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O relatório psicossocial pode ser
solicitado pelo juiz após a decretação de
uma medida socioeducativa, como prevê
o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA). Sobre a elaboração desse
relatório, assinale a alternativa correta.

A Os estudos para a elaboração do documento
podem ser realizados por profissionais
psicossociais, como psicólogos e
assistentes sociais, entretanto o relatório
deve ser assinado apenas pelo psicólogo.
B É preciso atentar para as condições de
direitos violados, baixa escolaridade e
vulnerabilidade social, de modo que o
relatório deve ser um instrumento de
enriquecimento do processo, e não de mera
avaliação, controle e classificação.
C O histórico do adolescente infrator e da sua
família não deve ser descrito, pois o relatório
deve focar na situação atual do sujeito.
D O relatório serve para compor uma
avaliação, portanto deve se abster de
orientar e oferecer oportunidades de
intervenção, pois esse papel cabe ao juiz.
E A resolução do Conselho Federal de
Psicologia - CFP 06/2019, que trata da
elaboração de documentos escritos, define
impedimento para que seja utilizada a
denominação Relatório Psicossocial,
orientando que seja usado o termo Relatório
Multiprofissional.
Texto associado
Conto: uma morada

O sonho de uma velha senhora

Juremir Machado da Silva

Contava-se que ela havia passado a vida lutando
contra homens, doenças e intempéries. Dizia-se
que criara sozinha onze filhos e enfrentara oito
tormentas de derrubar casas e deixar muita gente
desesperada. Durante muito tempo, teve um
apelido: a flagelada. Era alta, magérrima e de
olhos muito negros, duas bolas escuras que
pareciam cintilar à beira do abismo. Era uma
mulher de fala forte, voz rouca, agravada pelo
cigarro, não menos de trinta por dia, do palheiro ao
sem filtro, o que viesse, qualquer coisa que lhe
permitisse sair do ar.

– Meu silêncio diz tudo – era o máximo que
concedia a algum vizinho.

Apesar do seu jeito esquisito, era amada por
quase todos. Gostava-se da sua coragem, da sua
franqueza, alguns até falavam de uma ternura
escondida por trás dos gestos de fera indomável.Muitos nem sabiam mais o nome dela. Era
chamada simplesmente de “a velha”. Contava-se
que prometera a si mesma viver cem anos para
debochar das agruras da vida. Servira durante
décadas de parteira, de benzedeira e até de
responsável pela ordem nas redondezas. Impunha
respeito, resolvia litígios, dava bons conselhos,
sentia pena das jovens apaixonadas. Com o
passar do tempo, ficou mais impaciente e menos
propensa a ouvir longas e repetitivas histórias.

(...)

Destino – Não se contava, porém, quando havia
perdido tudo. Ficara sem casa. Vivia na cidade
num quarto emprestado por um velho conhecido.
Quando se imaginava que estava esgotada, que
só esperava o fim para se livrar dos tormentos, ela
se revelou mais firme do que nunca. Queria viver.
Mais do que isso, deu para dizer a quem quisesse
ouvir que tinha um sonho.

– Um sonho?

– Sim, a Velha tem um sonho.

A notícia espalhou-se como um acontecimento
improvável. Com o que podia sonhar a velha?
Contava-se que homens faziam apostas enquanto
jogavam cartas ou discutiam futebol, mulheres
especulavam sobre esse sonho, crianças se
interessavam pelo assunto, todos queriam entender como podia aquela mulher árida ter um
sonho, algo que a maioria, mais nova, já não tinha.
Por alguns meses, pois ela fazia do seu novo
silêncio um trunfo, foi cercada de atenção na
busca obsessiva por uma resposta. Teriam até lhe
oferecido dinheiro para revelar o seu sonho num
programa de rádio.

Conta-se que numa tarde mormacenta de janeiro,
com um temporal prestes a desabar, ela disse com
a sua voz grave um pouco mais vibrante para
quem pudesse ouvir (nunca se soube quem foi o
primeiro saber):

– Quero voltar para casa.

