Texto para os itens de 1 a 14.
1 --------- Insônia, ansiedade e depressão. A tecnologia que ajuda a melhorar a vida de milhares de pessoas pode ser também
motivo de problemas de saúde e de relacionamento. Há pelo menos quatro anos, especialistas já lidam com o novo transtorno
mental: a dependência de tecnologia.
4 --------- Apesar das melhorias que os avanços tecnológicos trouxeram, os sintomas da dependência de tecnologia já são
comparados por especialistas aos traços que uma dependência química gera na vida de alguém.
A chegada dos smartphones no Brasil, nos anos 1990, foi responsável pela disseminação das redes sociais e intensificou
7 o uso de jogos eletrônicos. Um especialista em educação pela Universidade de Brasília ressalta que pessoas lidam, todos os dias,
com “injeções tecnológicas” — vídeos, fotos, animações e mensagens que bombardeiam a mente quase 24 horas por dia.
Há clínicas que já se especializam em tratamentos de dependência de tecnologia. A psiquiatra Mila Santiago realiza
10 atendimento há pouco menos de dois anos e, desde então, a procura por ajuda se intensifica. “É raro que o paciente procure o
médico por conta própria. As queixas de insônia, irritação, depressão e mudança de hábitos geralmente estão associadas ao uso
de smartphones , redes sociais ou jogos eletrônicos”, pontua.
13 --------- No futuro, o vício pode levar não somente a problemas de comportamento e de relacionamento como também a
alterações cerebrais. Há risco de demência precoce e perda de memória. “Jovens de até dezoito anos de idade podem sofrer
com perda de estatura, pois dormir mal devido ao uso das tecnologias prejudica as atividades dos hormônios de crescimento”,
16 alerta a psiquiatra.
A doença ainda é pouco discutida, de acordo com a psicóloga Marleide Borges. Ainda há dificuldade em diagnosticar o
problema, que geralmente é reconhecido pelos danos que o vício causa na vida do paciente. “Quando adultos estão viciados,
19 eles desaprendem habilidades básicas de socialização. As crianças costumam ficar muito imediatistas, desenvolvem
comportamentos antissociais e ansiedade”, explica.
Segundo a especialista, redes sociais e jogos geram falsas interações, realidades paralelas e frustrações relacionadas à
22 vida real e à vida virtual.
Caminhando lado a lado com a dependência de tecnologia, está o transtorno do controle do impulso, patologia
relacionada à incapacidade de resistir a impulsos, e o phantom ringing é uma nova definição para pessoas que ouvem o celular
25 tocar a todo instante, mesmo sem isso ter ocorrido de fato. A psiquiatra Mila Santiago estima que 10% dos jovens sofrem com
o uso sistemático dos smartphones . “A nomofobia — medo de ficar sem smartphone — já é um problema identificado com
frequência nas clínicas de psiquiatria”, pontua a médica.
28 --------- O diagnóstico desses transtornos ainda é recente e estudos estão sendo desenvolvidos para aprofundar os métodos de
cura da doença do futuro. Há clínicas de tratamento de dependência química que oferecem também cuidados às pessoas
viciadas em tecnologia. Em São Paulo, os casos são ainda mais comuns e a variedade de tratamento é maior, mas ainda não
31 existem iniciativas públicas voltadas para o tema.
Internet: (com adaptações)
Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue os itens de 8 a 11 .
Banco público de questões
Questões para Concursos
Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.
Questões por banca
29 bancas disponíveis.
Clique para visualizar todas.
Questões por banca
29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.
Acesse diretamente as bancas disponíveis na QuestLab. As quantidades abaixo consideram as questões ativas do banco.
