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254 questões encontradas

A Educação Física escolar apresenta diferentes perspectivas teóricas, dentre elas a crítico superadora. Essa abordagem critica a forma seriada de organização dos sistemas educacionais e propõe reorganizar os saberes escolares de acordo com os ciclos de escolarização. A perspectiva crítico-superadora fundamenta-se nos conceitos da psicologia

A histórico-cultural.
B comportamental.
C humanista.
D pós-estrutural.
E pós-moderna.

A escola, enquanto espaço de promoção do conhecimento, não está alheia às relações de poder presentes no interior da sociedade de classes. Por isso, toda ação docente deve ser tratada como uma ação política na perspectiva de transformação ou manutenção da ordem vigente. Nesse sentido, para a abordagem crítico-superadora, a Educação Física escolar deve contribuir para a

A afirmação dos interesses das camadas populares, na medida em que trata pedagogicamente a substituição do individualismo pela solidariedade, da cooperação em detrimento da competição, enfatizando a liberdade de expressão dos movimentos como forma de negar a dominação e a submissão do homem pelo homem.
B manutenção da hegemonia do modo de produção vigente, considerando que não há outra história possível e que esse é o modelo de sociedade mais justo para homens e mulheres os quais, a partir de seus esforços, têm seus méritos reconhecidos.
C reflexão dos estudantes enquanto sujeitos históricos, capazes de intervir na sociedade em busca de sua transformação para que homens e mulheres tenham seus lugares determinados na dinâmica das forças produtivas, sendo as mulheres fundamentais para a reprodução da espécie e os homens para o desenvolvimento da economia.
D preservação da cultura erudita – cultura corporal de origem europeia –, considerando que esta é a matriz de todas as outras culturas presentes no nosso país, colonizado por séculos, a qual mantém presente sua marca na nossa formação social de maneira indelével.
E ruptura da ordem vigente, usando-se da cultura corporal como força sinergista para a transformação das vidas dos nossos jovens, que devem ser capazes de, usando-se de sua criatividade, ocupar um mundo cada vez mais empreendedor.

João é servidor público federal ocupante de cargo efetivo. Em determinado mês, ele faltou ao serviço sem apresentar qualquer justificativa legal. Além disso, chegou atrasado em três ocasiões, também sem qualquer justificativa legal e sem posterior compensação de horário. Em nenhum dos casos, tratou-se de espécies de concessão legal ou saída antecipada. No mesmo período, a Administração identificou que João recebeu valor indevido em razão de erro no processamento da folha de pagamento referente ao mês anterior. Considerando as regras previstas na Lei nº 8.112/1990 sobre vencimento e remuneração, assinale a alternativa correta.

A João não poderá ter sua remuneração descontada pelos atrasos e ausências, pois o vencimento do cargo efetivo é irredutível, nos termos da lei.
B João perderá a remuneração relativa ao dia em que faltou sem justificativa e à parte proporcional referente aos atrasos, e o valor recebido indevidamente poderá ser descontado em uma única parcela.
C O desconto pela falta injustificada só pode ocorrer após instauração de processo administrativo disciplinar.
D O valor recebido indevidamente deverá ser ressarcido em parcelas mensais que não excedam 25% de sua remuneração, ainda que se trate de pagamento indevido no mês anterior.
E O valor recebido indevidamente e a falta injustificada poderão ser descontados de sua remuneração, já os atrasos não.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba Cargo: Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Área: Ciências Biológicas Prova: Instituto AOCP - IFPB - Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Área: Ciências Biológicas - 2025

A boa gestão dos recursos públicos destinados à educação é essencial para garantir a efetividade das políticas educacionais e o cumprimento do princípio constitucional da eficiência administrativa. A Lei nº 8.429/1992, com redação dada pela Lei nº 14.230/2021, dispõe sobre os atos de improbidade administrativa e estabelece que constitui ato de improbidade que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão dolosa que provoque perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades públicas. Considerando esse contexto e o dever de probidade dos gestores e servidores da área da educação, são atos de improbidade administrativa, EXCETO

A facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a indevida incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades públicas.
B permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades públicas, sem observância das formalidades legais ou regulamentares.
C permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio público por preço inferior ao de mercado.
D doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, mesmo que obedecendo todas as formalidades legais, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio das entidades públicas.
E conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba Cargo: Técnico em Tecnologia da Informação Prova: Instituto AOCP - IFPB - Técnico em Tecnologia da Informação - 2025

No Excel 365 (em português), uma das funções mais utilizadas é a função DATA(), usada para construir uma data válida. Essa função é amplamente empregada em planilhas que lidam com cálculos de datas, prazos e registros temporais. Com base no funcionamento dessa função, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) No Excel, as datas são armazenadas internamente como números de série.
( ) O número de série 1 corresponde a 01/01/1900.
( ) A função aceita meses fora do intervalo 1–12, ajustando os meses excedentes para o ano seguinte.
( ) A estrutura correta da função é =DATA(ano; mês; dia).

A V – F – V – V.
B F – F – V – V.
C V – V – F – V.
D V – V – V – V.
E F – F – V – F.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba Cargo: Técnico em Assuntos Educacionais Prova: Instituto AOCP - IFPB - Técnico em Assuntos Educacionais - 2025
Texto associado
Considere o texto a seguir para responder às questões de 36 a 45.

Texto 2

Obra de Conceição Evaristo ganha exposição fotográfica em aula do ensino médio

Professores de Minas Gerais reúnem literatura, história, fotografia e metodologias ativas para abordar o livro “Ponciá Vicêncio”

Graciele Gonzaga e Thiago Braga

O projeto “Memória em papel” surgiu de um desafio: precisávamos idealizar uma experiência inovadora interdisciplinar, em literatura e em história, para a turma do 3º ano do ensino médio. Optamos por desenvolver e adequar um projeto de literatura de uma narrativa brasileira, “Ponciá Vicêncio”, de Conceição Evaristo, aos princípios da BNCC (Base Nacional Comum Curricular).
Entendemos que a leitura pode se materializar de diferentes modos, sendo o registro fotográfico um deles. Nossa proposta era a de permitir aos estudantes uma vivência diferenciada dessa obra lançada em 2003. “Ponciá Vicêncio” é o primeiro livro da premiada escritora, que traz em sua narrativa aspectos da escravidão, da opressão de classe e do racismo, além de analisar a identidade negra, os sonhos e os desencantos da protagonista, Ponciá Vicêncio.
Cada um leu o livro e escolheu um trecho de sua preferência, por afinidade. Em seguida, com o apoio de técnicas fotográficas pelo professor Thiago Braga, os alunos foram convidados a desvendar um novo campo: a intermidialidade, fotografia concebida pela narrativa.
Por meio de aulas expositivas sobre fotografia, bem como a análise do texto literário para a escolha de um recorte memorialístico, entendemos essa produção como texto multimodal, pois os alunos intitularam as fotografias com legendas relacionadas ao trecho escolhido do livro.
Assim, cada um, à sua maneira, registrou a essência de Ponciá Vicêncio, bem como as questões femininas e relacionadas à negritude.
[...]
O projeto apoiou o desenvolvimento de competências diversas, entre elas repertório cultural, empatia e colaboração. Ao final, fizemos uma exposição itinerante, que ultrapassou os muros da escola: entre outros endereços, foi levada à biblioteca pública de Betim, a um evento literário de uma cidade vizinha, que homenageava Conceição, e à Bienal do Livro de Contagem.
Outro aspecto interessante do projeto foi possibilitar aos jovens a função de curadoria, pois montaram a exposição e escolheram a ordem de colocação dos quadros, extrapolando a ideia de que um curador de arte deve ser um especialista na área. Trata-se de uma educação mão na massa, na qual o foco está na produção dos alunos, no fazer deles como meio de aprender. Exibir essas fotografias os impulsionou a acreditar em suas manifestações artísticas.

