QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
232 questões encontradas

Paciente de 53 anos, submetida a transplante renal doador falecido há 3 meses por nefropatia hipertensiva, sem intercorrências desde seu pós-operatório, faz uso regular de Omeprazol 20mg/dia por DRGE há mais de 3 anos. Demais medicamentos em uso incluem: Anlodipina 5mg/d, Losartan 50mg/d, Prednisona 5mg/d, Micofenolato sódico 360mg 3x/dia e Tacrolimus 8mg/dia. Possui exames laboratoriais recentes que revelam: Ureia = 42mg/dL Creatinina = 1,1 mg/dL K + = 4,2 mEq/L N a + = 140 mEq/L e M g 2 + = 1,0mg/dL. O nefrologista que a acompanha opta por suspender o Omeprazol como potencial causador do distúrbio eletrolítico atual.
O medicamento em uso, que também pode estar fortemente envolvido no atual distúrbio apresentado, é

A Tacrolimus
B Micofenolato sódico
C Anlodipina
D Losartan
E Prednisona

Paciente de 48 anos, submetido a transplante renal doador falecido há 1 ano, em investigação atual de linfonodomegalia generalizada e astenia, cuja biópsia de linfonodo suspeito revela doença linfoproliferativa. Sabendo-se que a doença linfoproliferativa pós-transplante pode estar relacionada a infecção latente por vírus, aquele que está associado a tal condição e cuja viremia deve ser monitorada é o

A Citomegalovírus
B Varicela-zoster
C Herpes simples tipo 1
D Herpes simples tipo 2
E Epstein - Barr

Uma paciente com diagnóstico de diabetes e hipertensão arterial há 15 anos foi referenciada para avaliação no ambulatório. Informou que teve algumas culturas de urina positivas e, mesmo assintomática, usou diferentes antibióticos, sem sucesso na erradicação da infecção. Exames atuais: glicose 145 mg%, HbA1C 7,5%, creatinina 1,35 mg%, EAS: proteínas +/4+, piúria intensa, sem hematúria. A ultrassonografia mostrou rins de tamanho normal, bexiga sem alterações e com resíduo urinário de 100 mL. A cultura de urina atual revelou crescimento >100.000 ufc de Escherichia coli , sem sintomatologia.
Com base no caso da paciente, a medida mais recomendada é

A usar novo antibiótico por 7 a 14 dias, orientado pela cultura de urina.
B iniciar quimioprofilaxia com nitrofurantoína ou uma sulfa por 6 a 12 meses.
C iniciar um modulador da contratilidade vesical para uso contínuo.
D evitar o tratamento com antibiótico de rotina, exceto na existência de gravidez ou procedimento de instrumentação urinária.
E indicar um diurético visando a aumentar o fluxo urinário.

Os distúrbios do metabolismo mineral e ósseo na doença renal crônica devem ser reconhecidos e devidamente tratados, dado o risco de fraturas e complicações cardiovasculares relacionados. Quanto à fisiopatologia da doença mineral óssea (DMO), é reconhecido que

A o FGF-23 aumenta a excreção de fósforo urinário e aumenta a síntese de calcitriol, através da estimulação da 1-alfa- -hidroxilase.
B o calcitriol (vitamina D ativa) aumenta a absorção de cálcio intestinal e reduz a absorção intestinal de fósforo, contribuindo para a elevação do PTH.
C ocorre, nas paratireoides, redução da expressão do receptor de vitamina D (VDR), que favorece maior produção de PTH na DMO.
D conforme ocorre progressão da DRC, os níveis de FGF-23 aumentam, aumentando a produção de calcitriol e elevando os níveis sanguíneos de fósforo.
E os pacientes com DRC possuem menor expressão de RANKL, levando à maior reabsorção óssea e perda de massa óssea nesses indivíduos.

Vários autores têm documentado uma forte associação entre a doença cardíaca e a renal, com clara evidência de que a frequência de morte súbita cardíaca em pacientes com doença renal crônica (DRC), especialmente em diálise, é diferente do que se verifica na população em geral, envolvendo mecanismos distintos e complexos, tais como doença arterial coronariana, disfunção endotelial, doença microvascular, dislipidemia, inflamação, alterações eletrolíticas e calcificações vasculares.
Sabendo-se ser fundamental a prevenção da morte súbita cardíaca na DRC, para evitar óbitos precocemente, qual classe de drogas pode ser mais eficaz?

