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Sobre a intervenção de terceiros, é correto afirmar que:

A não se admite intervenção de terceiros em processos de execução ou cumprimento de sentença, sendo instituto típico da fase de conhecimento;
B sempre que a sentença influir na relação jurídica entre assistente e parte principal, trata-se de assistente litisconsorcial e esse será considerado como litisconsorte;
C se um juiz estadual admitir a Anatel como amicus curiae em um processo, deverá declinar a competência para a Justiça Federal;
D a denunciação da lide, o chamamento ao processo e a nomeação à autoria são espécies vigentes de intervenção de terceiros;
E o incidente de desconsideração da personalidade jurídica pode ser instaurado a pedido da parte, do Ministério Público e pelo próprio magistrado, quando entender pertinente.

A prova no sistema processual civil vigente:

A só será aceita no processo se houver expressa previsão legal;
B será apreciada pelo juiz independentemente da parte que requereu sua produção, desde que de forma fundamentada;
C é valorada a partir do sistema da íntima convicção, como regra;
D precisa ser produzida no próprio processo em análise, não se admitindo a prova emprestada;
E é essencial para o julgamento da causa, não sendo possível proferir sentença sem a instauração de fase probatória.

A sentença é o ato judicial que encerra o processo, podendo se dar com resolução ou sem resolução do mérito. Sobre a sentença, é correto afirmar que:

A é um ato com extrema formalidade, sempre formada por relatório, fundamentação e dispositivo;
B quando julga o mérito, necessariamente deve ser líquida e certa;
C é ato exclusivo do juiz, que pode invocar motivos, na fundamentação, que se prestariam a justificar qualquer outra decisão;
D é considerada citra petita quando o juiz analisa pedido diverso do requerido pela parte autora na petição inicial;
E quando julga pedido envolvendo prestações sucessivas, deve considerar como pedido o cumprimento dessas também no curso do processo, mesmo que não haja pedido expresso do autor, caso o devedor deixe de pagá-las ou de consigná-las.

João cobra de Tripi Andaimes Ltda. duas diárias de seu trabalho autônomo no valor de 21 salários mínimos. Comparecem à audiência de conciliação prévia sem advogados. O réu se faz representar por preposto, munido de carta de preposição com poderes para transigir, mas que não comprova seu vínculo empregatício. Nesse caso, é correto afirmar que:

A a assistência por advogados é obrigatória na sessão de conciliação, razão pela qual a audiência deverá ser suspensa até que as partes nomeiem seus advogados;
B por ser indispensável o vínculo empregatício do preposto, a parte ré deve ser considerada ausente ao ato;
C a assistência por advogados é obrigatória, razão pela qual o autor deverá ser considerado ausente e, em consequência, o feito será remetido ao juiz togado para extinção com aplicação de multa;
D o réu está regularmente representado no ato, porque não é necessário vínculo empregatício com seu preposto, nem é obrigatória a assistência por advogado na sessão de conciliação;
E a assistência por advogado não é obrigatória neste caso, no entanto, por ser o réu pessoa jurídica, o feito só poderá prosseguir após o autor receber assistência judiciária prestada por órgão instituído junto ao Juizado Especial, na forma da lei local.

Bento foi vencedor em uma demanda judicial, razão pela qual Francisco foi condenado a pagar-lhe indenização de oito mil reais. Intimado para cumprir a sentença, Francisco pede a designação de audiência de conciliação. Nesse caso, a tentativa de conciliação:

A não é mais possível, porque já existe sentença transitada em julgado condenando-lhe ao pagamento de indenização;
B somente seria possível se solicitada por Bento, que, então, estaria renunciando a seu direito de executar a sentença em seu favor;
C somente será possível com relação aos meios de execução, na medida em que já existe sentença transitada em julgado condenando-lhe ao pagamento de indenização;
D será possível e poderá abranger qualquer matéria, porque se trata de direito patrimonial da parte sobre o qual ela pode dispor conforme preferir, podendo a audiência ser presidida por conciliador ou por juiz;
E será possível e poderá abranger qualquer matéria, porque se trata de direito patrimonial da parte sobre o qual ela pode dispor conforme preferir, mas a audiência deverá ser presidida, necessariamente, pelo juiz togado que proferiu a sentença.

Em execução de título extrajudicial, é celebrado um acordo em audiência presidida pelo conciliador. Em seguida, duas teses de defesa são levantadas pelo devedor, a saber: i) a penhora de bens é essencial para a designação de audiência conciliatória em sede de Juizado Especial Cível; e ii) a ausência do juiz togado à audiência de conciliação tornaria nulo o ato. Nesse caso, nos termos dos enunciados do Fonaje, é correto afirmar que:

A não procedem as teses;
B procede apenas a primeira tese;
C procede apenas a segunda tese;
D procedem ambas as teses e nada pode ser feito para convalidar o acordo;
E procedem, em parte, ambas as teses, a fim de que se reconheça a nulidade do acordo, ressalvada a possibilidade de confirmação em nova audiência a ser designada.

Maria e João são casados e têm uma filha de 7 anos. Pretendiam viajar para Fernando de Noronha no Réveillon. No entanto, no dia 27/12/2022, João foi preso em cumprimento de sentença condenatória definitiva. Maria, ao receber a notícia, tem um ataque cardíaco fulminante e falece. Em razão disso, João pede ao advogado que tente cancelar as três passagens aéreas, sem o pagamento de multa. A ré, que já se encontrava em dificuldade financeira, negou o pedido e, logo após, veio a falir. Em eventual demanda a ser ajuizada no Juizado Especial Cível, à luz da Lei nº 9.099/1995:

A nenhum dos envolvidos poderia ser parte;
B apenas o preso e o espólio podem ser partes;
C apenas o preso, o espólio e a menor de idade (incapaz) podem ser partes;
D apenas o preso e a massa falida da companhia aérea podem ser partes;
E o preso, o espólio, a menor de idade (incapaz) e a massa falida da companhia aérea podem ser partes.

Sobre a audiência de conciliação, é correto afirmar que:

A pode ser realizada por meio eletrônico, nos termos da lei;
B pode ser conduzida por juízes ou conciliadores, desde que aprovados em concurso público;
C tem como objetivo a oitiva de testemunhas ou a obtenção de acordo;
D é obrigatório ser realizada em todos os procedimentos do processo civil brasileiro;
E é obrigatório o comparecimento dos advogados na audiência de conciliação.

É obrigação de todos os sujeitos processuais agirem em cooperação entre si e com o julgador, o que:

A revela o conteúdo jurídico do princípio da razoável duração do processo;
B permite não cumprir decisões judiciais que lhes são desfavoráveis;
C corrobora o dever de expor os fatos em juízo conforme a verdade;
D garante a interposição de recursos, inclusive de intuito manifestamente protelatório;
E impede a apresentação de questionamentos à decisão judicial.