Adaptado de: https://porvir.org/obra-de-conceicao-evaristo-ganha-exposicao-fotografica-em-aula-do-ensino-medio/. Acesso em: 23 out. 2025.

Como professor de língua portuguesa e literatura no ensino médio, você leu a reportagem apresentada no texto de apoio e pretende desenvolver um projeto como o exposto. A partir disso, assinale a alternativa que apresenta uma prática pedagógica adequada para articular diferentes formas de linguagem e de conhecimentos que podem ser encontrados em uma obra como Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo.

A Solicitar aos alunos que realizem a leitura do livro e elaborem cartazes para exposição no pátio com a transcrição de trechos da obra sem que seja realizado um trabalho prévio de contextualização histórica e discussão coletiva.
B Organizar uma oficina de elaboração de resumos de cada capítulo com foco na identificação de figuras de linguagem e na descrição do texto literário.
C Propor aos alunos a criação de uma performance teatral a partir de capítulos da obra, integrando pesquisa sobre contextos históricos, expressão corporal, composição de trilha sonora e imagética do cenário.
D Distribuir lista de exercícios sobre a norma-padrão da língua portuguesa formulada a partir de excertos do livro e solicitar aos alunos que leiam suas respostas em voz alta.
E Desenvolver uma sequência didática sobre a biografia da autora e as características de sua obra e solicitar, como produção final, um resumo do livro, sem a necessidade de desenvolvimento de processo criativo que integre diferentes formas de linguagem.
Texto associado
Considere o texto a seguir para responder às questões de 36 a 45.

Texto 2

Obra de Conceição Evaristo ganha exposição fotográfica em aula do ensino médio

Professores de Minas Gerais reúnem literatura, história, fotografia e metodologias ativas para abordar o livro “Ponciá Vicêncio”

Graciele Gonzaga e Thiago Braga

O projeto “Memória em papel” surgiu de um desafio: precisávamos idealizar uma experiência inovadora interdisciplinar, em literatura e em história, para a turma do 3º ano do ensino médio. Optamos por desenvolver e adequar um projeto de literatura de uma narrativa brasileira, “Ponciá Vicêncio”, de Conceição Evaristo, aos princípios da BNCC (Base Nacional Comum Curricular).
Entendemos que a leitura pode se materializar de diferentes modos, sendo o registro fotográfico um deles. Nossa proposta era a de permitir aos estudantes uma vivência diferenciada dessa obra lançada em 2003. “Ponciá Vicêncio” é o primeiro livro da premiada escritora, que traz em sua narrativa aspectos da escravidão, da opressão de classe e do racismo, além de analisar a identidade negra, os sonhos e os desencantos da protagonista, Ponciá Vicêncio.
Cada um leu o livro e escolheu um trecho de sua preferência, por afinidade. Em seguida, com o apoio de técnicas fotográficas pelo professor Thiago Braga, os alunos foram convidados a desvendar um novo campo: a intermidialidade, fotografia concebida pela narrativa.
Por meio de aulas expositivas sobre fotografia, bem como a análise do texto literário para a escolha de um recorte memorialístico, entendemos essa produção como texto multimodal, pois os alunos intitularam as fotografias com legendas relacionadas ao trecho escolhido do livro.
Assim, cada um, à sua maneira, registrou a essência de Ponciá Vicêncio, bem como as questões femininas e relacionadas à negritude.
[...]
O projeto apoiou o desenvolvimento de competências diversas, entre elas repertório cultural, empatia e colaboração. Ao final, fizemos uma exposição itinerante, que ultrapassou os muros da escola: entre outros endereços, foi levada à biblioteca pública de Betim, a um evento literário de uma cidade vizinha, que homenageava Conceição, e à Bienal do Livro de Contagem.
Outro aspecto interessante do projeto foi possibilitar aos jovens a função de curadoria, pois montaram a exposição e escolheram a ordem de colocação dos quadros, extrapolando a ideia de que um curador de arte deve ser um especialista na área. Trata-se de uma educação mão na massa, na qual o foco está na produção dos alunos, no fazer deles como meio de aprender. Exibir essas fotografias os impulsionou a acreditar em suas manifestações artísticas.

