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No que diz respeito aos Embargos à
Execução no Código de Processo Civil (Lei nº
13.105/2015), assinale a alternativa correta.

A O executado só poderá se opor à execução por
meio de embargos quando houver a penhora,
depósito ou caução.
B Recebidos os embargos, o exequente será
ouvido no prazo de 5 (cinco) dias.
C Nos embargos à execução, o executado não
poderá alegar incompetência absoluta ou
relativa do juízo da execução.
D O juiz rejeitará liminarmente os embargos nos
casos de indeferimento da petição inicial e de
improcedência liminar do pedido.
E Os embargos à execução sempre terão como
regra efeito suspensivo.
Texto associado
O que é ética hoje?

Sem uma discussão
lúcida sobre a ética não é
possível agir com
ética

Marcia Tiburi

A
palavra ética aparece em muitos contextos
de
nossas vidas. Falamos sobre ética em tom de
clamor
por salvação. Cheios de esperança, alguns
com certa
empáfia, exigimos ou reclamamos da falta de
ética,
mas não sabemos exatamente o que queremos
dizer
com isso. Há um desejo de ética, mas mesmo
em
relação a ele não conseguimos avançar com
ética.
Este é nosso primeiro grande problema.

O que
falta na abordagem sobre ética é
justamente
o que nos levaria a sermos éticos. Falta
reflexão,
falta pensamento crítico, falta entender “o
que é” agir
e “como” se deve agir. Com tais perguntas é
que a
ética inicia. Para que ela inicie é preciso
sair da mera
indignação moral baseada em emoções
passageiras,
que tantos acham magnífico expor, e chegar à
reflexão ética. Aqueles que expõem suas
emoções se
mostram como pessoas sensíveis, bondosas,
creem-se
como antecipadamente éticos porque emotivos.
Porém, não basta. As emoções em relação à
política,
à miséria ou à violência, passam e tudo
continua
como antes. A passagem das emoções
indignadas
para a elaboração de uma sensibilidade
elaborada
que possa sustentar a ação boa e justa - o
foco de
qualquer ética desde sempre - é o que está
em jogo.

Falta, para isso, entendimento. Ou
seja,
compreensão de um sentido comum na nossa
reivindicação pela ética. Falta, para se
chegar a isso,
que haja diálogo, ou seja, capacidade de
expor e de
ouvir o que a ética pode ser. Clamamos pela
ética,
mas não sabemos conversar. E para que haja
ética
é preciso diálogo. E, por isso, permanecemos
num
círculo vicioso em que só a inação e a
ignorância
triunfam.

Na inanição intelectual em voga,
esperamos
que os cultos, os intelectuais, os
professores,
os jornalistas, todos os que constroem a
opinião
pública, tragam respostas. Nem estes podem
ajudar
muito, pois desconhecem ou evitam a
profundidade
da questão. Há, neste contexto, quem pense
que ser
corrupto não exclui a ética. E isso não é
opinião de
ignorantes que não frequentaram escola
alguma,
mas de muitos ditos “cultos” e
“inteligentes”. Quem
hoje se preocupa em entender do que se
trata? Quem
se preocupa em não cair na contradição entre
teoria
e prática? Em discutir ética para além dos
códigos de
ética das profissões pensando-a como
princípio que
deve reger nossas relações?
Exatamente pela
falta de compreensão do seu
fundamento, do que significa a ética como
elemento
estrutural para cada um como pessoa e para a
sociedade como um todo, é que perdemos de
vista a possibilidade de uma realização da
ética. A
ética não entra em nossas vidas porque nem
bem
sabemos o que deveria entrar. Nem sabemos
como.
Mas quando perguntamos pela ética, em geral,
é
pelo “como fazemos para sermos éticos” que
tudo
começa. Aí começa também o erro em relação à
ética. Pois ético é o que ultrapassa o mero
uso que
podemos fazer da própria ética quando se
trata de
sobreviver. Ética é o que diz respeito ao
modo de nos
comportamos e decidirmos nosso convívio e o
modo
como partilhamos valores e a própria
liberdade.
Ela é o sentido da convivência, mais do que
o já
tão importante respeito do limite próprio e
alheio.
Portanto, desde que ela diz respeito à
relação entre
um “eu” e um “tu”, ela envolve pensar o
outro, o seu
lugar, sua vida, sua potencialidade, seus
direitos,
como eu o vejo e como posso defendê-
lo.

