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Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas nas redes sociais, pude atestar que sempre estivemos em busca de histórias. Era uma vez, num tempo não tão distante, um lugar onde as pessoas se acotovelavam diante de uma fileira de folhas soltas, penduradas em um varal. Era a feira da cidade. Ou a praça pública onde as pessoas se reuniam costumeiramente. Curiosas e ávidas por uma boa história, elas queriam saber das novidades, do que acontecia ali perto e lá longe, em um lugar desconhecido, que sabiam existir mesmo sem nunca terem visto. Assim nasceram os cordéis, histórias e notícias soltas balançando ao sabor do vento, impressas em tipos cuidadosamente organizados para prender o leitor àquela narrativa e fazer com que, na semana seguinte, lá estivesse ele de novo, em busca de se conectar com o mundo. Corta para o século XXI. Alguém está diante de uma tela de luz azulada e clica de um quadro para outro em busca das notícias, que também estão soltas, e ainda permanecem sendo produzidas cuidadosamente para que, no minuto seguinte, a pessoa busque por mais e mais informações sobre aquele tema. Ou se perca nos quadrados, clicando em atalhos a ponto de esquecer qual foi o fio da meada. Como podemos observar, o cordão que nos une continua sendo um só: as histórias. Reais ou imaginárias, fatos ou ficção, informação ou fake news, estamos em busca de conexão, razão e sentido para entendermos o que acontece, e principalmente, o que nos acontece. Essas reflexões fizeram parte do meu cotidiano durante os últimos quatro anos, tempo em que me dediquei à pesquisa sobre cordéis brasileiros, paixão que herdei de meu pai, sertanejo amante de uma boa peleja. Elas originaram a obra “Heróis e heroínas do cordel”, meu novo livro, que acabou de sair pela Companhia das Letrinhas. Em busca das histórias ancestrais que arrebataram meu pai e muitas gerações antes (e depois) dele, me deparei com muitos relatos de que eram os cordéis que representavam “...para as classes pobres (...) o que hoje é mais ou menos a internet para todos nós”, como diz o grande artista e pesquisador da cultura popular Antônio da Nóbrega no posfácio do livro. Juntei as pontas do meu traçado como pesquisadora, unindo as histórias de tradição oral, foco da minha pesquisa, ao jornalismo, ofício que escolhi seguir há mais de 30 anos. “Vendidos nas feiras livres/ Pendurados num cordão/ Esses livretos viraram/ O jornal da região/ Levando conhecimento/ Àquela população”, diz o famoso cordelista Moreirade Acopiara, autor de mais de 100 cordéis, em seu “Beabá dos cordéis”. Da morte de Getúlio Vargas às façanhas de Lampião, chegando até à Covid-19, é possível encontrar o registro da História do Brasil e do mundo nos livretos, que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural. Em 2018, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) declarou a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, o mais justo reconhecimento à literatura que ajudou a moldar a formação literária de tantos brasileiros como Ariano Suassuna, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, por exemplo. Essas narrativas, primorosamente construídas em seis versos com sete sílabas, como a maioria dos cordéis ancestrais foi escrita, contam bem mais do que os fatos ocorridos no país, revelam sobre o nosso povo, sobre a maneira como vemos, lemos e construímos as nossas histórias. Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas nas redes sociais, que usam os vídeos, dancinhas e memes como recursos imagéticos para nos colocar no centro da história, pude atestar que sempre estivemos em busca da mesma matéria: a narrativa que emociona, inquieta, horroriza, faz pensar. A história que impacta, que revela nossas facetas e nos conta como somos semelhantes, mesmo quando escolhemos contar a nossa história sob o ponto de vista que nos interessa e nos favorece. E por que escolhi as histórias que tratam de heróis e heroínas? Não bastasse que elas sejam a grande matriz de todas as histórias, como diz o mitólogo Joseph Campbell, observei que as nossas notícias seguem na primeira página quando narram feitos extraordinários, para o bem e para o mal. O cotidiano e suas pequenezas que servem de mote e inspiração aos cronistas acabam ocupando as páginas internas, e não ascendem às manchetes por serem próximas demais das nossas miudezas como seres humanos. Queremos outras experiências, que nos levem a outros mundos e nos apresentem outras possibilidades e realidades. Como num videogame , queremos ser muitos e fazer diversas escolhas, e por isso já estamos aguardando ansiosamente o metaverso, porque a realidade não tem sido nada, nada encantadora. Descobrir beleza no meio da pandemia, sabemos por experiência própria, não é nada mágico... Ao me deparar com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel – que hoje se manifestam com a mesma força e brilhantismo nos SLAMs – e me pergunto onde se escondeu o encanto da verdadeira guerra das palavras que transforma. Talvez estejamos em guerra conosco mesmos, e nessa babel de vozes, nos demos conta de que perdemos as nossas, e então, tomamos emprestado narrativas alheias (no sentido literal, que alienam mesmo). Os cordéis deram voz aos nossos antepassados, que nunca se calaram mesmo sendo analfabetos, muito pelo contrário, se empoderaram de suas histórias como um motor de expressão. Penso que talvez tenhamos de nos enxergar como heróis e heroínas que estamos resistindo a esses tempos em que somos empanturrados de narrativas que nos calam e nos distraem do nosso verdadeiro propósito,que é seguir entendendo as razões pelas quais estamos aqui, ajudando uns aos outros a enfrentar nossas batalhas. O cordão que nos une é feito dessa teia que devemos tecer juntos, como raça humana. São essas histórias que precisamos ler, escrever, curtir, contar e compartilhar. (ALVES, Januária Cristina. Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem. Nexo, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2021/Os-cord%C3%A9is-eas-not%C3%ADcias-a-rede-e-o-fio-que-nos-unem. Acesso em: 02/11/2021. Adaptado.)

