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No Brasil, ao longo da última década, tem sido discutido o papel dos três poderes que fazem parte da nação brasileira. Segundo a Constituição Nacional “Dispõe o art. 2.º da Constituição Federal de 1988: ‘São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário’.” Sendo assim, em relação a esses poderes no Brasil, assinale a alternativa correta.

A O Legislativo deve legislar em seu benefício, o Executivo tem a função de alterar os juízes e o Judiciário deve escolher os advogados da nação.
B O Judiciário é soberano aos outros dois poderes. Por ser o mais importante dos poderes, ele cria leis e as julga. Assim, Executivo e Legislativo ficam submissos ao que definir o Judiciário.
C O Executivo tem a função de administração, seja do país, estado ou município. O Legislativo deve criar e ordenar leis e julgar e fiscalizar todas as políticas do Executivo. E o Judiciário julga as leis criadas pelo Legislativo e a Constituição Federal.
D O Executivo deve criar e ordenar leis e julgar e fiscalizar todas as políticas do Legislativo. O Legislativo julga as leis criadas pelo Executivo e a Constituição Federal. E o Judiciário tem a função de administração, seja do país, estado ou município.
E O Executivo julga as leis criadas pelo Legislativo e a Constituição Federal. O Legislativo deve criar e ordenar leis e julgar e fiscalizar todas as políticas do Executivo. E o Judiciário tem a função de administração, seja do país, estado ou município.

Quanto à História das Mulheres no Brasil, destacando-se o sufrágio feminino, assinale a alternativa INCORRETA.

A O Presidente Getúlio Vargas garantia o voto feminino através do Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, que instituiu o Código Eleitoral Brasileiro, porém, para as mulheres, o voto não era obrigatório.
B A luta pelo voto feminino no Brasil ocorre apenas no começo do século passado, pois, no século XIX, devido ao contexto histórico, não havia interesse das mulheres em votar nas eleições.
C Nos trabalhos na Assembleia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935, houve uma representante do sexo feminino, a primeira deputada do Brasil: Carlota Pereira de Queirós.
D Berta Lutz fundou em 1919 a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino que lutava pelo voto, pela escolha do domicílio e pelo trabalho de mulheres sem autorização do marido.
E Na luta pelo sufrágio feminino, destaca-se o Estado do Rio Grande do Norte, governado por Juvenal Lamartine que, com a Lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, autorizou o voto da mulher em eleições.

A partir da caracterização da área de Arte disposta pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs – 1997), é correto afirmar que

A pensar sobre Arte traz contribuições exclusivamente para o aluno que busca seguir carreira como artista ou artesão.
B embora traga contribuições para a vida pessoal de cada indivíduo, a Arte não se relaciona com outras áreas do currículo.
C a relação com o meio social é forçada na teoria, pois não alcança a prática.
D a Arte não alcança o sentido do paladar, pois é proibido pelos PCNs utilizar alimentos em práticas artísticas.
E o conhecimento em Arte amplia a compreensão do mundo, tendo presente a dimensão poética.

Quanto ao uso escolar da fonte histórica, assinale a alternativa correta.

A O uso da arquitetura para ensinar história é inviável, pois esta apresenta uma complexidade que o aluno não conseguirá compreender.
B O museu histórico pode ser visto como exposição de fontes históricas, por isso deve ser visitado com o objetivo de construção do conhecimento histórico.
C O uso de fotografia no ensino de história é pertinente, porque literalmente é o retrato da realidade.
D O uso de história em quadrinhos para ensinar história envolve a mobilização do aspecto lúdico, e não do conhecimento histórico.
E O ensino de história por meio da música envolve a dimensão da sensibilidade, e não a construção do conhecimento histórico.

