Considere o seguinte texto para responder as questões de 1 a 8.
PASSOS ANTIDEPRESSIVOS
Drauzio Varella
Desde que comecei a correr adquiri a convicção de que a atividade física é antidepressiva. Quando discutia o assunto com meus colegas, eles argumentavam, entretanto, que faltavam evidências científicas para justificar essa afirmação. Naqueles anos 1990, eles tinham toda razão.
Hoje, é correto afirmar que a depressão é um dos transtornos mentais mais prevalentes no mundo, pode acometer crianças, adolescentes e pessoas com 90 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela será a principal causa de absenteísmo no trabalho no decorrer do século 21, contanto que o estilo de vida contemporâneo seja mantido.
Essa alta prevalência motivou diversos estudiosos a avaliar o impacto da vida moderna na gênese do transtorno e de possíveis mudanças comportamentais, a fim de que se evite o estabelecimento do transtorno.
Nas últimas décadas do século passado, uma enxurrada de publicações havia demonstrado o papel da atividade física na prevenção das doenças cardiovasculares, respiratórias, câncer, diabetes, obesidade e uma infinidade de outras. Os benefícios são de tal ordem que o exercício se tornou a panaceia dos dias atuais.
Em 2020 foi publicada uma metanálise que procurou relacionar os níveis de atividade física com a emergência de quadros depressivos. Os resultados mostraram uma relação direta entre a realização de atividade física e a redução nos casos de depressão.
Em dezembro de 2024, o Journal of the American Medical Association (JAMA), publicou uma metanálise de um grupo espanhol que se propôs a quantificar essa relação, comparando o número de passos dados por dia com o risco de apresentar sintomas depressivos.
Pedômetros e acelerômetros disponíveis em relógios de pulso e celulares permitiram que os dados fossem colhidos com muito mais precisão do que no passado, quando se baseavam em estimativas subjetivas.
A partir da análise de mais de 10 mil estudos sobre o tema, os autores selecionaram 33 publicados no período de 2004 a 2023, em que os autores trabalharam com critérios científicos mais consistentes.
No total, foram cerca de 96 mil mulheres e homens (55% mulheres) de 18 a 91 anos de idade, de 13 países diferentes, que não tinham nem apresentado sintomas de depressão nem recebido esse diagnóstico.
De acordo com a faixa etária eles foram divididos em três subgrupos: 18 a 35 anos, 36 a 64 anos e 65 ou mais. De acordo com o número de passos diários, a divisão foi feita em quatro subgrupos: abaixo de 5 mil/dia; entre 5 mil e 7,5 mil; de 7,5 mil a 10 mil; e acima de 10 mil/dia.
Este foi o resultado: a redução dos quadros depressivos foi inversamente proporcional aos passos dados. Isto é, quanto mais passos menor o risco de depressão. Esse resultado ficou evidente em todas as faixas etárias, dos 18 aos 91 anos.
As principais conclusões foram: 1) os que deram mais de 7.500 passos/dia reduziram o risco em 42%, 2) para cada mil passos a mais acima dos 7 mil diários, o risco diminui 9%, 3) acima de 10 mil passos/dia não há benefício adicional, 4) o efeito protetor se mantém, mesmo que se pratique atividade física em níveis considerados modestos.
Qual o tipo de atividade física ideal? Embora a metanálise citada não faça referência a esse dado, evidências anteriores demonstraram que as vantagens de fazer exercícios se repetem, não importa qual seja a atividade aeróbica – andar, correr, dançar, subir escada, levantar peso, tai chi e ioga, entre outras.
No passado, a medicina e a assim chamada “sabedoria popular” aconselhavam aos mais velhos: “não se esforce, faça repouso”. Partiam do princípio de que quanto menos energia fosse dispendida com ossos e músculos, mais sobraria para o funcionamento dos órgãos internos.
As consequências desse paradigma equivocado foram graves: hipertensão arterial, diabetes, tromboses, ataques cardíacos e derrames cerebrais levavam precocemente aqueles que sobreviviam às doenças infecto-parasitárias, que devastavam a infância, e ousavam chegar aos 50 anos.
Demorou para entendermos que o corpo humano é uma máquina desenhada, pela seleção natural, para o movimento. Ao contrário de outras construídas com o mesmo objetivo, como o automóvel ou o avião, que se desgastam à medida que se movem, nosso corpo se aprimora: a musculatura fica mais forte, os ossos mais firmes, a rede de vasos sanguíneos mais eficiente e o oxigênio chega com mais facilidade ao cérebro e demais órgãos internos.
Adaptado de: https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/passos-antidepressivos/. Acesso em: 05 maio 2025.
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Durante o Curso de Formação de Oficiais da PMPR, um cadete da polícia militar, em uma aula de técnicas de investigação digital, precisa inspecionar o código de uma página web utilizando o navegador Mozilla Firefox. O objetivo é identificar alterações feitas em um site suspeito de disseminar informações falsas. Para isso, o cadete precisa utilizar um atalho de teclado para abrir rapidamente o inspetor do navegador e analisar os elementos da página.
