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Analistas financeiros costumam avaliar demonstrativos contábeis de empresas com fins lucrativos para que possam calcular a Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido de um determinado ano. Esse mesmo resultado matemático é encontrado quando três outros indicadores de desempenho são multiplicados entre si: Margem Líquida; Giro dos Ativos; Alavancagem Financeira. Considerando que quanto maior a Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido, melhor para os donos da empresa, os gestores de empresas devem buscar:

A maximizar a Alavancagem Financeira;
B maximizar a multiplicação Margem Líquida * Giro dos Ativos;
C igualar a Margem Líquida ao Giro dos Ativos;
D minimizar a multiplicação Giro dos Ativos * Alavancagem Financeira;
E minimizar a Alavancagem Financeira.

Ao longo dos anos, analistas financeiros criaram indicadores de avaliação para analisar o risco de liquidez de uma empresa. O Índice de Liquidez Corrente, por exemplo, nada mais é do que o resultado da divisão entre a totalidade do Ativo Circulante de uma empresa e a totalidade do seu Passivo Circulante. No intuito de refinarem um pouco mais esse indicador, tornando-o mais prudente e conservador nas análises, os analistas criaram o Índice de Liquidez Seca, que, na sua forma mais tradicional, possui, em comparação com o Índice de Liquidez Corrente:

A o mesmo numerador na fórmula, aumentando o denominador ao adicionar o passivo de longo prazo;
B o mesmo numerador na fórmula, reduzindo o denominador ao retirar os passivos operacionais;
C o mesmo numerador e o mesmo denominador na fórmula, mas o resultado agora é apresentado em formato percentual;
D o mesmo denominador na fórmula, aumentando o numerador ao adicionar recebíveis de longo prazo;
E o mesmo denominador na fórmula, reduzindo o numerador ao retirar os estoques.

Considere o texto a seguir sobre a procedimentalização da atividade administrativa. “No final dos anos 1990, as agências reguladoras foram criadas no Brasil para, por meio de processos administrativos, atuar nos mercados recém-desestatizados. A despeito das normas específicas que, nas leis setoriais, procuraram formatar juridicamente a regulação administrativa, a comparação entre agências reguladoras brasileiras e norte-americanas permitiu identificar um problema: a falta de uma lei geral para disciplinar o exercício das atividades decisórias administrativas, incluindo a elaboração de regulamentos, nos moldes do Administrative Procedural Act (APA), de 1946, nos EUA. Dessa forma, assim como em outros países, a criação das agências reguladoras no Brasil impulsionou a elaboração de leis gerais de processo administrativo. A edição das leis gerais de processo administrativo no Brasil também foi em parte influenciada pelo contexto democrático. Com a redemocratização em 1985, houve uma mudança na teoria e na prática do direito administrativo, com o abandono da ênfase nas prerrogativas públicas em favor de uma abordagem voltada à proteção dos direitos das pessoas perante o Estado. Além disso, a própria Constituição de 1988 previu, pela primeira vez, a incidência do princípio do devido processo legal na esfera administrativa.” (Adaptado de NEVES, C. C; SUNDFELD, C. A. “A nova LINDB e os movimentos de reforma do direito administrativo”. Revista Brasileira de Estudos Políticos, Belo Horizonte, n. 126, p. 45-80, jan./jun. 2023) No que se refere à atuação das agências reguladoras, sua vinculação ao processo administrativo promove:

A celeridade, pois elide a necessidade de análise fática na tomada de decisões;
B celeridade, pois elide a necessidade de oitiva da sociedade quando da elaboração ou alteração de regulamentos;
C segurança jurídica, pois as decisões tomadas em conformidade com o devido processo administrativo não podem ser revisadas pelo Poder Judiciário;
D segurança jurídica, pois garante previsibilidade procedimental e necessidade de motivação nas tomadas de decisão;
E igualdade, pois o entendimento fixado em decisão poderá retroagir para modificar processos já concluídos.

