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( 2014 ), o estudo do território e da cultura em que atuam os assistentes sociais, com a expressão das relações de desigualdade e de classes, implica pesquisa crítica das condições com

I. dados estatísticos;

II. sistematização de reivindicações;

III. cultura da população. Tomando como base o pensamento do autor, está correto o que se afirma em

A I, apenas.
B II, apenas.
C I e II, apenas.
D II e III, apenas.
E I, II e III.

Simone, assistente social, trabalha em um CRAS e atende uma usuária vítima de violência doméstica, acolhendo-a e fazendo os devidos encaminhamentos. Posteriormente, Simone foi informada de que a usuária havia retornado e, na sua ausência, foi atendida pela assistente social Amanda, que fez outros encaminhamentos, alegando que os iniciais estavam errados. De acordo com essa situação, está correto afirmar que Amanda

A agiu conforme estabelece a Lei de Regulamentação Profissional.
B contrariou o propugnado no Projeto Ético-Político do Serviço Social.
C infringiu o Código de Ética Profissional do Assistente Social.
D apresentou corretamente à usuária os equívocos da sua colega.
E valeu-se das atribuições privativas e competências do assistente social.

O Serviço Social, como profissão inscrita na divisão social do trabalho, situa-se no processo de reprodução das relações sociais, fundamentalmente como uma atividade auxiliar e subsidiária no exercício do controle social na difusão da ideologia da classe dominante junto à classe trabalhadora. Iamamoto & Carvalho, 1982 A partir do pensamento dos autores, podemos afirmar que o Serviço Social

A busca uma ação global de cunho socioeducativo, voltada para mudanças na maneira de ser, de ver e agir dos indivi?duos, buscando a adesão dos sujeitos para o seu projeto profissional.
B fundamenta-se na espontaneidade, na apropriação natural dos costumes, dos modos e comportamentos da sociedade que originam a capacidade de reproduzir as motivaço?es particulares e as humano-genéricas.
C emerge e se afirma em sua evolução como uma categoria voltada para a intervenção na sociedade, a partir da ideologia burguesa, sendo sua representação social e institucional.
D é necessariamente polarizado tanto pelos interesses da burguesia como do proletariado, tendo por suposto que estas forças contradito?rias não se excluem do contexto profissional.
E subestima o lugar das organizaço?es poli?ticas das classes sociais no processo de transformação da sociedade, enquanto sujeitos e motor da histo?ria.

Bravo

( 1996 ) afirma ser importante destacar que um dos aspectos fundamentais para alterar a política de saúde privatizante e fortalecer o setor público durante a transição democrática brasileira foi a

A emersão das empresas de planos de saúde.
B criação das UPA.
C politização da questão da saúde.
D mobilização dos usuários.
E centralização dos hospitais públicos.

Ao investigar a cultura da crise provocada pelo ideário neoliberal no âmbito da Seguridade Social, Mota

( 2000 ) afirma que o núcleo mais inflexível do neoliberalismo no Brasil se constituiu das ações de

A políticas de empregabilidade informal a fim de compensar a retirada de direitos da formalidade.
B expansão das políticas sociais para os mais vulneráveis mediante tributação das empresas.
C uso das ONG como substitutivas do Estado na universalização das políticas sociais.
D flexibilização do mundo de trabalho com regras mais favoráveis à classe trabalhadora.
E desmonte dos mecanismos de regulação da produção social e regressão na esfera dos direitos sociais.

Josué é um adolescente que está em regime de liberdade assistida, tendo-lhe sido designado um orientador. A esse orientador compete, entre outros encargos,

A providenciar os registros e certidões necessários à regularização da cidadania do adolescente.
B supervisionar a prestação de serviços comunitários do adolescente junto a entidades assistenciais.
C mediar a responsabilidade parental de modo que os pais assumam os seus deveres para com o adolescente.
D comunicar às autoridades competentes todos os casos de adolescentes portadores de moléstias infectocontagiosas.
E diligenciar no sentido da profissionalização do adolescente e de sua inserção no mercado de trabalho.

