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O Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do país, é uma referência nacional e internacional de política pública no combate à pobreza. Sua construção institucional colaborou para

A acentuar a dependência das mulheres com relação aos seus parceiros devido ao crescimento da família.
B apoiar a integração de políticas sociais, especialmente de assistência social, saúde e educação.
C favorecer famílias com dinheiro do Estado, uma vez que não há controle sobre as informações dos beneficiários.
D manter no poder determinados grupos políticos que cobram votos em troca da liberação do benefício.
E coibir o consumo e a aquisição de bens por parte da população mais pobre que se torna beneficiária do programa.

Um dos temas mais controversos em Macroeconomia é a determinação das taxas de variação do PIB real e do nível de emprego. No trecho seguinte, Keynes sintetiza sua teoria de determinação do nível de emprego e dos ciclos econômicos nas economias capitalistas. Não é, portanto, a desutilidade marginal do trabalho, expressa em termos de salários reais, que determina o volume de emprego, exceto no caso em que a oferta de mão de obra disponível a certo salário real fixe um nível máximo de emprego. A propensão a consumir e o nível do novo investimento é que determinam, conjuntamente, o nível de emprego, e é este que, certamente, determina o nível de salários reais, e não o inverso. KEYNES, J. M. Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda . São Paulo: Nova Cultural, 1996 [1936], capítulo 3. Adaptado. No trecho citado, Keynes argumenta que o nível de emprego nas economias capitalistas depende, fundamentalmente, da(o)

A demanda efetiva
B carga tributária
C oferta agregada
D salário real
E salário nominal

No livro “Desenvolvimento e Estagnação: o Debate entre Desenvolvimentistas e Liberais Neoclássicos”, o economista André Nassif compara as formas distintas através das quais se manifesta o fenômeno da chamada “doença holandesa”. A chamada doença holandesa ( Dutch disease ), como sugere a expressão, acometeu a Holanda nos anos 1960, quando foram descobertas consideráveis reservas de gás natural. Com mercados relativamente desregulados, o aumento da rentabilidade esperada acabou provocando forte realocação dos recursos produtivos da economia para o setor de recursos naturais não renováveis, reduzindo os investimentos na indústria manufatureira do país. Em 1977, a revista The Economist cunhou a expressão “doença holandesa” em alusão ao fenômeno […]. De acordo com a concepção novo-desenvolvimentista, a doença holandesa na periferia latino-americana e em diversos outros países em desenvolvimento, ao invés de replicar a forma clássica que afetou a Holanda, assume a forma concebida originalmente por Gabriel Palma. Nesse novo conceito de doença holandesa, o aumento da participação do setor de commodities na estrutura produtiva e na cesta exportadora resulta do conjunto de reformas econômicas liberalizantes (liberalização comercial, abertura ao fluxo internacional de capitais de curto prazo etc.), adotadas sob a forma de tratamento de choque, haja vista a intensidade e rapidez com que foram implementadas a partir da década de 1990. NASSIF, A. Desenvolvimento e Estagnação: o Debate entre Desenvolvimentistas e Liberais Neoclássicos. São Paulo: Contracorrente, 2023. p. 219; 283-284. Adaptado. Para os países fortemente dependentes das exportações de produtos primários e outras commodities, como o Brasil, nos períodos de boom de preços desses produtos nos mercados globais, a doença holandesa acarreta

A sobrevalorização das moedas nacionais em relação ao dólar e desindustrialização.
B sobrevalorização da moeda nacional em relação ao dólar e aumento da participação dos serviços de alta tecnologia no PIB.
C subvalorização das moedas nacionais em relação ao dólar e aumento da participação do setor manufatureiro no PIB.
D subvalorização da moeda nacional em relação ao dólar e fuga de capitais estrangeiros.
E subvalorização da moeda nacional em relação ao dólar e aumento da produtividade média agregada.

No trecho seguinte, Maria da Conceição Tavares alude à “substituição de importações” como força deflagradora do processo de industrialização no Brasil. Este período, desde a crise [dos anos 1930] até o começo da década de 1950, seria o único que poderia merecer, com certa propriedade, a designação de “substituição de importações”, dado que, a partir de uma capacidade para importar que diminui em termos absolutos, conseguiu-se promover um intenso crescimento da produção industrial. TAVARES, M. C. Acumulação de Capital e Industrialização no Brasil . 3. ed. Campinas, SP: UNICAMP, 1998. p.128-129. Na interpretação clássica da autora, a origem da industrialização por substituição de importações, no Brasil, está relacionada à

A expansão da economia cafeeira no final do século XIX.
B diversificação do setor industrial a partir da década de 1920.
C difusão do trabalho assalariado, que se seguiu à Abolição da escravatura.
D crise do setor cafeeiro, no período imediatamente posterior ao crash de 1929.
E política de sustentação dos preços externos do café, inerente ao Acordo de Taubaté.

Como uma consequência do processo de desenvolvimento das práticas orçamentárias, o orçamento-programa ultrapassa a fronteira do orçamento como simples documento financeiro, aumentando sua dimensão. Nesse sentido, ao estruturar a sua adoção, o gestor de um ente público deve levar em conta que o orçamento-programa

A deve ter foco direcionado ao controle dos objetos de gasto.
B exige a identificação das alternativas viáveis para solucionar os problemas.
C é planejado com ênfase no desempenho individualizado das instâncias da estrutura organizacional.
D é um modelo que relativiza a quantificação de objetivos e a fixação de metas.
E requer mecanismos de participação social para se legitimar.

