Texto para as questões de 1 a 9.
1 Segundo diretriz da Organização Mundial de Saúde
(OMS), o consumo de açúcar entre adultos e crianças não
deve passar de 50 gramas por dia, ou seja, a ingestão desse
4 produto deverá ser de, no máximo, 5% do valor energético
total consumido no dia. Faz parte dessa recomendação o
consumo de açúcares adicionados às preparações na
7 indústria e dos naturalmente presentes nos alimentos,
como o mel e o dos sucos de frutas. A recomendação da
OMS visa ao controle de dois grandes problemas de saúde
10 pública: o avanço da obesidade e do sobrepeso e o aumento
do aparecimento da cárie dentária, que, além da cavitação
dentária, causa, em seu último grau, a perda do elemento
13 dentário. A cárie também causa dor, ansiedade, limitação
funcional, incluindo‐se a baixa frequência e o mau
desempenho escolar em crianças, e desvantagem social.
16 Ademais, é preciso considerar que o tratamento das
doenças bucais é caro, seja para o indivíduo, seja para o
Estado, logo a prevenção é a conduta a ser adotada.
19 Os profissionais de saúde, em especial os
cirurgiões‐dentistas, precisam destinar uma parte de seus
atendimentos à educação em saúde bucal, abordando
22 temas como uma correta higienização, o consumo de
bebidas carbonatadas, que promovem a erosão dentária
por meio da desmineralização da superfície dentária, além
25 do alto consumo, principalmente entre os adolescentes e
jovens adultos, de bebidas isotônicas e energéticas, que
possuem elevado teor de açúcar e provocam a fragilização
28 do esmalte dentário, devido ao seu pH ácido. A quantidade
de açúcar invisível presente nas bebidas açucaradas
também deve ser discutida com os pacientes, bem como os
31 benefícios da adoção de uma dieta saudável.
Outra informação relevante diz respeito à presença
de flúor na água que se bebe. No Brasil, por medida de
34 saúde pública, a água da rede de saneamento básico é
fluorada, mas as águas minerais não são. Também é preciso
considerar que, embora a exposição ao flúor reduza a cárie
37 dentária, retardando o processo de cavitação, a redução de
consumo de açúcares é considerada o principal fator
protetor do aparecimento de cáries.
Internet: (com adaptações).
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Um trabalhador recebe um salário bruto de R$ 1.500,00 por mês. Em determinado mês, foi acrescentada uma comissão de 10% a seu salário e, após esse acréscimo, teve 25% de descontos, restando o salário líquido.
São vedados o registro e a inscrição de
É brasileiro
Sabendo‐se que vale a implicação A ˅ B → C, então também vale a implicação
Um ano não bissexto possui 365 dias. Se o dia 1.º/1 desse ano caiu em uma terça‐feira, então o dia 31/12 cairá em uma
Segundo o objeto, são categoria residual que congrega inclusive atividade de fiscalização, quando essa atribuição for de ente federativo a que se vinculem, as autarquias
Texto associado
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso se substituísse
Assinale a alternativa que apresenta a quantidade de anagramas da palavra PARAGUAI que não começam com vogal.
O jornal impresso foi o primeiro meio de comunicação a ser massificado, entre o final do século XIX e o início do século XX. Mesmo com algumas particularidades, a imprensa brasileira também passou por esse processo a partir do período republicano. Considerando essas informações, assinale a alternativa correta
Texto associado
Texto para as questões de 1 a 9.
1 No século XIX, o cientista americano W. D. Miller foi o primeiro autor a apontar o consumo de açúcares como fator
causal da cárie dentária. No século XX, na década de 1960, Paul Keyes, dentista e pesquisador, consolidou o conceito da
tríade “microrganismo, hospedeiro e dieta”. A partir de então, o número de trabalhos na área foi crescendo
4 progressivamente, em quantidade e abordagem, e muitos correlacionam os micro e macronutrientes à formação e
manutenção dos tecidos orais e, consequentemente, à conservação da saúde.
Uma dieta equilibrada está correlacionada ao estado de saúde oral (na manutenção da saúde dos tecidos
7 periodontais e elementos dentários), bem como à qualidade e quantidade de saliva. O inverso também é verdadeiro.
Indivíduos com doenças orais, como ausências dentárias, comprometimento periodontal, xerostomia, lesões com
sintomatologia dolorosa, apresentam dificuldade na ingestão alimentar. Assim, pode‐se afirmar que a nutrição afeta a
10 saúde bucal, e a saúde bucal afeta a nutrição.
A dieta influencia a cavidade oral ainda no período embrionário e durante toda a vida do indivíduo. Durante o
período de formação do embrião, a insuficiência de vitaminas e minerais pode provocar deficiência no crescimento
13 mandibular, malformação dentária, bem como baixa absorção proteica, o que pode levar à atrofia das papilas gustativas,
alteração na cementogênese e dentinogênese e hipoplasia de esmalte. Já o consumo excessivo de gorduras pode causar
degeneração do parênquima glandular, além da hipossalivação da parótida.