CEBRASPE
51.363 questões
FGV
25.316 questões
FCC
24.632 questões
AOCP
23.456 questões
IBFC
11.190 questões
VUNESP
10.983 questões
Instituto Quadrix
9.793 questões
FUNDATEC
9.088 questões
IBADE
7.820 questões
CESGRANRIO
6.013 questões
OBJETIVA
4.740 questões
CONSULPLAN
4.174 questões
FEPESE
3.585 questões
IADES
3.439 questões
IESES
2.627 questões
SELECON
2.377 questões
IDECAN
1.907 questões
MS CONCURSOS
1.485 questões
Instituto Legalle
1.281 questões
FAFIPA
1.161 questões
FUMARC
842 questões
ACAFE
551 questões
INSTITUTO AOCP
430 questões
NUCEPE
378 questões
FUNIVERSA
348 questões
FAURGS
203 questões
FIOCRUZ
48 questões
MACKENZIE
48 questões
CETRO
17 questões
906 questões encontradas
Texto associado
No que diz respeito aos programas de navegação Google Chrome, em sua versão mais recente, ao Microsoft Outlook e às noções de vírus, worms e pragas virtuais, julgue os itens de 23 a 28 .
No MS Outlook, mesmo após um contato já ter sido criado, ele poderá ser editado e algumas novas informações poderão ser adicionadas.
Texto associado
O art. 1.º da Lei n.º 8.429/1992 preceitua que os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal, dos municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de 50% do patrimônio ou da receita anual serão punidos na forma desta Lei.
Com base na Lei n.º 8.429/1992, julgue os itens de 38 a 44 .
Com base na Lei n.º 8.429/1992, julgue os itens de 38 a 44 .
Caberá à autoridade administrativa, responsável pelo
inquérito de ato de improbidade, decretar a
indisponibilidade dos bens.
O modelo clássico ou tradicional de desenho dos cargos pretendia oferecer a seguinte vantagem:
Texto associado
Texto para os itens de 1 a 14.
1 --------- Insônia, ansiedade e depressão. A tecnologia que ajuda a melhorar a vida de milhares de pessoas pode ser também
motivo de problemas de saúde e de relacionamento. Há pelo menos quatro anos, especialistas já lidam com o novo transtorno
mental: a dependência de tecnologia.
4 --------- Apesar das melhorias que os avanços tecnológicos trouxeram, os sintomas da dependência de tecnologia já são
comparados por especialistas aos traços que uma dependência química gera na vida de alguém.
A chegada dos smartphones no Brasil, nos anos 1990, foi responsável pela disseminação das redes sociais e intensificou
7 o uso de jogos eletrônicos. Um especialista em educação pela Universidade de Brasília ressalta que pessoas lidam, todos os dias,
com “injeções tecnológicas” — vídeos, fotos, animações e mensagens que bombardeiam a mente quase 24 horas por dia.
Há clínicas que já se especializam em tratamentos de dependência de tecnologia. A psiquiatra Mila Santiago realiza
10 atendimento há pouco menos de dois anos e, desde então, a procura por ajuda se intensifica. “É raro que o paciente procure o
médico por conta própria. As queixas de insônia, irritação, depressão e mudança de hábitos geralmente estão associadas ao uso
de smartphones , redes sociais ou jogos eletrônicos”, pontua.
13 --------- No futuro, o vício pode levar não somente a problemas de comportamento e de relacionamento como também a
alterações cerebrais. Há risco de demência precoce e perda de memória. “Jovens de até dezoito anos de idade podem sofrer
com perda de estatura, pois dormir mal devido ao uso das tecnologias prejudica as atividades dos hormônios de crescimento”,
16 alerta a psiquiatra.
A doença ainda é pouco discutida, de acordo com a psicóloga Marleide Borges. Ainda há dificuldade em diagnosticar o
problema, que geralmente é reconhecido pelos danos que o vício causa na vida do paciente. “Quando adultos estão viciados,
19 eles desaprendem habilidades básicas de socialização. As crianças costumam ficar muito imediatistas, desenvolvem
comportamentos antissociais e ansiedade”, explica.
Segundo a especialista, redes sociais e jogos geram falsas interações, realidades paralelas e frustrações relacionadas à
22 vida real e à vida virtual.
Caminhando lado a lado com a dependência de tecnologia, está o transtorno do controle do impulso, patologia
relacionada à incapacidade de resistir a impulsos, e o phantom ringing é uma nova definição para pessoas que ouvem o celular
25 tocar a todo instante, mesmo sem isso ter ocorrido de fato. A psiquiatra Mila Santiago estima que 10% dos jovens sofrem com
o uso sistemático dos smartphones . “A nomofobia — medo de ficar sem smartphone — já é um problema identificado com
frequência nas clínicas de psiquiatria”, pontua a médica.
