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De acordo com a Lei nº 8.069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente –, a criança e o adolescente em programa de acolhimento institucional ou familiar poderão participar de programa de apadrinhamento. Sobre esse programa, é correto afirmar que

A o apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao adolescente vínculos internos à família para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu desenvolvimento nos aspectos social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro.
B o apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao adolescente vínculos internos à família para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu desenvolvimento no aspecto financeiro.
C podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 18 (dezoito) anos não inscritas nos cadastros de adoção.
D podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 18 (dezoito) anos inscritas nos cadastros de adoção.

A estrutura gramatical da Libras é composta por quantos parâmetros e quais são eles?

A 3 Parâmetros: vida social, articulação e expressão corporal.
B 5 Parâmetros: configuração de mão, ponto de articulação, movimento, orientação/direcionalidade e
expressão facial/corporal.
C 4 Parâmetros: expressões, vida social, literatura surda e política.
D 5 Parâmetros: artefato cultural, linguístico, experiência visual, artes visuais e familiar.

Sobre o código de ética do intérprete de Libras, é correto afirmar que

A prevê que o intérprete não tem como função intermediar um processo interativo que envolve determinadas intenções conversacionais e discursivas, mas sim participar de todas as conversas.
B orienta que a ética não necessariamente deve estar na essência desse profissional.
C é um instrumento que orienta o profissional intérprete na sua atuação. A sua existência justifica-se a partir do tipo de relação que o intérprete estabelece com as partes envolvidas na interação
D orienta que, durante as interações, o intérprete não precisa ter uma grande responsabilidade pela veracidade e fidelidade das informações, ficando a cargo dele limitar as conversas.

“Um papagaio fazia parte da família, eu ficava intrigada e imaginando por que todos falavam mais com o papagaio do que comigo, neste período começaram as dúvidas, sem imaginar que eu podia ser diferente, não me lembro se sabia os nomes das pessoas, demorei muito para entender que eu, as pessoas, as coisas tinham nomes.” (VILHALVA, 2001, p. 12 apud STROBEL, 2008). A qual artefato cultural o relato apresentado se refere?

A Configuração de mão.
B Linguístico.
C Vida social e esportiva.
D Familiar.

Lucas passou por uma vitrine e viu uma mercadoria no valor de R$ 56,00. Como naquele momento Lucas não tinha dinheiro, voltou na semana seguinte e viu que a mesma mercadoria tinha passado a custar R$ 68,00. Qual foi o aumento que o preço antigo dessa mercadoria sofreu, aproximadamente?

A 21,4%.
B 20,2%.
C 18,8%.
D 16,0%.

Considerando o Microsoft Windows 7, versão em português, a funcionalidade “Criar uma imagem do sistema” está disponível em qual utilitário?

A Ferramenta de Captura.
B Personalizar os ícones na barra de tarefas.
C Digitalizar um documento ou imagem.
D Backup e restauração.
Texto associado
O
cortador de piada

Por Paulo
Pestana

Contar piada é
uma arte. Há o contador
minucioso, que entra em detalhes, sai do
trilho e,
quando menos se espera, volta para o
arremate,
normalmente rindo mais do que quem ouve a
história pela primeira vez; há o conciso,
que usa
poucas frases e normalmente é cortante,
frequentemente maldoso; o histriônico, que
muda
a voz, se levanta, interpreta e exagera, o
pornográfico, que acha palavrão engraçado, o
verborrágico, que emenda uma piada na outra,
entre muitos outros.
Toda boa roda
de botequim tem que ter algum
contador de anedota de repertório amplo,
memória
prodigiosa e paciência. Ainda mais se de vez
em
quando aparecer na conversa um outro
personagem, o cortador de piada. Sim; um
conta,
o outro corta, normalmente se introduzindo
na
história alheia, estragando o final.

Toda boa
piada tem seu clímax no final. Não
é como um conto, uma narrativa, um cordel ou
até
mesmo um ‘causo’, quando a graça, muitas
vezes,
está no desenvolvimento da ação. O fecho da
piada tem que ser surpreendente, definitivo,
deve
conter toda graça em poucas palavras que
muitas
vezes torcem a lógica exposta
anteriormente.
O cortador de
piada é também conhecido
como o chato. Por mais velho que seja o
chiste, é
preciso respeitar o contador, ainda que não
seja
dos mais cativantes, que não tenha o brilho
e a
graça de um Chico Anísio. O cortador muitas
vezes interrompe a narrativa sem a menor
cerimônia, com aquela inocência insuportável
dos
enjoados — o chato de verdade nunca é
proposital; é um traço de caráter inato, o
que só
piora a situação.
Mas há
situações piores, quando o chato se
transforma no ladrão de piada. Também
querendo
dominar o ambiente, o ladino se apodera da
história alheia e conta o final, deixando o
dono da
anedota com a boca aberta e sem ter o que
dizer.
Foi o que aconteceu, não faz muito tempo,
num
famoso boteco da W2 Sul — ou melhor, famoso
para nós, frequentadores, já que não sai nas
colunas de jornal.
A noite ainda
era juvenil, mas aquela turma
dava impressão de estar por ali desde o café
da
manhã, tamanha a animação. Cascos vazios de
cerveja já tinham enchido um engradado e já
eram
colocados com a boca para baixo, entre os
outros.
Um dos rapazes começou a contar uma piada
comprida e que era constantemente
interrompida
por comentários diversos por outro
sujeito.

Havia interessados na narrativa, até
porque
é
uma piada sobre advogados, e os causídicos
são
fregueses habituais do estabelecimento. O
chato
não sossegava, queria ser o centro das
atenções
e diante de tantos ‘psius’ pedindo silêncio,
disparou:

— Que tatu? Não vi nenhum tatu por
aqui!

E se contorcia como o Orlando Furioso,
da
ópera de Vivaldi. Ele havia contado o fim da
piada
numa cena que só pode ser explicada pelo
alto
nível etílico daquela mesa, quando o tempo
fechou
como uma final com Grenal. Até hoje tem
gente
querendo saber como a piada chegaria ao
tatu,
mas tem medo de perguntar.

Adaptado de:
http://df.divirtasemais.com.br/app/noticia/m
aisleitor/ 2019/12/06/noticia-mais-
leitor,162065/cronica-o-cortador-
depiada.shtml. Acesso em: 10 dez. 2019.

Em “Não é como um conto, uma narrativa, um cordel ou até mesmo um ‘causo’ , quando a graça, muitas vezes, está no desenvolvimento da ação.”, as aspas foram utilizadas no termo destacado para

A indicar uma palavra estrangeira que foi incorporada ao vocabulário nacional.
B marcar a informalidade do termo.
C manifestar uma ironia, ou seja, afirmar o contrário do que foi exposto.
D dar destaque para o termo que é mais essencial à compreensão da frase.

Considerando as representações dos sujeitos surdos ao longo da história, é correto afirmar que, respectivamente, passaram pela seguinte ordem:

A 1) os surdos narrados como independentes; 2) os surdos narrados como autônomos; 3) os surdos narrados como doentes.
B 1) os surdos narrados como ricos e abastados; 2) os surdos narrados como religiosos; 3) os surdos narrados como necessitados de doações.
C 1) os surdos narrados como deficientes e patológicos; 2) os surdos narrados como “coitadinhos” que precisam de ajuda para se promoverem, se integrarem; 3) os surdos narrados como sujeitos com experiências visuais.
D 1) os surdos narrados como emancipados intelectualmente; 2) os surdos narrados como uma organização mundial; 3) os surdos narrados como dependentes de ajuda.