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Leia o texto a seguir: As listas de conteúdos, sua distribuição pelas séries da escola secundária, as orientações para o trabalho pedagógico elaboradas pelas instituições educacionais durante o período Vargas e expressas nas Orientações Metodológicas (parte importante dos Programas) traduziam a preocupação oficial e as discussões que perpassavam os meios intelectuais brasileiros. Mais do que isso, eram um instrumento ideológico para a valorização de um corpus de ideias, crenças e valores centrados na unidade de um Brasil, num processo de uniformização que permitisse o ocultamento da divisão social e a direção das massas pelas elites. (Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula . São Paulo: Contexto, 1998. Adaptado) À época discutida no trecho, destacava-se a importância da História como

A uma afirmação da identidade negra e da ancestralidade africana do povo brasileiro.
B um mecanismo de fortalecimento dos interesses da burguesia industrial paulista.
C um dispositivo de controle voltado à valorização das elites em detrimento do Estado.
D um instrumento para o desenvolvimento do patriotismo e do sentimento nacional.
E uma forma de valorização da autonomia da classe operária na relação com o Estado

Leia o texto a seguir: Das figuras políticas é interessante destacar como têm sido representados nos livros didáticos os dois imperadores do Brasil: D. Pedro I, sempre jovem, porque afinal morreu com 34 anos; seu filho D. Pedro II, sempre velho, apesar dos textos escolares darem destaque ao episódio da “Maioridade” que tornou D. Pedro II chefe de Estado com apenas 15 anos. A ilustração do pai jovem e do filho velho tem causado uma certa perplexidade aos jovens leitores e falta a explicação do aparente paradoxo. (Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula . São Paulo: Contexto, 1998. Adaptado) A imagem de um D. Pedro II velho foi construída

A no período pós-monárquico e demonstra a intenção dos republicanos de explicar a queda de uma monarquia envelhecida que não teria continuidade.
B no contexto da década de 1880 e demonstra a intenção dos apoiadores da monarquia de associarem D. Pedro II às ideias de experiência e sabedoria.
C à época das lutas antiescravistas e demonstra a intenção dos abolicionistas de relacionar o imperador à forma arcaica e ultrapassada da escravidão.
D por ocasião da comemoração do cinquentenário da República, em 1939, e demonstra a intenção de Vargas de se apresentar como herdeiro de um grande estadista.
E no início da Primeira República, e demonstra a intenção da oligarquia paulista de apresentar D. Pedro II com um semblante semelhante ao de Cristo e Tiradentes.

eia o texto a seguir: Uma das críticas mais pertinentes sobre os métodos tradicionais focaliza a insuficiência deles na formação intelectual ou no desenvolvimento do espírito crítico dos alunos. O ensino de História tem-se caracterizado pelo uso do método dedutivo/indutivo, num movimento que parte do geral para o particular ou vice-versa, apresentando de forma inquestionável os conteúdos históricos ordenados do mais próximo ao mais distante, quanto ao espaço, e do mais distante ao mais próximo, quanto ao tempo. (Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos . São Paulo: Cortez, 2008. Adaptado) Entre as alternativas ao método tradicional, Circe Bittencourt apresenta

A uma prática de sala de aula hierarquizada em que o aluno recebe de maneira passiva as informações reproduzidas mecanicamente.
B as inovações nas técnicas educacionais, com um conceito de educação pautado nos novos recursos tecnológicos, como materiais audiovisuais.
C o método dialógico, em que o professor, de posse do conhecimento, simula debates entre os alunos sem tomar parte nas discussões.
D a formulação de problemas, com a produção de conhecimento por meio da construção de problemas de pesquisa de tipo científico.
E o método dialético, que corresponde a um esforço para o progresso do conhecimento que surge no confronto de teses opostas.

Leia o texto a seguir: Existem inúmeros relatos de experiências de estudos do meio realizadas por professores de História. A maior parte delas ocorre em cidades históricas, lugares com monumentos históricos consagrados. A preferência por estudos do meio em cidades com esse perfil indica a necessidade de deter-se na concepção de patrimônio histórico e na constituição dos “lugares da memória” da sociedade brasileira. (Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos . São Paulo: Cortez, 2008. Adaptado) De acordo com Circe Bittencourt, é importante ter critérios na escolha dos lugares de estudo do meio, pois

A nem todos os espaços têm uma história significativa que deixou marcas e que tem relevância histórica ou reconhecimento social, o que pode resultar na valorização artificial de lugares sem importância cultural para a sociedade brasileira.
B os monumentos históricos costumam ser marcos de pessoas poderosas ou do poder oficial, o que faz com que sejam vistos como construtores da memória histórica que devem constituir o repertório central dos alunos no contato com o patrimônio.
C a limitação do estudo a espaços considerados monumentos históricos pode conduzir os alunos a equívocos sobre a própria concepção de história e sedimentar a ideia de que a memória histórica deve ater-se apenas a determinadas esferas de poder.
D os marcos históricos reconhecidos publicamente como patrimônio são áreas consagradas pela memória das elites, o que permite ao aluno conhecer as tradições da cultura nacional sem deslocar- -se por áreas de grupos historicamente marginalizados.
E as fontes históricas não escritas, como as construções, os telhados das casas, o planejamento urbano e a memória oral das pessoas comuns são documentos históricos secundários, de menor relevância em comparação com as fontes escritas.