28 --------- O diagnóstico desses transtornos ainda é recente e estudos estão sendo desenvolvidos para aprofundar os métodos de
cura da doença do futuro. Há clínicas de tratamento de dependência química que oferecem também cuidados às pessoas
viciadas em tecnologia. Em São Paulo, os casos são ainda mais comuns e a variedade de tratamento é maior, mas ainda não
31 existem iniciativas públicas voltadas para o tema.
Internet: (com adaptações)
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 7 .
1 --------- Insônia, ansiedade e depressão. A tecnologia que ajuda a melhorar a vida de milhares de pessoas pode ser também
motivo de problemas de saúde e de relacionamento. Há pelo menos quatro anos, especialistas já lidam com o novo transtorno
mental: a dependência de tecnologia.
4 --------- Apesar das melhorias que os avanços tecnológicos trouxeram, os sintomas da dependência de tecnologia já são
comparados por especialistas aos traços que uma dependência química gera na vida de alguém.
A chegada dos smartphones no Brasil, nos anos 1990, foi responsável pela disseminação das redes sociais e intensificou
7 o uso de jogos eletrônicos. Um especialista em educação pela Universidade de Brasília ressalta que pessoas lidam, todos os dias,
com “injeções tecnológicas” — vídeos, fotos, animações e mensagens que bombardeiam a mente quase 24 horas por dia.
Há clínicas que já se especializam em tratamentos de dependência de tecnologia. A psiquiatra Mila Santiago realiza
10 atendimento há pouco menos de dois anos e, desde então, a procura por ajuda se intensifica. “É raro que o paciente procure o
médico por conta própria. As queixas de insônia, irritação, depressão e mudança de hábitos geralmente estão associadas ao uso
de smartphones , redes sociais ou jogos eletrônicos”, pontua.
13 --------- No futuro, o vício pode levar não somente a problemas de comportamento e de relacionamento como também a
alterações cerebrais. Há risco de demência precoce e perda de memória. “Jovens de até dezoito anos de idade podem sofrer
com perda de estatura, pois dormir mal devido ao uso das tecnologias prejudica as atividades dos hormônios de crescimento”,
16 alerta a psiquiatra.
A doença ainda é pouco discutida, de acordo com a psicóloga Marleide Borges. Ainda há dificuldade em diagnosticar o
problema, que geralmente é reconhecido pelos danos que o vício causa na vida do paciente. “Quando adultos estão viciados,
19 eles desaprendem habilidades básicas de socialização. As crianças costumam ficar muito imediatistas, desenvolvem
comportamentos antissociais e ansiedade”, explica.
Segundo a especialista, redes sociais e jogos geram falsas interações, realidades paralelas e frustrações relacionadas à
22 vida real e à vida virtual.
Caminhando lado a lado com a dependência de tecnologia, está o transtorno do controle do impulso, patologia
relacionada à incapacidade de resistir a impulsos, e o phantom ringing é uma nova definição para pessoas que ouvem o celular
25 tocar a todo instante, mesmo sem isso ter ocorrido de fato. A psiquiatra Mila Santiago estima que 10% dos jovens sofrem com
o uso sistemático dos smartphones . “A nomofobia — medo de ficar sem smartphone — já é um problema identificado com
frequência nas clínicas de psiquiatria”, pontua a médica.
28 --------- O diagnóstico desses transtornos ainda é recente e estudos estão sendo desenvolvidos para aprofundar os métodos de
cura da doença do futuro. Há clínicas de tratamento de dependência química que oferecem também cuidados às pessoas
viciadas em tecnologia. Em São Paulo, os casos são ainda mais comuns e a variedade de tratamento é maior, mas ainda não
31 existem iniciativas públicas voltadas para o tema.
Internet: (com adaptações)
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 7 .
O emprego do acento indicativo de crase em “às pessoas viciadas em tecnologia” (linhas 29 e 30) justifica‐se pela regência da forma verbal “oferecem” (linha 29) e pela presença de artigo definido anteposto a “pessoas” (linha 29).
