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Paciente de 58 anos, do sexo feminino, com DRC em estágio V por nefropatia diabética e hipertensiva iniciou tratamento com Diálise Peritoneal Automatizada há 6 meses, sem intercorrências e com boa adequação ao método. Hoje procurou clínica satélite, referindo dificuldade de drenagem do líquido peritoneal, após cada ciclo de diálise na noite anterior. Negou mudança no aspecto do líquido drenado e não relatou dor abdominal ou febre. Na clínica, após infusão de 2 litros de solução de diálise a 1,5% para troca manual, observou-se drenagem lenta e de apenas 700 mL.

Qual é a melhor estratégia terapêutica a ser tomada nesse momento?

A Prescrever laxativo e reavaliar a drenagem do liquido peritoneal após o efeito laxante.
B Prescrever heparina intracateter Tenckhoff e reavaliar 24 horas após.
C Encaminhar imediatamente à equipe cirúrgica para revisão do cateter.
D Iniciar tratamento empírico para peritonite relacionada ao cateter Tenckhoff após coleta de líquido peritoneal para cultura.
E Acrescentar solução de diálise hipertônica à prescrição atual.

Um paciente de 58 anos, com diagnóstico de nefropatia crônica obstrutiva, iniciou hemodiálise intermitente convencional através de fístula arteriovenosa em membro superior esquerdo, previamente confeccionada. Sua prescrição atual de diálise inclui sessões com duração de 4 horas, três vezes por semana; último Kt/V = 1,5, ganho interdialítico em torno de 2,5 L. O paciente questiona a possibilidade de migrar para hemodiálise curta diária (seis vezes por semana, com duração de 2 horas) e gostaria de saber as vantagens e desvantagens dessa modificação.

Uma desvantagem do método de hemodiálise curta diária é

A maior mortalidade, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
B necessidade de maiores doses de Eritropoetina para controle de anemia, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
C controle mais difícil da pressão arterial, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
D controle mais difícil da fosfatemia, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
E maior frequência de complicações em acesso vascular, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional

Uma gestante de 25 anos, na 36ª semana de gravidez, apresenta elevação da pressão arterial (PA = 166 x 96 mmHg) e surgimento de proteinúria de 600 mg/24h no último exame coletado. Queixa-se de cefaleia. Os demais exames coletados na semana anterior pela rotina do pré-natal revelavam Cr = 0,8 mg/dL; Hb = 10,8 g/dL; Plaquetas = 221 mil/mm³ . Diante do quadro atual, foi internada e iniciado tratamento específico. Entretanto, 24 horas após a internação evolui com piora do controle pressórico, dor em hipocôndrio direito e exames laboratoriais coletados nessa data revelam: Hb = 8,6 g/dL; Cr = 1,3 mg/dL; Plaquetas = 108 mil/mm³ ; Na = 138 mEq/L; K= 4,2 mEq/L. A principal hipótese nesse momento é de Síndrome HELLP.

Os exames laboratoriais que são importantes para esse diagnóstico são

A Coombs direto, dosar haptoglobina e bilirrubina total e frações
B pesquisa de esquizócitos no sangue periférico, dosar transaminases e bilirrubina total e frações
C Coombs direto, dosar haptoglobina e bilirrubina total e frações
D Fosfatase alcalina, GGT , bilirrubina total e frações
E Coombs direto, dosar transaminases e bilirrubina total e frações

Nas últimas décadas, os conhecimentos adquiridos sobre os mecanismos fisiopatológicos e as estratégias de tratamento da nefropatia diabética (ND) foram essenciais para melhorar a proteção renal nessa doença tão preocupante.

Um conhecimento essencial é que

A a ND ocorre somente devido à presença de alterações metabólicas, sem influência de fatores hemodinâmicos ou inflamatórios.
B a albumina urinária é um marcador da ND quando alterada, considerando-se microalbuminúria valores entre 10 e 100 mg/24h.
C o mais importante mediador hemodinâmico na ND é a angiotensina I.
D os produtos finais da glicação avançada (AGE) inibem ou bloqueiam receptores de células mesangiais e endoteliais renais favorecendo a ND.
E os inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA) são indicados na ND, entre outras coisas, por reduzir a pressão capilar glomerular.

Qual doença ocorre por um erro inato do metabolismo dos glicoesfingolipídios, ligada ao cromossomo X, e que, clinicamente, pode apresentar-se por telangiectasias cutâneas, hipo-hidrose, opacidade da córnea e lentícula, dores, parestesias, febre, alterações renais, cardíacas, gastrointestinais e cerebral?