Em um modelo contratual de concessão de serviço público, o Estado delega a prestação à iniciativa privada, mantendo a responsabilidade de regulação e fiscalização. Considerando a perspectiva dos aspectos informacionais, a alternativa que descreve com maior precisão um risco típico associado à presença de informações privadas do concessionário e uma medida eficaz para mitigá-lo é a seguinte:

A risco de seleção adversa, mitigado por cláusulas que permitam renegociação automática em função de flutuações de demanda;
B risco de captura regulatória, mitigado pela redução da transparência pública dos relatórios da concessionária;
C risco de assimetria técnica, mitigado por contratos incompletos com discricionariedade ampliada ao concessionário;
D risco moral, mitigado por incentivos explícitos atrelados a metas verificáveis e monitoramento independente de desempenho;
E risco de falha de mercado, mitigado por transferência total das decisões operacionais para o poder concedente.

A Era Vargas refere-se ao período de 1930 a 1945, no qual o Brasil foi governado por Getúlio Vargas, presidente que implementou uma série de políticas socioeconômicas na economia. Em relação a esse período da história, é correto afirmar que:

A Getúlio Vargas descentralizou o poder e implementou a política de valorização do preço do café, como forma de recuperar o crescimento econômico do país;
B a carta constitucional de 1934 instituiu o salário mínimo, as férias anuais remuneradas, bem como o décimo terceiro salário;
C o período foi autoritário, com um governante populista em defesa das massas e que ampliou benefícios trabalhistas e reconheceu sindicatos e associações profissionais;
D o fim da política do café com leite em 1930 fez com que Getúlio Vargas perdesse as eleições para Júlio Prestes, que foi deposto por um golpe de Estado;
E o Estado Novo (1937-1945), embora tenha sido uma fase ditatorial, não promoveu a censura de opiniões contrárias ao governo, mas tornou-se o momento oportuno para a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O governo Juscelino Kubitschek caracterizou-se pelo comprometimento do setor público com uma política explícita de desenvolvimento. Em relação ao Plano de Metas e ao papel do Estado na segunda metade da década de 1950, é correto afirmar que:

A o desenvolvimento industrial se baseou nos investimentos privados, notadamente com a presença de capital nacional;
B a política nacional-desenvolvimentista implementada seguiu as recomendações feitas pelo Fundo Monetário Internacional;
C a Instrução nº 113 da Superintendência da Moeda e do Crédito foi um marco importante para a criação de um ambiente favorável à entrada de capital estrangeiro no país;
D o governo Juscelino Kubitschek priorizou a construção de ferrovias em detrimento da construção de rodovias, no intuito de dinamizar a industrialização brasileira no período;
E a ideia da construção de Brasília, uma nova capital, para interiorizar o país, foi proposta, pela primeira vez na história, por Juscelino Kubitschek, em um comício de campanha eleitoral.

“Quando os fazendeiros se viram finalmente confrontados, especialmente em 1887, com fugas em massa e ameaças de desordem ainda maiores, foram perfeitamente capazes de substituir facilmente sua população de escravos, cada vez mais indisciplinados, pelos imigrantes italianos, mais dóceis. Enquanto se calculava que uns 50.000 escravos eram necessários para a agricultura cafeeira em São Paulo em meados da década de 1880, Antônio Prado, um dos arquitetos da imigração, podia anunciar em maio de 1887, um ano antes da abolição, que de 60.000 a 70.000 imigrantes tinham sido colocados nas fazendas cafeeiras e sugerir que o limite de capacidade de absorção de mais trabalhadores pelas fazendas estava sendo atingido. (...) Muitos fazendeiros paulistas receberam com prazer a abolição (...).” (HALL, Michael M. Italianos em São Paulo (1880-1920). Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, n. Tomo XXIX, p. 201-215, 1979, p. 202. Disponível em: https://revistas.usp.br/anaismp/article/view/216292. Acesso em: 3 jul. 2025) Conforme discutido pelo texto acima, as elites brasileiras tiveram que lidar, ao longo do século XIX, com o constante problema da mão de obra no país. Havia o temor de que o fim da escravidão traria uma desorganização no mercado de trabalho no Brasil. Em relação à transição do trabalho escravo para o trabalho livre, é correto afirmar que:

