TEXTO 1
Brasil é um dos maiores consumidores de
plástico, mas só recicla 2% do
total
Entre os entraves
para melhorar o índice estão a
falta de incentivos e de infraestrutura, além
da
baixa qualidade dos produtos reciclados
Na
última semana,
um brasileiro comum
possivelmente gerou 1 kg de lixo plástico. Um
italiano gera a mesma quantia em cinco dias e
alguém que mora na Indonésia, em dez. No
Brasil,
menos de 2% desse plástico será reciclado.
Os dados fazem parte de um estudo da WWF
lançado na noite desta segunda (4). A
organização
fez um levantamento de pesquisas relacionadas
ao plástico e elaborou um relatório que
aponta o
crescimento desse tipo de resíduo e sugere
possíveis caminhos para solucionar a questão.
Os números do plástico são enormes. Nos
oceanos há perto de 300 milhões de toneladas
(o
que equivale a cerca de 11 trilhões de
garrafas
plásticas de 500 ml). E essa estimativa não
leva
em conta o lixo terrestre. Daqui a 11 anos,
em
2030, o total de lixo plástico poderá ter
dobrado.
Em 2016, 396
milhões de toneladas de plástico
virgem foram produzidos —cerca de 53 kg por
pessoa. Parte desses produtos se tornou lixo,
especialmente nos quatro países maiores
poluentes: Estados Unidos, China, Índia e
Brasil.
Somente uma
pequena parcela desse lixo é
devidamente manejado e reciclado. Por aqui, a
reciclagem é inferior a 2%, o menor valor
entre os
líderes em produção de detritos. Nos EUA o
valor
chega a 35%; na China, 22%; na Índia, 6%.
Considerando o
mundo inteiro, cerca de 20%
do plástico é coletado para reciclagem, mas
isso
não significa que ele realmente o terá esse
destino
honroso. Segundo o estudo da WWF, na Europa,
por exemplo, menos da metade do material é
reaproveitado.
A baixa
qualidade de produtos feitos com o
material reciclado, seu baixo valor de
mercado e a
possível presença de contaminação atrapalham
a
expansão da atividade.
Um tratado
internacional pode ser o início da
solução, segundo Anna Carolina Lobo,
coordenadora da WWF-Brasil. A organização
defende um caminho semelhante ao protocolo de
Montreal. Nele, os países se comprometeram,
em
1987, à proteção da camada de ozônio a partir
da
interrupção no uso de substâncias que a
destroem
(a deterioração da camada aumenta o índice de
radiação e, consequentemente, as chances de
câncer de pele, além de agredir florestas e
prejudicar a atividade agropecuária).
Adaptado de: <
https: maiores-consumidores-
de-plastico-mas-so-recicla-2-do-
total.shtml="" brasil-e-umdos-="" 03=""
2019="" ambiente="" www1.folha.uol.com.br=""
>.
Acesso em: 19 jan. 2020
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48 questões
MACKENZIE
48 questões
CETRO
17 questões
552 questões encontradas
Considerando o Texto 1, informe se é
A respeito da língua, da linguagem e do
sistema bilinguista, analise as assertivas
e assinale a alternativa que aponta as
corretas.
I. A língua natural do surdo é aquela
adquirida espontaneamente pelo contato
entre seus usuários.
II. O bilinguismo é a filosofia utilizada no
sistema educacional brasileiro, que visa
à inclusão do surdo no ambiente escolar.
III. As experiências linguísticas e
comunicativas são essenciais para o
desenvolvimento intelectual, por isso é
imprescindível que o surdo aprenda sua
língua natural.
IV. De acordo com o bilinguismo, não é
necessário o aprendizado da escrita
alfabética pelo surdo.
As pessoas surdas definem-se em termos culturais e linguísticos. Sendo assim, em relação à
cultura surda, é correto afirmar que
Para Charles Darwin, autor de Origem das
Espécies, existem dois aspectos
fundamentais da evolução. Um desses
aspectos é a transformação gradual das
espécies, processo pelo qual surgem
apomorfias a partir de características
primitivas dos ancestrais, conhecida
atualmente como
Formulada em meados de 1923 pelo
astrônomo Edwin Hubble, a Lei de Hubble
determina
O processo Gerenciamento da Demanda
pertence a qual grupo de processos da
ITIL v3?
Texto associado
TEXTO 1
O que galáxias distantes dizem sobre a
evolução do Universo
Observar galáxias distantes nos ajuda a montar o
quebra-cabeça do Universo: quanto mais longe
enxergamos, mais ao passado voltamos
Seria legal se pudéssemos passar um filminho
revelando a história das galáxias e ver também
como era a Via Láctea no passado. Mas, como
não podemos, temos que observar as galáxias
distantes e tentar montar o quebra-cabeça de
como esses astros fantásticos evoluem.
O telescópio espacial Hubble é peça-chave para
desvendar essa história. Com ele, conseguimos
captar a luz com mais nitidez, já que ela não sofre
interferência da atmosfera, mas mesmo assim
temos que deixá-lo aberto por muito tempo para
obter a luz fraquinha das galáxias distantes.