Texto associado
BRASIL NO PROJETO EHT A primeira imagem de um buraco negro está circulando pelo mundo já faz uma semana. Esse feito só foi possível a partir de uma combinação de sinais capturados por oito radiotelescópios e montada com a ajuda de um "telescópio virtual" criado por algoritmos. Mais de 200 cientistas de diferentes nacionalidades, que participaram do avanço científico, fazem parte do projeto Event Horizont Telescope (EHT). Entre eles, está o nome da brasileira Lia Medeiros, de 28 anos, que se mudou na infância para os Estados Unidos, onde acaba de defender sua tese de doutorado (conhecida lá fora como PhD) pela Universidade do Arizona. Filha de um professor de Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), afirmou, em entrevista ao G1, que cresceu perto de pesquisas científicas. Ela também precisou usar inglês e português nos vários lugares em que morou e, por isso, viu na matemática uma linguagem que não mudava. Especializada em testar as teorias da física nas condições extremas do espaço, Lia encontrou no EHT o projeto ideal para o seu trabalho. Ela atuou tanto na equipe que realizou as simulações teóricas quanto em um dos quatro times do grupo de imagens. Os pesquisadores usaram diferentes algoritmos para ter os pedaços da imagem do buraco negro captados pelos sinais dos radiotelescópios e preencher os espaços vazios para completar a "fotografia". O feito de Lia recebeu destaque no site da Universidade do Arizona, que listou o trabalho no projeto de mais de 20 estudantes da instituição, começando pela brasileira. Segundo a pesquisadora, embora os resultados do projeto EHT tenham sido obtidos graças ao trabalho de mais de tantas pessoas, o foco que as mulheres participantes do projeto receberam é positivo para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser cientista. Como você se envolveu com ciência e, mais especificamente, com a astronomia? Meu pai é professor universitário e cresci perto da pesquisa científica. Decidi que queria fazer um PhD desde cedo, mesmo antes de saber o que queria estudar. Mudei muito durante a minha vida e troquei de línguas entre português e inglês três vezes até os 10 anos. Quando era criança, percebi que, mesmo que a leitura e a escrita fossem completamente diferentes em países diferentes, a matemática era sempre a mesma. Ela parecia ser uma verdade mais profunda, como se fosse de alguma forma mais universal que as outras matérias. Mergulhei na matemática e amei. No ensino médio, estudei física, cálculo e astronomia ao mesmo tempo e, finalmente, entendi o real significado da matemática. Fiquei maravilhada e atônita que nós, seres humanos, conseguimos criar uma linguagem, a matemática, que não é só capaz de descrever o universo, mas pode inclusive ser usada para fazer previsões. Fiquei especialmente maravilhada pelos buracos negros e a teoria da relatividade geral. Decidi então que queria entender os buracos negros, que precisava entender os buracos negros. Lembro que perguntei a um professor qual curso eu precisava estudar na faculdade para trabalhar com buracos negros. Ele disse que provavelmente daria certo com física ou astronomia. Então eu fiz as duas. E como você se envolveu com o projeto do EHT? Meus interesses de pesquisa estão focados no uso de objetos e fenômenos astronômicos para testar os fundamentos das teorias da física. Eu vejo a astronomia como um laboratório onde podemos testar teorias nos cenários mais extremos que você possa imaginar. O EHT era o projeto perfeito para isso, porque as observações dele sondam a física gravitacional no regime dos campos de força em maneiras que ainda não tinham sido feitas antes. (...) Tenho dedicado uma porcentagem significativa do meu tempo, durante meus estudos, em tentar expandir a representação das mulheres na ciência, especificamente focando em dar às meninas jovens exemplos positivos nos modelos femininos na STEM [sigla em inglês para ciências, tecnologia, engenharia e matemática]. Por exemplo, frequentemente visito escolas de ensino médio e outros locais para dar palestras públicas. Na minha opinião, reconhecer que muitas mulheres estão envolvidas nesse resultado pode ser muito benéfico para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser cientista. É importante que garotas e jovens mulheres saibam que essa é uma opção para elas, e que não estarão sozinhas se optarem por uma carreira científica. https://gazetaweb.globo.com/
Em “Ele disse que provavelmente daria certo com Física ou Astronomia.”, o QUE tem o mesmo valor gramatical em:
