Leia o texto a seguir para responder às questões de 51 a 60.
‘Acham que alguém da minha idade deve estar recolhido em casa. Não vou ser assim nunca’, diz Ney Matogrosso
Mônica Bergamo / Victória Cócolo
Em 2025 houve a estreia do filme sobre sua biografia, “Homem com H”, turnês e o projeto musical Tiny Desk. Aos 84 anos, de onde vem a energia para abraçar tantos projetos?
Eu também não sei. Na verdade, estou bem cansado. Estou louco para chegar o fim do ano para descansar. Vão ser miniférias — isso até o ano novo, em que eu vou cantar com o Gil no Rio de Janeiro. Depois, tem show marcado de janeiro até julho.
O corpo é um elemento muito presente no seu trabalho. O que você faz para se cuidar?
Faço ginástica diariamente quando estou no Rio de Janeiro, na minha casa. Não faço no hotel porque tem que vestir o modelito. Gosto de fazer exercício do jeito que estiver, só de shorts.
Com qual dos projetos você se divertiu mais neste ano?
Eu gostei de tudo, mas demanda energia. Todos os projetos me interessavam muito, então eu me envolvi mesmo. Por exemplo: com o filme ‘Homem com H’, eu li 12 roteiros, acompanhei três dias de gravação, com filmagens de 12 horas. Eu tenho prazer trabalhando.
Sobre o filme, como foi se ver projetado numa tela de cinema? É estranho?
Muito estranho. Mas o Jesuíta Barbosa [protagonista de “Homem com H”] é muito bom, um ator maravilhoso. Tinha horas em que, vendo o filme, eu pensava: será que eles pegaram um pedaço de mim de verdade e colocaram no filme?
Você declarou que o filme foi um marco e que antes podia sair na rua, mas agora é abordado o tempo todo. Como tem sido essa experiência?
Eu sempre andei na rua, aqui no Leblon, estão todos acostumados. Mas, subitamente, agora vem falar comigo gente que nunca teria se aproximado. Ontem [quarta, dia 10] eu saí e, quando estava voltando, veio um casal de adolescentes. Um devia ter uns 15 anos, a namorada uns 14. Vieram me pedir uma foto e, enquanto isso, estava passando um casal de senhores que disse: “Vocês têm muito bom gosto”. Eu achei tudo muito engraçado. Eu lá, parado no meio da rua fazendo foto, e o casal passando e falando dos meninos. Foi ótimo.
E qual é a sua relação com a finitude e a morte? Você pensa sobre a morte?
Normal. Eu aceito. Estou convivendo com isso: minha mãe está com 103 anos, não se levanta mais da cama, e eu estou vendo que é isso que vai acontecer com ela — e tenho que aceitar a minha morte também. Eu não sou paranoico, não sou grilado com a realidade da vida.
Você canta algumas músicas da Rita Lee no seu show. Isso te faz se sentir mais perto dela, especialmente agora que ela se foi?
Acho que sim. Para mim, é um prazer enorme cantar a Rita. Nós éramos o mesmo lado da moeda. Nosso jeito de ver o mundo era muito parecido.
Tem alguma música do seu repertório que mudou de sentido ao longo dos anos?
“Sangue Latino”. Quando lancei, era uma música normal. Com o passar do tempo, ela significa cada vez mais para mim. Parece que eu já estava falando de mim mesmo. Naquela época, eu não tinha meus mortos, meus caminhos tortos, agora eu tenho.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/autores/victoria-cocolo.shtml. Acesso em: 25 maio 2026.
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Determinada escola municipal de Vitória da Conquista está implantando um projeto pedagógico para alunos surdos. Nas reuniões, a equipe discute a transição do modelo médico para o socioantropológico da surdez. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa correta.
A medida da área de um triângulo cujos lados medem 5 cm, 9 cm e 10 cm é igual a
A respeito dos quadriláteros, assinale a alternativa que apresenta uma definição INCORRETA.
Durante a elaboração de um planejamento pedagógico, a equipe docente discute estratégias de ensino, formas de avaliação e o papel da mediação do professor no desenvolvimento dos estudantes. O objetivo é organizar práticas pedagógicas que articulem aprendizagem, desenvolvimento humano e acompanhamento formativo do processo educativo. Nesse contexto, considerando a atuação do pedagogo na organização do ensino e da avaliação da aprendizagem, assinale a alternativa correta.
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder às questões de 41 a 50.