Que casa era essa? A velha queria retornar ao
lugar onde havia nascido, um lugar perdido na
campanha onde vicejava solitário um cinamomo.
Sonhava em ter uma casinha ali para viver os seus
últimos anos. Desse ponto de observação, podia-se
enxergar um enorme vazio. A comunidade,
sempre tão dispersa, mobilizou-se como se, de
repente, tudo fizesse sentido. O dono da terra
aceitou que lhe erguessem um rancho no meio do
nada para que ela fincasse suas raízes por alguns
anos. Um mutirão foi organizado para erguer a
morada. Até políticos contribuíram para a compra
do modesto material – tábuas, pregos, latas –
necessário à construção da residência. Num final
de semana de fevereiro, a casa foi erguida.
Um rancho de duas peças: quarto e cozinha. Uma
latrina a dez passos do cinamomo. Caía a noite
quando tudo ficou pronto. Os homens
embarcaram na carroceria de um velho caminhão
e partiram. Ela ficou só no lugar que escolhera
para viver depois de tantas lutas encarniçadas
com o destino. Sentia-se vitoriosa. A lua cheia
banhou os campos naquela noite. Ela passeou até
onde as velhas pernas lhe permitiram. Deitou-se
no catre com colchão novo. Fez questão de
manter a sua cama. Morreu ao amanhecer com o
sol faiscando na cobertura de lata reluzindo de tão
nova e duradoura.

Adaptado de:
< https: morada-1.392657="" contouma-="" juremirmachado="" blogs="" www.correiodopovo.com.br="" >. Acesso em 26 jan. 2020.

Analise a colocação do pronome “se”,
destacado no trecho “A notícia espalhou- se
como um acontecimento improvável.”,
e assinale a alternativa correta.

A O pronome “se” poderia ser utilizado em
posição proclítica, “A notícia se espalhou
como um acontecimento improvável”, e a
frase ainda estaria correta
B Se o verbo “espalhou” estivesse no futuro,
“espalhará”, o pronome “se” deveria ser
utilizado antes do verbo.
C A utilização do pronome “se” após o verbo
“espalhou” torna a frase informal.
D Caso o pronome “se” fosse utilizado antes
do verbo “espalhou”, a frase não atenderia
às normas gramaticais.
E O uso do pronome “se” após o verbo
“espalhou” aproxima-se da fala comum do
dia a dia, o que torna a frase inadequada.

A verdadeira substância da linguagem
não é constituída por um sistema
abstrato de formas linguísticas, nem pela
enunciação monológica isolada, nem
pelo ato psicofisiológico de sua
produção, mas pelo fenômeno social da
interação verbal, realizada pela
enunciação ou pelas enunciações. A
interação constitui, assim, a realidade
fundamental da linguagem (BAKHTIN,
1988). Assinale a alternativa em que sua
proposição contrapõe esses
pressupostos, ou seja, que NÃO está de
acordo com a terceira concepção ou
ainda que NÃO leva em consideração a
interação.

A A linguagem é social. É por meio das
relações sociais que o ser humano aprende
e ensina, constrói e desconstrói
conhecimento.
B Hoje se reconhece que, ao falar, o indivíduo
não só descreve o que observa, mas atua no
mundo e faz com que certas coisas
aconteçam.
C A linguagem é um lugar de trocas humanas,
comunicativas, pela produção de efeitos de
sentido entre interlocutores, em uma dada
situação de comunicação e em um contexto
sócio-histórico e ideológico.
D É preciso pensar a linguagem humana como
lugar de interação, de constituição das
identidades, de representação de papéis, de
negociação de sentidos, por palavras, mas é
preciso encarar a linguagem não apenas
como forma de interação social, mas, sim,
acima de tudo, como representação do
mundo e do pensamento ou como
instrumento de comunicação.
E Para Vygotsky (1994), a relação entre
pensamento e linguagem é estreita. A
linguagem (verbal, gestual e escrita) é nosso
instrumento de relação com os outros e, por
isso, é importantíssima na nossa
constituição como sujeitos.

Sobre a disciplina dos funcionários da
Prefeitura de Betim, é correto afirmar que

A é um dever valer-se do cargo para lograr
proveito pessoal.
B é permitido receber presentes em razão de
suas atribuições.
C não é um dever previsto em lei trabalhar com
pontualidade.
D utilizar veículo do Município para fins
particulares é tolerável.
E deve o funcionário fazer pronta comunicação
a seu chefe imediato do motivo de seu não
comparecimento ao serviço.

A formulação de uma declaração de
missão é, com frequência, recomendada
como uma das etapas do planejamento.
Diante disso, sobre missão, assinale a
alternativa correta.