Aldaiza está com 82 anos e vive com sua filha Almerinda, não possuindo outros parentes. Almerinda tem 61 anos e está desempregada há 6 meses, tendo já esgotado todos os recursos financeiros. Elas estão, portanto, sem condições para prover o próprio sustento. Nessa situação, o Estatuto da Pessoa Idosa propugna que esse provimento

A deve ser realizado asilando ambas as idosas.
B impõe-se ao poder público.
C ocorre mediante inscrição no CadÚnico.
D é responsabilidade da filantropia institucionalizada.
E incide sob a forma do BPC.

O Município de Miraflores do Norte possui um orçamento muito baixo, e por isso o quantitativo de funcionários para atendimento nos serviços públicos é muito reduzido. Por este motivo, o Prefeito decretou que somente os idosos acima de 75 anos terão direito a atendimento prioritário em todos os serviços. De acordo com o Estatuto da Pessoa Idosa, a atitude do Prefeito está

A correta, pois é justificada pela ausência de funcionários para atender a população.
B correta, já que a idade mínima para prioridade varia de acordo com o estabelecimento.
C incorreta, visto que a garantia de prioridade abarca as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.
D incorreta, porque o Prefeito não pode legislar sobre instituições privadas.
E correta, dado que a Lei é omissa no que diz respeito à idade mínima para estabelecer a prioridade.
Texto associado
Futebol de menino Esta pracinha sem aquela pelada virou uma chatice completa: agora, é uma babá que passa, empurrando, sem afeto, um bebê de carrinho, é um par de velhos que troca silêncios num banco sem encosto. E, no entanto, ainda ontem, isso aqui fervia de menino, de sol, de bola, de sonho: “Eu jogo na linha! eu sou o Pelé; no gol, eu não jogo, tô com o joelho ralado de ontem; vou ficar aqui atrás: entrou aqui, já sabe.” Uma gritaria, todo mundo se escalando, todo mundo querendo tirar o selo da bola, bendito fruto de uma suada vaquinha. Oito de cada lado e, para não confundir, um time fica como está; o outro joga sem camisa. Já reparei uma coisa: bola de futebol, seja nova, seja velha, é um ser muito compreensivo que dança conforme a música: se está no Maracanã, numa decisão de título, ela rola e quiçá com um ar dramático, mantendo sempre a mesma pose adulta, esteja nos pés de Gérson ou nas mãos de um gandula. Em compensação, num racha de menino ninguém é mais sapeca: ela corre para cá, corre para lá, quica no meio-fio, para de estalo no canteiro, lambe a canela de um, deixa-se espremer entre mil canelas, depois escapa, rolando, doida, pela calçada. Parece um bichinho. Aqui, nessa pelada inocente é que se pode sentir a pureza de uma bola. Afinal, trata-se de uma bola profissional, um número cinco, cheia de carimbos ilustres: “Copa Rio-Oficial”, “FIFA – Especial”. Uma bola assim, toda de branco, coberta de condecorações por todos os gomos (gomos hexagonais!), jamais seria barrada em recepção do Itamaraty. No entanto, aí está ela, correndo para cima e para baixo, na maior farra do mundo, disputada, maltratada até, pois, de quando em quando, acertam-lhe um bico, ela sai zarolha, vendo estrelas, coitadinha. Racha é assim mesmo: tem bico, mas tem também sem-pulo de craque como aquele do Tona, que empatou a pelada e que lava a alma de qualquer bola. Uma pintura. Nova saída. Entra na praça batendo palmas como quem enxota galinha no quintal. É um velho com cara de guarda-livros que, sem pedir licença, invade o universo infantil de uma pelada e vai expulsando todo mundo. Num instante, o campo está vazio, o mundo está vazio. Não deu tempo nem de desfazer as traves feitas de camisas. O espantalho-gente pega a bola, viva, ainda, tira do bolso um canivete e dá-lhe a primeira espetada. No segundo golpe, a bola começa a sangrar. Em cada gomo o coração de uma criança. NOGUEIRA, Armando. Bola na rede. Ed. José Olympio. Rio de Janeiro. 1996.