No enunciado “ Ao me deparar com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel [...]” (7º§), a oração destacada é conhecida como oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo. Assinale a afirmativa que contém essa mesma oração na sua adequada forma desenvolvida .

A “Quando me deparo com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel [...]”
B “Conforme me deparo com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel [...]”
C “Apesar de me deparar com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel [...]”
D “De modo que me deparo com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel [...]”
E “A na?o ser que me depare com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel [...]”

Um laboratório coleta amostras sanguíneas de seus clientes para fazer exames em tubos de 2 ml, 4 ml ou 6 ml. Sabe-se que para o hemograma completo são utilizados tubos de 6 ml; para exame toxicológico tubos de 4 ml; e, para exames de tipagem sanguínea, tubos de 2 ml; todos preenchidos completamente pela amostra retirada do paciente. Considere que em uma semana de trabalho os técnicos desse laboratório coletaram um total de 28,08 litros de sangue, utilizando a mesma quantidade de cada um dos tubos na distribuição dos exames realizados. Podemos afirmar que o número de exames toxicológicos realizados nessa semana está compreendido entre:

A 1 e 2.000.
B 2.001 e 4.000.
C 4.001 e 6.000.
D 6.001 e 8.000.
E 8.001 e 15.000.

O sangue humano é formado de elementos celulares e de plasma, que representam 45% e 55% de sua composição, respectivamente. O plasma sanguíneo consiste em uma solução aquosa, cuja composição é 95% de água e 5% de proteínas, sais, hormônios, gases, excreções e nutrientes. Com base nessas informações, conclui-se que uma amostra sanguínea de 120 mililitros possui qual volume de água?

A 51,3 ml
B 52,5 ml
C 59,4 ml
D 62,7 ml
E 66,0 ml

Considere que são verdadeiras as seguintes premissas: • P1 : doar sangue não faz mal à saúde; • P2 : doar sangue faz mal à saúde ou José não é doador de sangue; e, • P3 : se Marcelo é doador de medula, então José é doador de sangue. A partir dessas premissas, pode-se afirmar que é verdadeira a seguinte informação:

A Jose é doador de sangue e Marcelo é doador de medula.
B Doar sangue faz mal à saúde e José na?o é doador de sangue.
C Se Marcelo não é doador de medula, então José é doador de sangue.
D Se doar sangue faz mal à saúde, enta?o Marcelo na?o é doador de medula.
E Doar sangue na?o faz mal à saúde, Marcelo na?o é doador de medula e José é doador de sangue.

Durante um exame a ser realizado com uma amostra laboratorial, o técnico responsável utilizou 12 mililitros de reagente para obter a reação desejada em uma amostra de volume

V. Caso esse técnico obtenha uma amostra de volume, em mililitros, igual a V + 12, a quantidade de reagente deverá ser aumentada em 8%. Considerando que a proporção amostra-reagente mantém-se inalterada em ambos os casos, qual é o volume V da primeira amostra?

