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Assinale a opção correta no que diz respeito aos modelos de tomada de decisão em políticas públicas.

A O modelo racional é aplicável apenas em contextos de certeza, ao passo que o incremental é mais flexível e adaptável; o chamado modelo da lata de lixo combina elementos de ambos, com foco na interação entre problemas e soluções.
B O modelo racional é baseado em negociações e compromissos, ao passo que o incremental foca a maximização dos objetivos com base em informações precisas; o chamado modelo da lata de lixo prioriza a convergência de problemas e soluções.
C O modelo racional é focado em decisões técnicas, ao passo que o incremental prioriza aspectos políticos; o chamado modelo da lata de lixo é uma variante do incremental, mas com maior ênfase nas instituições.
D O modelo racional busca maximizar os objetivos com base em informações precisas, ao passo que o incremental envolve negociações e compromissos; o chamado modelo da lata de lixo é similar ao incremental, mas com foco em ambiguidades.
E O modelo racional avalia todas as alternativas possíveis para maximizar os objetivos, ao passo que o incremental envolve mudanças graduais por meio de negociações; o chamado modelo da lata de lixo caracteriza-se pela busca de soluções para problemas mal definidos.
Texto associado
Texto CB1A1 Jeremy Bentham, filósofo e jurista que viveu na Inglaterra entre 1748 e 1832, foi o criador do utilitarismo como filosofia moral. Tal concepção surgiu em um período bastante específico, a era da razão. Bentham dirigiu suas críticas principalmente ao direito, tendo sido um vigoroso defensor da codificação das leis em um país que possui o sistema consuetudinário. A originalidade de suas críticas se forjava sob os auspícios da idade das luzes. Raoul Van Caenegem, historiador belga e renomado especialista no campo da história jurídica europeia, afirma, sobre o utilitarismo, que “O ponto de partida para a crítica de Bentham ao sistema inglês (que, em sua época, era substancialmente medieval) não foi o direito natural continental, mas sim uma ideia inteiramente original: o princípio da utilidade. Bentham não formulou axiomas nem deduziu normas do direito a partir deles; em vez disso, questionou a utilidade de cada conceito e norma jurídica, e o objetivo prático destes para o homem e a sociedade de sua época”. Segundo Caenegem, o princípio da utilidade pode ser definido como “o princípio que aprova ou desaprova qualquer ação, segundo a tendência que tem de aumentar ou diminuir a felicidade da pessoa cujo interesse está em jogo, ou seja, segundo a tendência de promover ou de comprometer a felicidade de alguém”. O utilitarismo envolve uma ética adequadamente denominada de consequencialista, na medida em que requer que se avaliem, em cada caso concreto, os efeitos das ações, isto é, se as condutas são eticamente reprováveis a partir do critério da utilidade. Preconiza que as ações humanas devem seguir o princípio da utilidade, consistente na consideração da quantidade de prazer e de dor que as ações provocam nos indivíduos. As ações devem considerar todos os interesses, de maneira que nenhum contrainteresse seja desconsiderado ou tenha preponderância sobre outro. Além disso, o número de pessoas atingidas pelas ações é objeto de análise. Busca-se sempre promover a maior quantidade de prazer possível ao maior número de indivíduos, ao passo que se evita o desprazer em uma proporção inversa: há um paralelismo entre o prazer e o sofrimento para o inglês, de tal modo que a maximização de um significa proporcionalmente a minimização de outro. Internet: (com adaptações).

