QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
30 questões encontradas
Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 9 a 15, baseie-se no texto seguinte.

[Em busca da origem da desigualdade social]

À pesquisa que culminou na escrita deste livro — O despertar de tudo — começou quase uma década atrás, basicamente como uma forma de brincadeira. No princípio, nós nos lançamos a isso, cabe reconhecer, num espírito de ligeiro desvio das nossas responsabilidades acadêmicas mais “sérias”. Acima de tudo, estávamos curiosos para ver como as novas evidências arqueológicas que se acumularam nas três últimas décadas poderiam modificar nossas concepções dos primórdios da história humana, sobretudo os aspectos associados às discussões sobre as origens da desigualdade social.
Não demorou, contudo, para se tornar óbvia a potencial relevância do que estávamos empreendendo, pois quase ninguém mais em nossas disciplinas parece dedicado a esse trabalho de síntese. Com frequência ficamos surpresos ao buscar em vão por livros que supúnhamos existir, mas que na verdade sequer haviam sido escritos — por exemplo, compêndios das cidades primitivas desprovidas de governos fortes, exercidos de cima para baixo, ou relatos de processos democráticos de tomada de decisão na África ou na América.
No final, concluímos que essa relutância em sintetizar informações básicas não se devia apenas a uma reticência por parte de pesquisadores: tratava-se apenas da inexistência de uma linguagem apropriada para dar conta de determinadas estruturas sociais. Como, por exemplo, nos referirmos a uma “cidade desprovida de estruturas de governo de cima para baixo”?
No momento, ainda não há um termo de aceitação geral. Nos arriscariamos a chamar isso de “democracia”? Ou 'república”? Caberia dizer “cidade igualitária”? Mas isso implicaria o ônus de provar que a cidade era “de fato” igualitária — o que significaria, na prática, demonstrar que nenhum elemento de desigualdade estrutural estava presente em qualquer aspecto da vida de seus habitantes, incluindo grupos familiares e práticas religiosas. Dada a raridade, ou mesmo inexistência de tais evidências, seria inevitável a conclusão de que afinal essas cidades não tinham nada de igualitário. Trata-se, enfim, de considerar que a existência de civilizações originalmente não marcadas pela desigualdade social pode não ser mais do que um mito a ser desmontado.
(Adaptado de: GRAEBER, David, e WENGROW, David. O despertar de tudo . São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 552)

Há utilização de linguagem figurada neste comentário sobre o texto:

A Vários conceitos clássicos de antropologia não puderam ser aplicados na pesquisa.
B Os pesquisadores buscaram escavar as raízes do processo de desigualdade social.
C Os pesquisadores se propuseram a uma pesquisa pouco acadêmica.
D Não havia bibliografia especializada no tema daquela pesquisa.
E Foi um tanto frustrante dar com a falta de documentos mais comprobatórios.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 8, baseie-se no texto seguinte.

À não-festa dos meus oito anos

— Quer dizer que não vai ter meu aniversário?
Não me lembro de ter feito a pergunta. Fiz o que pude para abafar essa lembrança —- e quando muitos anos mais tarde me contaram o caso, como quem conta um episódio inocente, quis nada menos que morrer também. Eu já era um adolescente quando essa história me foi lembrada — a mim, que a havia sepultado no fundo do meu inconsciente.
Eu já ia fazer oito anos, mas minha mãe, recostada na cabeceira da cama, estava cercada de tias, primas, sobrinhas, amigas, e mamãe repetindo que Papai do Céu tinha levado nossa irmã. Foi então que perguntei se não ia ter meu aniversário. Ouvindo essa história, adolescente, me senti um monstro. Vergado sob a culpa tardia e envergonhado do papelão de ter pensado em bolo, salgadinhos e presentes numa hora daquelas, nossa mãe sofrendo, papelão ainda mais horrendo quando comparado ao papel bonito dos meus irmãos. O mais velho, olhos cheios de lagrimas, correu ao quarto da irmã, abriu o armário e acariciou os vestidinhos pendurados. O outro irmão compôs uma pulseirinha delicada com pequenos grampos de cabelo. Eu não pensei em nada, pois aquela morte havia destroçado o meu aniversário.
Diante da minha frustração, devem ter dito: vamos dar alguma coisa pra esse menino, coitado — e então fomos para o centro da cidade, tia Nathalia e eu, comprar na loja alguma coisa para mim, qual coisa? —e a coisa resultou ser uma sanfoninha que quase seis décadas depois ainda está aqui, ali no alto dessa estante na minha casa de homem velho, capaz ainda de produzir música, intocada, mas tocável.
Só não garanto que o dono dé conta de extrair dali o “Parabéns pra você”, o parabéns-para-mim que o menino de oito anos tirou sozinho, sentado na escada de uma casa onde os pais chorosos cuidavam do granito preto para o túmulo da menina que partira. A cada vez que me entrego a tais rememorações, é difícil para mim metabolizar a verdade rude dos sentimentos daquele menino que não se conformou ao ver sabotada a festa de seus oito anos.

