QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
73 questões encontradas

A História como disciplina escolar tem sua própria historicidade. Em relação a esse assunto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. O ensino e a escrita da história serviam ao propósito de produzir o que Furet chamou de “genealogia da Nação”, transmitindo saberes que legitimassem a formação dos Estados Nacionais.
II. No Brasil, na década de 70, História e Geografia eram disciplinas substituídas, pelo menos no primeiro grau, pela disciplina de Estudos Sociais, em que vários saberes eram ensinados, em especial os saberes patrióticos.
III. Em meados da década de 90, houve a produção dos Parâmetros Curriculares Nacionais, destacando os conceitos históricos substantivos, ou seja, a cronologia dos conteúdos ou listagem de temáticas históricas.
IV. Na transição da década de 80 para a década de 90 do século passado, os currículos não eram nacionais, mas produzidos em cada Estado do Brasil, priorizando uma perspectiva crítica, por vezes, marxista.

A Apenas II e III.
B Apenas II, III e IV.
C Apenas I e II.
D Apenas I, II e IV.
E I, II, III e IV.

A respeito dos itens que integram a lista das competências específicas para o ensino de História na Base Nacional Comum Curricular, assinale a alternativa correta.

A Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.
B Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.
C Problematizar questões políticas, sociais, econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, por meio de exercícios, produções, intervenções e apresentações artísticas.
D Compreender a origem da cultura corporal de movimento e seus vínculos com a organização da vida coletiva e individual.
E Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argumentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e fundamentar e defender decisões éticas e responsáveis.
Texto associado
TEORIA GERAL DO XINGAMENTO

Marcia Tiburi
17 de maio de 2018

Talvez seja necessário fundar uma nova ciência para dar conta de um fenômeno que tem se tornado crucial em nossa cultura comunicacional na era das tecnologias digitais e das redes sociais. O objeto dessa ciência seria o fenômeno do xingamento: a conspurcação do outro em forma verbal, que surge em profusão nas redes, por meio de palavras, emoticons e outros sinais gráficos.
Nossa nova ciência, na base de uma antropologia e uma sociologia, deve habitar o intervalo entre o mundo da pesquisa e o mundo da vida simples. Geografia e estatística nos revelariam o estado da linguagem de ódio que sustenta o ato generalizado de xingar. A antropologia digital e a psicanálise poderiam auxiliar com a análise da cultura atual que surge na internet, mas também com a compreensão do tipo subjetivo do xingador.
O xingamento generalizado merecia uma historiografia e uma semiologia. E até uma teoria estética. E, se o ataque verbal a alguém – esse ato que sempre teve todo tipo de função, da catarse ao escracho, do vilipêndio à humilhação, da vontade de destruir ao ato de dominar – é um fenômeno do poder, seria necessária também uma teoria política. O ato de xingar até hoje é um ato político, por trás do qual se esconde todo tipo de moralismo. Então, precisaríamos de uma ética.
Toda ciência tem um drama humano em seu fundo. Mais do que uma curiosidade, a ciência visa resolver algum problema. Estudam-se astronomia e cosmologia para entender os fenômenos cósmicos, a geologia visa entender os fenômenos físicos e químicos do planeta, a sociologia quer tornar compreensível o modo de ser das sociedades, enquanto a história é a ciência que estuda o que já passou. A questão antropológica fundamental diz respeito ao “ser humano”. Como vive, como age, como habita, como sente, como trabalha, como produz, como se organiza e se movimenta, como cria arte, religião ou qualquer forma de linguagem, como se expressa e se comunica.
Por mais que as questões tratadas pelas ciências humanas sejam de altíssimo nível de complexidade, há nas mais variadas investigações científicas um problema comum que pode se apresentar como uma questão popular. Podemos, por isso, tentar responder de modo direto à interpelação: “diz-me como xingas e dir-te-ei quem és”.
Fato é que o xingamento fala mais de quem xinga do que de quem é xingado. Por mais violento que seja, todo xingamento esconde um desejo. Por trás da violência está uma impotência específica que visa ser sanada na ação. Quem não consegue falar, pode sempre começar a xingar. No gesto violento surge uma palavra mágica que concentra e resume o ódio. Ela dá um poder ao xingador. Ele se sente superior por um instante fugaz.
Mas há algo ainda mais profundo. Todo ato de fala visa tocar ou atingir o outro. Seja por que caminho for, aquele que fala deseja estar perto, deseja tocar. Por meio do xingamento o agente visa machucar. Mas por outro lado, deseja também ser reconhecido pelo objeto do xingamento. Só xingamos aqueles por quem nos sentimos de algum modo atraídos. Nesse sentido, o xingamento é bem diferente da crítica. Enquanto a crítica visa desconstruir ou desmontar seu objeto para mostrar sua verdade, por meio do xingamento se visa alcançá-lo.
[...]
A cultura do xingamento é herdeira dos piores hábitos culturais que podemos imaginar. Em sua base a impotência para o reconhecimento dos outros e uma vontade de fazer justiça com as palavras reduzidas à matéria não reciclável.