A Primeiramente, a missão não é totalmente
articulada no início do processo de
planejamento ou não é articulada em
nenhum momento.
B Em toda a literatura recente, a missão
destaca-se como o elemento principal na
liderança e no planejamento.
C É a exposição de um propósito da
organização, projetada para inspirar e
concentrar os esforços de todos os membros
da organização.
D Essa etapa envolve uma análise dos valores
de pessoal e de outras partes interessadas
importantes.
E A missão se desenvolve durante o curso
evolucionário do processo de planejamento.

Cada unidade de informação possui suas particularidades de acordo com a especialidade e o objetivo final para desenvolver, organizar e disponibilizar a informação. Por exemplo, a biblioteca dispõe da gestão de seu acervo. Assim, qual é o nome atribuído aos serviços de bibliotecas, arquivos e centros de documentação?

A Memória documental.
B Disseminação da informação.
C Centro de informação.
D Recuperação da informação.
E Catálogo coletivo.

Diferentes medidas estruturais e não
estruturais podem ser adotadas para fins
de prevenção e mitigação de
deslizamentos. Qual das medidas
apresentadas a seguir é uma medida
estrutural?

A Congelamento de áreas à urbanização.
B Adoção de políticas habitacionais.
C Reurbanização de áreas.
D Planos preventivos de defesa civil.
E Vistorias.

No estudo “Áreas Urbanizadas do Brasil
2015”, lançado pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística, os resultados do
mapeamento das áreas urbanizadas
foram disponibilizados também em
escala municipal. Nessa perspectiva, as
áreas das manchas urbanizadas nos
municípios que compõem
Concentrações Urbanas acima de 100 mil
habitantes, segundo a classificação de
densidade, indicam que

A nove das dez maiores áreas urbanizadas
municipais são capitais.
B 78% das áreas urbanizadas do país estão
em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo
Horizonte.
C das dez maiores áreas urbanizadas, o
município de Curitiba apresenta o menor
percentual de pouca densidade.
D Brasília, equiparada a município e
considerada na totalidade do Distrito
Federal, aparece como a sexta área mais
urbanizada do país.
E 84% das concentrações urbanas no Brasil
são classificadas como pouco densas.

A Lei de Diretrizes e Bases (BRASIL,
1996), em seu art. 26, determina que os
currículos da Educação Infantil, do
Ensino Fundamental e do Ensino Médio
devem ter uma base nacional comum a
ser complementada, em cada sistema de
ensino e em cada estabelecimento
escolar, por uma parte diversificada.
Assinale a alternativa correta quanto à
estrutura geral da Base Nacional Comum
Curricular para o ensino fundamental.

A Direitos de aprendizagem e
desenvolvimento; áreas do conhecimento;
campos de experiências; objetivos de
aprendizagem e desenvolvimento.
B Áreas do conhecimento – competências
específicas de área; componentes
curriculares – competências específicas de
componente; unidades temáticas; objetos de
conhecimento; habilidades.
C Campos de experiências; componentes
curriculares; habilidades; unidades
temáticas.
D Campos de experiências componentes
curriculares – competências específicas de
componente; unidades temáticas; objetivos
de conhecimento; habilidades.
E Campos de experiências; objetivos de
conhecimento; competências específicas de
área.

O trabalho dos psicólogos na Política de
Assistência Social cresceu a partir da
implantação do Sistema Único de
Assistência Social (SUAS). Considerando
o exposto, assinale a alternativa correta
no que se refere à atuação do psicólogo
no SUAS.

A O campo de atuação profissional do
psicólogo no SUAS consiste na Política
Pública de Assistência Social, sendo que a
psicoterapia não é uma oferta de serviços.
B A prática do psicólogo no SUAS deve ser
neutra, evitando basear-se em campos
teóricos que possuam uma visão crítica da
realidade social e que considerem as
relações de poder.
C Os profissionais de psicologia atuantes no
SUAS devem priorizar, durante o
atendimento psicoterápico, intervenções
crítico-reflexivas frente às condições de vida
dos usuários.
D O psicólogo deve conhecer e atuar de
acordo com as legislações e normativas
técnicas que embasam sua prática, evitando
o debate crítico.
E As diferenças culturais, geográficas e
políticas não devem ser consideradas no
planejamento do trabalho do psicólogo, pois
todo cidadão tem direito a um atendimento
igualitário e universal.