Atenção : Para responder às questões de números 58 e 59 considere o texto abaixo, no qual Araújo e Lacerda (2010) falam sobre a linguagem no contexto da surdez.
É por meio da linguagem que o homem se comunica e vai se constituindo em suas interações, tornando-se capaz de fazer a categorização do mundo e adquirindo a possibilidade de abstração e a generalização dos objetivos em uma intrínseca relação com o funcionamento psíquico de ordem superior.
Tal constituição encontra-se seriamente comprometida na criança surda, em razão de serem insuficientes as oportunidades a ela oferecidas pelo grupo social (família e escola), que com ela não partilha de uma mesma língua. Submetidas a situações de comunicação dificultadas, sem interlocutores capazes de interpretar efetivamente e atribuir sentido às suas manifestações de linguagem, essas crianças não podem, justamente por seu déficit auditivo, desenvolver-se plenamente na língua de seu(s) grupo(s) de convivência. Esse contexto impõe ao surdo dificuldades interacionais, cognitivas, linguísticas e educacionais, criando um obstáculo para a criança em sua atuação sobre o mundo e sobre o outro.
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Para alguns autores, os termos tradução e interpretação se complementam e, em certa medida, remetem à mesma tarefa: versar os conteúdos de uma dada língua para outra, buscando trazer neste processo os sentidos pretendidos, sem que eles se percam ou que sejam distorcidos no percurso. [...] Outros autores defendem a ideia de que tradução e interpretação são conceitos que remetem a tarefas distintas.
Diversos textos se debruçam sobre os registros históricos e as origens da língua brasileira de sinais, dentre eles Campello (2011), Quadros e Campello (2010), Diniz (2011) e Quadros (2017). A esse respeito, considere as afirmações abaixo.
I. O imperador D. Pedro II contratou o professor surdo na França E. Huet para estabelecer a primeira instituição educacional para surdos no Brasil, no Rio de Janeiro.
II. A Língua de Sinais Francesa (LSF) teve um papel fundamental e influência na constituição da libras. No entanto, considera-se a Língua de Sinais Americana (ASL) como principal tronco linguístico da libras.
III. A libras e a ASL têm como influência comum a LSF, pois a escolarização formal das pessoas surdas brasileiras e americanas foi fortemente influenciada pelos primeiros educadores surdos que vieram da França.
IV. O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), foi a primeira escola de surdos no Brasil, fundada em 1857 por Alexander Bell, e é até hoje um centro de referência na educação de surdos.
Está correto o que se afirma APENAS em
Texto associado
Do ponto de vista de Araújo e Lacerda,
[...] grupo de sujeitos surdos que tem costumes, história, tradições em comuns e pertencentes às mesmas peculiaridades, ou seja, constrói sua concepção de mundo através da visão.
(STROBEL, 2009, p. 5)
A citação acima refere-se ao conceito de
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 46 e 47, considere o texto abaixo.
Fonologia é o campo de estudos das unidades mínimas de uma língua. No caso dos estudos das línguas de sinais, são usados também os termos quirologia, ou visiologia. Assim, o fonema pode ser compreendido de forma abstrata e não necessariamente se refere ao som, mas às unidades mínimas de uma língua. No caso das línguas de sinais, essas unidades mínimas também são chamadas de parâmetros formacionais.
(Adaptado de: QUADROS, R.M. Libras. Linguística para o ensino superior . v. 5. São Paulo: Parábola, 2019. p. 23)
Fonologia é o campo de estudos das unidades mínimas de uma língua. No caso dos estudos das línguas de sinais, são usados também os termos quirologia, ou visiologia. Assim, o fonema pode ser compreendido de forma abstrata e não necessariamente se refere ao som, mas às unidades mínimas de uma língua. No caso das línguas de sinais, essas unidades mínimas também são chamadas de parâmetros formacionais.
(Adaptado de: QUADROS, R.M. Libras. Linguística para o ensino superior . v. 5. São Paulo: Parábola, 2019. p. 23)
Sobre os parâmetros formacionais da libras, considere as afirmações abaixo.
I. Stokoe foi o primeiro linguista a descrever a língua de sinais americana (ASL). Em seus estudos, propôs a decomposição dos sinais da ASL em três parâmetros formacionais: configuração de mão, locação da mão e movimento.
II. O trabalho de Stokoe na descrição da língua de sinais americana (ASL), apesar de fundamental, não teve em sua época grande repercussão nos meios linguísticos ao redor do mundo, e a evidência científica do estatuto de língua foi silenciada por mais de 100 anos devido ao Congresso de Milão.
III. Posteriormente aos estudos de Stokoe, surgiram muitos outros linguistas na descrição das línguas de sinais. Battison, por exemplo, adicionou dois parâmetros formacionais aos descobertos por Stokoe, pois descobriu que a mudança de um desses dois novos parâmetros mudava o significado do sinal realizado.
