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Durante a prescrição eletrônica de medicamentos em um hospital pediátrico, um erro de digitação resultou na dose de um antibiótico dez vezes maior do que a prescrita. O sistema, porém, acionou um alerta automático de dose excessiva, e o erro foi corrigido antes que o medicamento fosse administrado ao paciente. Esse evento é classificado como

A evento adverso grave.
B quase erro ( near miss ).
C evento sentinela.
D erro de medicação com dano.
E conduta inapropriada.

Criança de 3 anos de idade, previamente hígida, é trazida à consulta com lesões eritematosas e pruriginosas distribuídas principalmente em cotovelos, joelhos e couro cabeludo, presentes há cerca de 3 semanas. Os pais relatam que as lesões surgiram após o retorno à escola, piorando à noite. A criança coça intensamente, mas não apresenta febre ou mal-estar geral. Ao exame, notam-se lesões eritematosas com escamas e crostas, algumas lineares devido ao ato de coçar. Nenhum linfonodo da criança está aumentado.

Nesse caso, o pediatra deverá, como conduta inicial mais adequada,

A prescrever anti-histamínico oral como tratamento isolado.
B prescrever antibiótico oral de amplo espectro, considerando infecção bacteriana secundária.
C solicitar biópsia de pele imediata para investigação de doença autoimune.
D iniciar tratamento tópico com corticosteroide de baixa potência e orientar cuidados de higiene e hidratação da pele, mantendo acompanhamento ambulatorial.
E internar a criança para hidratação venosa e tratamento sistêmico.

Menino de 6 anos de idade, previamente hígido, sofreu PCR (parada cardiorrespiratória) na sala de emergência após quadro de broncoespasmo grave e hipoxemia. Após 2 minutos de RCP, foi intubado com TOT com cuff 5.0, fixado a 15 cm do lábio; ausculta pulmonar simétrica, curva capnográfica presente (onda quadrada), ventilação assíncrona a 10 irpm com O 2 a 100%. As compressões são contínuas, a 110/min, alternando-se o revezamento a cada dois minutos. Já recebeu uma dose de adrenalina (0,01 mg/kg IV).

Nos últimos dois ciclos, o ETCO 2 manteve-se persistentemente em 8–9 mmHg. Não há pneumotórax ao POCUS rápido. Nesse caso, durante a RCP na criança intubada, com ETCO 2 persistentemente

A a troca do tubo orotraqueal imediatamente.
B o aumento da frequência de ventilação.
C a otimização da qualidade das compressões (profundidade/retorno completo/menor pausa).
D a administração de bicarbonato de rotina.
E a interrupção das compressões para checar pulso por 20 segundos.

Criança de 7 anos de idade, previamente hígida, chega ao pronto-socorro com crise tônico-clônica generalizada em curso há 8 minutos. Durante a avaliação, o paciente apresenta cianose perioral, extremidades frias, pressão arterial de 85×50 mmHg e glicemia capilar de 92 mg/dl. A criança não responde a estímulos verbais ou dolorosos, sem história de traumatismo.

Com base na situação hipotética precedente, considerando status epilepticus pediátrico, o pediatra deverá, imediatamente,

A iniciar EEG contínuo e utilizar medicação de acordo com o traçado do EEG.
B administrar bolos de benzodiazepínico e, caso a crise não cesse, iniciar midazolam em infusão contínua.
C administrar bolos de glicose e tiamina antes de medicação anticonvulsivante.
D administrar midazolam IV/IM como primeira linha e, se não houver resposta, hidantal (fenitoína) IV; se ainda refratário, fenobarbital IV; persistindo, iniciar midazolam em infusão contínua no pronto-socorro enquanto aguarda vaga de UTI.
E iniciar fenobarbital IV como primeira escolha, seguido de hidantal (fenitoína) IV, se não houver resposta.

Uma criança de 7 anos de idade, proveniente de área periférica da cidade, previamente saudável, apresenta quadro de dor abdominal recorrente, distensão abdominal e desnutrição progressiva. Em um episódio agudo, evolui com vômitos biliosos e parada de eliminação de gases e fezes. O exame físico revela abdome distendido e timpanismo difuso. A radiografia mostra níveis hidroaéreos sugestivos de obstrução intestinal.

Considerando o cenário clínico e epidemiológico precedentes, a causa mais provável da condição do paciente é

A invaginação intestinal idiopática.
B obstrução intestinal por Ascaris lumbricoides em alça jejunal.
C hérnia inguinal encarcerada com obstrução intestinal.
D obstrução intestinal por fezes impactadas secundária a constipação funcional.
E volvo de intestino delgado associado a malrotação intestinal congênita.