Esse texto é designado como crônica devido ao fato de ele

A ser uma narrativa direta, sem interrupções.
B mostrar um fato isolado, sem relação com outros.
C trazer comentários sobre um fato do cotidiano.
D explorar um tema simples, popular.
E informar sobre um fato curioso.
Texto associado
Futebol de menino Esta pracinha sem aquela pelada virou uma chatice completa: agora, é uma babá que passa, empurrando, sem afeto, um bebê de carrinho, é um par de velhos que troca silêncios num banco sem encosto. E, no entanto, ainda ontem, isso aqui fervia de menino, de sol, de bola, de sonho: “Eu jogo na linha! eu sou o Pelé; no gol, eu não jogo, tô com o joelho ralado de ontem; vou ficar aqui atrás: entrou aqui, já sabe.” Uma gritaria, todo mundo se escalando, todo mundo querendo tirar o selo da bola, bendito fruto de uma suada vaquinha. Oito de cada lado e, para não confundir, um time fica como está; o outro joga sem camisa. Já reparei uma coisa: bola de futebol, seja nova, seja velha, é um ser muito compreensivo que dança conforme a música: se está no Maracanã, numa decisão de título, ela rola e quiçá com um ar dramático, mantendo sempre a mesma pose adulta, esteja nos pés de Gérson ou nas mãos de um gandula. Em compensação, num racha de menino ninguém é mais sapeca: ela corre para cá, corre para lá, quica no meio-fio, para de estalo no canteiro, lambe a canela de um, deixa-se espremer entre mil canelas, depois escapa, rolando, doida, pela calçada. Parece um bichinho. Aqui, nessa pelada inocente é que se pode sentir a pureza de uma bola. Afinal, trata-se de uma bola profissional, um número cinco, cheia de carimbos ilustres: “Copa Rio-Oficial”, “FIFA – Especial”. Uma bola assim, toda de branco, coberta de condecorações por todos os gomos (gomos hexagonais!), jamais seria barrada em recepção do Itamaraty. No entanto, aí está ela, correndo para cima e para baixo, na maior farra do mundo, disputada, maltratada até, pois, de quando em quando, acertam-lhe um bico, ela sai zarolha, vendo estrelas, coitadinha. Racha é assim mesmo: tem bico, mas tem também sem-pulo de craque como aquele do Tona, que empatou a pelada e que lava a alma de qualquer bola. Uma pintura. Nova saída. Entra na praça batendo palmas como quem enxota galinha no quintal. É um velho com cara de guarda-livros que, sem pedir licença, invade o universo infantil de uma pelada e vai expulsando todo mundo. Num instante, o campo está vazio, o mundo está vazio. Não deu tempo nem de desfazer as traves feitas de camisas. O espantalho-gente pega a bola, viva, ainda, tira do bolso um canivete e dá-lhe a primeira espetada. No segundo golpe, a bola começa a sangrar. Em cada gomo o coração de uma criança. NOGUEIRA, Armando. Bola na rede. Ed. José Olympio. Rio de Janeiro. 1996.

No texto há quatro exemplos de diminutivos: pracinha, vaquinha, bichinho e coitadinha. Sobre eles, assinale a afirmativa correta.

A Pracinha e vaquinha mostram pequena dimensão.
B Coitadinha é um diminutivo de valor afetivo.
C Vaquinha é diminutivo de valor irônico.
D Bichinho e coitadinha mostram valor intensivo.
E Pracinha e bichinho mostram o mesmo valor diminutivo.