Com base no texto CB1A1, é correto afirmar que

A Jeremy Bentham se opunha à defesa dos interesses de minorias.
B Jeremy Bentham criou o utilitarismo com o intuito de reinstituir a moral na sociedade inglesa de sua época.
C Raoul Van Caenegem aperfeiçoou o conceito de utilitarismo criado por Bentham.
D Jeremy Bentham, por meio do utilitarismo, pôs em questão o sistema jurídico de sua época.
E Raoul Van Caenegem adaptou o princípio da utilidade de Bentham para que pudesse ser aplicado à sociedade moderna.
Texto associado
Texto CB1A1 Jeremy Bentham, filósofo e jurista que viveu na Inglaterra entre 1748 e 1832, foi o criador do utilitarismo como filosofia moral. Tal concepção surgiu em um período bastante específico, a era da razão. Bentham dirigiu suas críticas principalmente ao direito, tendo sido um vigoroso defensor da codificação das leis em um país que possui o sistema consuetudinário. A originalidade de suas críticas se forjava sob os auspícios da idade das luzes. Raoul Van Caenegem, historiador belga e renomado especialista no campo da história jurídica europeia, afirma, sobre o utilitarismo, que “O ponto de partida para a crítica de Bentham ao sistema inglês (que, em sua época, era substancialmente medieval) não foi o direito natural continental, mas sim uma ideia inteiramente original: o princípio da utilidade. Bentham não formulou axiomas nem deduziu normas do direito a partir deles; em vez disso, questionou a utilidade de cada conceito e norma jurídica, e o objetivo prático destes para o homem e a sociedade de sua época”. Segundo Caenegem, o princípio da utilidade pode ser definido como “o princípio que aprova ou desaprova qualquer ação, segundo a tendência que tem de aumentar ou diminuir a felicidade da pessoa cujo interesse está em jogo, ou seja, segundo a tendência de promover ou de comprometer a felicidade de alguém”. O utilitarismo envolve uma ética adequadamente denominada de consequencialista, na medida em que requer que se avaliem, em cada caso concreto, os efeitos das ações, isto é, se as condutas são eticamente reprováveis a partir do critério da utilidade. Preconiza que as ações humanas devem seguir o princípio da utilidade, consistente na consideração da quantidade de prazer e de dor que as ações provocam nos indivíduos. As ações devem considerar todos os interesses, de maneira que nenhum contrainteresse seja desconsiderado ou tenha preponderância sobre outro. Além disso, o número de pessoas atingidas pelas ações é objeto de análise. Busca-se sempre promover a maior quantidade de prazer possível ao maior número de indivíduos, ao passo que se evita o desprazer em uma proporção inversa: há um paralelismo entre o prazer e o sofrimento para o inglês, de tal modo que a maximização de um significa proporcionalmente a minimização de outro. Internet: (com adaptações).

Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto CB1A1 caso a expressão “na medida em que” (primeiro período do penúltimo parágrafo) fosse substituída por

A mas.
B por que.
C por isso.
D conquanto.
E uma vez que.

Acerca de estrutura e estratégia organizacionais, assinale a opção correta.

A Uma estrutura com baixa amplitude administrativa possui custos administrativos maiores, pela necessidade de haver mais chefes para menos subordinados.
B Na estrutura linear, cada subordinado reporta-se a vários chefes, cada um deles na sua área de atuação, não havendo, portanto, unidade de comando.
C Cada organização possui uma estrutura formal, representada por um organograma, e uma estrutura informal, que se estabelece de forma espontânea e que se extingue com o tempo.
D As estruturas organizacionais possuem os mesmos graus de centralização e descentralização.
E À medida que se sobe na estrutura organizacional, eleva-se a amplitude de controle.

A convergência entre a gestão pública e a gestão privada é caracterizada

A pelo poder de regular e gerar obrigações e pelos deveres para com a sociedade.
B pelo fato de as decisões levarem em consideração os interesses dos grupos mais diretamente afetados.
C pela supremacia do interesse público e pela obrigação da continuidade da prestação do serviço prestado.
D pela busca de lucro financeiro e pelas formas de garantir a sustentabilidade do negócio.
E pela busca de eficiência na utilização de recursos, de modo a maximizar resultados e minimizar desperdícios.

A respeito da excelência nos serviços públicos, assinale a opção correta.

A Despesas com a formação contínua de servidores devem ser evitadas para que se garanta investimentos em ações de aumento da qualidade dos serviços oferecidos ao público.
B Rotinas e atendimentos padronizados reduzem a qualidade do atendimento ao público.
C Transparência, participação social, eficiência e mudança de paradigmas são aspectos fundamentais para se obter a excelência nos serviços públicos.
D A implementação de mecanismos de avaliação dos servidores gera insatisfação e redução da qualidade dos serviços prestados.
E Ferramentas digitais, como aplicativos e portais, devem ser evitadas, pois geram dificuldades para os cidadãos, principalmente os idosos.

Os indicadores de acompanhamento e avaliação devem estar alinhados aos objetivos e metas da organização ou do projeto, de modo a garantir o fornecimento de informações úteis para a tomada de decisões. Tal característica refere-se à

A comparabilidade.
B ação.
C relevância.
D clareza.
E mensurabilidade.

Conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, nas atividades de tratamento de dados pessoais deve-se observar o princípio da

A prevenção, que é a adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de dados pessoais.
B transparência, que se traduz na compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto do tratamento.
C adequação, consubstanciado na realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular.
D segurança, que consiste na impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou abusivos.
E finalidade, que garante, aos titulares, consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento.

A exigência de elaboração de orçamentos formais pelas instituições públicas no Brasil foi estabelecida, pela primeira vez na história, na

A Constituição Imperial de 1824.
B Constituição Republicana de 1891.
C Constituição de 1934.
D Constituição de 1937.
E Constituição Federal de 1946.

O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais são estabelecidos em leis de iniciativa

A da Câmara dos Deputados.
B do Tribunal de Contas da União.
C do Poder Legislativo.
D do Poder Executivo.
E do Senado Federal.