uma Espanha velha e difamada. Queremos um Estado onde a pura tradição e substância daquele passado espanhol ideal se enquadre nas formas novas, vigorosas e heroicas que os jovens de hoje e de amanhã trazem nesta alvorada imperial do nosso povo. A Espanha se organiza dentro de um amplo conceito totalitário, mediante àquelas instituições nacionais que asseguram sua totalidade, sua unidade e sua continuidade. A implantação dos princípios mais severos de autoridade que este Movimento implica não possui justificativa de caráter militar, mas na necessidade de um funcionamento regular das energias complexas da Pátria. Eu quero que minha política tenha o profundo caráter popular que sempre teve o profundo caráter popular que sempre teve na História da política da Grande Espanha. Nossa obra – minha e do meu governo – estará orientada com uma grande preocupação pelas classes populares, bem como pela tristeza da classe média. Discurso proferido por Francisco Franco . Amanhece na Espanha. 1936. Discurso

II As fundas pegadas e traços que ficaram de nós na terra e nas almas, por muita parte onde não é hoje nosso o domínio político, e tem maravilhado os observadores desde as costas de Marrocos à Etiópia e do mar Vermelho aos estreitos e ao mar da China, vêm exatamente de que a nossa obra não é a do caminheiro que olha e passa, do explorador que busca à pressa as riquezas fáceis e levantou a tenda e seguiu, mas a do que, levando em seu coração a imagem da Pátria, se ocupa amorosamente em gravá-la fundo onde adrega de levar a vida, ao mesmo tempo que lhe desabrocha espontâneo da alma o sentido da missão civilizadora. Não é a terra que se explora: é Portugal que revive. SALAZAR, António de O. Discursos. Coimbra Ed, vol. III, p. 153. 1959. A respeito dos discursos reproduzidos, assinale a afirmativa correta.

A Os dois discursos rompem com a história colonial da época moderna, direcionando os argumentos para projeções futuras que visam posicionar as nações como potencias econômicas em escala global.
B Os dois discursos enaltecem os passados coloniais, tratando-os como signos de prestígio e como um modelo para orientar as políticas dos governos vigentes.
C Os dois discursos remetem à exploração mercantilista, própria do passado de seus países, para reafirmar suas histórias de glória.
D Os dois discursos criticam os vínculos coloniais, empregando argumentos que inferiorizam outras regiões do globo como periferias coloniais em relação às metrópoles europeias peninsulares.
E Os dois discursos usam elementos da história nacional para destacar um passado em comum que, ao longo dos séculos, permanece inalterado e estático, sem sofrer modificações significativas.

Podemos definir como “artefatos” os objetos que parecem manifestar um aspecto inteligível da ação do homem. Existem casos duvidosos de atribuição de origem, como nas escavações de sítios paleolíticos chineses, em que certas pedras lascadas pelo fogo parecem ter sido resultado de uma ação exclusiva da natureza. (Henri-Irénée Marrou. De la connaissance historique, 1975. Adaptado.) Depreende-se do texto que as condições essenciais para a pesquisa histórica são

A as constituições das grandes civilizações históricas.
B as organizações de arquivos históricos pelos sábios do passado.
C as fontes diversas produzidas pelos seres humanos em sociedade.
D as existências de relatos escritos sobre feitos militares.
E as invenções dos instrumentos de produção agrícola.

“Os humanistas, num gesto ousado, tendiam a considerar como mais perfeita e mais expressiva a cultura que havia surgido e se desenvolvido no seio do paganismo, antes do advento de Cristo. A Igreja, portanto, para quem a história humana só atingira a culminância na Era Cristã, não poderia ver com bons olhos essa atitude.” (SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento . São Paulo: Unicamp, 1988. p.14) Quanto aos humanistas, podemos dizer que

A eram em sua maioria cristãos e desejavam reinterpretar o Evangelho à luz da experiência e dos valores da Antiguidade. Exaltavam o indivíduo, a vontade e a capacidade de ação dos homens.
B valorizavam os antigos gregos e romanos em detrimento da cultura medieval. Assim, os humanistas retornam ao paganismo e fazem dessa religião sua crença principal provocando a ira da Igreja Católica.
C acreditavam que somente Deus é a fonte de energias criativas ilimitadas, detentor único de virtude e glória. Porém, seu teocentrismo não os impediu de produzir obras que valorizassem a ação humana.
D acreditavam, inspirados nos valores clássicos, na capacidade transformadora dos homens induzidos por força criadora de Deus. Diante disso, a Igreja Católica adotou uma política de total apoio ao movimento.
E eram orientados pela ideia de submissão total do homem a Deus e à Igreja. Obedeciam à ordem social imposta pelo clero e justificam esse posicionamento a partir dos textos da antiguidade clássica.

A história é o passado que foi verdadeiramente vivido por homens de carne e osso sobre essa terra concreta – mas só podemos conhecê-lo caso ele nos tenha deixado documentos. Como a existência e a conservação dos documentos dependem de um conjunto de circunstâncias que não foram estruturadas a partir dos interesses de um historiador, jamais saberemos tudo o que esse passado foi. As questões mais interessantes muitas vezes não são as mais bem documentadas; para estudarmos, por exemplo, a Palestina do século I, dispomos de mais informações sobre a vida sentimental do rei Herodes do que sobre a data de nascimento de Cristo. (Henri-Irénée Marrou. Do conhecimento histórico , 1975. Adaptado.) O texto refere-se

A ao ofício científico dos historiadores, realizado segundo os procedimentos rigorosos das experimentações laboratoriais.
B aos fatores culturais como motor da história, acentuando a predominância de textos filosóficos nos arquivos.
C ao controle das fontes históricas pelas classes dominantes, eliminando da história os movimentos populares.
D à impossibilidade de qualquer apreensão do passado humano, considerando a irreversibilidade dos fatos históricos.
E ao conteúdo lacunar do saber histórico, dependente de preservações assistemáticas de registros materiais.

“As denúncias de que o exército brasileiro ao lutar na guerra (1864-1870) era formado por escravos não são novas. Ao contrário, têm pelo menos cento e vinte anos. Seus primeiros autores foram os redatores dos jornais paraguaios da época que tratavam de menosprezar o exército brasileiro com base no duvidoso argumento de que, por ser formado por negros, deveria ser de qualidade inferior”. TORAL, André Amaral de. A participação dos negros escravos na guerra do Paraguai. Estudos Avançados. v. 9, nº 24, São Paulo, May/ Aug. 1995 (Adaptado). Sobre os negros como partícipes da Guerra do Paraguai, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. Os exércitos paraguaio, brasileiro e uruguaio tinham alguns batalhões formados exclusivamente por negros. Como exemplos, tem-se o Corpo dos Zuavos da Bahia e o batalhão uruguaio Florida.

II. Na época da Guerra do Paraguai, não existiam negros escravos ou ex-escravos no exército paraguaio. A escravidão havia sido abolida no Paraguai em 1842, por Carlos Lopes, pai de Francisco Solano López.

III. Na época da guerra (1864-1870), no Paraguai, o negro brasileiro era representado como inimigo. O exército brasileiro era o exército macacuno e seus líderes, segundo a propaganda lopizta, eram macacos que pretendiam escravizar o povo paraguaio, conduzindo-os da liberdade à escravidão.

IV. Havia negros no exército brasileiro na Guerra do Paraguai, mas eles já tinham sido libertos.

A Apenas I e III.
B Apenas II e IV.
C Apenas I e IV.
D Apenas I, II e III.