A performance constitui uma prática artística contemporânea que pode abordar diversas linguagens. Sobre a arte da performance, é correto afirmar que

A a performance se configura como uma linguagem da dança, uma vez que o seu principal instrumento é o corpo em movimento.
B em sua origem, foi uma arte de pacificação, com o objetivo de levar para as ruas a beleza dos palcos de teatro, democratizando a arte.
C assim como peças teatrais e apresentações de dança, a performance exige um figurino adequado bem como a preparação de um cenário, delimitando o espaço do público.
D no Brasil a performance não teve qualquer representação artística, sendo uma arte tradicional do contexto europeu.
E desde sua origem, aborda questões sociais, tomando o corpo como principal objeto artístico.
Texto associado
MENTIRINHAS

“É ingá”, ele diz enquanto chupa uma semente, a vagem aberta entre os dedos, e eu não consigo tirar os olhos daquele bigode desajeitado subindo e descendo, os pelos grisalhos amontoados num rosto queimado de sol. “Cê quer, Tininha?”, ele estende a mão com algumas daquelas sementes esquisitas, “não, vô, pode comer”. Ele olha divertido, como se fosse fazer piada, mas fica quieto, chupando sementes.
“Cê sabe, Tininha, cê não precisa ficar assim, né? Cê é moça nova, cê logo arruma outro rapaz”, ele fala olhando pra árvore, pra vagem, pra raiz. Nunca no meu olho. Nunca foi de jogar o olho no meu olho quando era coisa séria, só quando era de brincadeira. “Não é isso, vô. É que ele mentiu. Por que foi que ele mentiu? Por que não me falou logo que tinha esposa, que tinha filho? Por que me enrolou até agora? Dois anos, vô. Eu tava pensando em noivar. Agora não tenho mais nada.”
“É homem, Tininha”, ele fala cuspindo o caroço, como se lançasse feitiço: baba de sapo, perna de lagarto, um abracadabra brabo e viscoso. E eu aperto os dentes para não chorar de novo, mais uma vez, pra não me debulhar de lágrima imerecida. “Que que tem que é homem, vô? Só porque é homem tem que mentir? Vai me dizer que o senhor mentia pra vó?
Ele fica de olho comprido no horizonte, os dedos futucando outra vagem, como minhoquinhas na terra. “Menti pra muita gente, Tininha. Menti pros meus pais, pros professores, pros amigos, pra sua mãe... Menti pra sua vó... A vida é assim. Um monte de mentirinhas que a gente vai contando. Até pra gente mesmo”. Ele funga um pouco, limpa a testa com as costas da mão e fica quieto, o olho no ingá. Eu já menti pra caramba também, não sei por que o espanto. Minto desde criança, para não apanhar, para ganhar uma qualquer coisa a mais, dinheiro, uma bala, um dadinho de amendoim. Quem não mente?
“Cê arruma outro rapaz”, ele repete por fim, encerrando o assunto e levantando do banco de madeira mal feito. Vai arrastando um pé depois do outro na direção da cozinha e pela primeira vez na vida penso que talvez meu avô não tenha sido tão feliz quanto parecia quando contava as aventuras da juventude. O vô de repente era grande por dentro, maior do que eu nem sei. [...]

PRETTI, Thays. A mulher que ri . São Paulo: Editora Patuá, 2019.

Assinale a alternativa correta sobre o seguinte excerto presente no 2º parágrafo: “Não é isso, vô. É que ele mentiu. Por que foi que ele mentiu? Por que não me falou logo que tinha esposa, que tinha filho?”.

A O pronome “isso” se refere ao substantivo “brincadeira”.
B O pronome “me” poderia estar posposto ao verbo “falou” sem que isso causasse prejuízo sintático ao período.
C Em “[...] que tinha esposa [...]”, o item em destaque serve para introduzir uma oração que funciona como complemento do verbo “falou”.
D No excerto, o termo “logo” exerce papel de conjunção conclusiva.
E A palavra “filho” contém o encontro consonantal “lh”.

Assinale a alternativa correta.