Adaptado de: https://revistacult.uol.com.br/home/teoria-geral-do-xingamento/. Acesso em: 16 nov. 2020.

Sobre a pontuação empregada no texto, assinale a alternativa correta.

A Os dois-pontos ( : ) utilizados no primeiro parágrafo poderiam ser substituídos por um ponto final ( . ) sem que isso acarretasse prejuízo sintático ou semântico ao excerto.
B Os travessões ( – ) utilizados no terceiro parágrafo do texto indicam a mudança de interlocutor em um diálogo.
C Em “A questão antropológica fundamental diz respeito ao ‘ser humano’. Como vive [...]”, o ponto final ( . ) poderia ser substituído por dois-pontos ( : ) sem que isso modificasse o sentido do excerto.
D As aspas (“ ”) utilizadas no quinto arágrafo do texto indicam que a expressão é um estrangeirismo, já que é escrita em uma linguagem diferente da usual.
E Em “O xingamento generalizado merecia uma historiografia e uma semiologia. E até uma teoria estética.”, o ponto final ( . ) separa dois períodos independentes sintática e semanticamente.

Quanto à História das Mulheres no Brasil, destacando-se o sufrágio feminino, assinale a alternativa INCORRETA.

A O Presidente Getúlio Vargas garantia o voto feminino através do Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Brasileiro, porém, para as mulheres, o voto não era obrigatório.
B A luta pelo voto feminino no Brasil ocorre apenas no começo do século passado, pois, no século XIX, devido ao contexto histórico, não havia interesse das mulheres em votar nas eleições.
C Nos trabalhos na Assembleia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935, houve uma representante do sexo feminino, a primeira deputada do Brasil: Carlota Pereira de Queirós.
D Berta Lutz fundou em 1919 a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino que lutava pelo voto, pela escolha do domicílio e pelo trabalho de mulheres sem autorização do marido.
E Na luta pelo sufrágio feminino, destaca-se o Estado do Rio Grande do Norte, governado por Juvenal Lamartine que, com a Lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, autorizou o voto da mulher em eleições.

Quanto ao uso escolar da fonte histórica, assinale a alternativa correta.

A O uso da arquitetura para ensinar história é inviável, pois esta apresenta uma complexidade que o aluno não conseguirá compreender.
B O museu histórico pode ser visto como exposição de fontes históricas, por isso deve ser visitado com o objetivo de construção do conhecimento histórico.
C O uso de fotografia no ensino de história é pertinente, porque literalmente é o retrato da realidade.
D O uso de história em quadrinhos para ensinar história envolve a mobilização do aspecto lúdico, e não do conhecimento histórico.
E O ensino de história por meio da música envolve a dimensão da sensibilidade, e não a construção do conhecimento histórico.

Como país multicultural, a questão das diferentes etnias foi pauta de várias legislações. A respeito dessa temática, assinale a alternativa correta.

A Em 2003, foi sancionada a Lei nº 10639/2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação que inclui a temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Africana" de forma facultativa.
B A Lei Afonso Arinos, Lei nº 1390/1951, já incluía, entre as contravenções penais, a prática de atos resultantes de preconceitos de raça ou de cor.
C A Lei nº 11.645/2008 torna facultativo o estudo da história e da cultura indígena e afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio.
D A Lei nº 11.645/2008 torna obrigatório o estudo da história e da cultura indígena e afro-brasileira apenas nos estabelecimentos de ensino superior para os cursos de formação de professores (licenciaturas).
E A Lei nº 10639/2003 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação incluindo a temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Africana" bem como a “História e Cultura Indígena”.

