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Em relação à denominada autolavagem, é correto afirmar que:

A a tipificação da lavagem de dinheiro independe da existência de infração antecedente;
B a tipificação da lavagem de dinheiro depende da existência de imputação penal antecedente;
C a autolavagem independe da demonstração de atos diversos e autônomos do crime antecedente;
D a autolavagem não é possível no sistema brasileiro, em razão do fenômeno da consunção;
E a ocultação ou dissimulação do proveito do crime pelo próprio autor não é alcançada pela consunção.

Considerando as alterações promovidas pela Lei nº 13.654/2018, é correto afirmar que:

A o emprego de arma de fogo, nos delitos de roubo, em momento algum deixou de configurar majorante, sendo apenas deslocada e prevendo fração menos severa de aumento;
B a alteração legislativa deixou de considerar o emprego de arma de fogo, nos delitos de roubo, como majorante, passando a adotá-lo como qualificadora;
C o emprego de arma de fogo, nos delitos de roubo, em momento algum deixou de configurar majorante, sendo apenas deslocada e prevendo fração mais severa de aumento;
D a alteração legislativa deixou de considerar o emprego de arma de fogo, nos delitos de roubo, como majorante, passando a adotá-lo como circunstância agravante;
E o emprego de arma de fogo, nos delitos de roubo, em momento algum deixou de configurar majorante, sendo apenas deslocada e sem qualquer alteração em relação ao quantum .

Nas condutas tipificadas pela Lei nº 11.343/2006, o agente, primário e de bons antecedentes, que atua como “mula”, com transporte pontual de entorpecente, caso comprovadas autoria e materialidade, deverá ser condenado por:

A tráfico de drogas privilegiado;
B tráfico de drogas;
C tráfico de drogas privilegiado e associação para o tráfico;
D tráfico de drogas e associação para o tráfico;
E associação para o tráfico.

Dentro dos critérios de solução do conflito aparente de normas, é correto afirmar que o princípio da:

A subsidiariedade é presidido por mera análise lógica respeitante aos elementos constitutivos dos tipos penais decorrentes;
B subsidiariedade estabelece que a incidência da norma principal, que tem uma sanção mais grave, afasta a incidência da norma subsidiária;
C subsidiariedade é presidido por mera análise lógica referente a em que medida haveria uma relação de gênero e espécie essencialmente formal;
D especialidade tem uma estrutura lógica de interferência, exigindo um juízo de valor do fato em relação às normas;
E especialidade tem uma estrutura lógica de interferência, não de subordinação, exigindo uma verificação em concreto.

Majoritariamente a doutrina salienta que são duas as espécies de culpa: inconsciente e consciente. Sobre o tema, é correto afirmar que na culpa:

A inconsciente, o agente considera possível a realização do resultado típico, porém confia que isso não sucederá;
B inconsciente, faz parte da representação do agente a violação do dever de cuidado e do resultado lesivo;
C consciente, faz parte da representação do agente apenas a violação do dever de cuidado;
D consciente, a censura penal deve ser menor quando considerada a mesma violação do risco proibido;
E consciente, o agente sabe do risco de seu comportamento, mas acredita que não acontecerá o resultado.

Sobre a distinção entre inidoneidade absoluta e inidoneidade relativa, é correto afirmar que no(a):

A crime impossível, a inidoneidade pode ser constatada a posteriori ;
B inidoneidade absoluta, a consumação ocorreria se o comportamento seguisse sem percalços alheios à vontade;
C inidoneidade absoluta, uma situação apriorística elimina a possibilidade de consumação do delito;
D tentativa relativamente inidônea, circunstâncias anteriores impedem a consumação do delito;
E crime impossível, situações posteriores tornam inviável a realização integral do tipo.

Hermes foi denunciado pelo delito de falsidade ideológica eleitoral (Art. 350 do Código Eleitoral), corrupção passiva (Art. 317 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/1998), pois, na qualidade de servidor público, recebeu propina de uma empresa para deixar de atuar na sua atividade-fim, ocultando, na sequência, esse valor, por meio da simulação de uma atividade lícita. Tendo se candidatado a cargo eletivo, falseou sua declaração de bens eleitorais, para manter a ocultação dos valores indevidamente auferidos. A Justiça Eleitoral absolveu Hermes das imputações, entendendo que não havia qualquer ilícito eleitoral. Ato seguinte, Hermes foi denunciado pelo Ministério Público estadual, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, repetindo o articulado na denúncia oferecida anteriormente na Justiça Eleitoral. A nova imputação deve ser:

A recebida, pois, ao absolver o réu do delito eleitoral, a Justiça Especializada deixou de ter competência;
B recebida, pois houve alteração substancial na imputação, com a exclusão do contexto delitivo-eleitoral;
C recebida, pois os delitos comuns não são acobertados pela coisa julgada da Justiça Eleitoral;
D rejeitada, com base no princípio da vedação à dupla incriminação, limite derivado da coisa julgada;
E não recebida, pela ausência de possibilidade jurídica do pedido.

No que toca aos fundamentos da prisão preventiva, é correto afirmar que se justifica a decretação de prisão:

A quando da existência, por si só, de condições pessoais desfavoráveis;
B de maneira automática após o descumprimento de medida cautelar alternativa;
C de membros de grupo criminoso como forma de interromper suas atividades;
D pela repercussão social do delito, quando sopesada a sua gravidade em abstrato;
E quando o réu deixa de comparecer a ato de instrução probatória.