A Bloqueadores do canal de cálcio diidropiridínicos
B Alfa-bloqueadores de ação central
C Beta-bloqueadores
D Diuréticos de alça
E Inibidores do receptor da renina

Paciente de 56 anos, sexo masculino, em acompanhamento regular com Nefrologista há 3 anos por nefropatia diabética e hipertensiva, faz uso regular de Losartan 50mg/d, Anlodipina 5mg/d, Atorvastatina 20mg/ e Insulina NPH em duas tomadas diárias. Exames realizados há 1 ano revelam ClCr estimado pelo CKDEPI = 36ml/min/1.73 m 2 . Exames atuais revelam ClCr = 29ml/min/1.73 m 2 (CKDEPI), proteinúria em urina 24horas = 700mg/24horas, Hb =11g/dL, Bicarbonato sérico = 19mmol/L.
Com relação à progressão da doença renal crônica e às principais ações a serem tomadas nesse momento, considera-se que

A o paciente em questão deve ser considerado de progressão acelerada, dado o declínio do ritmo de filtração glomerular maior que 5mL/min/1.73 m 2 /ano.
B a suspensão do BRA (Losartan) deve ser considerada diante da proteinúria inferior a 1g/24h e o estágio atual de DRC.
C a reposição com eritropoietina semanal deve ser iniciada a fim de manter níveis de Hb próximos de 12,5g/dL.
D os níveis de bicarbonato sérico entre 18-20mmol/L devem sem mantidos através de suplementação, a fim de retardar a progressão da DRC.
E os níveis tensionais iguais ou inferiores a 140x90mmHg devem ser mantidos como alvo terapêutico para retardar a progressão de função renal.

Uma criança de 11 anos deu entrada na emergência com história de dor de garganta há 10 dias, edema dos membros inferiores e urina escura, nos últimos 2 dias. Exame físico: PA 140 x 90 mmHg, FC 115 bpm, AC com RCR em 3T, AR com estertores subcrepitantes nas bases pulmonares. Exames complementares: Hb 13g%, leucócitos 12.500/ m m 3 , plaquetas 275.000/ m m 3 , VHS 56 mm, creatinina 0,65 mg%, glicemia 82 mg%, sódio 136 mEq/L, potássio 4,5 mEq/L e EAS: hemácias incontáveis, piócitos 4-5/campo, raros cilindros hemáticos, proteínas +/4+.
Com base na principal hipótese diagnóstica para essa criança, conclui-se que

A a evolução para insuficiência renal aguda é bastante frequente nesses casos.
B a imunofluorescência desses casos mostra comumente depósitos típicos de C3 e IgG, em padrão granular difuso no mesângio e nas paredes capilares glomerulares.
C o quadro é característico de síndrome nefrótica, pela deposição linear de imunoglobulinas e complemento difusamente nas paredes capilares.
D as frações C3 e CH50 do complemento são, ao contrário do C4 e C1Q, aumentadas.
E anticorpos como anti-DNase B, anti-hialuronidase e antiestreptoquinase são reduzidos em até 75% dos casos.

Uma paciente adulta foi admitida com história de palidez, artralgias, edema dos membros inferiores e hipertensão arterial. Os exames mostraram: Hb 9,3 g%, leucócitos 4100/ m m 3 , plaquetas 95.000/ m m 3 , VHS 105 mm, creatinina 3,75 mg%, albumina 2,5 g%, colesterol 274 mg%. FAN 1/1280, anti-dsDNA positivo e C3 42 mg%. Urina: EAS: proteínas ++/4+, com hemácias 40/campo, proteinúria 7,2g/24h. Com diagnóstico inicial de uma glomerulonefrite, realizou uma biópsia renal cujo laudo mostrou, na microscopia óptica, uma intensa proliferação celular endocapilar e extracapilar glomerular difusa, ocupando mais de 50% dos glomérulos, com intensos depósitos imunes subendoteliais e proliferação mesangial.
Devido à gravidade da paciente, bem como aos achados da biópsia, deve-se indicar corticoterapia associada a qual droga imunossupressora, entre as citadas abaixo, para indução do tratamento?

A Azatioprina
B Timoglobulina
C Ciclofosfamida
D Cloroquina
E Metotrexato

Paciente de 62 anos, sexo feminino, em diálise peritoneal (APD) há 7 anos, com boa adequação dialítica no período, apresenta há cerca de 3 meses mudança do hábito intestinal com tendência a constipação, perda de apetite, aumento de volume abdominal por ascite e perda de 4kg no período. Rastreio para neoplasia foi negativo. Tomografia de abdome revela ascite moderada, espessamento significativo da membrana peritoneal com áreas de calcificação e múltiplas aderências ao mesentério. O diagnóstico de peritonite esclerosante encapsulante é interrogado pela equipe assistente.
Apesar de tratar-se de uma condição rara, alguns fatores de risco já foram identificados, e, dentre eles, o mais relevante é o(a)

A uso abusivo de anti-inflamatórios não esteroidais
B tempo em diálise peritoneal maior que 5 anos
C coinfecção pelos vírus da hepatite B e da hepatite C
D idade > 60 anos
E infecção pelo vírus HIV

Paciente de 36 anos, sexo feminino, internada há 3 semanas em unidade hospitalar, devido à injúria renal aguda e anemia hemolítica microangiopática, realizou toda a investigação clínica, e foi feito o diagnóstico de microangiopatia trombótica (SHU atípica), recebendo suporte com plasmaférese e hemodiálise. Encontra-se em curva de melhora, e programa-se o início de Eculizumab. Levando-se em consideração o mecanismo de ação do Eculizumab, recomenda-se fortemente

A vacinação anti-influenza
B vacinação antitetânica (dT)
C vacinação antimeningocócica
D isoniazida profilática por 3 meses
E ganciclovir profilático por 4 semanas