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Considerando os aspectos históricos da educação de surdos e o disposto na Lei n.º 12.319/2010, que regulamenta a profissão do tradutor e intérprete da LIBRAS, julgue o item a seguir.

A proibição do uso das línguas de sinais, após o Congresso de Milão, provocou um fracasso na educação de surdos.

A Certo
B Errado

Em vários países existem tradutores e intérpretes de língua de sinais. A história da construção desses profissionais no Brasil se deu a partir de atividades voluntárias que foram sendo valorizadas enquanto atividades laborais à medida em que os surdos foram conquistando o seu exercício de cidadania. O primeiro intercâmbio entre alguns intérpretes do Brasil e a avaliação sobre a ética do profissional intérprete foi realizado:

A em 1988, no | Encontro Nacional de Intérpretes de Língua de Sinais organizado pela FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos)
B em 2002, no Rio de Janeiro, com o propósito de discutir a homologação da Lei federal nº 10.436/02 que reconhece a língua de sinais e a atuação do intérprete
C em 2005, após a promulgação do Decreto nº 5626/05 que regulamenta a profissão do intérprete de Libras
D em 2010, no Congresso Nacional com o regulamento da profissão do intérprete de Libras por meio da Lei nº 1231910

Os tradutores de Libras convertem, por exemplo, conteúdos de livros e documentos do português para a Língua Brasileira de Sinais. Já o intérprete está envolvido nas línguas sinalizadas ou faladas, ou seja, nas modalidades visual-espacial ou oral auditiva. O ato de interpretar:

A determina que esse profissional jamais se envolva na interação comunicativa (social e cultural), portanto, não possuindo poder para influenciar o objeto e o produto da interpretação
B envolve processos descontextualizados e simplificados
C é um processo onde as escolhas lexicais, estruturais, semânticas e pragmáticas são feitas na língua fonte e as informações são dadas na língua alvo
D é umato cognitivo-linguístico, ou seja, um processo em que o intérprete estará diante de pessoas que apresentam intenções comunicativas específicas e que utilizam línguas diferentes

Para ensinar Libras em sala de aula, é necessário que o instrutor conheça o código de ética. Com base nisso, assinale a alternativa correta.

A O instrutor de Libras precisa ser surdo e não necessariamente ter a formação em licenciatura em Letras Libras.
B O instrutor surdo oralizado tem menos conhecimento para ensinar e conversar em Libras com os alunos surdos e ouvintes
C O instrutor deve zelar e respeitar a Libras, além de estar aberto para aprender essa língua.
D É atributo do instrutor de Libras interpretar os eventos na instituição escolar.
E O instrutor deve ensinar os sinais conhecidos apenas na sua região, para não atrapalhar o aprendizado dos estudantes.

Quanto ao código de ética do instrutor, é correto afirmar que ele

A deve falar da respectiva opinião política em sala de aula, a fim de defender suas ideias e garantir o voto ao seu candidato.
B deve se manter parcial e tratar os alunos com igualdade.
C pode utilizar a roupa de sua preferência, porque a vestimenta não interfere no trabalho a ser realizado.
D pode fazer o planejamento e organizar os conteúdos na hora da aula.
E deve se manter neutro e evitar que problemas pessoais sejam levados para as aulas.

Considerando o Código de Conduta Ética (CCE), documento validado, aprovado e publicado em 2014 pela Federação Brasileira das Associações dos Profissionais Tradutores e Intérpretes e Guia-Intérpretes de Língua de Sinais (FEBRAPILS), sobre as responsabilidades do profissional apresentadas no Capítulo III, é correto afirmar:

A Durante a atuação profissional, tradutores, intérpretes e guia-intérpretes de língua de sinais devem utilizar todos os conhecimentos linguísticos, técnicos, científicos a seu alcance para melhor desempenho de sua função, priorizando iniciativas que favoreçam os interesses da categoria, especificamente aquelas que lhe tragam benefício direto.
B Em razão de os tradutores, intérpretes e guia- -intérpretes de língua de sinas serem responsáveis por atos profissionais lesivos ao interesse do solicitante e beneficiário de seus serviços, esses profissionais são orientados a seguir a Tabela de Referência de Honorários vigente da FEPRAPLIS, aplicando os valores estipulados e atualizados em todos os casos.
C É dever de todos os tradutores, intérpretes e guia-intérpretes de língua de sinais conhecer as diferentes formas de comunicação utilizadas pelas pessoas surdocegas, tecnologias assistivas e especificidades atribuídas a esse público em particular, uma vez que precisam descrever todos os aspectos visuais e auditivos durante o processo tradutório e interpretativo.
D É responsabilidade dos tradutores, intérpretes e guia-intérpretes de língua de sinais manterem-se informados e atualizados sobre quaisquer assuntos concernentes à profissão, buscando sempre por formação continuada e aperfeiçoamento profissional, bem como se apresentando adequadamente com relação à postura e à aparência
E É vedado aos tradutores, intérpretes e guia- -intérpretes de língua de sinais: dar conselhos, opiniões e orientações pessoais, mesmo quando requerido; executar qualquer ato que caracterize concorrência desleal ou exploração do trabalho de colegas; e usar de informações confidenciais para ganho profissional, exceto para benefício do solicitante ou beneficiário.