(Adaptado de: WERNECK, Humberto. Esse inferno vai acabar . Porto Alegre, Arquipélago, 2011, p. 65-66)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de uma expressão do texto em:

A não garanto que o dono dê conta (5º parágrafo) = não afianço que o proprietário consiga.
B metabolizar a verdade rude (5º parágrafo) = expurgar a real grosseria.
C como quem conta um episódio inocente (2º parágrafo) = à medida que se narra um fato simplório.
D ainda mais horrendo quando comparado (3º parágrafo) = mais tenebroso ainda se assimilado.
E havia destroçado o meu aniversário (3º parágrafo) = houvera de submeter o meu natalício.

É conhecida a inserção do psicólogo nas equipes multidisciplinares que atendem pacientes das cirurgias bariátricas, sendo que a avaliação psicológica em cirurgia bariátrica teve um protocolo clínico elaborado por psicólogos membros da Comissão de Especialidades Associadas (COESAS) da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), com o objetivo de orientar os profissionais que atuam na área. Entre as recomendações, encontra-se:

A ter conhecimentos consistentes e atualizados em transtornos alimentares.
B o número mínimo de seis consultas na fase de avaliação pré-operatória.
C ter conhecimentos consistentes e atualizados em cirurgias, de modo geral,
D ter formação em administração hospitalar.
E ter atuado em outros setores na rede hospitalar.

Entrevistas projetadas para facilitar o recolhimento de evidências pelas declarações da vítima ou de testemunhas comespondem a entrevistas

A comprobatórias.
B exploratórias.
C clínicas.
D facilitadoras.
E forenses.

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, tendo estabelecido cinco tipos de violência. Entre eles estã a violência

A estrutural.
B psicossocial.
C patrimonial.
D bruta.
E essencial.
Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 9 a 15, baseie-se no texto seguinte.

[Em busca da origem da desigualdade social]

À pesquisa que culminou na escrita deste livro — O despertar de tudo — começou quase uma década atrás, basicamente como uma forma de brincadeira. No princípio, nós nos lançamos a isso, cabe reconhecer, num espírito de ligeiro desvio das nossas responsabilidades acadêmicas mais “sérias”. Acima de tudo, estávamos curiosos para ver como as novas evidências arqueológicas que se acumularam nas três últimas décadas poderiam modificar nossas concepções dos primórdios da história humana, sobretudo os aspectos associados às discussões sobre as origens da desigualdade social.
Não demorou, contudo, para se tornar óbvia a potencial relevância do que estávamos empreendendo, pois quase ninguém mais em nossas disciplinas parece dedicado a esse trabalho de síntese. Com frequência ficamos surpresos ao buscar em vão por livros que supúnhamos existir, mas que na verdade sequer haviam sido escritos — por exemplo, compêndios das cidades primitivas desprovidas de governos fortes, exercidos de cima para baixo, ou relatos de processos democráticos de tomada de decisão na África ou na América.
No final, concluímos que essa relutância em sintetizar informações básicas não se devia apenas a uma reticência por parte de pesquisadores: tratava-se apenas da inexistência de uma linguagem apropriada para dar conta de determinadas estruturas sociais. Como, por exemplo, nos referirmos a uma “cidade desprovida de estruturas de governo de cima para baixo”?
No momento, ainda não há um termo de aceitação geral. Nos arriscariamos a chamar isso de “democracia”? Ou 'república”? Caberia dizer “cidade igualitária”? Mas isso implicaria o ônus de provar que a cidade era “de fato” igualitária — o que significaria, na prática, demonstrar que nenhum elemento de desigualdade estrutural estava presente em qualquer aspecto da vida de seus habitantes, incluindo grupos familiares e práticas religiosas. Dada a raridade, ou mesmo inexistência de tais evidências, seria inevitável a conclusão de que afinal essas cidades não tinham nada de igualitário. Trata-se, enfim, de considerar que a existência de civilizações originalmente não marcadas pela desigualdade social pode não ser mais do que um mito a ser desmontado.
(Adaptado de: GRAEBER, David, e WENGROW, David. O despertar de tudo . São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 552)

As formas verbais estão corretamente flexionadas e há presença de voz passiva na frase:

A Como foram obtidos poucos resultados, eles não mais se detiveram em novas etapas.
B Malgrado a decepção que experimentaram, eles se recomporam e foram em frente.
C Os pesquisadores não suporam que a pesquisa não seria conclusiva.
D Fatores negativos interviram nas atividades exercidas pelos pesquisadores.
E Mesmo que eles revessem os resultados, a pesquisa seguiria inconclusiva.