A respeito dos povos indígenas, conforme a região que habitam no território brasileiro, assinale a alternativa correta.

A Os Araweté são um povo tupi-guarani de caçadores e agricultores da floresta de terra firme e muito comum na região do Pará.
B O território tradicional de ocupação dos indígenas Bororo atingia a Bolívia, sendo que hoje concentram-se apenas na região do Pará.
C Os Terena, povo de língua Aruák, vivem atualmente em um território descontínuo, fragmentado em pequenas “ilhas” cercadas por fazendas e espalhadas por sete municípios paraenses.
D É reconhecida a convivência pacífica na região do Pará entre os povos indígenas Ararase e Parakanã com os madeireiros.
E Os Xetá foram a última etnia do estado do Pará a entrar em contato com a sociedade nacional.

A respeito da revolta denominada Cabanagem, assinale a alternativa INCORRETA.

A Foi uma revolta popular e social ocorrida durante o Império do Brasil, de 1835 a 1840, na antiga Província do Grão-Pará (abrangia os atuais estados do Pará, Amazonas, Amapá, Roraima e Rondônia).
B Em 1833, o Grão-Pará tinha 119.877 habitantes, entre indígenas, negros libertos e brancos, mas, destes, estima-se que morreram 2% na revolta.
C A revolta iniciou-se em 6 de janeiro de 1835 quando o quartel e o palácio do governo de Belém foram tomados por índios tapuias, cabanos e negros, liderados por Antônio Vinagre.
D Em julho de 1831, uma rebelião na guarnição militar de Belém do Pará resultou na prisão de Batista Campos, uma das lideranças implicadas. A indignação do povo cresceu e, em 1833, falava-se em criar uma federação.
E O presidente da província do Grão-Pará, Bernardo Lobo de Sousa, desenvolveu uma política repressora, na tentativa de conter os inconformados.

Assinale a alternativa correta considerando os personagens relacionados à luta dos afro-brasileiros e suas respectivas atuações.

A Ganga Zumba: foi para a capital do Império para estudar Farmácia enquanto trabalhava na Santa Casa de Misericórdia. Substituiu o laboratório pela redação de jornais em que defendia ardorosamente o fim da escravidão.
B Luís Gonzaga Pinto da Gama: patrono da Abolição da Escravidão do Brasil. Nascido de mãe negra livre e pai branco, foi, contudo, escravizado aos 10 anos e permaneceu analfabeto até os 17 anos de idade. Conquistou judicialmente a própria liberdade e passou a atuar na advocacia em prol dos cativos.
C Ubirajara Fidalgo da Silva: primeiro líder do Quilombo dos Palmares de 1670 a 1678. Antecedeu seu sobrinho Zumbi. Era filho da princesa Aqualtune, que era supostamente irmã do rei António I do Congo (localizado na atual Angola).
D José do Patrocínio: militar brasileiro da Marinha de Guerra do Brasil, líder da Revolta da Chibata (1910). Conseguiu fazer com que a Marinha de Guerra do Brasil deixasse de aplicar a pena de açoite aos marujos (negros, em sua maioria).
E João Cândido Felisberto: foi ator, diretor e dramaturgo e levava a militância negra aos palcos, através de uma série de montagens teatrais de temática afro-brasileira com o seu Teatro Profissional do Negro no qual abordava o racismo e o preconceito racial.

Assinale a alternativa correta quanto à História da indústria brasileira.

A As fábricas brasileiras, entre 1808 e 1840, utilizavam apenas trabalhadores livres, pois a mão de obra escrava era desqualificada para o trabalho industrial.
B Cerca de 77 fábricas registradas entre 1808 e 1840 seriam consideradas verdadeiras indústrias aos moldes da Revolução Industrial Inglesa da segunda fase.
C No período colonial, havia no Brasil uma indústria para consumo interno voltada, principalmente, para a indústria têxtil, vidros, cerveja, vinagre, galões de ouro e prata.
D A década de 80 ficou conhecida como a "década perdida" para a economia brasileira devido à retração econômica da indústria.
E A estrutura da indústria no Brasil estagnou a partir da década de 1930, especialmente com Getúlio Vargas, que se preocupava apenas com uma política populista.