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“O nazismo sem dúvida tinha, e em parte realizou, um programa social para as massas: férias; esportes; o planejado “carro do povo”, que o mundo veio a conhecer após a Segunda Guerra Mundial como o “fusca” Volkswagen. Sua principal realização, porém, foi acabar com a Grande Depressão mais efetivamente do que qualquer outro governo (...)” (Hobsbawm, 1995). A Segunda Guerra Mundial pode ser compreendida, em parte, como resultado da radicalização de regimes totalitários na Europa, especialmente no contexto da crise do período entreguerras. Sobre os fatores que influenciaram a ascensão nazista na Alemanha, assinale a alternativa correta.

A Cooperação, no campo político alemão, entre forças ideologicamente antagônicas, como socialistas e nacionalistas, em torno de um projeto comum de reconstrução estatal.
B Consolidação de mecanismos institucionais democráticos que, ao ampliarem a participação política e as liberdades civis, contribuíram para a estabilização do regime diante das crises econômicas.
C Delimitação de esferas autônomas entre Estado e meios de comunicação, restringindo o uso sistemático da propaganda como instrumento de mobilização política de massas.
D Mobilização de tensões econômicas e sociais decorrentes da crise do entreguerras, articulada à difusão de discursos nacionalistas e excludentes, voltados à redefinição da identidade nacional.

Julgue o item subsequente, considerando que as tecnologias utilizadas em sistemas agrícolas tradicionais (SATs) têm níveis de tecnificação variados e não hegemônicos em um território, para um mesmo período de tempo. A base da alimentação europeia na Idade Média incluía, frequentemente, cerveja, mingau de cereais, pão e carne de caça, e a diversidade aumentava conforme aumentava a proximidade com o litoral.

A Certo
B Errado

Diversos grupos de muçulmanos locais reunidos por um discurso nacionalista comum, em 1947, formaram um grupo revolucionário que contava com homens de escolaridade formal limitada, mas com experiência militar no exército francês. Eles aderiram à Organização Secreta, iniciando uma coleta de armas e dinheiro. Em 1954, contando também com membros das elites culturais e políticas, foi formada a Frente de Libertação Nacional (FLN), que iniciou a guerra de guerrilhas. O movimento cresceu também como reação à repressão militar do governo francês, tornando-se um movimento nacional que contava com a simpatia da opinião pública de todo o mundo. (Leila L. Hernandez. A África na sala de aula: visita à História Contemporânea . Adaptado) O excerto aborda contexto histórico relativo à

A Etiópia.
B Líbia.
C Tanzânia.
D Argélia.
E Uganda.

Mas o que podia fazer o novo líder soviético para mudar a situação na URSS, além de pôr fim, o mais cedo possível, ao confronto da Segunda Guerra Fria com os EUA, que estava dessangrando a economia? Esse, claro, era o objetivo imediato desse líder, e foi o seu maior êxito, pois, num período surpreendentemente curto, ele convenceu mesmo governos ocidentais céticos de que essa era de fato a intenção soviética. Se algum homem sozinho pôs fim a uns quarenta anos de guerra fria global, foi ele. (Eric Hobsbawm. Era dos Extremos: o breve século XX. 1914-1991 . Adaptado) O fragmento se refere a

A Leonid Brejnev.
B Iuri Andropov.
C Mikhail Gorbachev.
D Konstantin Chernenko.
E Vladimir Putin.

A indefinição foi superada quando, entre 5 e 17 de agosto de 1942, cinco navios mercantes brasileiros foram afundados por submarinos alemães. Sob pressão de grandes manifestações populares, o Brasil entrou na guerra ainda naquele mês. O alinhamento brasileiro ao lado da frente antifascista se completou com o envio de uma força expedicionária – a FEB – para lutar na Europa, a partir de 30 de junho de 1944. (Boris Fausto. História do Brasil ) Segundo Boris Fausto, acerca da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar que

A cerca de mil soldados foram enviados para lutar nos campos de batalha da França, em condições consideradas precárias, sendo que a maior parte não conseguiu retornar ao Brasil.
B o envio da FEB foi uma decisão do governo brasileiro, a partir da qual mais de 20 mil soldados foram mandados à Itália, ali permanecendo até o final do conflito naquele país.
C a participação da FEB foi fundamental para o sucesso da operação conhecida como Dia D, sob comando dos EUA, que libertou a Inglaterra do domínio da Alemanha nazista.
D a Inglaterra praticamente obrigou o governo brasileiro a declarar guerra ao Eixo e enviar tropas à Europa, em troca de financiamento para a usina de Paulo Afonso.
E o exército brasileiro, após sucesso na retomada de territórios italianos, foi levado a auxiliar os EUA na ocupação da Áustria, durante o processo de reconstrução daquele país.

A discussão sobre o estatuto científico da História percorreu diferentes correntes teóricas. Do positivismo de Ranke à crítica pós-moderna, cada abordagem redefiniu o papel da narrativa histórica. Considerando essas transformações, qual alternativa reflete adequadamente a crítica da Escola dos Annales à tradição positivista do século XIX?

