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Texto associado
Text 10A1-III

Language is not any arbitrary fact of colonialism. We ought to consider it as another form of violence imposed upon cultures by colonial rule, as devastatingly treacherous as any other. Of course, there is an obvious distinction between physical and linguistic subjugation, and the previous claim is not to erase this in any element. Linguistic violence itself persists long past the departure of the colonist, it is a violence committed against a very culture, one from which it may never fully recover. Language is not merely a group of symbols or words; this is clear from the fact that we see it as having been the object of colonial assault. Imperial powers recognized it as anything but arbitrary, or else it would not have even been seen as necessary to subject to the same ravage. We ought not to let the role of language in colonialism slip into the background. Language as a means of colonial dominance has too often been seen as a symptom of a larger colonial pathology, as a side-effect which does not require to be dealt with urgently or with equal dedication as with more wide-spread and common conceptions of colonial violence.
As a defining aspect of culture, language is not only the means by which we pass on culture or share it, but in order to do so it must, and does, carry on its back the entirety of a culture and civilization. Further, it acts as a collective memory bank of a culture's historical existence and experience. Because of this, the erasure of language is necessarily also the erasure of pre-colonial history. By systematically and aggressively burying a language, also buried with it is every historical event and every person who existed through it. Something as fundamental as it becomes, or rather, has been a way by which we perceive ourselves as well as where and how we exist among others. When one examines the colonial circumstance, they can see the ways in which the linguistic take-over by colonial powers posed an existential threat upon the colonized. To take away one's language is to take away their means of making themselves visible and perceiving themselves. The forceful imposition of colonial language on the colonized is not simply a matter of easy communication and convenience, it is to impose upon a group the task of supporting the weight of a culture which refuses to recognize them as human.

Ananya Ravishankar. Linguistic imperialism: colonial violence through language. Trinity College Digital Repository, 2020. Internet: (adapted).

It is correct to infer from text 10A1-III that

I language is comparable to a memory bank because people memorize structures like syntax and lexicon.
II being forced to speak a colonial language means being forced to bear the weight of a non-human status.
III not every form of linguistic colonialism is violent or depends on the imposition of a language.

Choose the correct option.

A Only item I is correct.
B Only item II is correct.
C Only items I and III are correct.
D Only items II and III are correct.
E All items are correct.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Piauí Cargo: Professor de Educação Básica - Área: Inglês Prova: CESPE/CEBRASPE - SEDUC PI - Professor de Educação Básica - Área: Inglês - 2026

Acerca da ética, assinale a opção correta.

A O agir ético fundamenta-se na razão e permite discernir a ação a partir dos valores sociais.
B A ética é um conjunto de normas rígidas e imutáveis que independe do discernimento do agente.
C A ação ética deve ser livre de influências e guiada pelo instinto natural
D A ética limita-se à descrição do agir humano como reflexo direto dos instintos biológicos herdados da natureza.
E A valoração da conduta ética é exclusivamente dependente da autonomia e liberdade do agente.
Órgão: Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas Cargo: Analista Ambiental - Área: Ciências Contábeis Prova: CESPE/CEBRASPE - IPAAM - Analista Ambiental - Área: Ciências Contábeis - 2026
Texto associado
Ainda antes do dia de São José, o prefeito inaugurou a escola, que teve a construção — com telhas de cerâmica que nenhuma casa de trabalhador poderia ter — concluída no verão. O prédio recebeu o nome de Antônio Peixoto, pai dos Peixoto. Homem que, diziam, foi proprietário da fazenda, mas nunca havia posto os pés ali. Todos os moradores estiveram presentes à inauguração: as mulheres de lenço na cabeça; os homens de chapéu e enxada na mão; as crianças rindo da novidade, um pequeno prédio de três salas, e sem o tal banheiro que ninguém tinha mesmo. Da família Peixoto se fez presente também a irmã mais velha, que nunca havia visto por ali. (...) Quando retiraram o papel que cobria a placa com o nome de seu pai falecido, ela quase caiu, num choro convulsivo que fez com que seus irmãos a amparassem para que não desabasse de vez no chão. Nenhuma palavra de agradecimento a meu pai, que, na noite em que celebrava o jerê de santa Bárbara, havia pedido, quase ordenado, o cumprimento da promessa de construção da escola feita à santa no passado. Mas ele estava lá, em pé, um dos primeiros da audiência, segurando a mão de Domingas, e ao lado de minha mãe, com o rosto satisfeito. Pouco importava, poderia ver em seu semblante a luta que havia travado com as forças da encantada santa Bárbara para que tivéssemos um destino diferente do seu, para que não fôssemos analfabetos. Meu pai não sabia nem mesmo assinar o nome, e fez o que estava ao seu alcance para trazer uma escola para a fazenda, para que aprendêssemos letra e matemática.