Adaptado de: https://porvir.org/obra-de-conceicao-evaristo-ganha-exposicao-fotografica-em-aula-do-ensino-medio/. Acesso em: 23 out. 2025.

A respeito do trabalho interdisciplinar entre o ensino de língua e literatura, observa-se, na reportagem, o trabalho com o gênero textual “legenda”. Considerando o trabalho intermodal apresentado, assinale a alternativa que descreve corretamente o que se requer quanto ao ensino desse gênero.

A A prática de ensino do gênero textual “legenda” demanda compreensão do texto literário, pois os alunos precisam trabalhar a produção de sentidos, estabelecer relações intertextuais e ressignificar elementos narrativos por meio da articulação entre linguagem verbal e visual.
B O potencial formativo da atividade de legendagem reside no desenvolvimento da escrita criativa, sem a necessidade de se estabelecer relação contextual e crítica com o texto literário.
C O trabalho intermodal tem por função explicar a imagem, sem estabelecer relação com o texto literário e, consequentemente, sem a relação de significação contextualizada entre a obra e a prática social de linguagem estruturada pela curadoria e exposição.
D O gênero textual “legenda” tem por função a descrição de aspectos estéticos da imagem e o ensino de língua portuguesa em uma concepção de linguagem como expressão do pensamento, com a análise literária em segundo plano.
E A legendagem é uma prática pedagógica do ensino de língua que visa apenas à ampliação vocabular, e o texto literário é um instrumento para tal fim.
Texto associado
Considere o texto a seguir para responder às questões de 26 a 35.

Texto 1

Como trabalhar a cultura digital integrada à área de Linguagens no Novo Ensino Médio

Uma das dez competências gerais da BNCC, a cultura digital se refere às mudanças provocadas pela tecnologia na forma como produzimos e consumimos cultura

Camila Cecílio

Sobre a tela iluminada, dois polegares se movimentam com agilidade ao digitar no teclado minúsculo do celular: “Oi, td bem com vc? A gnt pode se ver no fds? Flw :)”. Abreviações de “tudo”, “você” e “final de semana”, gírias e emojis – pequenas imagens ou ícones que substituem palavras na comunicação virtual – são algumas características da linguagem das redes sociais e de aplicativos de troca de mensagens instantâneas.
Tais formas de comunicação são cada vez mais comuns no dia a dia de jovens e adolescentes, tão antenados à cultura digital, uma das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que pauta o currículo do Novo Ensino Médio, que começa a ser implementado este ano. A partir dessa afinidade, o professor de Língua Portuguesa Luiz Fernando Lopes encontrou o gancho ideal para trabalhar variação linguística com seus alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Cônego Jonas Taurino, localizada na periferia de Olinda (PE), e ajudá-los a ter um bom desempenho na redação do último Enem.
Após explicar o conceito de que a língua é um organismo vivo e mutável, que se adapta às situações comunicativas, o docente apresentou exemplos de variações linguísticas e traçou um paralelo entre a linguagem formal e a informal. Em seguida, pediu aos alunos que abrissem um diálogo qualquer no WhatsApp ou no Instagram, os aplicativos mais utilizados pela turma, e transcrevessem no caderno a conversa exatamente como estava no celular.
A próxima etapa foi pegar um modelo de redação do Enem. Ao abordar cada uma das cinco competências avaliadas na prova, Luiz Fernando mostrou aos alunos que, na produção de texto para aquele contexto, a linguagem é completamente diferente daquela utilizada no universo da internet. “Quis chamar a atenção deles para o fato de que era preciso estarem atentos à redação, pois, se trouxessem para o texto recursos como abreviaturas, gírias e afins, iriam se prejudicar em relação à primeira competência da redação, que avalia o domínio da norma-padrão da língua portuguesa”, explica.

Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21065/como-trabalhar-a-cultura-digital-integrada-a-area-de-linguagens-e-suastecnologias-no-novo-ensino-medio. Acesso em: 23 out. 2025.

Uma sequência didática é ordenada em relação à disposição dos conteúdos em uma progressão contextualizada do ensino de língua. Assinale a alternativa que apresenta uma proposta adequada quanto ao trabalho com a cultura digital e suas formas de linguagem no ensino médio.

A I – Apresentação da situação: Redação do Enem.
II – Reconhecimento do gênero: Leitura e análise linguística centrada em regras gramaticais.
III – Produção inicial: Adaptação de diálogo à redação do Enem.
IV – Produção final: Redação do Enem.
B I – Apresentação da situação: Redes sociais e a redação do Enem.
II – Reconhecimento do gênero: Leitura em voz alta e análise linguística.
III – Produção inicial: Redação do Enem com reflexão sobre uso linguístico e reescrita.
IV – Produção final: Redação do Enem.
C I – Apresentação da situação: Variação linguística e gramática normativa.
II – Reconhecimento do gênero: Leitura e análise linguística do uso.
III – Produção inicial: Redação do Enem e lista de exercícios.
IV – Produção final: Redação do Enem.
D I – Apresentação da situação: Linguagem digital e variação linguística.
II – Reconhecimento do gênero: Análise da estrutura composicional da redação do Enem.
III – Produção inicial: Redação do Enem com análise linguística e reescrita.
IV – Produção final: Redação do Enem.
E I – Apresentação da situação: Linguagem digital e variação linguística.
II – Reconhecimento do gênero: Leitura de redações.
III – Produção inicial: Redação sobre férias.
IV – Produção final: Lista de exercícios
Texto associado
Por que o trema foi abolido da língua portuguesa?

Por padronização: o Brasil era o único país lusófono
que ainda usava esse sinal, abandonado em Portugal
em 1945. Ele era útil, porém. E a saudade
permanece.