Texto associado
BRASIL NO PROJETO EHT A primeira imagem de um buraco negro está circulando pelo mundo já faz uma semana. Esse feito só foi possível a partir de uma combinação de sinais capturados por oito radiotelescópios e montada com a ajuda de um "telescópio virtual" criado por algoritmos. Mais de 200 cientistas de diferentes nacionalidades, que participaram do avanço científico, fazem parte do projeto Event Horizont Telescope (EHT). Entre eles, está o nome da brasileira Lia Medeiros, de 28 anos, que se mudou na infância para os Estados Unidos, onde acaba de defender sua tese de doutorado (conhecida lá fora como PhD) pela Universidade do Arizona. Filha de um professor de Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), afirmou, em entrevista ao G1, que cresceu perto de pesquisas científicas. Ela também precisou usar inglês e português nos vários lugares em que morou e, por isso, viu na matemática uma linguagem que não mudava. Especializada em testar as teorias da física nas condições extremas do espaço, Lia encontrou no EHT o projeto ideal para o seu trabalho. Ela atuou tanto na equipe que realizou as simulações teóricas quanto em um dos quatro times do grupo de imagens. Os pesquisadores usaram diferentes algoritmos para ter os pedaços da imagem do buraco negro captados pelos sinais dos radiotelescópios e preencher os espaços vazios para completar a "fotografia". O feito de Lia recebeu destaque no site da Universidade do Arizona, que listou o trabalho no projeto de mais de 20 estudantes da instituição, começando pela brasileira. Segundo a pesquisadora, embora os resultados do projeto EHT tenham sido obtidos graças ao trabalho de mais de tantas pessoas, o foco que as mulheres participantes do projeto receberam é positivo para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser cientista. Como você se envolveu com ciência e, mais especificamente, com a astronomia? Meu pai é professor universitário e cresci perto da pesquisa científica. Decidi que queria fazer um PhD desde cedo, mesmo antes de saber o que queria estudar. Mudei muito durante a minha vida e troquei de línguas entre português e inglês três vezes até os 10 anos. Quando era criança, percebi que, mesmo que a leitura e a escrita fossem completamente diferentes em países diferentes, a matemática era sempre a mesma. Ela parecia ser uma verdade mais profunda, como se fosse de alguma forma mais universal que as outras matérias. Mergulhei na matemática e amei. No ensino médio, estudei física, cálculo e astronomia ao mesmo tempo e, finalmente, entendi o real significado da matemática. Fiquei maravilhada e atônita que nós, seres humanos, conseguimos criar uma linguagem, a matemática, que não é só capaz de descrever o universo, mas pode inclusive ser usada para fazer previsões. Fiquei especialmente maravilhada pelos buracos negros e a teoria da relatividade geral. Decidi então que queria entender os buracos negros, que precisava entender os buracos negros. Lembro que perguntei a um professor qual curso eu precisava estudar na faculdade para trabalhar com buracos negros. Ele disse que provavelmente daria certo com física ou astronomia. Então eu fiz as duas. E como você se envolveu com o projeto do EHT? Meus interesses de pesquisa estão focados no uso de objetos e fenômenos astronômicos para testar os fundamentos das teorias da física. Eu vejo a astronomia como um laboratório onde podemos testar teorias nos cenários mais extremos que você possa imaginar. O EHT era o projeto perfeito para isso, porque as observações dele sondam a física gravitacional no regime dos campos de força em maneiras que ainda não tinham sido feitas antes. (...) Tenho dedicado uma porcentagem significativa do meu tempo, durante meus estudos, em tentar expandir a representação das mulheres na ciência, especificamente focando em dar às meninas jovens exemplos positivos nos modelos femininos na STEM [sigla em inglês para ciências, tecnologia, engenharia e matemática]. Por exemplo, frequentemente visito escolas de ensino médio e outros locais para dar palestras públicas. Na minha opinião, reconhecer que muitas mulheres estão envolvidas nesse resultado pode ser muito benéfico para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser cientista. É importante que garotas e jovens mulheres saibam que essa é uma opção para elas, e que não estarão sozinhas se optarem por uma carreira científica. https://gazetaweb.globo.com/