Itamar Vieira Júnior. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2018, p. 95-96.

Julgue os itens que se seguem, em relação ao texto precedente.

No texto, o foco narrativo na primeira pessoa, identificado tanto na flexão verbal quanto no sistema pronominal, evidencia a ênfase na função emotiva da linguagem, sendo o ponto de vista de um personagem interno à narrativa recurso argumentativo que confere veracidade aos acontecimentos narrados.

C Certo
E Errado
Texto associado
A crítica à política externa foi arma utilizada pela campanha republicana com o objetivo de desmoralizar o regime monárquico. As intervenções na região do rio da Prata e a Guerra do Paraguai foram temas atacados frequentemente por republicanos, a exemplo de Silva Jardim, Saldanha Marinho e Quintino Bocaiúva.

Relativamente à queda do Império e à Primeira República (1889-1930), julgue os itens que se seguem.

A denominada Revolução de 1930 rompeu com as estruturas carcomidas da República Velha: o surgimento de lideranças novas, como Getúlio Vargas, desvinculadas da experiência política do período anterior, conduziu o país à modernidade, imune a tentações autoritárias e a alianças com os militares.

C Certo
E Errado
Texto associado
Acerca da invalidade do negócio jurídico, da prescrição, da decadência, dos atos ilícitos e do adimplemento das obrigações, julgue os itens seguintes.

Somente pratica ato ilícito aquele que causa dano a outrem mediante dolo, não havendo ato ilícito quando a conduta é meramente culposa.

C Certo
E Errado
Texto associado
Acerca da invalidade do negócio jurídico, da prescrição, da decadência, dos atos ilícitos e do adimplemento das obrigações, julgue os itens seguintes.

De acordo com o Código Civil, não corre a prescrição contra os ausentes do País em serviço público dos municípios e, em regra, essa norma não se aplica à decadência.

C Certo
E Errado

A respeito das atividades insalubres e perigosas, assinale a opção correta.

A Os empregados em serviços auxiliares de transporte aéreo que permanecerem a bordo durante o período de abastecimento das aeronaves possuem o direito ao recebimento do adicional de periculosidade.
B O adicional de periculosidade deve ser concedido ao empregado que se submete de forma permanente a condições de risco, não sendo devido, portanto, quando a exposição ocorrer de forma intermitente.
C Quando um trabalhador indicar em uma ação trabalhista um trabalho mediante exposição a um agente nocivo, e a perícia constatar outro agente diverso, não há prejuízo ao pedido de adicional de insalubridade.
D O laudo pericial que afirma ser a atividade insalubre é suficiente para que seja concedido o respectivo adicional.
E A coleta de lixo em instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação é equiparada à limpeza em residências e escritórios, razão por que não incide o adicional de insalubridade.
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Texto CG1A1