Considere a seguinte situação hipotética: um profissional está atuando como intérprete de Libras em uma aula de CFC. O instrutor está dando a aula em língua portuguesa oral e o intérprete está interpretando simultaneamente para Libras. A classe é composta por alunos surdos e ouvintes. Em determinado momento da aula o instrutor chama o intérprete em um canto e pede que não intérprete o que ele dirá a seguir. Neste contexto, considerando as obrigações profissionais, o Código de Conduta e Ética (CCE) da Federação Brasileira das Associações de Tradutores, Intérpretes e Guias-Intérpretes da Língua de Sinais (FEBRAPILS), a atitude mais adequada é:

A O intérprete deve acatar ao pedido do instrutor, não dizer nada aos alunos surdos e após o término da aula, comunicar à direção da autoescola o ocorrido.
B O intérprete deve acatar o pedido do instrutor, uma vez que ele é a autoridade máxima na sala e deseja se comunicar apenas com os alunos ouvintes por alguns instantes, o intérprete apenas precisa explicar o que está acontecendo para os alunos surdos.
C O intérprete deve informar ao instrutor que é sua obrigação interpretar tudo que é dito em português ou em Libras no ambiente e que é direito dos alunos surdos terem acesso à tudo que acontece na sala.
D O intérprete deve informar ao instrutor que não poderá acatar ao pedido e se retirar da sala de aula, assim o instrutor poderá dizer o que precisa sem a presença do intérprete na sala.
E O intérprete deve interpretar essa conversa e decidir o que fazer em seguida, após observar a reação dos alunos surdos presente.

(...) o intérprete senta-se junto à pessoa, ouve uma longa parte do discurso e, depois, verte-o para uma outra língua, geralmente com a ajuda de notas. (Adaptado de: ROSA, Andréa da Silva. Entre a visibilidade da tradução da língua de sinais e a invisibilidade da tarefa do intérprete. Campinas, Arara Azul, 2005, p. 115) O trecho apresentado refere-se à modalidade de interpretação

A audiovisual.
B simultânea.
C ao vivo.
D on-line.
E consecutiva.

O propósito principal tanto da tradução quanto da interpretação é fazer com que uma mensagem expressa em determinado idioma seja transposta para outro, a fim de ser compreendida por uma comunidade que não fale o idioma em que essa mensagem foi originalmente concebida. (Adaptado de: PAGURA, Reynaldo José. A interpretação de conferências: interfaces com a tradução escrita e implicações para a formação de intérpretes e tradutores . DELTA, São Paulo, 19, especial, p. 209-236, 2003. Disponível em: https://doi.org/ ) Apesar de terem o mesmo propósito, conforme afirma a citação acima, a tradução e a interpretação se diferenciam por operacionalizações. São apresentadas as materialidades corretas nos diferentes processos de operacionalização em:

A A tradução envolve materialidades enunciativas produzidas em diferentes plataformas de registro enquanto a interpretação envolve materialidades enunciativas majoritariamente efêmeras.
B A tradução envolve materialidades enunciativas escritas, assim como a interpretação.
C A tradução envolve materialidades enunciativas orais enquanto a interpretação envolve materialidades enunciativas escritas.
D A tradução envolve materialidades enunciativas efêmeras enquanto a interpretação envolve materialidades enunciativas em registro escrito.
E A tradução e a interpretação envolvem apenas materialidades enunciativas registradas em vídeo.

Segundo o artigo 6º da Lei nº 12.319/2010, é atribuição do tradutor e intérprete de Libras, no exercício de suas competências, efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdos-cegos, surdos-cegos e ouvintes,

A por meio da Libras para a língua oral e vice-versa.
B surdos com outras deficiências e surdo-cegos por meio da Libras para a língua oral e vice-versa.
C surdos autistas e com TDHA e ouvintes, por meio da Libras para a língua oral e vice-versa.
D surdos com outras deficiências e surdo-cegos por meio da Libras para a língua inglesa e vice-versa.
E surdos com outras deficiências e surdo-cegos por meio da Libras para as línguas de sinais indígenas e vice-versa.