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Leia o texto a seguir: As questões que nos levam a pensar a História como um saber necessário para a formação das crianças e jovens na escola são as originárias do tempo presente. O passado que deve impulsionar a dinâmica do ensino- -aprendizagem no Ensino Fundamental é aquele que dialoga com o tempo atual. (BRASIL/Ministério da Educação, BNCC. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental – História. Adaptado) De acordo com a BNCC, a relação passado/presente citada no trecho

A potencializa as aprendizagens ao construir veracidade na História, evidenciando o processo histórico e a teleologia que orientou as transformações até o presente.
B funda-se no princípio de que a História responde às relações de causa e consequência, permitindo mobilizar o passado para interpretar regras históricas no presente.
C deve atender aos interesses dos alunos, baseando- -se na necessidade de compreender o presente e prever o futuro a partir da investigação de suas origens no passado.
D volta-se à ampliação de repertório dos alunos, tendo como ponto de partida a compreensão das histórias antiga, medieval, moderna e contemporânea.
E não se processa de forma mecânica, pois exige o conhecimento de referências teóricas capazes de trazer sentido aos objetos históricos selecionados.

O documento oficial do currículo de História do Ensino Fundamental II do município de Itatiba

A evidencia a importância da história local, enfatizando a interface entre a história do município e a história global, aprofundando a compreensão geral do processo histórico pelos alunos.
B insere a história do município no contexto da expansão cafeeira do século XIX, tendo contribuído com o processo de modernização por meio da instalação da primeira ferrovia de São Paulo.
C relaciona a BNCC ao contexto da história local do município, permitindo articular as habilidades do documento que abordam os conteúdos do café e do algodão ao contexto da região.
D privilegia a fundamentação teórica e a organização metodológica do Currículo Paulista em detrimento da BNCC, considerada muito ampla e pouco relacionada aos conteúdos.
E expressa não apenas as habilidades e competências da BNCC, que lhe servem de fundamento, mas também a vivência dos professores e das professoras de História do município.

Leia o texto a seguir: O estudo da cidade urbana difundiu-se, sobretudo, a partir dos trabalhos do historiador belga Henri Pirenne (1862-1935). Em As cidades da Idade Média, obra de 1927, Pirenne retornou a uma questão clássica da história urbana: Qual é o sentido da palavra “cidade”? (Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.), Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. Adaptado) O historiador Pirenne entendia por cidade

A uma concentração humana portadora de personalidade jurídica vivendo do comércio e da indústria, associando o surgimento das cidades medievais às rotas comerciais que ligavam o Mediterrâneo ao interior da Europa.
B um aglomerado caracterizado pelo adensamento e que esteve ligado historicamente ao processo de ruralização no feudalismo, à época em que as cidades se constituíram como importantes fortalezas dominadas pelo poder religioso.
C um lugar de encontro e trocas comerciais, sociais e culturais, mas que sofreu muitas transformações a partir do processo de formação do capitalismo, o que atravancou temporariamente o renascimento urbano
D um porto seguro para manufaturas, fábricas e atividades econômicas que buscavam se afastar da falta de recursos do espaço rural, na medida em que dependiam da mão de obra disponível apenas nos espaços urbanos.
E um território que não conseguiu transformar a mentalidade dos citadinos, pois os imigrantes conservavam laços com os seus lugares de origem, sendo a mobilidade um dado que explica a raiz rural das pessoas da cidade industrial.

Leia o texto a seguir: A distinção entre paisagem física e paisagem cultural, como feita na História, e que ainda prevalece na Geografia, deve ceder espaço para uma nova visão. (Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.), Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. Adaptado) A nova visão a que o texto se refere compreende

A a paisagem como um enquadramento da realidade, um recorte específico no tempo e no espaço daquilo que se vê.
B a natureza como um objeto de pesquisa das Ciências da Natureza, dissociada dos saberes das Ciências Humanas.
C a natureza não mais como um dado externo e imóvel, mas como produto de uma prolongada atividade humana.
D as paisagens natural e humana como elementos característicos da longa duração, reconhecendo a imutabilidade de suas formas.
E a oposição entre a natureza intocada e a natureza impactada pela ação humana, desdobramento dos processos sociais.