Com base nessa situação apresentada, assinale a alternativa que apresenta o atalho de teclado no Mozilla Firefox que o cadete deve utilizar.
(Obs.: o caractere “+” foi utilizado apenas para interpretação.)
Texto associado
Observe o termo destacado na frase transcrita a seguir e a função que ele exerce:
“Pedômetros e acelerômetros disponíveis em relógios de pulso e celulares permitiram que os dados fossem colhidos com muito mais precisão do que no passado [...]”.
Assinale a alternativa cujo termo destacado desempenha a mesma função.
No Microsoft Windows 11 (em português), o Painel de Controle organiza diversas configurações essenciais para o funcionamento do sistema em categorias específicas. Uma dessas categorias é “Sistema e Segurança”, que agrupa opções relacionadas à proteção, ao desempenho e à manutenção. Considerando essa organização, qual é a subcategoria em que se encontra a opção “Liberar espaço em disco”?
Texto associado
Considere o seguinte texto para responder as questões de 1 a 8.
PASSOS ANTIDEPRESSIVOS
Drauzio Varella
Desde que comecei a correr adquiri a convicção de que a atividade física é antidepressiva. Quando discutia o assunto com meus colegas, eles argumentavam, entretanto, que faltavam evidências científicas para justificar essa afirmação. Naqueles anos 1990, eles tinham toda razão.
Hoje, é correto afirmar que a depressão é um dos transtornos mentais mais prevalentes no mundo, pode acometer crianças, adolescentes e pessoas com 90 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela será a principal causa de absenteísmo no trabalho no decorrer do século 21, contanto que o estilo de vida contemporâneo seja mantido.
Essa alta prevalência motivou diversos estudiosos a avaliar o impacto da vida moderna na gênese do transtorno e de possíveis mudanças comportamentais, a fim de que se evite o estabelecimento do transtorno.
Nas últimas décadas do século passado, uma enxurrada de publicações havia demonstrado o papel da atividade física na prevenção das doenças cardiovasculares, respiratórias, câncer, diabetes, obesidade e uma infinidade de outras. Os benefícios são de tal ordem que o exercício se tornou a panaceia dos dias atuais.
Em 2020 foi publicada uma metanálise que procurou relacionar os níveis de atividade física com a emergência de quadros depressivos. Os resultados mostraram uma relação direta entre a realização de atividade física e a redução nos casos de depressão.
Em dezembro de 2024, o Journal of the American Medical Association (JAMA), publicou uma metanálise de um grupo espanhol que se propôs a quantificar essa relação, comparando o número de passos dados por dia com o risco de apresentar sintomas depressivos.
Pedômetros e acelerômetros disponíveis em relógios de pulso e celulares permitiram que os dados fossem colhidos com muito mais precisão do que no passado, quando se baseavam em estimativas subjetivas.
A partir da análise de mais de 10 mil estudos sobre o tema, os autores selecionaram 33 publicados no período de 2004 a 2023, em que os autores trabalharam com critérios científicos mais consistentes.
No total, foram cerca de 96 mil mulheres e homens (55% mulheres) de 18 a 91 anos de idade, de 13 países diferentes, que não tinham nem apresentado sintomas de depressão nem recebido esse diagnóstico.
De acordo com a faixa etária eles foram divididos em três subgrupos: 18 a 35 anos, 36 a 64 anos e 65 ou mais. De acordo com o número de passos diários, a divisão foi feita em quatro subgrupos: abaixo de 5 mil/dia; entre 5 mil e 7,5 mil; de 7,5 mil a 10 mil; e acima de 10 mil/dia.
Este foi o resultado: a redução dos quadros depressivos foi inversamente proporcional aos passos dados. Isto é, quanto mais passos menor o risco de depressão. Esse resultado ficou evidente em todas as faixas etárias, dos 18 aos 91 anos.
As principais conclusões foram: 1) os que deram mais de 7.500 passos/dia reduziram o risco em 42%, 2) para cada mil passos a mais acima dos 7 mil diários, o risco diminui 9%, 3) acima de 10 mil passos/dia não há benefício adicional, 4) o efeito protetor se mantém, mesmo que se pratique atividade física em níveis considerados modestos.
Qual o tipo de atividade física ideal? Embora a metanálise citada não faça referência a esse dado, evidências anteriores demonstraram que as vantagens de fazer exercícios se repetem, não importa qual seja a atividade aeróbica – andar, correr, dançar, subir escada, levantar peso, tai chi e ioga, entre outras.
No passado, a medicina e a assim chamada “sabedoria popular” aconselhavam aos mais velhos: “não se esforce, faça repouso”. Partiam do princípio de que quanto menos energia fosse dispendida com ossos e músculos, mais sobraria para o funcionamento dos órgãos internos.
As consequências desse paradigma equivocado foram graves: hipertensão arterial, diabetes, tromboses, ataques cardíacos e derrames cerebrais levavam precocemente aqueles que sobreviviam às doenças infecto-parasitárias, que devastavam a infância, e ousavam chegar aos 50 anos.