A Rejeição da análise documental, priorizando narrativas literárias sobre a história.
B Ênfase nos grandes homens e eventos políticos, desconsiderando estruturas sociais.
C Ampliação do objeto histórico para incluir longa duração, estruturas econômicas, mentalidades e práticas cotidianas.
D Supressão da dimensão temporal, entendendo a história como simultaneidade de fatos isolados.
E Substituição da crítica às fontes pela adoção de documentos oficiais como verdades absolutas.

Considere a seguinte citação: “A expressão ‘invasões bárbaras’, consagrada pela tradição historiográfica, deve ser problematizada, uma vez que sugere uma ruptura brusca e unilateral. A pesquisa contemporânea tem evidenciado que o processo de instalação dos povos germânicos no interior do Império foi mais complexo, caracterizado por acomodações, negociações e formas variadas de integração.” SILVA, Gilvan Ventura da. O fim do mundo antigo: uma discussão historiográfica. Dimensões, n. 17, 2005, p. 28). Sobre o fim do Império Romano, assinale a alternativa correta.

A A desagregação do Império Romano pode ser explicada exclusivamente pela pressão militar dos povos germânicos, que impôs colapso súbito às instituições romanas.
B A incorporação dos povos germânicos ao exército e ao sistema político romano contribuiu para mudanças estruturais que fragilizaram a unidade imperial.
C O processo de ruralização econômica foi irrelevante para a queda, uma vez que o comércio mediterrânico permaneceu sólido e estável até o século V.
D O colapso do Império ocorreu sem relação com crises internas, devendo-se exclusivamente à expansão do cristianismo e sua oposição à ordem imperial.
E O fim do Império pode ser compreendido como fenômeno externo ao mundo romano, uma ruptura total provocada por fatores alheios às suas transformações sociais.

A Etiópia constitui um caso singular na história do continente africano durante o neocolonialismo. Sobre esse processo, assinale a alternativa correta.

A A vitória etíope sobre a Itália na Batalha de Ádua (1896) consolidou a independência do país e se tornou símbolo do pan-africanismo e da resistência contra a dominação colonial.
B A Etiópia foi completamente anexada pelo Império Britânico em 1885, sendo transformada em protetorado até a Segunda Guerra Mundial.
C O Império Etíope manteve sua autonomia ao recusar qualquer contato diplomático com potências europeias, evitando tratados ou acordos comerciais.
D A derrota etíope em Ádua marcou a incorporação definitiva do território pela Itália, tornando-se uma das primeiras colônias europeias na África Oriental.
E A preservação da independência etíope se deveu exclusivamente ao isolamento geográfico, sem o emprego de estratégias militares modernas ou alianças diplomáticas.

O colapso do Império Turco-Otomano, precipitado pela Primeira Guerra Mundial, não foi apenas resultado de derrotas militares. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta.

A O Império Otomano, aliado da Tríplice Entente, participou diretamente das campanhas nos Bálcãs contra a Alemanha e a Áustria-Hungria, mas foi enfraquecido pela ocupação britânica em Istambul, no ano de 1915.
B O nacionalismo árabe, estimulado pelas promessas britânicas de independência, somado às campanhas militares de T. E. Lawrence, contribuiu para a desintegração da autoridade otomana em regiões como a Síria e a Palestina.
C O Tratado de Lausanne (1920) estabeleceu a partilha dos territórios otomanos entre França e Reino Unido, além de criar mandatos internacionais na Península Arábica.
D A ascensão de Mustafá Kemal Atatürk, ainda durante a guerra, consolidou imediatamente um regime republicano centralizado em Ancara, reconhecido internacionalmente já em 1918.
E O colapso otomano ocorreu sem envolvimento das potências europeias, resultando apenas de disputas internas entre turcos, curdos e árabes pela definição de fronteiras nacionais.

Catão, o Velho (Marcus Porcius Cato), célebre senador romano do século II a.C., tornou-se conhecido por encerrar todos os seus discursos no Senado com a frase Carthago delenda est (“Cartago deve ser destruída”). Essa expressão não era mero recurso retórico, mas revelava as preocupações estratégicas de Roma diante de sua principal rival no Mediterrâneo Ocidental. Considerando o contexto histórico dessa afirmação, assinale a alternativa correta.

A A frase refletia o temor de Roma em relação à rápida expansão cartaginesa na Península Ibérica e à ameaça de uma nova guerra, mesmo após a derrota de Aníbal na Segunda Guerra Púnica.
B Catão defendia a destruição de Cartago para garantir o monopólio romano sobre as rotas comerciais do Mediterrâneo Oriental, dominadas pela Grécia e pelo Egito helenístico.
C O pronunciamento de Catão ocorreu no contexto da Primeira Guerra Púnica, quando Roma ainda não havia consolidado seu poder naval frente à frota cartaginesa.
D A célebre expressão relaciona-se à repressão de revoltas internas em Roma, em que Catão associava Cartago ao perigo representado pelos irmãos Graco e suas reformas agrárias.
E O apelo de Catão estava ligado à aliança militar entre Cartago e o Império Selêucida, que ameaçava transformar Roma em uma potência secundária no Mediterrâneo.