A economia da longevidade
José Eustáquio
O Brasil está prestes a atingir um marco demográfico histórico: pela primeira vez, terá mais pessoas de 60 anos ou mais do que crianças e adolescentes de zero a 14 anos. Segundo projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2029 o país contará com 40,1 milhões de idosos, superando os 39,2 milhões de jovens com menos de 15 anos.
O Censo Demográfico de 2022 já evidenciou essa transição em nível regional. Em dois estados, a população idosa superava a jovem: no Rio Grande do Sul, havia 115 idosos para cada 100 jovens; no Rio de Janeiro, 106 para cada 100. Entre as 27 capitais, cerca de 55% já apresentavam mais idosos do que jovens. Porto Alegre destacava-se como a capital mais envelhecida, com 137 idosos para cada 100 jovens, enquanto São Paulo, a maior cidade do país, registrava 103 para cada 100.
A idade mediana da população brasileira era de 18 anos em 1950, chegou a 34 anos em 2022 e deve atingir 49 anos em 2072, quando o país celebrará os 250 anos da Independência. Nessa data, a razão de idosos poderá alcançar 317 para cada 100 jovens. O envelhecimento populacional tende, assim, a consolidar-se como a principal característica demográfica do Brasil no século 21 — um processo que traz desafios relevantes, mas também oportunidades.
O principal desafio decorre do esgotamento do primeiro bônus demográfico. A proporção de pessoas em idade ativa (15 a 59 anos) já está em declínio, o que pode gerar crise fiscal e estagnação econômica caso o país mantenha uma visão estática das relações intergeracionais, baseada em um ciclo de vida rígido — com jovens apenas estudando, adultos exclusivamente trabalhando e idosos integralmente aposentados.
A narrativa da catástrofe demográfica tornou-se recorrente. No entanto, o envelhecimento deve ser encarado com perspectiva construtiva, pois há outras duas janelas estratégicas para promover prosperidade e bem-estar.
O segundo bônus demográfico, ou bônus da produtividade, ao contrário do primeiro, não é transitório. Seus efeitos podem se prolongar indefinidamente, desde que haja investimentos contínuos em educação, saúde, ciência e infraestrutura. Esses fatores elevam a produtividade do trabalho, permitindo que a economia produza mais com menor uso de insumos humanos e ambientais, compensando a redução da força de trabalho.
A outra fronteira estratégica é o terceiro bônus demográfico, ou bônus da longevidade, associado à expansão de vidas saudáveis e ativas. Esse bônus depende de como a sociedade se organiza para viver mais e melhor, ampliando os anos com autonomia e sem incapacidades severas. Nesse contexto, o capital humano acumulado ao longo da vida permite que os idosos continuem contribuindo, compartilhando experiência, conhecimento e capacidades produtivas. O professor Andrew Scott, em “The Longevity Economy” (2021), publicado na The Lancet Healthy Longevity, argumenta que esse marco exige uma mudança de paradigma: deixar a ideia de uma “sociedade que envelhece” para construir uma “sociedade da longevidade”. Na primeira, acrescentam-se anos à vida; na segunda, adiciona-se vida aos anos.
A “sociedade que envelhece” costuma ser vista pela ótica dos custos, como a expansão dos gastos com previdência e saúde. Já a “sociedade da longevidade” enfatiza a transformação do ciclo de vida. Scott destaca a maleabilidade do envelhecimento — a possibilidade de intervenções que permitam viver não apenas mais, mas com mais saúde, maior integração social e níveis mais elevados de produtividade.
A economia da longevidade exige superar o etarismo e construir trajetórias de vida mais flexíveis e multietapas, com requalificação ao longo da vida, mudanças de carreira e maior inclusão das gerações maduras no mercado de trabalho, além de maior capacidade de adaptação por parte dos indivíduos, das empresas e das políticas públicas.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/a-economia-da-longevidade.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa. Acesso em: 25 maio 2026.
A economia da longevidade
José Eustáquio
O Brasil está prestes a atingir um marco demográfico histórico: pela primeira vez, terá mais pessoas de 60 anos ou mais do que crianças e adolescentes de zero a 14 anos. Segundo projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2029 o país contará com 40,1 milhões de idosos, superando os 39,2 milhões de jovens com menos de 15 anos.
O Censo Demográfico de 2022 já evidenciou essa transição em nível regional. Em dois estados, a população idosa superava a jovem: no Rio Grande do Sul, havia 115 idosos para cada 100 jovens; no Rio de Janeiro, 106 para cada 100. Entre as 27 capitais, cerca de 55% já apresentavam mais idosos do que jovens. Porto Alegre destacava-se como a capital mais envelhecida, com 137 idosos para cada 100 jovens, enquanto São Paulo, a maior cidade do país, registrava 103 para cada 100.