Considere o texto a seguir, que apresenta alguns dados relativos ao PLOA da União para 2024. O Projeto da Lei Orçamentária (PLOA) de 2024 previa despesas de R$ 5,5 trilhões, mas a maior parte é para o refinanciamento da dívida pública. O salário mínimo previsto no texto foi de R$ 1.421,00, mas o valor deve ficar menor em função da variação do INPC. Isso porque a regra de reajuste do mínimo prevê a correção pelo INPC mais a variação do PIB do ano anterior. Se o INPC cai, o reajuste também é menor. O relator do PLOA acolheu 7.900 emendas parlamentares individuais, de bancadas estaduais e de comissões no valor de R$ 53 bilhões. As despesas primárias do governo têm o limite de R$ 2 trilhões por causa do novo regime fiscal. A meta fiscal é de zerar o déficit público. A meta é considerada cumprida se ficar acima ou abaixo de zero em R$ 28,8 bilhões. Destaca-se que o orçamento do Ministério do Turismo aumentou mais de oito vezes e o do Esporte, mais de 4 vezes. Isso porque eles concentram emendas parlamentares. Já o Ministério da Educação terá R$ 112,5 bilhões e o da Saúde, R$ 218,3 bilhões, o que, segundo o relator do PLOA, atende os pisos constitucionais para essas áreas. CONGRESSO NACIONAL. Agência Câmara de Notícias. Orçamento de 2024 prevê despesas de R$ 5,5 trilhões, a maior parte para refinanciar a dívida pública. Disponível em: https:// www.camara.leg.br/noticias/1028308-orcamento-de-2024-preve-despesas-de-r-55-trilhoes-a-maior-parte-para-refinanciar-a- -divida-publica. Acesso em: 14 mar. 2024. Adaptado. À luz do texto e dos conceitos e regras das etapas que abrangem o planejamento e a execução das despesas públicas, constata-se que

A as despesas fixadas no orçamento são alteradas em geral por emendas parlamentares, ao longo do exercício.
B despesas individualmente fixadas na LOA devem ser ajustadas pela inflação mais a variação do PIB do ano anterior.
C despesas programadas para o refinanciamento da dívida pública não são passíveis de ajustes.
D despesas sujeitas a valor mínimo de aplicação não devem ser objeto de emendas parlamentares.
E enquanto a meta de resultado primário é definida na LDO, as despesas primárias são especificadas na LOA.

Os planos de benefícios previdenciários de entidades fechadas oferecem segurança financeira aos servidores, por meio de diversas modalidades e patrocínios. Conhecer as regras é fundamental para garantir a compreensão e eficácia do plano, assegurando estabilidade e confiança para uma aposentadoria financeiramente segura. Nesse sentido, o plano de previdência complementar dos servidores do executivo tem como regra que

A para cada R$ 1,00 que o servidor deposita mensalmente na reserva individual em contribuições regulares, o órgão também destina R$ 1,00 com limites específicos sobre o salário de participação.
B para o plano de contribuição definida, há risco atuarial para a entidade patrocinadora, dadas as estimativas do passivo com base em hipóteses atuariais.
C um servidor, ao aderir aos planos Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), pode deduzir o valor das contribuições em até 12% da renda bruta anual na declaração do imposto de renda.
D como é classificado como Plano Ativo Alternativo, acessível a qualquer pessoa individualmente, um futuro servidor pode contribuir antes mesmo de assumir o cargo.
E parte dos lucros e rendimentos pode ser compartilhada com a entidade de previdência complementar e com cada um dos servidores.

O esforço exercido por um gestor não é observável para acionistas e credores nas empresas em que há separação da propriedade e do controle. Nesse sentido, o desafio da contabilidade financeira é fornecer uma medida informativa do desempenho gerencial. Tal medida permite contratos de incentivos eficientes para motivar o esforço dos gestores e proteger os credores e acionistas do oportunismo dos gestores. Nesse contexto, o tipo de assimetria de informação presente é a(o)

A seleção adversa
B aversão ao risco
C relação de agência
D custo de agência
E risco moral

A integração vertical proporciona uma discussão latente nos mercados regulados. A teoria econômica também é intensiva no tratamento do tema. Para a teoria, em sua fase inicial, as decisões da firma (organização) acerca da viabilidade da verticalização devem considerar que

A a especificidade dos ativos é importante.
B vai haver substituição de contratos completos por contratos incompletos em um ambiente de incertezas.
C uma integração vertical, operacionalizada de forma hierárquica, apresenta baixos níveis de controle.
D os custos de produção serão absorvidos e transformados em custos de transação.
E a primeira integração vertical deve ser para frente, quando a firma vai agregar internamente as etapas da cadeia de valor que estão próximas aos fornecedores e às matérias-primas, aproximando-se do início da cadeia de valor.

Nos mercados regulados, após a implantação da contabilidade regulatória, as devidas particularidades dos sistemas regulatório e societário podem fazer notar diferenças na conciliação de alguns tipos de contas. Excetuando-se as possíveis distinções e peculiaridades de cada um desses mercados, tratando-os de forma geral, essa conciliação entre ambos os sistemas deve apontar para

A critérios de mensuração e ativos iguais
B uma alteração da realidade econômica para o mercado acionário
C a impossibilidade da mensuração e valoração dos ativos regulatórios
D as eventuais inconsistências/inconformidades verificadas nos registros da contabilidade societária
E resultados e patrimônios diferenciados