No entendimento da psicologia do crime, encontramos que os assassinos em série podem ser individuos mentalmente sãos, doentes mentais ou fronteiriços. Enquanto os mentalmente sãos geralmente têm um motivo para os crimes praticados, podendo ser de ordem econômica (matadores de aluguel), fanática (terroristas) ou política (chefes de Estado ditadores), os doentes mentais cometem os crimes

A em parceria, visando individuos alvo.
B sozinhos, visando atingir o maior número de vítimas.
C coletivamente, em prol de uma causa ideológica.
D publicamente, visando a propagação de ideias dominantes.
E em grupo, no intuito de promover um efeito radioativo.
Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 9 a 15, baseie-se no texto seguinte.

[Em busca da origem da desigualdade social]

À pesquisa que culminou na escrita deste livro — O despertar de tudo — começou quase uma década atrás, basicamente como uma forma de brincadeira. No princípio, nós nos lançamos a isso, cabe reconhecer, num espírito de ligeiro desvio das nossas responsabilidades acadêmicas mais “sérias”. Acima de tudo, estávamos curiosos para ver como as novas evidências arqueológicas que se acumularam nas três últimas décadas poderiam modificar nossas concepções dos primórdios da história humana, sobretudo os aspectos associados às discussões sobre as origens da desigualdade social.
Não demorou, contudo, para se tornar óbvia a potencial relevância do que estávamos empreendendo, pois quase ninguém mais em nossas disciplinas parece dedicado a esse trabalho de síntese. Com frequência ficamos surpresos ao buscar em vão por livros que supúnhamos existir, mas que na verdade sequer haviam sido escritos — por exemplo, compêndios das cidades primitivas desprovidas de governos fortes, exercidos de cima para baixo, ou relatos de processos democráticos de tomada de decisão na África ou na América.
No final, concluímos que essa relutância em sintetizar informações básicas não se devia apenas a uma reticência por parte de pesquisadores: tratava-se apenas da inexistência de uma linguagem apropriada para dar conta de determinadas estruturas sociais. Como, por exemplo, nos referirmos a uma “cidade desprovida de estruturas de governo de cima para baixo”?
No momento, ainda não há um termo de aceitação geral. Nos arriscariamos a chamar isso de “democracia”? Ou 'república”? Caberia dizer “cidade igualitária”? Mas isso implicaria o ônus de provar que a cidade era “de fato” igualitária — o que significaria, na prática, demonstrar que nenhum elemento de desigualdade estrutural estava presente em qualquer aspecto da vida de seus habitantes, incluindo grupos familiares e práticas religiosas. Dada a raridade, ou mesmo inexistência de tais evidências, seria inevitável a conclusão de que afinal essas cidades não tinham nada de igualitário. Trata-se, enfim, de considerar que a existência de civilizações originalmente não marcadas pela desigualdade social pode não ser mais do que um mito a ser desmontado.
(Adaptado de: GRAEBER, David, e WENGROW, David. O despertar de tudo . São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 552)

No final, concluímos que essa relutância em sintetizar informações básicas não se devia apenas a uma reticência por parte de pesquisadores.

A frase acima manterá seu sentido e sua correção caso se substituam os elementos sublinhados, na ordem dada, por:

A indiferença por — indecisão
B disposição para com -— falta de interesse
C disposição em — ausência por culpa
D resistência a — hesitação
E inclinação para — Omissão deliberada

O Parecer Psicológico, tendo por referência a Resolução CFP n o 06/2019,

A traz a visão do parecerista, não podendo ser indicativo ou conclusivo.
B constitui de manifestação oral ao Juízo.
C não pode ser construido apenas por via de análise documental.
D é um pronunciamento por escrito.
E é resultado de processo de avaliação psicológica.

O Estatuto da Criança e do Adolescente — ECA (Lei nº 8.069/1990) destina ao Judiciário todas as providências e os procedimentos referentes à adoção de crianças e adolescentes, prevendo e tomando obrigatória a existência de equipe interprofissional para atuar nas diversas etapas do processo, e define os requisitos necessários aos adotantes e adotados. Estão entre os requisitos necessários para o adotante:

A ser pelo menos vinte anos mais velho que o adotado.
B contar com 21 (vinte e um) anos e ser casado no civil.
C contar com mais de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil.
D se for o ascendente ou o irmão do adotando, realizar adoção conjunta.
E se for ex-companheiro pode adotar conjuntamente em qualquer circunstância.