A idade mediana da população brasileira era de 18 anos em 1950, chegou a 34 anos em 2022 e deve atingir 49 anos em 2072, quando o país celebrará os 250 anos da Independência. Nessa data, a razão de idosos poderá alcançar 317 para cada 100 jovens. O envelhecimento populacional tende, assim, a consolidar-se como a principal característica demográfica do Brasil no século 21 — um processo que traz desafios relevantes, mas também oportunidades.
O principal desafio decorre do esgotamento do primeiro bônus demográfico. A proporção de pessoas em idade ativa (15 a 59 anos) já está em declínio, o que pode gerar crise fiscal e estagnação econômica caso o país mantenha uma visão estática das relações intergeracionais, baseada em um ciclo de vida rígido — com jovens apenas estudando, adultos exclusivamente trabalhando e idosos integralmente aposentados.
A narrativa da catástrofe demográfica tornou-se recorrente. No entanto, o envelhecimento deve ser encarado com perspectiva construtiva, pois há outras duas janelas estratégicas para promover prosperidade e bem-estar.
O segundo bônus demográfico, ou bônus da produtividade, ao contrário do primeiro, não é transitório. Seus efeitos podem se prolongar indefinidamente, desde que haja investimentos contínuos em educação, saúde, ciência e infraestrutura. Esses fatores elevam a produtividade do trabalho, permitindo que a economia produza mais com menor uso de insumos humanos e ambientais, compensando a redução da força de trabalho.
A outra fronteira estratégica é o terceiro bônus demográfico, ou bônus da longevidade, associado à expansão de vidas saudáveis e ativas. Esse bônus depende de como a sociedade se organiza para viver mais e melhor, ampliando os anos com autonomia e sem incapacidades severas. Nesse contexto, o capital humano acumulado ao longo da vida permite que os idosos continuem contribuindo, compartilhando experiência, conhecimento e capacidades produtivas. O professor Andrew Scott, em “The Longevity Economy” (2021), publicado na The Lancet Healthy Longevity, argumenta que esse marco exige uma mudança de paradigma: deixar a ideia de uma “sociedade que envelhece” para construir uma “sociedade da longevidade”. Na primeira, acrescentam-se anos à vida; na segunda, adiciona-se vida aos anos.
A “sociedade que envelhece” costuma ser vista pela ótica dos custos, como a expansão dos gastos com previdência e saúde. Já a “sociedade da longevidade” enfatiza a transformação do ciclo de vida. Scott destaca a maleabilidade do envelhecimento — a possibilidade de intervenções que permitam viver não apenas mais, mas com mais saúde, maior integração social e níveis mais elevados de produtividade.
A economia da longevidade exige superar o etarismo e construir trajetórias de vida mais flexíveis e multietapas, com requalificação ao longo da vida, mudanças de carreira e maior inclusão das gerações maduras no mercado de trabalho, além de maior capacidade de adaptação por parte dos indivíduos, das empresas e das políticas públicas.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/a-economia-da-longevidade.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa. Acesso em: 25 maio 2026.
Assinale a alternativa em que a reescrita do excerto mantém o sentido original.
O documento que se constitui em um marco normativo internacional na afirmação dos direitos fundamentais dos indivíduos é o(a)
Um servidor da área administrativa está utilizando o Microsoft Excel 2016, versão em português, para organizar uma lista de despesas mensais da escola. Ele inseriu valores nas células de A1 até A5 e deseja calcular automaticamente o total desses valores na célula A6. Considerando esse cenário, assinale a alternativa que apresenta a fórmula adequada para realizar esse cálculo.
Considerando a proposição composta p → q (se p, então q), assinale a alternativa que apresenta uma condição para que essa proposição seja falsa.
Texto associado
Underground library in Warsaw metro invites commuters to trade scrolling for stories
In Warsaw’s Targówek district, a metro ride has become more than a daily routine. Now it offers a chance to escape into a story. Thanks to Metroteka, a newly opened subterranean library inside the Kondratowicza M2 metro station, commuters can now trade mindless scrolling for meaningful reading.
The 150-square-meter space is stocked with more than 16,000 books, all available through a fast self-checkout system. Visitors can also borrow laptops, sip complimentary coffee, and unwind in a cozy communal area, all while waiting for their train.
“Our dream is for Metroteka to become an educational and cultural center, and not just a place where you can borrow your books from,” says Grażyna StrzelczakBatkowska, deputy director of the Targówek library.