Demorou para entendermos que o corpo humano é uma máquina desenhada, pela seleção natural, para o movimento. Ao contrário de outras construídas com o mesmo objetivo, como o automóvel ou o avião, que se desgastam à medida que se movem, nosso corpo se aprimora: a musculatura fica mais forte, os ossos mais firmes, a rede de vasos sanguíneos mais eficiente e o oxigênio chega com mais facilidade ao cérebro e demais órgãos internos.
Adaptado de: https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/passos-antidepressivos/. Acesso em: 05 maio 2025.
PASSOS ANTIDEPRESSIVOS
Drauzio Varella
Desde que comecei a correr adquiri a convicção de que a atividade física é antidepressiva. Quando discutia o assunto com meus colegas, eles argumentavam, entretanto, que faltavam evidências científicas para justificar essa afirmação. Naqueles anos 1990, eles tinham toda razão.
Hoje, é correto afirmar que a depressão é um dos transtornos mentais mais prevalentes no mundo, pode acometer crianças, adolescentes e pessoas com 90 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela será a principal causa de absenteísmo no trabalho no decorrer do século 21, contanto que o estilo de vida contemporâneo seja mantido.
Essa alta prevalência motivou diversos estudiosos a avaliar o impacto da vida moderna na gênese do transtorno e de possíveis mudanças comportamentais, a fim de que se evite o estabelecimento do transtorno.
Nas últimas décadas do século passado, uma enxurrada de publicações havia demonstrado o papel da atividade física na prevenção das doenças cardiovasculares, respiratórias, câncer, diabetes, obesidade e uma infinidade de outras. Os benefícios são de tal ordem que o exercício se tornou a panaceia dos dias atuais.
Em 2020 foi publicada uma metanálise que procurou relacionar os níveis de atividade física com a emergência de quadros depressivos. Os resultados mostraram uma relação direta entre a realização de atividade física e a redução nos casos de depressão.
Em dezembro de 2024, o Journal of the American Medical Association (JAMA), publicou uma metanálise de um grupo espanhol que se propôs a quantificar essa relação, comparando o número de passos dados por dia com o risco de apresentar sintomas depressivos.
Pedômetros e acelerômetros disponíveis em relógios de pulso e celulares permitiram que os dados fossem colhidos com muito mais precisão do que no passado, quando se baseavam em estimativas subjetivas.
A partir da análise de mais de 10 mil estudos sobre o tema, os autores selecionaram 33 publicados no período de 2004 a 2023, em que os autores trabalharam com critérios científicos mais consistentes.
No total, foram cerca de 96 mil mulheres e homens (55% mulheres) de 18 a 91 anos de idade, de 13 países diferentes, que não tinham nem apresentado sintomas de depressão nem recebido esse diagnóstico.
De acordo com a faixa etária eles foram divididos em três subgrupos: 18 a 35 anos, 36 a 64 anos e 65 ou mais. De acordo com o número de passos diários, a divisão foi feita em quatro subgrupos: abaixo de 5 mil/dia; entre 5 mil e 7,5 mil; de 7,5 mil a 10 mil; e acima de 10 mil/dia.
Este foi o resultado: a redução dos quadros depressivos foi inversamente proporcional aos passos dados. Isto é, quanto mais passos menor o risco de depressão. Esse resultado ficou evidente em todas as faixas etárias, dos 18 aos 91 anos.
As principais conclusões foram: 1) os que deram mais de 7.500 passos/dia reduziram o risco em 42%, 2) para cada mil passos a mais acima dos 7 mil diários, o risco diminui 9%, 3) acima de 10 mil passos/dia não há benefício adicional, 4) o efeito protetor se mantém, mesmo que se pratique atividade física em níveis considerados modestos.
Qual o tipo de atividade física ideal? Embora a metanálise citada não faça referência a esse dado, evidências anteriores demonstraram que as vantagens de fazer exercícios se repetem, não importa qual seja a atividade aeróbica – andar, correr, dançar, subir escada, levantar peso, tai chi e ioga, entre outras.
No passado, a medicina e a assim chamada “sabedoria popular” aconselhavam aos mais velhos: “não se esforce, faça repouso”. Partiam do princípio de que quanto menos energia fosse dispendida com ossos e músculos, mais sobraria para o funcionamento dos órgãos internos.
As consequências desse paradigma equivocado foram graves: hipertensão arterial, diabetes, tromboses, ataques cardíacos e derrames cerebrais levavam precocemente aqueles que sobreviviam às doenças infecto-parasitárias, que devastavam a infância, e ousavam chegar aos 50 anos.
Demorou para entendermos que o corpo humano é uma máquina desenhada, pela seleção natural, para o movimento. Ao contrário de outras construídas com o mesmo objetivo, como o automóvel ou o avião, que se desgastam à medida que se movem, nosso corpo se aprimora: a musculatura fica mais forte, os ossos mais firmes, a rede de vasos sanguíneos mais eficiente e o oxigênio chega com mais facilidade ao cérebro e demais órgãos internos.
Adaptado de: https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/passos-antidepressivos/. Acesso em: 05 maio 2025.