Leia o texto a seguir: A reação aristocrática contra o absolutismo passou com isso à ruptura que o derrubaria. O colapso histórico do Estado absolutista estava diretamente ligado à inflexibilidade de sua formação feudal. A crise fiscal que detonou a mudança política foi provocada pela incapacidade jurídica do absolutismo em taxar a classe que representava. A própria rigidez do vínculo entre Estado e nobreza acabaria por precipitar a sua derrocada comum. (Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1998. Adaptado) O trecho trata do absolutismo na

A Inglaterra.
B Áustria.
C França.
D Rússia.
E Espanha.

Leia o texto a seguir: As listas de conteúdos, sua distribuição pelas séries da escola secundária, as orientações para o trabalho pedagógico elaboradas pelas instituições educacionais durante o período Vargas e expressas nas Orientações Metodológicas (parte importante dos Programas) traduziam a preocupação oficial e as discussões que perpassavam os meios intelectuais brasileiros. Mais do que isso, eram um instrumento ideológico para a valorização de um corpus de ideias, crenças e valores centrados na unidade de um Brasil, num processo de uniformização que permitisse o ocultamento da divisão social e a direção das massas pelas elites. (Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula . São Paulo: Contexto, 1998. Adaptado) À época discutida no trecho, destacava-se a importância da História como

A uma afirmação da identidade negra e da ancestralidade africana do povo brasileiro.
B um mecanismo de fortalecimento dos interesses da burguesia industrial paulista.
C um dispositivo de controle voltado à valorização das elites em detrimento do Estado.
D um instrumento para o desenvolvimento do patriotismo e do sentimento nacional.
E uma forma de valorização da autonomia da classe operária na relação com o Estado

Leia o texto a seguir: Das figuras políticas é interessante destacar como têm sido representados nos livros didáticos os dois imperadores do Brasil: D. Pedro I, sempre jovem, porque afinal morreu com 34 anos; seu filho D. Pedro II, sempre velho, apesar dos textos escolares darem destaque ao episódio da “Maioridade” que tornou D. Pedro II chefe de Estado com apenas 15 anos. A ilustração do pai jovem e do filho velho tem causado uma certa perplexidade aos jovens leitores e falta a explicação do aparente paradoxo. (Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula . São Paulo: Contexto, 1998. Adaptado) A imagem de um D. Pedro II velho foi construída

A no período pós-monárquico e demonstra a intenção dos republicanos de explicar a queda de uma monarquia envelhecida que não teria continuidade.
B no contexto da década de 1880 e demonstra a intenção dos apoiadores da monarquia de associarem D. Pedro II às ideias de experiência e sabedoria.
C à época das lutas antiescravistas e demonstra a intenção dos abolicionistas de relacionar o imperador à forma arcaica e ultrapassada da escravidão.
D por ocasião da comemoração do cinquentenário da República, em 1939, e demonstra a intenção de Vargas de se apresentar como herdeiro de um grande estadista.
E no início da Primeira República, e demonstra a intenção da oligarquia paulista de apresentar D. Pedro II com um semblante semelhante ao de Cristo e Tiradentes.

eia o texto a seguir: Uma das críticas mais pertinentes sobre os métodos tradicionais focaliza a insuficiência deles na formação intelectual ou no desenvolvimento do espírito crítico dos alunos. O ensino de História tem-se caracterizado pelo uso do método dedutivo/indutivo, num movimento que parte do geral para o particular ou vice-versa, apresentando de forma inquestionável os conteúdos históricos ordenados do mais próximo ao mais distante, quanto ao espaço, e do mais distante ao mais próximo, quanto ao tempo. (Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos . São Paulo: Cortez, 2008. Adaptado) Entre as alternativas ao método tradicional, Circe Bittencourt apresenta