A Ética permanece, porém, sendo uma
palavra
vã,
que usamos a esmo, sem pensar no conteúdo
que
ela carrega. Ninguém é ético só porque quer
parecer
ético. Ninguém é ético porque discorda do
que se faz
contra a ética. Só é ético aquele que
enfrenta o limite
da própria ação, da racionalidade que a
sustenta
e luta pela construção de uma sensibilidade
que
possa dar sentido à felicidade. Mas esta é
mais do
que satisfação na vida privada. A felicidade
de que
se trata é a “felicidade política”, ou seja,
a vida justa
e boa no universo público. A ética quando
surgiu
na antiguidade tinha este ideal. A
felicidade na vida
privada – que hoje também se tornou debate
em torno
do qual cresce a ignorância - depende
disso.

Por isso, antes de mais nada, a
urgência que
se
tornou essencial hoje – e que por isso
mesmo, por
ser essencial, muitos não percebem – é
tratar a ética
como um trabalho da lucidez quanto ao que
estamos
fazendo com nosso presente, mas sobretudo,
com o
que nele se planta e define o rumo futuro.
Para isso
é preciso renovar nossa capacidade de
diálogo e
propor um novo projeto de sociedade no qual
o bem
de todos esteja realmente em vista.


(http://www.marciatiburi.com.br/textos/somos
livre.htm)
Questões:

Em “[...] A passagem das emoções indignadas
para a elaboração de uma sensibilidade
elaborada que possa sustentar a ação boa e
justa é o que está em jogo. [...]”,

A o verbo “é” pode ser colocado no plural para
concordar com o sujeito “emoções”. Assim,
a frase ficaria: “[...] A passagem das emoções
indignadas para a elaboração de uma
sensibilidade elaborada que possa sustentar a
ação boa e justa são o que está em jogo. [...]”
B tem-se um período composto formado pela
oração principal “A passagem das emoções
indignadas para a elaboração de uma
sensibilidade elaborada é o que está em jogo.” e
pela oração subordinada “que possa sustentar a
ação boa e justa”.
C o termo “elaborada” poderia estar no plural para
concordar com “emoções” e “sensibilidade”.
Assim, a frase ficaria: “[...] A passagem das
emoções indignadas para a elaboração de uma
sensibilidade elaboradas que possa sustentar a
ação boa e justa é o que está em jogo. [...]”
D os termos “passagem”, “indignadas”,
“elaboração” e “sensibilidade” são adjuntos
adnominais do núcleo do sujeito “emoções”.
E o sujeito da oração “que possa sustentar a
ação boa e justa” é “a passagem das emoções
indignadas”.
Texto associado
Bélgica teria ignorado alerta turco sobre autor de atentado em Bruxelas

Um dos responsáveis pelos atentados suicidas a bomba em Bruxelas foi deportado no ano passado da Turquia, e a Bélgica, na sequência, teria ignorado um alerta de que o homem era um militante, disse o presidente turco, Tayyip Erdogan, nesta quarta-feira (23).
O gabinete de Erdogan identificou o homem como Ibrahim El Bakraoui, um dos dois irmãos que a Bélgica apresentou como responsáveis pelos ataques que mataram pelo menos 31 pessoas em Bruxelas na terça-feira (22), ações pelas quais o grupo Estado Islâmico assumiu a responsabilidade. Autoridades belgas não responderam aos pedidos para comentar a notícia.
Em casos anteriores, autoridades disseram que sem evidência de crime, como por exemplo ter lutado na Síria, eles não podiam prender pessoas deportadas da Turquia. Entre esses casos estava Brahim Abdeslam, um dos homens-bomba em Paris em novembro, que também foi enviado de volta para a Bélgica da Turquia em 2015.
Em entrevista à imprensa, Erdogan disse que Bakraoui foi detido na província de Gaziantep, no sul da Turquia, perto da fronteira síria, e foi depois deportado para a Holanda. A Turquia também notificou as autoridades holandesas, afirmou Erdogan.

Fonte: adaptado de http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2016-03-23/
turquia-diz-ter-deportado-autor-de-ataque-em-2015-e-que-belgica-igno
rou-alerta.html. Acesso em 25/03/2016.