Bruno Vaiano

Por padronização, de maneira muito resumida. Portugal abandonou esse sinal diacrítico em 1945 e ele não aparecia com frequência nos textos de nenhum país lusófono – com exceção do Brasil, é claro.
Com o acordo ortográfico mais recente, ratificado em 2008, a maioria se impôs e ficamos sem “lingüiça”, “seqüestro” e “cinqüenta”. Era mais fácil nós pararmos de usar o “ü” do que os outros países se acostumarem a usá-lo.
Antes de mais nada, vale explicar o trema para os mais novos, alfabetizados após a abolição do dito-cujo. Esse sinal avisava que o falante deveria pronunciar a letra “u” depois de um “q” ou “g”. Portanto, “agüentar”, “pingüim” e “tranqüilo” carregavam um casal de pontinhos em cima do “u”, mas “queijo”, “caiaque” e “enfoque”, não.
Pode parecer uma minúcia, mas o trema era útil na hora de ler uma palavra que você nunca havia ouvido ninguém pronunciar. Por exemplo: o correto é dizer “quinquênio” com as duas letras “u”, algo que todo mundo saberia caso esse palavrão exótico ainda fosse escrito “qüinqüênio”, como era regra no Brasil até 2008.
O trema se tornou obrigatório aqui em Pindorama no chamado Formulário Ortográfico de 1943. Ou seja: nós abraçamos esse sinal diacrítico apenas dois anos antes de Portugal abandoná-lo para todo o sempre. Faltou comunicação transatlântica (na época, claro, o mundo estava passando pela 2ª Guerra, Brasil e Portugal eram ditaduras e os países africanos lusófonos ainda eram colônias).
Na época, muitos linguistas brasileiros ficaram insatisfeitos com a abolição do trema (e com vários outros aspectos do acordo mais recente), argumentando que os pontinhos eram perfeitamente úteis e que sua ausência dificulta a leitura.
O gramático Gladstone Chaves de Melo, morto em 2001, já considerava a abolição do trema um “absurdo” desde muito antes do acordo entrar em vigor, já que as mudanças já estavam pautadas desde 1990.
Edmílson Monteiro Lopes, da Universidade Federal do Ceará (UFCE), escreveu: “Queiram ou não os mentores da inoportuna reforma, o trema é útil, necessário para a pronúncia e conservação de grande número de palavras. Sem ele, com o tempo, muitas se deformariam.”
Para Lúcia Fulgêncio e Mário A. Perini, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “A eliminação do trema representa um afastamento entre a escrita e a fala; não gera dificuldades para a escrita, mas sim para a pronúncia. (…) Temos que concluir que a ortografia de 1971 é superior à de 2009 neste particular”.
Eles admitem que o sinal é desnecessário para quem já sabe pronunciar as palavras. Mas explicam que, “Aqui, o inconveniente afeta mais os estrangeiros, que não conhecem a pronúncia, e os falantes do português apenas quando se trata de uma palavra desconhecida, ou uma daquelas que a gente só conhece pela escrita.”
Ou seja: se você sente saudade do trema, você não está sozinho. Em nome da padronização internacional, o Brasil ficou sem seus pontinhos de estimação.

Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-o-tremafoi-abolido-da-lingua-portugue-sa/. Acesso em: 15 out. 2025.

Considere o seguinte excerto e, a respeito dos termos e das expressões destacados, assinale a alternativa correta.

“O trema se tornou obrigatório aqui em Pindorama no chamado Formulário Ortográfico de 1943. Ou seja: nós abraçamos esse sinal diacrítico apenas dois anos antes de Portugal abandoná-lo para todo o sempre. Faltou comunicação transatlântica (na época, claro, o mundo estava passando pela 2ª Guerra, Brasil e Portugal eram ditaduras e os países africanos lusófonos ainda eram colônias).”.

A Em “Ou seja: nós abraçamos esse sinal diacrítico […]”, o sujeito em destaque refere-se, semanticamente, a todas as pessoas de países lusófonos.
B No excerto “[…] nós abraçamos esse sinal diacrítico apenas dois anos antes de Portugal abandoná- lo para todo o sempre.”, a partícula destacada faz referência ao Formulário Ortográfico de 1943.
C Em “Faltou comunicação transatlântica […]”, a expressão destacada funciona como complemento do verbo “faltou”.
D No trecho “O trema se tornou obrigatório aqui em Pindorama no chamado Formulário Ortográfico de 1943.”, a expressão destacada expressa o modo como algo aconteceu.
E No excerto “[…] Brasil e Portugal eram ditaduras […]”, o termo em destaque funciona como caracterizador do sujeito “Brasil e Portugal”.

A respeito do Estatuto do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Para efeito da incidência das disposições que regem a regulação, a avaliação e a supervisão da instituição e dos cursos de educação superior, o IFPB não pode ser equiparado às universidades federais.
( ) São órgãos gerais e sistêmicos do IFPB o Conselho Superior, o Colégio de Dirigentes e a Reitoria.
( ) Somente os estudantes com matrícula regular ativa nos cursos técnicos de nível médio, de graduação ou de pós-graduação poderão votar e serem votados para as representações estudantis do Conselho Superior, do CEPEIFPB e do COPAF-IFPB.
( ) O IFPB não poderá admitir, sem vínculo empregatício, estudantes de cursos nas funções de monitor.

A V – V – F – F.
B F – V – F – V.
C F – V – V – F.
D V – F – V – V.
E F – F – F – F.