Atenção : Leia o
texto abaixo para responder
às questões de números 1 a 6.
As
pessoas se odeiam no trânsito, seguram
seus volantes como baterias antiaéreas, usam
a buzina como o botão que dá a
partida num míssil. Mas, no fundo, as
pessoas são boas. E sou testemunha.
Em
trem, já fui carregado por um indiano que
nunca mais vi. Desconhecidos me ajudaram a
subir escadas sem pedir nada em
troca. “Quer uma ajuda” é um mantra com que
todo deficiente, como eu, que sou
cadeirante, habitua-se rotineiramente.
O
ódio existe, sempre existiu. Algumas
pessoas se desrespeitam na internet,
discordam umas das outras, usam argumentos
que consideram ofensivos, como “vai ler”,
“vai estudar”. A não ser psicopatas, que não
são poucos, algumas pessoas, quando
flagradas, arrependem-se, pedem desculpas,
são fotografadas de cabeça baixa,
tristes.
O homem tem empatia. Tem
capacidade de
sentir (e até prever) o que o outro sente.
Foi Kant quem disse que o altruísmo é
uma condição humana. E os evolucionistas,
como Darwin, garantem que os genes humanos
criaram um agente inédito, não biológico,
ao comportamento animal: a cultura.
Culinária, música, poesia, competições
esportivas, folclore, religião, filosofia,
noção da vida e da morte são próprios dos
homens, nos distinguem, nos diferenciam, nos
afastam do passado primata. Como o
altruísmo.
Kant insistia: conservar a
própria vida é um
dever; ser bom quando se pode é um dever.
Existem pessoas tão capacitadas para
o altruísmo, que, mesmo sem qualquer vaidade
ou interesse, experimentam uma satisfação
grande com o contentamento do outro;
fazem o bem não por uma inclinação, mas por
um dever. Daí nasceu a ideia de utopia. Eu
prefiro acreditar que ela existe. E lutar
por
ela.
(Adaptado de: RUBENS PAIVA,
Marcelo.
Disponível em:
cultura.estadao.com.br )
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Uma das características atribuídas aos direitos e garantias individuais previstos no art. 5º da Constituição Federal é que eles não
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São espécies de penas restritivas de direitos
De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado do Amapá, a reintegração é forma de provimento em cargo
público
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Texto associado
A não ser psicopatas [...], algumas pessoas, quando flagradas... (3º parágrafo)
Sem prejuízo do sentido e da correção, o termo sublinhado acima pode ser substituído por
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de
números 7 a 10.
1. O mantra do momento é
“siga seu coração”. O coração é sábio. Se o coração não palpita,
mude de vida. Ou de trabalho.
2. Antigamente, o
trabalho era apenas um instrumento para garantir o sustento. A ideia de
que o trabalho nos “completa”, nos
“apaixona”, seria incompreensível. Mas não é incompreensível hoje. Se não sentirmos um amor
eterno pela rotina do escritório,
pensaremos em uma derrota existencial.
3. Mas,
se, em matéria de trabalho, o que interessa é cumprir nossa paixão, isso significa
que todos temos uma paixão para
cumprir. Noções de esforço e mérito deixam de fazer sentido. Tudo que interessa é descobrir
nossa vocação. Contudo, conforme
alertam psicólogos, esse raciocínio não sobrevive a uma análise cuidadosa.
4. Em matéria vocacional, a teoria de que aquilo que nos
apaixona já está inscrito no nosso
“DNA existencial” é a teoria dos
românticos, que pulam de trabalho em trabalho em busca da epifania. Se não a encontram, a
frustração aumenta. Para
pesquisadores, pessoas que se refugiam nessa teoria dificilmente encontram a paixão que
procuram. O mundo não é o reflexo
perfeito dos nossos desejos; ele é mais imprevisível e diverso do que nossas fantasias
mentais.
5. Quando nos agarramos a uma ideia fixa
de realização pessoal, não vemos oportunidades de
trabalho alternativas. Pior ainda:
encaramos cada surpresa como um desvio intolerável. Quem acredita na vocação “natural” não
concebe a existência de obstáculos.
Se as coisas não são tão simples como imaginamos, isso só pode significar que estamos no
caminho errado.
6. Moral da história? Não siga
seu coração. Prefira abrir sua cabeça para as possibilidades
que existem — e que sua cabeça nem
sequer imaginava que existiam.
(Adaptado de:
COUTINHO, João Pereira. Disponível em: /www1.folha.uol.com.br )
números 7 a 10.
1. O mantra do momento é
“siga seu coração”. O coração é sábio. Se o coração não palpita,
mude de vida. Ou de trabalho.
2. Antigamente, o
trabalho era apenas um instrumento para garantir o sustento. A ideia de
que o trabalho nos “completa”, nos
“apaixona”, seria incompreensível. Mas não é incompreensível hoje. Se não sentirmos um amor
eterno pela rotina do escritório,
pensaremos em uma derrota existencial.
3. Mas,
se, em matéria de trabalho, o que interessa é cumprir nossa paixão, isso significa
que todos temos uma paixão para
cumprir. Noções de esforço e mérito deixam de fazer sentido. Tudo que interessa é descobrir
nossa vocação. Contudo, conforme
alertam psicólogos, esse raciocínio não sobrevive a uma análise cuidadosa.
4. Em matéria vocacional, a teoria de que aquilo que nos
apaixona já está inscrito no nosso
“DNA existencial” é a teoria dos
românticos, que pulam de trabalho em trabalho em busca da epifania. Se não a encontram, a
frustração aumenta. Para
pesquisadores, pessoas que se refugiam nessa teoria dificilmente encontram a paixão que
procuram. O mundo não é o reflexo
perfeito dos nossos desejos; ele é mais imprevisível e diverso do que nossas fantasias
mentais.
5. Quando nos agarramos a uma ideia fixa
de realização pessoal, não vemos oportunidades de
trabalho alternativas. Pior ainda:
encaramos cada surpresa como um desvio intolerável. Quem acredita na vocação “natural” não
concebe a existência de obstáculos.
Se as coisas não são tão simples como imaginamos, isso só pode significar que estamos no
caminho errado.
6. Moral da história? Não siga
seu coração. Prefira abrir sua cabeça para as possibilidades
que existem — e que sua cabeça nem
sequer imaginava que existiam.
(Adaptado de:
COUTINHO, João Pereira. Disponível em: /www1.folha.uol.com.br )