Leia o texto a seguir: Ao lado de meu interesse por temas específicos e variados, se criou para sempre um amplo interesse metodológico — talvez relacionado ao meu antigo interesse por filosofia — que subjaz, meio obsessivamente, a tudo o que escrevo. Quando decidi estudar feitiçaria, não estava fundamentalmente interessado na perseguição às bruxas, mas o que me seduzia era abordar as perguntas dos inquisidores de modo a poder escapar de seu controle, o que, evidentemente, envolvia um problema metodológico. (Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas. São Paulo: Editora UNESP, 2000. Adaptado) O trecho, destacado da entrevista da autora Maria Lúcia Garcia Pallares Burke com o historiador italiano Carlo Ginzburg, discute uma metodologia de pesquisa histórica relacionada à leitura dos documentos

A nas entrelinhas e a contrapelo, desvirtuando as intenções das evidências, indo contra ou além das razões pelas quais elas foram construídas, adotando uma estratégia de leitura tortuosa.
B de maneira literal, sendo o mais fiel possível àquilo que está escrito nos textos, fazendo a exegese do documento por meio de uma leitura aprofundada deste a partir de sua finalidade.
C por meio da crítica externa, buscando antes de tudo validar a sua autenticidade, a sua originalidade e o seu ineditismo na pesquisa histórica, além de definir a sua datação com precisão.
D por meio da crítica interna, com o objetivo de compreender o conteúdo do documento histórico mediante sua interpretação, além de identificar a intenção de quem o produziu
E nos seus aspectos formais, relacionados ao uso da língua, à estética e ao suporte escolhidos por quem o produziu, levando em consideração as suas condições materiais de existência.

Leia o texto a seguir: Tal período, antiaristocrático e anticlerical, acentuou o menosprezo à Idade Média, vista como momento áureo da nobreza e do clero. A filosofia da época censurava sobretudo a forte religiosidade medieval, o pouco apego da Idade Média a um estrito racionalismo e o peso político de que a Igreja então desfrutara. Afirmava-se que “sem religião seríamos um pouco mais felizes”, ou que a humanidade sempre marchou em direção ao progresso, com exceção do período no qual predominou o cristianismo, isto é, a Idade Média. (Hilário Franco Júnior, A Idade Média, nascimento do ocidente . São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado) O trecho faz referência ao pensamento

A nacionalista.
B escolástico.
C romântico.
D iluminista.
E evolucionista.

Os veículos aéreos não tripulados (VANTs), também conhecidos popularmente como drones, permitem diferentes aplicações relacionadas ao mapeamento e ao monitoramento de recursos naturais, em especial porque

A possibilitam a obtenção de imagens em diferentes comprimentos de onda, com sua resolução espacial cobrindo, no mínimo, três comprimentos de onda do espectro eletromagnético.
B garantem a obtenção de imagens de alta resolução, cuja resolução radiométrica é sempre menor do que 5 metros.
C apresentam maior resolução espacial do que a de imagens de satélites como os da série Landsat, com capacidade de imagear áreas restritas.
D têm resolução espectral ampliada em relação aos satélites da série SPOT, sendo essa resolução de, no mínimo, 0,2 metros.
E garantem a flexibilidade de resolução temporal associada ao maior tamanho de pixel de suas imagens do que o apresentado pelos tradicionais satélites da série Landsat.

A estruturação de um banco de dados cartográfico (BDC) e georreferenciado requer o conhecimento de estrutura e de formato dos dados que o integram, sendo correto afirmar que

A os identificadores são as propriedades que descrevem os atributos geográficos, os quais são expressos em níveis de cinza.
B os entes geográficos são as feições georreferenciadas, que integram o BDC e que podem ser representadas por pontos, linhas e polígonos.
C as feições geométricas pontos, linhas e polígonos são definidas como identificadores geográficos de dados matriciais.
D os atributos são as feições espacializadas do BDC, sendo representadas por pontos, linhas, polígonos e arcos.
E os entes geográficos estão relacionados às características que descrevem os atributos e podem ser qualitativos e quantitativos.

Um sistema ecológico integra em sua totalidade componentes abióticos e bióticos, incluindo funcionalidades e processos metabólicos, sendo correto afirmar que

A a resiliência é função da persistência de sua estrutura manter-se no decorrer do tempo.
B a sustentabilidade ambiental independe de sua estabilidade ecológica, mas está diretamente relacionada ao seu nível de homeostase.
C o grau de estabilidade depende do ambiente externo, mas independe da homeostase.
D a estabilidade está relacionada à ausência de perturbações ambientais, sendo mantida apenas quando o ecossistema permanece em condições de equilíbrio constante.
E a sustentabilidade ambiental pode ser proporcionada pela diversidade de espécie, mesmo não se conhecendo com exatidão o número ou a composição ideal de biodiversidade dos diferentes sistemas.

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, características do

( 1 ) relatório de impacto ambiental e do

( 2 ) estudo de impacto ambiental.

A 1: Elaborado somente para atividades com potencial de causar significativa degradação ambiental. 2: Tem como objetivo determinar a extensão, a duração e a intensidade dos impactos que um projeto pode causar.
B 1: Vinculado ao licenciamento ambiental, como etapa obrigatória a ser cumprida no processo de licenciamento ambiental. 2: Pode propor modificações de forma a reduzir ou evitar os impactos negativos.
C 1: Entre suas etapas de execução, está a identificação preliminar dos impactos prováveis do empreendimento. 2: É vinculado ao licenciamento ambiental.
D 1: Necessita de equipe multidisciplinar para sua elaboração. 2: Retrata as principais conclusões do relatório de impacto ambiental, visto sua complexidade.
E 1: Determina a extensão, a duração e a intensidade dos impactos que um projeto pode causar. 2: É escrito em linguagem simples e não técnica.