A a imigração ocorreu de forma homogênea e contínua em todo o país ao longo do século XIX, permitindo a transição pacífica para o sistema de trabalho livre;
B a imigração ocorreu por meio de correntes espontâneas de imigrantes, vindos principalmente do norte da Europa para núcleos coloniais, primeiramente localizados no Sul e, posteriormente, espalhados pelo restante do país;
C as primeiras experiências com o uso de mão de obra imigrante ocorreram no começo do século XIX, nas fazendas cafeeiras do Vale do Paraíba, no litoral norte de São Paulo, e pavimentaram o caminho para a transição para o trabalho livre;
D a Sociedade Promotora de Imigração foi responsável pela organização do programa de subsídios do governo paulista, permitindo resolver o problema da atração de mão de obra livre e criando uma corrente massiva de imigrantes, especialmente italianos, para o trabalho nas fazendas cafeeiras de São Paulo;
E a Sociedade Central de Imigração teve papel fundamental na atração de imigrantes europeus para o Brasil, defendendo a doação de lotes de terras em núcleos coloniais para que se instalassem primeiramente como pequenos proprietários e, posteriormente, ofertassem sua mão de obra para os cafeicultores, resolvendo o problema da falta de braços para as lavouras.

Juscelino Kubitschek assumiu a presidência em 31 de janeiro de 1956. Além de ser conhecido pela construção da atual capital brasileira, Brasília, seu governo foi marcado pelo comprometimento do setor público com o desenvolvimentismo. Para sustentar o programa desenvolvimentista, o governo Juscelino Kubitschek organizou o Plano de Metas, o mais completo e coerente conjunto de investimentos feito até então. Sobre esse tema, é correto afirmar que:

A o Plano de Metas possuía mecanismos bem estruturados de financiamento;
B o Plano de Metas não previa a expansão dos meios de pagamento como forma de financiamento dos gastos públicos;
C as áreas consideradas cruciais dentro do Plano de Metas eram: energia, transporte, alimentação, indústrias de base e educação;
D dentre as áreas prioritárias, alimentação e educação foram as que receberam as maiores fatias dos recursos alocados para o Plano de Metas;
E o setor público teve papel secundário na criação da infraestrutura necessária para o processo de industrialização previsto no Plano de Metas.

Com base na transição energética e no desenvolvimento econômico brasileiro, é correto afirmar que:

A o consumo de etanol na economia brasileira tornou-se a principal fonte de energia hoje consumida no país;
B em 2020, o consumo americano de energia renovável, em valores absolutos, foi maior do que o consumo brasileiro;
C entre 2010 e 2020, o consumo de petróleo no mundo diminuiu, sinalizando para a transição energética global, com a busca de fontes renováveis de energia;
D a energia nuclear é considerada uma fonte limpa, já que não emite gases de efeito estufa na atmosfera; portanto, é uma fonte renovável e muito utilizada nos países desenvolvidos;
E em um comparativo com Alemanha, França e Estados Unidos, em termos percentuais, o Brasil tem a matriz energética mais limpa, ou seja, concentrada em fontes renováveis de energia.

O sistema educacional brasileiro sempre sofreu com financiamento inadequado e problemas no acesso, na permanência dos alunos e na atratividade da carreira docente. Com a redemocratização, diversas mudanças foram feitas visando a resolver ao menos parte desses problemas. A Constituição de 1988 atuou nessas mudanças ao:

A garantir aos analfabetos o direito ao voto e aumentar a vinculação de gastos com educação;
B desvincular a obrigatoriedade federal dos gastos com educação básica, passando essa responsabilidade aos estados e municípios;
C desvincular a obrigatoriedade federal dos gastos com educação, permitindo que os estados e municípios atuassem mais ativamente nesse quesito;
D estabelecer que estados e municípios deveriam investir no mínimo 25% de suas receitas em educação, e a União, 18%, permitindo a uniformização da qualidade da educação em todo o país;
E estabelecer, por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), a forma de financiamento da Educação Básica pelos estados e municípios.