Com relação à pontuação, segundo a norma culta, todas as alternativas abaixo estão corretas, EXCETO em:
Texto associado
BRASIL NO PROJETO EHT A primeira imagem de um buraco negro está circulando pelo mundo já faz uma semana. Esse feito só foi possível a partir de uma combinação de sinais capturados por oito radiotelescópios e montada com a ajuda de um "telescópio virtual" criado por algoritmos. Mais de 200 cientistas de diferentes nacionalidades, que participaram do avanço científico, fazem parte do projeto Event Horizont Telescope (EHT). Entre eles, está o nome da brasileira Lia Medeiros, de 28 anos, que se mudou na infância para os Estados Unidos, onde acaba de defender sua tese de doutorado (conhecida lá fora como PhD) pela Universidade do Arizona. Filha de um professor de Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), afirmou, em entrevista ao G1, que cresceu perto de pesquisas científicas. Ela também precisou usar inglês e português nos vários lugares em que morou e, por isso, viu na matemática uma linguagem que não mudava. Especializada em testar as teorias da física nas condições extremas do espaço, Lia encontrou no EHT o projeto ideal para o seu trabalho. Ela atuou tanto na equipe que realizou as simulações teóricas quanto em um dos quatro times do grupo de imagens. Os pesquisadores usaram diferentes algoritmos para ter os pedaços da imagem do buraco negro captados pelos sinais dos radiotelescópios e preencher os espaços vazios para completar a "fotografia". O feito de Lia recebeu destaque no site da Universidade do Arizona, que listou o trabalho no projeto de mais de 20 estudantes da instituição, começando pela brasileira. Segundo a pesquisadora, embora os resultados do projeto EHT tenham sido obtidos graças ao trabalho de mais de tantas pessoas, o foco que as mulheres participantes do projeto receberam é positivo para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser cientista. Como você se envolveu com ciência e, mais especificamente, com a astronomia? Meu pai é professor universitário e cresci perto da pesquisa científica. Decidi que queria fazer um PhD desde cedo, mesmo antes de saber o que queria estudar. Mudei muito durante a minha vida e troquei de línguas entre português e inglês três vezes até os 10 anos. Quando era criança, percebi que, mesmo que a leitura e a escrita fossem completamente diferentes em países diferentes, a matemática era sempre a mesma. Ela parecia ser uma verdade mais profunda, como se fosse de alguma forma mais universal que as outras matérias. Mergulhei na matemática e amei. No ensino médio, estudei física, cálculo e astronomia ao mesmo tempo e, finalmente, entendi o real significado da matemática. Fiquei maravilhada e atônita que nós, seres humanos, conseguimos criar uma linguagem, a matemática, que não é só capaz de descrever o universo, mas pode inclusive ser usada para fazer previsões. Fiquei especialmente maravilhada pelos buracos negros e a teoria da relatividade geral. Decidi então que queria entender os buracos negros, que precisava entender os buracos negros. Lembro que perguntei a um professor qual curso eu precisava estudar na faculdade para trabalhar com buracos negros. Ele disse que provavelmente daria certo com física ou astronomia. Então eu fiz as duas. E como você se envolveu com o projeto do EHT? Meus interesses de pesquisa estão focados no uso de objetos e fenômenos astronômicos para testar os fundamentos das teorias da física. Eu vejo a astronomia como um laboratório onde podemos testar teorias nos cenários mais extremos que você possa imaginar. O EHT era o projeto perfeito para isso, porque as observações dele sondam a física gravitacional no regime dos campos de força em maneiras que ainda não tinham sido feitas antes. (...) Tenho dedicado uma porcentagem significativa do meu tempo, durante meus estudos, em tentar expandir a representação das mulheres na ciência, especificamente focando em dar às meninas jovens exemplos positivos nos modelos femininos na STEM [sigla em inglês para ciências, tecnologia, engenharia e matemática]. Por exemplo, frequentemente visito escolas de ensino médio e outros locais para dar palestras públicas. Na minha opinião, reconhecer que muitas mulheres estão envolvidas nesse resultado pode ser muito benéfico para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser cientista. É importante que garotas e jovens mulheres saibam que essa é uma opção para elas, e que não estarão sozinhas se optarem por uma carreira científica. https://gazetaweb.globo.com/