A A Aorta é a principal artéria que conduz o sangue até o cérebro.
B As vênulas são vasos sanguíneos com paredes muito finas que permitem trocas entre o sangue e o líquido intersticial.
C As artérias possuem valvas internas que garantem que o sangue flua na direção correta.
D O sangue sai do coração através da veia cava inferior e da superior.
E O sangue chega até o pulmão através da artéria pulmonar.
Texto associado
MENTIRINHAS

“É ingá”, ele diz enquanto chupa uma semente, a vagem aberta entre os dedos, e eu não consigo tirar os olhos daquele bigode desajeitado subindo e descendo, os pelos grisalhos amontoados num rosto queimado de sol. “Cê quer, Tininha?”, ele estende a mão com algumas daquelas sementes esquisitas, “não, vô, pode comer”. Ele olha divertido, como se fosse fazer piada, mas fica quieto, chupando sementes.
“Cê sabe, Tininha, cê não precisa ficar assim, né? Cê é moça nova, cê logo arruma outro rapaz”, ele fala olhando pra árvore, pra vagem, pra raiz. Nunca no meu olho. Nunca foi de jogar o olho no meu olho quando era coisa séria, só quando era de brincadeira. “Não é isso, vô. É que ele mentiu. Por que foi que ele mentiu? Por que não me falou logo que tinha esposa, que tinha filho? Por que me enrolou até agora? Dois anos, vô. Eu tava pensando em noivar. Agora não tenho mais nada.”
“É homem, Tininha”, ele fala cuspindo o caroço, como se lançasse feitiço: baba de sapo, perna de lagarto, um abracadabra brabo e viscoso. E eu aperto os dentes para não chorar de novo, mais uma vez, pra não me debulhar de lágrima imerecida. “Que que tem que é homem, vô? Só porque é homem tem que mentir? Vai me dizer que o senhor mentia pra vó?
Ele fica de olho comprido no horizonte, os dedos futucando outra vagem, como minhoquinhas na terra. “Menti pra muita gente, Tininha. Menti pros meus pais, pros professores, pros amigos, pra sua mãe... Menti pra sua vó... A vida é assim. Um monte de mentirinhas que a gente vai contando. Até pra gente mesmo”. Ele funga um pouco, limpa a testa com as costas da mão e fica quieto, o olho no ingá. Eu já menti pra caramba também, não sei por que o espanto. Minto desde criança, para não apanhar, para ganhar uma qualquer coisa a mais, dinheiro, uma bala, um dadinho de amendoim. Quem não mente?
“Cê arruma outro rapaz”, ele repete por fim, encerrando o assunto e levantando do banco de madeira mal feito. Vai arrastando um pé depois do outro na direção da cozinha e pela primeira vez na vida penso que talvez meu avô não tenha sido tão feliz quanto parecia quando contava as aventuras da juventude. O vô de repente era grande por dentro, maior do que eu nem sei. [...]

PRETTI, Thays. A mulher que ri . São Paulo: Editora Patuá, 2019.

Sobre a pontuação empregada no texto, assinale a alternativa correta.

A As aspas são utilizadas no texto para sinalizar estrangeirismos.
B O uso das reticências no quarto parágrafo indica que o avô não se lembra de ninguém para quem tenha mentido.
C O ponto de interrogação em “Quem não mente?” sinaliza uma pergunta que é respondida logo em seguida no texto.
D Em “Cê quer, Tininha?”, a vírgula separa o sujeito do predicado.
E Em “[...] A vida é assim. Um monte de mentirinhas [...]”, o ponto final poderia ser substituído por dois pontos sem que isso causasse prejuízo sintático ao período.

Considerando a função da mitocôndria, assinale o tipo celular que possui grande quantidade dessa organela em seu citoplasma.

A Células do tecido muscular estriado cardíaco.
B Células do tecido epitelial.
C Células do músculo liso.
D Neurônios e células da glia.
E Células do epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado.

O professor da Educação Básica precisa desenvolver sua prática pedagógica alfabetizando e letrando concomitantemente, pois o professor nesse nível da educação tem papel político, humano e pedagógico. Assim, na dimensão pedagógica, cabe ao professor

A viabilizar a formação contínua da equipe pedagógica, apresentando novos conteúdos e propostas para a alfabetização e o letramento.
B inserir no projeto político pedagógico da escola projetos interdisciplinares que envolvam alunos e comunidade externa.
C transformar a sala de aula em um ambiente lúdico, dinâmico, enriquecedor, utilizando recursos e metodologias que contribuam para esse processo.
D efetivar cursos que estimulem os pais a lerem em casa para seus filhos.
E sensibilizar a família por meio de palestras acerca da importância do letramento na formação e desenvolvimento dos alunos.