A Doença de Fabry
B Doença da membrana basal fina
C Síndrome de Alport
D Doença de Barraquer-Simons
E Amiloidose familial

Uma paciente de 42 anos foi levada à emergência com quadro de sonolência e desorientação súbita. Não havia familiares e não foi possível qualquer informação prévia de sua saúde.
Exame clínico: sonolenta, desorientada, PA 150 x 90 mmHg, FC 108 bpm, AC com RCR em 2T, pulmões sem alterações, ausência de edemas. Exames laboratoriais: creatinina 0,6 mg%, sódio 118 mEq/L, potássio 4,1 mEq/L, bicarbonato 25 mEq/L, osmolalidade sérica 241 mOsm/kg, sódio urinário 95 mEq/L e osmolalidade urinária 608 mOsm/kg.
A paciente recebeu hidratação venosa com solução salina 0,9%, 3 litros nas primeiras 24 horas e, na manhã seguinte, piorou. O sódio foi a 108 mEq/L, a despeito da hidratação com a salina.

Com base nessa situação clínica, qual a principal hipótese diagnóstica?

A Síndrome de secreção inapropriada do ADH
B AVE isquêmico
C Síndrome perdedora de sal central
D Insuficiência adrenal (mineralocorticoide)
E Nefrite perdedora de sal

Paciente de 38 anos, com diagnóstico há 2 anos de esquistossomose crônica é acompanhado por hepatologista regularmente. Nos exames laboratoriais recentes, apresentou proteinúria em urina de 24 horas de 2,0 g/24h, que foi repetida e confirmada. Os demais exames laboratoriais revelaram Creatinina = 1,0 mg/dL (estável em relação ao exame anterior); Hb = 12,8 g/dL; Leucócitos = 4.500/mm³ ; Plaquetas = 158 mil/mm³ ; Ureia = 36 mg/dL; K= 3,8 mEq/L; Na = 138 mEq/L. Foram realizadas sorologias virais para Hepatite B e C e anti-HIV, que foram negativas.
Uma das hipóteses do nefrologista que avalia o paciente é de glomerulopatia secundária a esquistossomose, solicitando alguns exames complementares.

Se a hipótese estiver correta, qual o mecanismo mais provável da lesão glomerular?

A Formação de imunocomplexos
B Vasculite ANCA positivo
C Formação de anticorpos antimembrana basal glomerular
D Fusão dos processos podocitários
E Microangiopatia trombótica

Paciente de 65 anos, previamente hipertenso, é internado em Unidade de Terapia Intensiva por choque séptico pulmonar. Evolui, após 48 horas de tratamento, com piora das disfunções orgânicas e, nesse contexto, apresenta Injúria Renal Aguda AKIN 3 com indicação de suporte dialítico. Devido à instabilidade hemodinâmica, optou-se por depuração extrarrenal contínua e utilização de anticoagulação regional com citrato.

As principais complicações relacionadas a essa modalidade de anticoagulação a serem pesquisadas são

A anemia hemolítica e plaquetopenia
B aumento de transaminases e hipocalemia
C anemia hemolítica e aumento de transaminases
D hipocalcemia e alcalose metabólica
E hiponatremia e plaquetopenia

Paciente de 38 anos faz uso regular de Topiramato 200 mg/dia para tratamento de epilepsia. Há cerca de 1 mês, apresentou quadro de cólica nefrética e, na ocasião, realizou tomografia de abdome sem contraste, que evidenciou nefrolitíase bilateral sem indicação de intervenção urológica de urgência. O nefrologista responsável pela investigação etiológica do quadro de litíase renal considerou o uso de Topiramato como um dos possíveis contribuintes para a formação dos cálculos.

Quais achados podem ser compatíveis com nefrolitíase induzida pelo uso de Topiramato e reforçariam a hipótese do nefrologista?

A Presença de acidose metabólica e cálculos de fosfato de cálcio
B Presença de acidose metabólica e hiperoxalúria
C Presença de alcalose metabólica e hipocitratúria
D Presença de alcalose metabólica e hiperuricosúria
E Baixo pH urinário e cálculos de ácido úrico

Nas últimas décadas, foram observados grandes avanços na terapêutica do transplante renal com a descoberta de inúmeras drogas imunossupressoras, com menores riscos de rejeição e melhora do prognóstico.

Em relação a esse grupo de drogas, o(a)

A tacrolimo é um inibidor da calcineurina, metabolizado por isoenzimas do citocromo P450, e seu nível sérico pode ser aumentado pelo uso concomitante de fluconazol e reduzido pela rifampicina.
B ácido micofenólico atua no bloqueio dos receptores da interleucina-2 (IL-2R).
C basiliximabe é útil principalmente para tratamento da rejeição aguda humoral.
D timoglobulina é uma preparação monoclonal utilizada, principalmente, no tratamento de resgate da rejeição celular aguda.
E ciclosporina é um antimetabólico que causa importante mielossupressão direta.