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São fatores de risco para infecção por citomegalovírus em pacientes transplantados renais, EXCETO

A idade do receptor.
B imunossupressores.
C presença de neutrofilia.
D tipo de órgão transplantado.
E estado sorológico de doador e receptor pré-transplante.

Paciente do sexo feminino, 42 anos, ativa, sem comorbidades e sem uso de medicamentos crônicos, apresenta exames de rotina que mostraram cálcio 10,9 mg/dL, PTH 208 pg/mL e ultrassonografia de vias urinárias com nefrolitíase bilateral. Sobre o caso apresentado, assinale a alternativa INCORRETA.

A A paciente tem diagnóstico de hiperparatireoidismo primário.
B A dosagem de vitamina D deve ser solicitada nessa situação.
C É importante realizar densitometria óssea.
D O cálcio elevado com PTH alto confirma hiperparatireoidismo primário.
E O tratamento clínico é suficiente em todos os casos, mesmo com cálculos renais.

Após desabamentos e enchentes sucessivas em um município, vários pacientes são levados ao Hospital Estadual. Devido à alta demanda, a unidade de TRS teve sua capacidade reduzida, restando apenas uma máquina disponível para início imediato de hemodiálise. O nefrologista avaliou 18 pacientes e diagnosticou insuficiência renal aguda (IRA) em 5 que apresentavam indicação formal de diálise:

• Paciente A: 25 anos, vítima de trauma abdominal, estável, com sangramento controlado, anúria há 8 horas, K = 6,0 mEq/L.
• Paciente B: 69 anos, DPOC e ICC classe III, confuso, K = 5,8 mEq/L, diurese residual.
• Paciente C: 42 anos, oligossintomático, ficou soterrado, creatinina 6,0 mg/dl, K = 5,5 mEq/L, estável hemodinamicamente.
• Paciente D: 24 anos, sem comorbidades, choque hipovolêmico reversível, anúria há 12 horas, K = 7,0 mEq/L, acidose metabólica grave (pH 7,00).
• Paciente E: 78 anos, sepse grave, hipotenso, múltiplas comorbidades, dependente de noradrenalina, sem diurese há 24 horas.

Seguindo o princípio da equidade e as recomendações clínicas e éticas vigentes, qual seria o primeiro paciente a fazer hemodiálise e qual seria o último, respectivamente?

A E e D.
B A e E.
C A e D.
D D e E.
E E e C.

De acordo com o controle da hiperfosfatemia e manutenção da calcemia na DRC, assinale a alternativa correta.

A Recomenda-se preparar as refeições em casa, preferindo, sempre que necessário, métodos de cozimentos úmidos, como a fervura, aproveitando, inclusive, a água do cozimento.
B O sevelamer é um quelante de fósforo de baixa potência, o qual apresenta como efeitos colaterais principais diarreia ou constipação, flatulência, náuseas e dispepsia.
C O acetato de cálcio (25% de cálcio elementar) tem poder quelante moderado, apresentando maior poder quelante com menor oferta de cálcio que o carbonato de cálcio.
D O fósforo é um elemento predominantemente extracelular que, durante a primeira hora de uma sessão de hemodiálise, ocorre sua rápida remoção, a qual atinge seu pico por volta dos 90 minutos.
E A hemodiálise convencional é um método excelente para o controle do fósforo, mesmo nas hiperfosfatemias graves, não há necessidade de ajustes nas sessões.

Homem de 68 anos, hipertenso e diabético, é internado por pneumonia grave. Evolui com redução do débito urinário nas últimas 12 horas. Creatinina basal era 1,0 mg/dL e atualmente é 1,7 mg/dL. Está hipotenso, com sinais clínicos de hipovolemia. De acordo com a definição e a classificação atuais de insuficiência renal aguda, bem como com os princípios de manejo inicial, qual é a conduta mais apropriada neste momento?

A Classificar como insuficiência renal crônica agudizada e iniciar diálise precoce.
B Classificar como insuficiência renal aguda estágio 1 e priorizar reposição volêmica com cristaloide isotônico.
C Solicitar biópsia renal imediata para definição etiológica.
D Iniciar diurético de alça em altas doses para recuperação do débito urinário.
E Manter conduta expectante por 48 horas antes de intervenção.