A uma prática de sala de aula hierarquizada em que o aluno recebe de maneira passiva as informações reproduzidas mecanicamente.
B as inovações nas técnicas educacionais, com um conceito de educação pautado nos novos recursos tecnológicos, como materiais audiovisuais.
C o método dialógico, em que o professor, de posse do conhecimento, simula debates entre os alunos sem tomar parte nas discussões.
D a formulação de problemas, com a produção de conhecimento por meio da construção de problemas de pesquisa de tipo científico.
E o método dialético, que corresponde a um esforço para o progresso do conhecimento que surge no confronto de teses opostas.

Leia o texto a seguir: Existem inúmeros relatos de experiências de estudos do meio realizadas por professores de História. A maior parte delas ocorre em cidades históricas, lugares com monumentos históricos consagrados. A preferência por estudos do meio em cidades com esse perfil indica a necessidade de deter-se na concepção de patrimônio histórico e na constituição dos “lugares da memória” da sociedade brasileira. (Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos . São Paulo: Cortez, 2008. Adaptado) De acordo com Circe Bittencourt, é importante ter critérios na escolha dos lugares de estudo do meio, pois

A nem todos os espaços têm uma história significativa que deixou marcas e que tem relevância histórica ou reconhecimento social, o que pode resultar na valorização artificial de lugares sem importância cultural para a sociedade brasileira.
B os monumentos históricos costumam ser marcos de pessoas poderosas ou do poder oficial, o que faz com que sejam vistos como construtores da memória histórica que devem constituir o repertório central dos alunos no contato com o patrimônio.
C a limitação do estudo a espaços considerados monumentos históricos pode conduzir os alunos a equívocos sobre a própria concepção de história e sedimentar a ideia de que a memória histórica deve ater-se apenas a determinadas esferas de poder.
D os marcos históricos reconhecidos publicamente como patrimônio são áreas consagradas pela memória das elites, o que permite ao aluno conhecer as tradições da cultura nacional sem deslocar- -se por áreas de grupos historicamente marginalizados.
E as fontes históricas não escritas, como as construções, os telhados das casas, o planejamento urbano e a memória oral das pessoas comuns são documentos históricos secundários, de menor relevância em comparação com as fontes escritas.

Leia o texto a seguir: Ao lado de meu interesse por temas específicos e variados, se criou para sempre um amplo interesse metodológico — talvez relacionado ao meu antigo interesse por filosofia — que subjaz, meio obsessivamente, a tudo o que escrevo. Quando decidi estudar feitiçaria, não estava fundamentalmente interessado na perseguição às bruxas, mas o que me seduzia era abordar as perguntas dos inquisidores de modo a poder escapar de seu controle, o que, evidentemente, envolvia um problema metodológico. (Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas. São Paulo: Editora UNESP, 2000. Adaptado) O trecho, destacado da entrevista da autora Maria Lúcia Garcia Pallares Burke com o historiador italiano Carlo Ginzburg, discute uma metodologia de pesquisa histórica relacionada à leitura dos documentos

A nas entrelinhas e a contrapelo, desvirtuando as intenções das evidências, indo contra ou além das razões pelas quais elas foram construídas, adotando uma estratégia de leitura tortuosa.
B de maneira literal, sendo o mais fiel possível àquilo que está escrito nos textos, fazendo a exegese do documento por meio de uma leitura aprofundada deste a partir de sua finalidade.
C por meio da crítica externa, buscando antes de tudo validar a sua autenticidade, a sua originalidade e o seu ineditismo na pesquisa histórica, além de definir a sua datação com precisão.
D por meio da crítica interna, com o objetivo de compreender o conteúdo do documento histórico mediante sua interpretação, além de identificar a intenção de quem o produziu
E nos seus aspectos formais, relacionados ao uso da língua, à estética e ao suporte escolhidos por quem o produziu, levando em consideração as suas condições materiais de existência.