A modern space that breathes life into books
Metroteka’s design is as inviting as its mission. A lush hydroponic garden wall filled with herbs and flowers gives the underground space a breath of fresh air, literally. Basil, oregano, and other plants grow without soil or sunlight, infusing the library with an unexpected sense of vitality. The bookshelves, shaped like soft, undulating waves, add to the organic feel.
“I always joke that books are not made of glass,” Strzelczak-Batkowska says. “You can just pop in, grab a few, throw them on a self-checkout machine, and that’s it—you’re out on a new adventure.”
Aiming to reverse a national trend
Poland’s reading habits have been in steady decline for years. A 2024 survey by the National Library of Poland found that only 41 percent of respondents had read at least one book in the past year. According to Tomasz Makowski, director of the National Library, the legacy of war has shaped these numbers. During World War II, Poland lost 70 percent of its libraries.
“We had several generations that did not see their parents or grandparents in front of a wall of books,” Makowski says. “Reading is [also] not something associated with adulthood, but with schools, teachers, librarians, and usually mothers reading to children.
By placing literature in the path of everyday commuters, Metroteka hopes to shift that cultural perception.
An open invitation to all
For Makowski, the location is just as important as the books. “Opening a library in a metro station is like a dream for us,” he says. “Libraries should be beautiful and open; inviting, not intimidating. It’s not a shrine, but a place where you can spend time freely, take part in discussions, public consultations, or meet people.”
In the coming months, Metroteka plans to host author readings, workshops, and classes to further engage the community. Books can be returned either directly to the library or via parcel lockers outside the station, available around the clock.
As commuters pass through Kondratowicza station with coffee in hand and a novel tucked under one arm, Metroteka quietly transforms daily routines into cultural moments. By meeting people where they are, literally underground, the library isn’t just promoting reading. It’s redefining what public space can offer.
Source: https://www.optimistdaily.com/2025/09/underground-library-in-warsaw-metro-invites-commuters-to-trade-scrolling-for-stories/. Access on May 4th 2026.
In Warsaw’s Targówek district, a metro ride has become more than a daily routine. Now it offers a chance to escape into a story. Thanks to Metroteka, a newly opened subterranean library inside the Kondratowicza M2 metro station, commuters can now trade mindless scrolling for meaningful reading.
The 150-square-meter space is stocked with more than 16,000 books, all available through a fast self-checkout system. Visitors can also borrow laptops, sip complimentary coffee, and unwind in a cozy communal area, all while waiting for their train.
“Our dream is for Metroteka to become an educational and cultural center, and not just a place where you can borrow your books from,” says Grażyna StrzelczakBatkowska, deputy director of the Targówek library.
A modern space that breathes life into books
Metroteka’s design is as inviting as its mission. A lush hydroponic garden wall filled with herbs and flowers gives the underground space a breath of fresh air, literally. Basil, oregano, and other plants grow without soil or sunlight, infusing the library with an unexpected sense of vitality. The bookshelves, shaped like soft, undulating waves, add to the organic feel.
“I always joke that books are not made of glass,” Strzelczak-Batkowska says. “You can just pop in, grab a few, throw them on a self-checkout machine, and that’s it—you’re out on a new adventure.”
Aiming to reverse a national trend
Poland’s reading habits have been in steady decline for years. A 2024 survey by the National Library of Poland found that only 41 percent of respondents had read at least one book in the past year. According to Tomasz Makowski, director of the National Library, the legacy of war has shaped these numbers. During World War II, Poland lost 70 percent of its libraries.
“We had several generations that did not see their parents or grandparents in front of a wall of books,” Makowski says. “Reading is [also] not something associated with adulthood, but with schools, teachers, librarians, and usually mothers reading to children.
By placing literature in the path of everyday commuters, Metroteka hopes to shift that cultural perception.
An open invitation to all
For Makowski, the location is just as important as the books. “Opening a library in a metro station is like a dream for us,” he says. “Libraries should be beautiful and open; inviting, not intimidating. It’s not a shrine, but a place where you can spend time freely, take part in discussions, public consultations, or meet people.”
In the coming months, Metroteka plans to host author readings, workshops, and classes to further engage the community. Books can be returned either directly to the library or via parcel lockers outside the station, available around the clock.
As commuters pass through Kondratowicza station with coffee in hand and a novel tucked under one arm, Metroteka quietly transforms daily routines into cultural moments. By meeting people where they are, literally underground, the library isn’t just promoting reading. It’s redefining what public space can offer.
Source: https://www.optimistdaily.com/2025/09/underground-library-in-warsaw-metro-invites-commuters-to-trade-scrolling-for-stories/. Access on May 4th 2026.