Considerando o PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde do Brasil e as suas notas técnicas atualizadas para o ano de 2025, e uma consulta para um paciente de 12 meses de idade (criança hígida, esquema básico em dia), assinale a opção que corresponde aos imunizantes que estão indicados nessa visita.

A tríplice viral (SCR - sarampo, caxumba e rubéola) + meningocócica ACWY (1 dose) + pneumocócica 10V (reforço)
B febre amarela (1.ª dose) + tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
C hepatite A + pneumocócica 10V (reforço)
D tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) + hepatite A + reforço de VIP (vacina inativada da poliomielite - IPV/Salk, aplicada por via injetável)
E reforço de meningocócica C + tetraviral (SCRV - sarampo, caxumba, rubéola e varicela)

Paciente criança, 6 anos de idade, é levada ao atendimento médico com dor abdominal em cólica, diarreia líquida com muco e sangue, além de febre baixa há 4 dias. A criança, que mora em zona rural, não apresenta outros sintomas e estava previamente hígida. Ao exame, apresentou anemia, abdome com leve distensão e dor à palpação profunda, sem visceromegalias. Sem sinais de irritação peritonial. Exames indicam anemia leve, leucocitose sem desvio à esquerda e sem eosinofilia. Coprocultura negativa. Rotavírus negativo. Parasitológico com E. histolytica.

A partir dessa situação hipotética, é correto concluir que o tratamento mais adequado para o caso precedente é a administração de

A praziquantel.
B albendazol.
C pamoato de pirvínio.
D secnidazol.
E ivermectina.

Menino de 9 anos de idade, com diagnóstico confirmado de fibrose cística, faz uso regular de enzimas pancreáticas em doses calculadas com base no seu peso. Apesar da adesão relatada pelos pais, ele tem apresentado evacuações volumosas e gordurosas, perda de peso e deficiência persistente de vitaminas lipossolúveis.

Nesse caso, o próximo passo na condução do quadro deverá ser

A restrição de ingestão de gorduras.
B administração de antibióticos profiláticos.
C prescrição de inibidor de bomba de prótons.
D reavaliação da técnica de administração das enzimas pancreáticas.
E aumento da dose de enzimas pancreáticas.

Criança de 3 anos de idade com diarreia sanguinolenta há 3 dias, desde ingestão de hambúrguer malpassado, evolui com palidez, petéquias e oligúria. Hemograma: anemia com plaquetas de 65 mil/mm³; esfregaço periférico: presença de esquizócitos; creatinina 1,9 mg/dl.

Nesse caso, a melhor conduta inicial consiste em

A coletar fezes para detecção de toxina de Shiga (PCR/EIA) e cultura; realizar hidratação isotônica cuidadosa precoce e suporte (transfusão de hemácias se necessário; evitar antibiótico e drogas antiperistálticas); monitorar e acionar diálise se indicado.
B iniciar eculizumabe imediatamente, mesmo antes de excluir púrpura trombocitopênica trombótica e infecção por E. coli produtora de toxina de Shiga.
C realizar plasmaférese, conduta indicada para todos os casos de síndrome hemolítico urêmica, na admissão.
D iniciar antibiótico empírico para E. coli entero-hemorrágica e loperamida para controlar a diarreia.
E transfundir plaquetas de rotina para normalizar a contagem (

Criança de 8 anos de idade com cirrose biliar (pós-atresia biliar) e ascite tensa foi internada por peritonite bacteriana espontânea tratada. Em 48 h, a creatinina subiu de 0,3 mg/dl para 0,7 mg/dl. Não havia choque, nem uso de nefrotóxicos; exame de urina sem proteinúria significativa, sem hematúria; ultrassom renal normal. Diuréticos foram suspensos e iniciou-se albumina 1 g/kg/dia (máximo 100 g/dia) por 2 dias, sem melhora da creatinina.

No caso hipotético apresentado, o médico deverá, como conduta inicial,

A solicitar biópsia renal para confirmar necrose tubular aguda antes de qualquer tratamento.
B realizar expansão volêmica agressiva com cristaloide isotônico (30 mL/kg em bolus ).
C tratar com midodrina e octreotídeo como primeira escolha em UTI.
D diagnosticar síndrome hepato-renal com injúria renal aguda e iniciar vasoconstrictor e albumina (terlipressina preferida; alternativa: norepinefrina em UTI).
E reintroduzir diuréticos e observar por mais 48 h.