16 A alimentação está diretamente relacionada também com o aparecimento da cárie dentária, que requer a tríade
presença de bactéria, do açúcar ou de outros carboidratos fermentáveis e da secreção salivar. Assim, os metabólitos da
transformação dos açúcares pelas bactérias promovem a desmineralização dos tecidos do dente (esmalte e dentina),
19 afetando o seu componente proteico, o que resulta na sua deterioração.
O clássico estudo com os inuítes, membros da nação indígena esquimó do Alasca, corrobora a tese de que o alto
consumo de carboidratos aumenta a incidência de cáries dentárias, dada a verificação de baixa incidência de cáries nessa
22 população. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda baixo consumo de açúcar, até 5% do consumo total diário,
em virtude da forte associação entre esse alimento e a presença de cáries. Uma alimentação saudável também é capaz de
prevenir a formação de cáries. Indica‐se, para tanto, o consumo de queijos com propriedades cariostáticas; de leite,
25 por conter cálcio, fósforo e caseína; de fibras, castanhas e gomas de mascar sem açúcar, por estimularem a salivação; além
do chá preto, por aumentar a concentração de flúor.
Uma alimentação com quantidades adequadas de vitamina A, que participa da formação das
28 glicoproteínas/mucinas, também exerce um importante fator de proteção contra a formação das cáries.
Outra condição influenciada pelo estado nutricional é a formação do esmalte dentário, que depende das vitaminas
A e D e do consumo energético e proteico. Já o baixo consumo de ácido fólico, vitamina C e cálcio pode agravar as
31 doenças periodontais.
Internet: (com adaptações).
1 No século XIX, o cientista americano W. D. Miller foi o primeiro autor a apontar o consumo de açúcares como fator
causal da cárie dentária. No século XX, na década de 1960, Paul Keyes, dentista e pesquisador, consolidou o conceito da
tríade “microrganismo, hospedeiro e dieta”. A partir de então, o número de trabalhos na área foi crescendo
4 progressivamente, em quantidade e abordagem, e muitos correlacionam os micro e macronutrientes à formação e
manutenção dos tecidos orais e, consequentemente, à conservação da saúde.
Uma dieta equilibrada está correlacionada ao estado de saúde oral (na manutenção da saúde dos tecidos
7 periodontais e elementos dentários), bem como à qualidade e quantidade de saliva. O inverso também é verdadeiro.
Indivíduos com doenças orais, como ausências dentárias, comprometimento periodontal, xerostomia, lesões com
sintomatologia dolorosa, apresentam dificuldade na ingestão alimentar. Assim, pode‐se afirmar que a nutrição afeta a
10 saúde bucal, e a saúde bucal afeta a nutrição.
A dieta influencia a cavidade oral ainda no período embrionário e durante toda a vida do indivíduo. Durante o
período de formação do embrião, a insuficiência de vitaminas e minerais pode provocar deficiência no crescimento
13 mandibular, malformação dentária, bem como baixa absorção proteica, o que pode levar à atrofia das papilas gustativas,
alteração na cementogênese e dentinogênese e hipoplasia de esmalte. Já o consumo excessivo de gorduras pode causar
degeneração do parênquima glandular, além da hipossalivação da parótida.
16 A alimentação está diretamente relacionada também com o aparecimento da cárie dentária, que requer a tríade
presença de bactéria, do açúcar ou de outros carboidratos fermentáveis e da secreção salivar. Assim, os metabólitos da
transformação dos açúcares pelas bactérias promovem a desmineralização dos tecidos do dente (esmalte e dentina),
19 afetando o seu componente proteico, o que resulta na sua deterioração.
O clássico estudo com os inuítes, membros da nação indígena esquimó do Alasca, corrobora a tese de que o alto
consumo de carboidratos aumenta a incidência de cáries dentárias, dada a verificação de baixa incidência de cáries nessa
22 população. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda baixo consumo de açúcar, até 5% do consumo total diário,
em virtude da forte associação entre esse alimento e a presença de cáries. Uma alimentação saudável também é capaz de
prevenir a formação de cáries. Indica‐se, para tanto, o consumo de queijos com propriedades cariostáticas; de leite,
25 por conter cálcio, fósforo e caseína; de fibras, castanhas e gomas de mascar sem açúcar, por estimularem a salivação; além
do chá preto, por aumentar a concentração de flúor.
Uma alimentação com quantidades adequadas de vitamina A, que participa da formação das
28 glicoproteínas/mucinas, também exerce um importante fator de proteção contra a formação das cáries.
Outra condição influenciada pelo estado nutricional é a formação do esmalte dentário, que depende das vitaminas
A e D e do consumo energético e proteico. Já o baixo consumo de ácido fólico, vitamina C e cálcio pode agravar as
31 doenças periodontais.
Internet: (com adaptações).