Acerca do Lúpus Eritematoso Sistêmicos (LES) e da Nefrite Lúpica (NL), é correto afirmar que

A ao alcançar a remissão, o benefício maior é a rara ocorrência de recidivas.
B o principal objetivo do tratamento da NL é alcançar a remissão completa, que está associada a bom prognóstico renal em longo prazo.
C a biópsia renal, quando disponível, permanece como padrão-ouro para a definição da classe da NL e para o diagnóstico diferencial, porém peca em graduar atividade e cronicidade.
D diante da suspeita de abertura de um quadro de atividade renal, a biópsia é opcional, uma vez que a determinação da classificação da NL com base em parâmetros clínicos e laboratoriais está ampla e específica, segundo a nova diretriz.
E as infecções são atualmente uma das principais causas de óbito no paciente com LES e, por isso, a profilaxia atualmente com sulfametoxazol/trimetoprim no período inicial do tratamento, quando a imunossupressão é mais intensa, é fortemente recomendada para qualquer classe de NL.

A UTI do hospital estadual aciona o nefrologista para avaliar um paciente de 60 anos, 80 kg, sem comorbidades, que foi picado por uma cobra e encontra-se euvolêmico, KDIGO 2. Na prescrição, consta que o paciente vinha em uso de furosemida em baixas doses. O nefrologista decide, então, fazer o teste de estresse da furosemida (FST) para avaliar o risco de progressão da Insuficiência Renal Aguda.

Assinale a alternativa que apresenta o teste (FST) com a dose máxima adequada e a capacidade de resposta esperada.

A 80 mg, diurese > 200 ml após 2h da administração da furosemida.
B 80 mg, diurese > 100 ml após 2h da administração da furosemida.
C 80 mg, diurese > 200 ml após 1h da administração da furosemida.
D 120 mg, diurese > 200 ml após 2h da administração da furosemida.
E 120 mg, diurese > 200 ml após 1h da administração da furosemida.

Um menino de 6 anos com Síndrome Nefrótica Idiopática em atividade é admitido com edema severo, proteinúria maciça e hipoalbuminemia. Ele subitamente desenvolve dor intensa no flanco direito, hematúria e piora aguda da função renal.

Qual é a complicação mais provável que esse paciente está apresentando?

A Peritonite bacteriana espontânea.
B Insuficiência renal aguda por necrose tubular aguda.
C Trombose de veia renal.
D Ruptura de cisto renal.
E Cistite hemorrágica.

Um adolescente de 13 anos com Doença Renal Crônica (DRC) estágio 4 é avaliado para distúrbio mineral e ósseo associado à DRC (DMO-DRC). Seus exames mostram níveis elevados de fósforo sérico e PTH. Qual é a primeira medida terapêutica para o manejo da hiperfosfatemia nesse paciente?

A Iniciar calcitriol para suprimir o PTH.
B Prescrever cinacalcete para reduzir o PTH.
C Restrição dietética de fósforo e uso de quelantes de fósforo.
D Indicar paratireoidectomia para tratar o hiperparatireoidismo secundário.
E Aumentar a dose de cálcio suplementar.

Um menino de 5 anos, previamente hígido, é avaliado por edema palpebral matinal e edema de membros inferiores há 10 dias. Não há hematúria macroscópica, hipertensão ou sintomas sistêmicos. Exames laboratoriais mostram: • Proteinúria: 4+ em fita • Relação proteína/creatinina urinária: 4,5 mg/mg • Albumina sérica: 1,9 g/dL • Colesterol total: 380 mg/dL • Creatinina sérica: normal • Complemento C3: normal • Sorologias virais: negativas. A conduta inicial mais apropriada é:

A Realizar biópsia renal imediata para confirmação histológica antes do início de qualquer tratamento.
B Iniciar prednisona em doseplena empírica, sem biópsia inicial, e monitorar resposta clínica elaboratorial.
C Iniciar ciclofosfamida associada a corticosteroide, visando reduzir risco d recaídas futuras.
D Introduzir inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) isoladamente, aguardando redução espontânea da proteinúria.
E Solicitar tomografia renal para confirmar o diagnóstico evitando a biópsia, que é um procedimento invasivo.