O transporte responde por 53,3% das emissões do setor de energia no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) de 2023. O transporte rodoviário por carros, caminhões e ônibus é responsável por mais de 90% dessas emissões de carbono.
Quando o assunto é transição energética justa no setor de transportes, é fundamental começar pela principal forma de deslocamento da população brasileira: os sistemas de transporte coletivo por ônibus. No centro da discussão, está a eletrificação da frota de ônibus, uma das estratégias mais eficazes para reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a qualidade do ar nas cidades.
De acordo com um estudo desenvolvido no Brasil, os ônibus movidos a diesel produzem, em média, 3 a 4 vezes mais emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do que os ônibus elétricos, incluída a produção das baterias.
Nesse contexto, as cidades brasileiras já apresentaram avanços importantes na transformação de seus sistemas de transporte, ainda que sigam atrás dos esforços de outros países. Na China, por exemplo, ônibus elétricos correspondem a 98% das vendas, enquanto na Europa são a tecnologia mais vendida desde 2024. A América Latina, por sua vez, conta atualmente com mais de 7.000 ônibus elétricos, segundo dados da E-bus Radar, plataforma que monitora frotas de ônibus elétricos e divulga dados para ajudar governos a atingirem suas metas climáticas. Desse total, 1.143 estão no Brasil, e a cidade de São Paulo concentra a maior parte, com 841 veículos.
O desenvolvimento de políticas públicas com metas nacionais de eletrificação e mobilização de investimentos do setor privado é central para impulsionar a eletrificação das frotas de ônibus, garantindo não somente benefícios ambientais, mas também de saúde e qualidade de vida para toda a população.
No âmbito federal, cabe ao governo estruturar mecanismos de financiamento estáveis, com linhas de crédito contínuas e garantias que ofereçam previsibilidade e segurança aos investimentos, especialmente para municípios com orçamentos menores. Já os governos locais devem avançar na modernização dos marcos regulatórios do transporte público por meio de processos de licitação, contratos e modelos de remuneração que incentivem a qualidade na prestação dos serviços.
Segundo um estudo lançado recentemente, o Brasil tem potencial para substituir, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil ônibus a diesel por modelos elétricos nas 21 maiores regiões metropolitanas, priorizando a troca dos veículos mais antigos e poluentes. Essa transição reduziria em 24,6% as emissões do transporte coletivo nessas cidades e poderia gerar uma economia de até R$ 62 milhões por ano em custos de saúde pública.
Apesar desses avanços, o Brasil ainda precisa percorrer um caminho longo para que seu setor de transportes esteja alinhado à meta de neutralidade climática até 2050. A eletrificação das frotas de ônibus tem papel essencial para uma transição energética inclusiva que considere os impactos ao meio ambiente, à economia e às pessoas, mas cabe lembrar: ela é apenas a primeira etapa de um esforço mais amplo.
Ao priorizar a eletrificação dos ônibus, o país pode não só reduzir emissões e melhorar a qualidade de vida urbana, mas também sinalizar ao mundo que é capaz de liderar pelo exemplo.

Clarisse Cunha Linke e Marcel Martin. Brasil precisa priorizar o transporte público para cumprir suas metas climáticas. In: Folha de S. Paulo, 26/10/2025 (com adaptações).

Em relação ao texto CG1A1 e às ideias nele veiculadas, julgue os itens a seguir.

Conclui-se do texto que o alinhamento do Brasil à meta de neutralidade climática não depende exclusivamente da eletrificação da frota de ônibus.

C Certo
E Errado
Texto associado
Tendo em vista a aprendizagem com tecnologias digitais nas escolas, julgue os itens que se seguem.

Para o sucesso dos processos de aprendizagem nas escolas, a mera disponibilização de tecnologias digitais como aplicativos e plataformas não é suficiente.

C Certo
E Errado
Órgão: Universidade do Estado de Santa Catarina Cargo: Técnico Universitário de Desenvolvimento - Área: Técnico em Educação Prova: CESPE/CEBRASPE - UDESC - Técnico Universitário de Desenvolvimento - Área: Técnico em Educação - 2026

A amostragem é considerada essencial para a realização de auditorias que envolvam grande volume de dados. Por envolver a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens da população relevante, o procedimento implica risco de amostragem. Assinale a opção em que a situação descrita decorre do risco de amostragem em auditoria.

A planejamento inadequado dos procedimentos de auditoria
B utilização de procedimentos de auditoria inapropriados
C interpretação equivocada da evidência de auditoria
D não reconhecimento de um desvio ou de uma distorção
E identificação de distorção relevante no teste de detalhe, quando, de fato, ela não existe