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A obra de Max Horkheimer desempenhou um papel fundamental na constituição da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt, promovendo uma revisão profunda do materialismo histórico à luz da razão dialética. Sua reflexão abrange temas como a crítica à racionalidade instrumental, a relação entre teoria e prática e as condições de possibilidade da emancipação social. Considerando a perspectiva horkheimeriana, assinale a alternativa correta.

A Em sua análise da relação entre razão e dominação, Horkheimer argumenta que a razão, ao longo da modernidade, foi progressivamente reduzida a um instrumento de autoconservação, perdendo seu potencial emancipatório e tornando-se cúmplice da reprodução das estruturas de poder.
B Horkheimer sustenta, em Teoria Tradicional e Teoria Crítica, que a função primordial da filosofia é fornecer um aparato conceitual neutro e desprovido de juízos normativos, assegurando a objetividade do conhecimento científico.
C Para Horkheimer, a racionalidade instrumental configura-se como um processo histórico irreversível, sendo, portanto, incompatível com qualquer possibilidade de resistência social ou transformação emancipatória.
D A concepção de Teoria Crítica em Horkheimer propõe uma abordagem interdisciplinar, mas descarta a necessidade de um engajamento político concreto, uma vez que a reflexão filosófica deve se manter distante das disputas contingentes da sociedade.
E A crítica de Horkheimer ao positivismo centra-se na rejeição da ciência empírica como forma legítima de conhecimento, defendendo, em seu lugar, um idealismo especulativo que privilegia a introspecção subjetiva sobre a materialidade dos fenômenos sociais.

Ao longo do século XX, duas correntes filosóficas, a analítica e a continental, protagonizaram um embate teórico que ainda ecoa nos desenvolvimentos da filosofia contemporânea; no entanto, a partir da década de 1960, outras tendências se formaram. Assinale a alternativa que contempla apenas essas principais tendências do pensamento contemporâneo.

A Hermenêutica, pós-estruturalismo e utilitarismo.
B Fenomenologia, existencialismo e teoria crítica.
C Teoria crítica, pós-estruturalismo e epistemologia pós-positivista.
D Marxismo, existencialismo e relativismo.
E Neokantismo, fenomenologia e hermenêutica.

“Em cada caso, as correntes hegemônicas dos novos movimentos emancipatórios – como o feminismo, o antirracismo, o multiculturalismo e os direitos LGBTQ – se tornaram aliados (em alguns casos, de forma consciente e deliberada e, em outros, não) de forças neoliberais que buscavam financeirizar a economia capitalista, em particular os setores mais dinâmicos, orientados ao futuro e globalizados do capital, como Hollywood, TI e finanças. Como sempre, o capital conseguiu a melhor parte do negócio”. O trecho acima sintetiza a ideia de “neoliberalismo progressista”, pois aponta como as pautas políticas de minorias históricas teriam sido apropriadas por grupos econômicos. O conceito de neoliberalismo progressista foi elaborado pela filósofa:

A Seyla Benhabib.
B Jodi Dean.
C Rahel Jaeggi.
D Judith Butler.
E Nancy Fraser.

Segundo Pinzani

( 2009 ), Jürgen Habermas considera que a linguagem tem um papel central na formação das relações sociais e dos indivíduos tomados separadamente. Desse modo, a perspectiva habermasiana é a de que:

A A sociedade engloba o indivíduo até à dissolução de sua subjetividade.
B A identidade do indivíduo é gerada por um processo de socialização.
C O indivíduo não é capaz de inovar processos sociais pelo meio da linguagem.
D Linguagem e racionalidade não têm uma relação direta, uma vez que a linguagem é repositório de patologias não racionalizáveis.
E O desenvolvimento da individualidade não tem relação direta com o desenvolvimento social.

“Uma vez que não se está mais incluído nas arenas oficiais, socialmente sancionadas de aquisição de respeito, a alternativa é conquistar diante de suas portas o reconhecimento social com meios não normalizados. Destituídos de toda justificabilidade social, despidas de toda simbolização compartilhada, do ponto de vista dos observadores tais formas de luta por reconhecimento frequentemente assumem as formas mais bizarras”. O trecho acima foi extraído de um artigo do pensador alemão Axel Honneth

( 2014 ). Nesse artigo, o autor trata do recrudescimento dos conflitos sociais contemporâneos, o que ele diagnostica sob o nome de:

A Aprofundamento dos conflitos sociais.
B Alargamento dos conflitos sociais.
C Distensionamento dos conflitos sociais.
D Barbarização dos conflitos sociais.
E Limitação dos conflitos sociais.