IV. Os achados de Stokoe nunca foram derrubados e, portanto, estabeleceram inequivocamente o estatuto de língua das línguas de sinais. Aos pesquisadores das línguas de sinais de cada país coube e cabe ainda a tarefa de descrever suas línguas de sinais e estabelecer comparações.
Está correto o que se afirma APENAS em
A lei que dispõe sobre a língua brasileira de sinais (libras) e dá outras providências, apresenta-se como um marco legal importante na comunidade surda porque reconheceu a libras como meio de comunicação e expressão da comunidade surda. Nesse sentido,
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 8.
....
Todos já ouvimos falar de crianças hiperativas, que não conseguem ficar paradas; ou daquelas que sonham acordadas e se distraem ao menor dos estímulos. Da mesma forma, é comum ouvirmos histórias de adultos impacientes, que comumente iniciam projetos e os abandonam no meio do caminho. Apresentam altos e baixos, são impulsivos, esquecem compromissos, falam o que lhes dá na telha. Comportamentos como esses são característicos do transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), classificado pela Associação de Psiquiatria Americana (APA).
Quando se pensa em TDAH, logo vêm à mente imagens de um cérebro em estado de caos. Diante dessa visão restrita, pode-se ter a ideia errônea de que pessoas com TDAH estariam fadadas ao fracasso; mas, ao contrário disso, grande parte delas atuam nas mais diversas áreas profissionais de forma brilhante.
Muitas teorias têm sido elaboradas para elucidar a origem do sucesso obtido por personalidades com comportamento TDAH nos mais diversos setores do conhecimento. Porém, a ciência não tem uma explicação exata para esse fato; até porque o funcionamento cerebral humano não segue nenhuma lógica aritmética previsível. Ideias, sensações e emoções não podem ser quantificadas; são características humanas imensuráveis. Nesse território empírico, uma coisa é certa: o funcionamento cerebral TDAH favorece o exercício da mais transcendente atividade humana: a criatividade.
Se entendermos criatividade como a capacidade de ver os mais diversos aspectos da vida através de um novo prisma e então dar forma a novas ideias, notaremos que a mente TDAH, em meio à confusão resultante do intenso bombardeio de pensamentos, é capaz de entender o mundo sob ângulos habitualmente não explorados.
A hiper-reatividade é responsável pela capacidade da mente TDAH de não parar nunca. Trata-se de uma hipersensibilidade que essa mente possui de se ligar a tudo ao mesmo tempo. Uma vez que está sempre reagindo a si mesma, essa mente pensa e repensa o tempo todo. Esse estado de inquietação mental permanente mantém toda uma rede de pensamentos e imagens em atividade intensa, proporcionando, assim, o terreno ideal para o exercício da criatividade.
....
(Adaptado de: SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Mentes Inquietas: TDAH − desatenção, hiperatividade e impulsividade . São Paulo: Globo, 2014, edição digital)
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Todos já ouvimos falar de crianças hiperativas, que não conseguem ficar paradas; ou daquelas que sonham acordadas e se distraem ao menor dos estímulos. Da mesma forma, é comum ouvirmos histórias de adultos impacientes, que comumente iniciam projetos e os abandonam no meio do caminho. Apresentam altos e baixos, são impulsivos, esquecem compromissos, falam o que lhes dá na telha. Comportamentos como esses são característicos do transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), classificado pela Associação de Psiquiatria Americana (APA).
Quando se pensa em TDAH, logo vêm à mente imagens de um cérebro em estado de caos. Diante dessa visão restrita, pode-se ter a ideia errônea de que pessoas com TDAH estariam fadadas ao fracasso; mas, ao contrário disso, grande parte delas atuam nas mais diversas áreas profissionais de forma brilhante.
Muitas teorias têm sido elaboradas para elucidar a origem do sucesso obtido por personalidades com comportamento TDAH nos mais diversos setores do conhecimento. Porém, a ciência não tem uma explicação exata para esse fato; até porque o funcionamento cerebral humano não segue nenhuma lógica aritmética previsível. Ideias, sensações e emoções não podem ser quantificadas; são características humanas imensuráveis. Nesse território empírico, uma coisa é certa: o funcionamento cerebral TDAH favorece o exercício da mais transcendente atividade humana: a criatividade.
Se entendermos criatividade como a capacidade de ver os mais diversos aspectos da vida através de um novo prisma e então dar forma a novas ideias, notaremos que a mente TDAH, em meio à confusão resultante do intenso bombardeio de pensamentos, é capaz de entender o mundo sob ângulos habitualmente não explorados.