Assinale a alternativa correta quanto à função
sintática da expressão destacada em “ Em
casos anteriores , autoridades disseram que
sem evidência de crime [...]”.

A Aposto.
B Sujeito composto.
C Predicativo do sujeito.
D Adjunto adnominal.
E Adjunto adverbial.

Assinale a alternativa que apresenta a negação
da proposição “Lucas gosta de torta ou José
gosta de refrigerante”.

A “Lucas gosta de torta ou José não gosta de torta”.
B “Lucas gosta de torta se José não gostar de
refrigerante”.
C “Lucas não gosta de torta ou José não gosta de
refrigerante”.
D “Lucas não gosta de torta se, e somente se, José
não gosta de refrigerante”.
E “Lucas não gosta de torta e José não gosta de
refrigerante”.

Uma pequena padaria vende dois tipos de pães
doces, um com chocolate e outro com doce de
leite. O proprietário fez uma pesquisa para saber
qual dos dois pães os consumidores gostavam
e compravam mais. A pesquisa revelou que
47% dos consumidores compravam o pão doce
de chocolate; 35% compravam apenas o pão
de doce de leite e 9% compravam ambos os
pães. Sendo assim, qual é a porcentagem de
consumidores que não compra nenhum dos
dois pães doces?

A 9%
B 12%
C 18%
D 20%
E 25%

A respeito dos Contratos Administrativos e com relação à prestação de garantia nas contratações de obras, serviços e compras, assinale a alternativa correta.

A Nas contratações de obras, serviços e compras a garantia não excederá a um por cento do valor do contrato, sendo que, para obras, serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis, não haverá limite máximo de garantia, podendo ser elevado para até cem por cento do valor do contrato.
B Nas contratações de obras, serviços e compras a garantia será de no mínimo dez por cento do valor do contrato, sendo que, para obras, serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis, o limite de garantia poderá ser elevado para até vinte por cento do valor do contrato
C Nas contratações de obras, serviços e compras a garantia não excederá a cinco por cento do valor do contrato, sendo que, para obras, serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis, o limite de garantia poderá ser elevado para até dez por cento do valor do contrato.
D Nas contratações de obras, serviços e compras a garantia não excederá a dois por cento do valor do contrato, sendo que, para obras, serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis, o limite de garantia poderá ser elevado para até cinquenta por cento do valor do contrato.
E Nas contratações de obras, serviços e compras a garantia terá como limite mínimo o valor total do contrato sendo que, para obras, serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis, o limite de garantia deverá ser elevado para o dobro do valor do contrato.

Assinale a alternativa que apresenta três modalidades de extinção do crédito tributário descritas no Código Tributário Nacional.

A Moratória; parcelamento; recursos em processo administrativo.
B Moratória; isenção; anistia.
C Parcelamento; anistia; isenção.
D Pagamento; remissão; conversão de depósito em renda.
E Isenção; remissão; parcelamento.

Com base na Lei do Orçamento (Lei nº
4.320/64), quanto aos tipos de receitas e
despesas, assinale a alternativa correta.

A Consideram-se receitas correntes: os impostos,
taxas, contribuições de melhoria, receita de
contribuições, receita patrimonial, receita
agropecuária, receita industrial, receita de
serviços e transferências correntes.
B Consideram-se receitas de capital: operações
de crédito, alienação de bens, amortização de
empréstimos, transferência de capital, inversões
financeiras e juros de empréstimos.
C Consideram-se despesas correntes: despesas
de custeio, transferências correntes e
investimentos.
D Consideram-se despesas de capital:
investimentos, inversões financeiras,
transferências de capital e transferências
corrrentes.
E Consideram-se inversões financeiras: aquisição
de imóveis, concessão de empréstimo e
amortização da dívida pública.

Assinale alternativa que apresenta apenas
princípios que regem a ordem econômica e
financeira expressamente previstos como tal
na Constituição Federal.

A Garantia de padrão de qualidade e propriedade
privada.
B Diversidade das expressões culturais e busca
do pleno emprego.
C Respeito aos valores éticos e sociais da pessoa
e da família e garantia de padrão de qualidade.
D Não intervenção e livre concorrência.
E Busca do pleno emprego e redução das
desigualdades regionais e sociais.