“A constituição das ciências humanas como ciências específicas consolidou-se a partir das contribuições de três correntes de pensamento, que, de meados do século XIX a meados do século XX, provocaram uma ruptura epistemológica e uma revolução científica no campo das humanidades”. No texto acima, Marilena Chauí

( 2014 ) destaca a importância da fenomenologia, do estruturalismo e do marxismo para o desenvolvimento das ciências humanas. Diante do exposto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as correntes de pensamento às suas respectivas contribuições. Coluna 1 1. Fenomenologia. 2. Estruturalismo. 3. Marxismo. Coluna 2

( ) Por meio dessa corrente, as ciências humanas puderam compreender que as mudanças históricas não resultam de ações súbitas e espetaculares de alguns indivíduos ou grupos de indivíduos, mas de lentos processos sociais, econômicos e políticos.

( ) Essa corrente entende que o modo como cada sistema ou estrutura parcial se organiza e se relaciona com os outros define a estrutura geral e específica de uma sociedade “primitiva”, que pode, assim, ser compreendida e explicada cientificamente.

( ) Por meio dessa corrente, foi permitido às ciências humanas que criassem métodos específicos para o estudo de seus objetos, livrando-as das explicações mecânicas de causa e efeito sem que por isso tivessem de abandonar a ideia de lei científica.

( ) Essa corrente permitiu que fosse feita a diferença rigorosa entre a esfera ou região da essência “natureza” e a esfera ou região da essência “homem”. A seguir, permitiu que a esfera ou região “homem” fosse internamente diferenciada em essências diversas: o psíquico, o social, o histórico, o cultural. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A 1 – 3 – 2 – 3.
B 3 – 2 – 1 – 1.
C 3 – 2 – 2 – 1.
D 2 – 2 – 3 – 1.
E 3 – 1 – 3 – 2.

“A ciência normal, atividade na qual a maioria dos cientistas emprega inevitavelmente quase todo seu tempo, é baseada no pressuposto de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do sucesso do empreendimento deriva da disposição da comunidade para defender esse pressuposto – com custos consideráveis, se necessário. Por exemplo, a ciência normal frequentemente suprime novidades fundamentais, porque estas subvertem necessariamente seus compromissos básicos”. KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas . São Paulo: Editora Perspectiva, 1998. Com base na concepção de ciência normal proposta por Thomas Kuhn, o progresso científico se dá quando

A novas descobertas confirmam teorias previamente formuladas por observação controlada e repetível.
B hipóteses centrais são continuamente falseadas, levando à eliminação das teorias inadequadas.
C associa o progresso técnico à superação das limitações da cultura tradicional.
D propõe a neutralidade das ciências como fundamento do respeito à diversidade.
E trata a subjetividade como expressão universal da razão comum a todos os povos.

No estudo sobre a razão, Kant distingue a realidade em si, da realidade para nós, ou conhecida por nós. Para fazer isso, Kant faz uso de duas palavras gregas, sendo elas:

A Lógos e phoné.
B Dialética e maiêutica.
C Órganon e silogismo.
D Noumenon e phainomenon.

Thomas Kuhn, em seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas, afirma que “um paradigma é o que os membros de uma comunidade científica compartilham, e, inversamente, uma comunidade científica consiste em homens que compartilham um paradigma”. (KUHN, Thomas S.; FOUCAULT, Michel. A Estrutura das Revoluções Científicas e Outros Ensaios. São Paulo: Editora Perspectiva, 2000, p. 176.) Com base nessa definição, qual das alternativas a seguir melhor descreve o conceito de paradigma científico?

A Paradigmas são apenas métodos de pesquisa, sem influência sobre as teorias ou a prática científica.
B O conceito de paradigma não é relevante para a ciência, pois a ciência se baseia em métodos e não em crenças ou valores.
C Um paradigma é um conjunto fixo de teorias que nunca muda e que é aceito por todos os cientistas em uma área específica.
D Um paradigma é um conjunto de crenças, valores e técnicas que são aceitos pela comunidade científica e que orientam a pesquisa até que uma nova descoberta provoque uma revolução científica.

A beleza é a manifestação sensível da ideia. (HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Estética: A Ideia e o Ideal. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1997, p. 42.) Com base na citação de Hegel , melhor representa a concepção de beleza na arte, segundo a filosofia idealista:

A É subjetiva e depende exclusivamente do gosto individual de quem observa a obra.
B Trata-se de uma característica objetiva que pode ser medida e avaliada com precisão em qualquer obra de arte.
C Deve ser entendida como uma imitação da natureza, e seu valor depende de quão fielmente a obra reproduz o mundo natural.
D Refere-se à manifestação de uma ideia universal e, portanto, possui um caráter objetivo, embora se manifeste de maneira sensível.