A 150 ml
B 180 ml
C 200 ml
D 210 ml
E 240 ml

A função social da Hemobrás é garantir aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) o fornecimento de medicamentos hemoderivados ou produzidos por biotecnologia. Para isso, compete à Hemobrás, em conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde, EXCETO:

A Avaliar a qualidade do serviço e do plasma a ser fracionado.
B Captar, armazenar e transportar plasma para fins de fracionamento.
C Controlar e monitorar o processo de doação e transplantes realizados no país.
D Desenvolver programas de intercâmbio com órgãos ou entidades nacionais e estrangeiras.
E Fabricar produtos biológicos e reagentes obtidos por engenharia genética, ou por processos biotecnológicos na área de hemoterapia.

Analise as afirmativas a seguir.

I. Tratamento : toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem à coleta; produção; recepção; classificação; utilização; acesso; reprodução; transmissão; distribuição; processamento; arquivamento; armazenamento; eliminação; avaliação ou controle da informação; modificação; comunicação; transferência; e, difusão ou extração.

II. Dado anonimizado : utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis no momento do tratamento, por meio dos quais um dado perde a possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo.

III. Controlador : pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do operador.

IV. Dado pessoal sensível : dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou à organização de caráter religioso, filosófico ou político; dado referente à saúde ou à vida sexual; dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural. Considerando o que dispõe a Lei nº 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, está correto o que se afirma apenas em

A I e III.
B I e IV.
C II e III.
D III e IV.
E I, II e IV.

A redação oficial contempla um conjunto de normatizações que guiam as organizações públicas na produção de atos normativos e na comunicação com demais órgãos e a sociedade como um todo. Sobre o expediente memorando, de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República (2002/2018), assinale a afirmativa correta.

A A partir de 2002, o termo memorando foi abolido e substituído pelo termo ofício.
B A partir de 2018, o termo memorando voltou a ser utilizado pelos diversos órgãos do Poder Executivo.
C Trata-se de um expediente utilizado, exclusivamente, para as comunicações entre órgãos diferentes ou entre poderes.
D É a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes.
E Aviso e memorando são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. O aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado e o memorando é expedido para e pelas demais autoridades.

O processo de comunicação entre os mais diferentes órgãos e setores da Administração Pública brasileira é intenso. O setor público necessita interagir, informar, orientar e prestar contas de seus atos à toda a sociedade, além das comunicações internas realizadas entre os inúmeros órgãos e instâncias governamentais. Para dar suporte a esta demanda, a Administração Pública dispõe de diferentes tipos de expedientes. São consideradas características estruturais do padrão ofício, segundo o Manual de Redação da Presidência da República

( 2018 ), EXCETO:

A O assunto deve estar alinhado de forma centralizada na página.
B Sobre a formatação do padrão ofício, o tamanho do papel será o A4 (29,7 cm x 21 cm).
C O cabeçalho é utilizado apenas na primeira página do documento, centralizado na área determinada pela formatação.
D O endereçamento é a parte do documento que informa quem receberá o expediente, devendo constar os elementos: vocativo, nome, cargo, endereço e alinhamento.
E Os dados do órgão como endereço, telefone, endereço de correspondência eletrônica e sítio eletrônico oficial da instituição podem ser informados no rodapé do documento, centralizados.

Considerando uma planilha no Microsoft Excel 2013, Configuração Local, Idioma Português-Brasil, deve-se pesquisar determinados dados de uma região sobre certa doença endêmica. Uma facilidade a ser empregada é o comando Filtro, no qual é possível separar por vários critérios já incluídos na planilha. Assinale, a seguir, o caminho exato para acessar o comando Filtro.

A Guia: Exibir; Grupo: Filtro; Botão: Filtrar
B Guia: Página Inicial; Grupo: Classificar; Botão: Filtro
C Guia: Exibir; Grupo: Classificar e Filtrar; Botão: Filtro
D Guia: Dados; Grupo: Classificar e Filtrar; Botão: Filtro
E Guia: Filtro de Dados; Grupo: Classificar e Filtrar; Botão: Filtro