Em 1995, o ex-diretor do Hubble, Bob Williams, fez
a primeira imagem das profundezas do Universo
exatamente assim. A equipe do Hubble escolheu
uma região do céu sem nenhuma estrela brilhante
por perto para garantir que não interferisse na
imagem das galáxias de fundo. E deixou o Hubble
aberto durante dez dias captando a luz da mesma
região. Uma região do céu que parecia totalmente
vazia mostrou uma imagem incrível cravejada de
galáxias.
O Universo é como se fosse uma “máquina do
tempo”: quanto mais longe enxergamos, mais ao
passado voltamos. Se vemos uma galáxia a 1
bilhão de anos-luz de nós, significa que a sua luz
levou 1 bilhão de anos atravessando o espaço
para chegar até aqui. Ou seja, estamos vendo a
galáxia como ela era há 1 bilhão de anos, no
passado, e não como ela é agora.
Desde a imagem histórica feita pelo Hubble, já
tivemos muitas outras das profundezas do
Universo. E elas revelam que as galáxias mais
longínquas parecem bem pequenas por causa da
distância, como era de se esperar, mas
descobrimos também que elas são realmente
menores e não possuem formatos bem definidos.
Isso significa que elas crescem e se transformam
com o tempo.
A galáxia mais distante já observada é a GN-z11,
que está a 13,4 bilhões de anos-luz de nós! Ou
seja, estamos vendo como ela era quando o Universo tinha apenas 400 milhões de anos. Ela
fica na constelação de Ursa Maior e parece um
pontinho vermelho na imagem do Hubble.
Essas galáxias muito distantes estão se afastando
aceleradamente de nós, por isso vemos sua luz
sempre mais avermelhada do que deveria ser.
Porém, nem os olhos humanos nem o Hubble
conseguem captar o extremo da luz vermelha que
precisamos obter para ver mais além.
Por isso, necessitamos de instrumentos como o
telescópio James Webb. Ele captará luz
infravermelha e enxergará ainda mais longe que o
Hubble. Seu lançamento está previsto para 2021,
segundo a Nasa, e estamos muito empolgadas
com a enxurrada de novas peças para ajudar a
solucionar nosso quebra-cabeça galáctico.
Fonte: Adaptado de:
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2020/01/oque-
galaxias-distantes-dizem-sobre-evolucao-do-universo.html.
Acesso em: 19 jan. 2020.
O que galáxias distantes dizem sobre a
evolução do Universo
Observar galáxias distantes nos ajuda a montar o
quebra-cabeça do Universo: quanto mais longe
enxergamos, mais ao passado voltamos
Seria legal se pudéssemos passar um filminho
revelando a história das galáxias e ver também
como era a Via Láctea no passado. Mas, como
não podemos, temos que observar as galáxias
distantes e tentar montar o quebra-cabeça de
como esses astros fantásticos evoluem.
O telescópio espacial Hubble é peça-chave para
desvendar essa história. Com ele, conseguimos
captar a luz com mais nitidez, já que ela não sofre
interferência da atmosfera, mas mesmo assim
temos que deixá-lo aberto por muito tempo para
obter a luz fraquinha das galáxias distantes.
Em 1995, o ex-diretor do Hubble, Bob Williams, fez
a primeira imagem das profundezas do Universo
exatamente assim. A equipe do Hubble escolheu
uma região do céu sem nenhuma estrela brilhante
por perto para garantir que não interferisse na
imagem das galáxias de fundo. E deixou o Hubble
aberto durante dez dias captando a luz da mesma
região. Uma região do céu que parecia totalmente
vazia mostrou uma imagem incrível cravejada de
galáxias.
O Universo é como se fosse uma “máquina do
tempo”: quanto mais longe enxergamos, mais ao
passado voltamos. Se vemos uma galáxia a 1
bilhão de anos-luz de nós, significa que a sua luz
levou 1 bilhão de anos atravessando o espaço
para chegar até aqui. Ou seja, estamos vendo a
galáxia como ela era há 1 bilhão de anos, no
passado, e não como ela é agora.
Desde a imagem histórica feita pelo Hubble, já
tivemos muitas outras das profundezas do
Universo. E elas revelam que as galáxias mais
longínquas parecem bem pequenas por causa da
distância, como era de se esperar, mas
descobrimos também que elas são realmente
menores e não possuem formatos bem definidos.
Isso significa que elas crescem e se transformam
com o tempo.
A galáxia mais distante já observada é a GN-z11,
que está a 13,4 bilhões de anos-luz de nós! Ou
seja, estamos vendo como ela era quando o Universo tinha apenas 400 milhões de anos. Ela
fica na constelação de Ursa Maior e parece um
pontinho vermelho na imagem do Hubble.
Essas galáxias muito distantes estão se afastando
aceleradamente de nós, por isso vemos sua luz
sempre mais avermelhada do que deveria ser.
Porém, nem os olhos humanos nem o Hubble
conseguem captar o extremo da luz vermelha que
precisamos obter para ver mais além.
Por isso, necessitamos de instrumentos como o
telescópio James Webb. Ele captará luz
infravermelha e enxergará ainda mais longe que o
Hubble. Seu lançamento está previsto para 2021,
segundo a Nasa, e estamos muito empolgadas
com a enxurrada de novas peças para ajudar a
solucionar nosso quebra-cabeça galáctico.
Fonte: Adaptado de:
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2020/01/oque-
galaxias-distantes-dizem-sobre-evolucao-do-universo.html.
Acesso em: 19 jan. 2020.