A hiper-reatividade é responsável pela capacidade da mente TDAH de não parar nunca. Trata-se de uma hipersensibilidade que essa mente possui de se ligar a tudo ao mesmo tempo. Uma vez que está sempre reagindo a si mesma, essa mente pensa e repensa o tempo todo. Esse estado de inquietação mental permanente mantém toda uma rede de pensamentos e imagens em atividade intensa, proporcionando, assim, o terreno ideal para o exercício da criatividade.
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(Adaptado de: SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Mentes Inquietas: TDAH − desatenção, hiperatividade e impulsividade . São Paulo: Globo, 2014, edição digital)
Exprime noção de finalidade o elemento sublinhado em:
Texto associado
Atenção : Considere o poema abaixo para responder às questões de números 9 a 12.
A tarde cai, por demais
Erma, úmida e silente…
A chuva, em gotas glaciais,
Chora monotonamente.
....
E enquanto anoitece, vou
Lendo, sossegado e só,
As cartas que meu avô
Escrevia a minha avó.
...
Enternecido sorrio
Do fervor desses carinhos:
É que os conheci velhinhos,
Quando o fogo era já frio.
...
Cartas de antes do noivado…
Cartas de amor que começa,
Inquieto, maravilhado,
E sem saber o que peça.
....
Temendo a cada momento
Ofendê-la, desgostá-la,
Quer ler em seu pensamento
E balbucia, não fala…
...
A mão pálida tremia
Contando o seu grande bem.
Mas, como o dele, batia
Dela o coração também
...
(BANDEIRA, Manuel. Cartas de Meu Avô )
A tarde cai, por demais
Erma, úmida e silente…
A chuva, em gotas glaciais,
Chora monotonamente.
....
E enquanto anoitece, vou
Lendo, sossegado e só,
As cartas que meu avô
Escrevia a minha avó.
...
Enternecido sorrio
Do fervor desses carinhos:
É que os conheci velhinhos,
Quando o fogo era já frio.
...
Cartas de antes do noivado…
Cartas de amor que começa,
Inquieto, maravilhado,
E sem saber o que peça.
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Temendo a cada momento
Ofendê-la, desgostá-la,
Quer ler em seu pensamento
E balbucia, não fala…
...
A mão pálida tremia
Contando o seu grande bem.
Mas, como o dele, batia
Dela o coração também
...
(BANDEIRA, Manuel. Cartas de Meu Avô )
Identifica-se uma explicação no seguinte trecho:
Considere o trecho abaixo:
[...] uma proposta que permite o uso da língua de sinais com o objetivo de desenvolver a linguagem na criança surda. Mas a língua de sinais é usada como um recurso para o ensino da língua oral. Os sinais passam a ser utilizados pelos profissionais em contato com o surdo dentro da estrutura da língua portuguesa.
(QUADROS, 1997, p. 24)
Quanto à educação de surdos, o trecho faz referência a uma abordagem
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Atenção : Para responder às questões de números 58 e 59 considere o texto abaixo, no qual Araújo e Lacerda (2010) falam sobre a linguagem no contexto da surdez.
É por meio da linguagem que o homem se comunica e vai se constituindo em suas interações, tornando-se capaz de fazer a categorização do mundo e adquirindo a possibilidade de abstração e a generalização dos objetivos em uma intrínseca relação com o funcionamento psíquico de ordem superior.
Tal constituição encontra-se seriamente comprometida na criança surda, em razão de serem insuficientes as oportunidades a ela oferecidas pelo grupo social (família e escola), que com ela não partilha de uma mesma língua. Submetidas a situações de comunicação dificultadas, sem interlocutores capazes de interpretar efetivamente e atribuir sentido às suas manifestações de linguagem, essas crianças não podem, justamente por seu déficit auditivo, desenvolver-se plenamente na língua de seu(s) grupo(s) de convivência. Esse contexto impõe ao surdo dificuldades interacionais, cognitivas, linguísticas e educacionais, criando um obstáculo para a criança em sua atuação sobre o mundo e sobre o outro.
É por meio da linguagem que o homem se comunica e vai se constituindo em suas interações, tornando-se capaz de fazer a categorização do mundo e adquirindo a possibilidade de abstração e a generalização dos objetivos em uma intrínseca relação com o funcionamento psíquico de ordem superior.
Tal constituição encontra-se seriamente comprometida na criança surda, em razão de serem insuficientes as oportunidades a ela oferecidas pelo grupo social (família e escola), que com ela não partilha de uma mesma língua. Submetidas a situações de comunicação dificultadas, sem interlocutores capazes de interpretar efetivamente e atribuir sentido às suas manifestações de linguagem, essas crianças não podem, justamente por seu déficit auditivo, desenvolver-se plenamente na língua de seu(s) grupo(s) de convivência. Esse contexto impõe ao surdo dificuldades interacionais, cognitivas, linguísticas e educacionais, criando um obstáculo para a criança em sua atuação sobre o mundo e sobre o outro.