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Atenção : Considere o texto abaixo, do escritor português José Saramago, para responder às questões de números 12 a 15.
Uma compreensão da História
Eu entendo a História num sentido sincrônico, isto é, em que tudo acontece simultaneamente. Por conseguinte, o que procura o romancista - ao menos é o que eu tento fazer - é esboçar um sentido para todo esse caos de fatos gravados na tela do tempo. Sei que esses fatos se deram em tempos distintos, mas procuro encontrar um fio comum entre eles. Não se trata de escapar do presente. Para mim, tudo o que aconteceu está a acontecer. E isto não é novo, já o afirmava o pensador italiano Benedetto Croce, ao escrever: “Toda a História é História contemporânea”. Se tivesse que escolher um sinal que marcasse meu norte de vida, seria essa frase de Croce.
(SARAMAGO, José. As palavras de Saramago . São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 256)

José Saramago entende que sua função como romancista é

A estudar e imaginar a História em seus movimentos sincrônicos predominantes.
B ignorar a distinção entre os tempos históricos para mantê-los vivos em seu passado.
C buscar traçar uma linha contínua de sentido entre fatos dispersos em tempos distintos.
D fazer predominar o sentido do tempo em que se vive sobre o tempo em que se viveu.
E expressar as diferenças entre os tempos históricos de modo a valorizá-las em si mesmas.

Considere que a São Paulo Parcerias S.A (SPPAR) tenha realizado a modelagem econômico-financeira de uma parceria público-privada para a construção e operação de hospitais municipais e, em face dos investimentos que serão realizados pelo parceiro privado, apontou a necessidade de oferecimento de garantias pelo Município para o pagamento das contraprestações pecuniárias ao longo do contrato. À vista das disposições da Constituição da República, tais garantias

A somente serão viáveis se o contrato contar com a interveniência do Estado, como garantidor, podendo o Município apresentar contragarantia ao Estado, incidente sobre produto de seus impostos.
B não poderão incidir sobre receitas provenientes da alienação de ativos, somente podendo alcançar receitas provenientes da arrecadação tributária corrente.
C afiguram-se juridicamente viáveis, eis que a Constituição não veda a vinculação de produto de todos os tributos, mas apenas das taxas e contribuições de melhoria.
D não poderão incidir sobre produto de impostos municipais, eis que, para efeito de garantia ou contragarantia, os mesmos somente podem ser oferecidos à União.
E poderá incidir sobre produto de impostos municipais e sobre as vinculações orçamentárias destinadas à saúde, vedada a incidência sobre as transferências obrigatórias oriundas de impostos estaduais.

Para a construção de um projeto de investimento,

A pode-se dispensar a preparação do fluxo de caixa, se o projeto utilizar recursos de terceiros.
B busca-se verificar se há viabilidade técnica, ou seja, se o projeto consegue remunerar adequadamente o capital investido.
C consideram-se os custos fixos enquanto os custos variáveis são desprezados.
D a localização constitui elemento relevante, embora seja incapaz de levar à rejeição econômica do projeto.
E é preciso considerar a necessidade de se utilizar premissas.

Um desafio constante para os projetos sociais é caracterizado pela sua avaliação econômica. Nesse contexto, o cálculo do custo de oportunidade

A não se aplica aos projetos sociais.
B se dá por meio dos custos contábeis do projeto.
C pode utilizar conceitos vindos de parâmetros como o valor presente líquido e a taxa interna de retorno.
D é dispensável, uma vez que os projetos sociais tratam de impactos na sociedade, não havendo o que se falar em retorno econômico.
E é irrelevante para os projetos sociais, pois nestes são utilizados recursos privados doados e/ou públicos.

Considerando a disciplina estabelecida pela Constituição da República no que concerne à organização político-administrativa do Estado, constitui competência privativa da União

A instituir regiões metropolitanas, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.
B promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico.
C legislar sobre responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
D explorar, diretamente ou mediante concessão, os serviços de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação.
E instituir normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as Administrações públicas de todos os entes federados.
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Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 7 a 11.
Parcerias
Tom Jobim e Vinicius de Moraes constituíram, sem dúvida, uma das grandes parcerias da nossa música. Na verdade, a parceria ia além da arte do compositor e do poeta que se juntaram nas mesmas canções: era a parceria de amorosa amizade, de inabalável companheirismo. A música é uma linguagem sem palavras, e as palavras têm em si mesmas uma música própria. Mas sempre há a possibilidade de que a música fale com as palavras que a cantam, e de que as palavras cantem o que a música diz - é o que ocorre numa canção. No caso de Tom e Vinicius, a excelência da composição musical uniu-se à excelência do texto poético - e deu nas maravilhas que conhecemos.
Penso em que outras atividades pode haver parcerias igualmente felizes. Penso em Lucio Costa e Niemeyer, engenharia e arquitetura construindo uma cidade pelas mãos fortes de uma multidão de parceiros operários entregues à tarefa comum de plantar edifícios no campo aberto. Penso, sim, na parceria artilheira de Pelé e Coutinho no mítico Santos dos anos 50 e 60. Penso nos parceiros de mutirão, que se unem para plantar, colher, ou levantar as paredes e cobrir o telhado de uma nova casa. Penso na parceria de um professor e de um aluno, quando os une o mesmo interesse por uma investigação em comum.
As boas parcerias não nascem da insuficiência pessoal de cada um dos parceiros; nascem como uma aspiração deles a que a junção de talentos multiplique o sucesso dos resultados. Em vez de competição, associação de esforços; em vez de rivalidade, encontro de competências. Seja em que campo se der, a boa parceria é a que se faz para servir melhor a mais alguém. É esse, me parece, o sentido que deve ganhar o movimento que acaba por unir os melhores parceiros.
(Valdemar Gasparetto, inédito )

Considera-se no texto que a parceria entre o compositor Tom Jobim e o poeta Vinicius de Moraes acabou confirmando o fato de que, numa canção bem sucedida,

A a excelência da letra faz o ouvinte se esquecer da excelência da música, assim como também pode ocorrer o inverso disso.
B o músico e o poeta revezam-se em suas habilidades, de modo que ao fim e ao cabo não se sabe quem fez exatamente o quê.
C a letra e a música ajustam-se de tal modo que suas linguagens concorrem para que uma reforce o poder de expressão da outra.
D o trabalho dos parceiros é tão inspirador, em seu fecundo companheirismo, que acaba propiciando a formação de novas parcerias.
E a qualidade da música e a qualidade da letra derivam diretamente da amistosa competição que deve haver entre os bons parceiros.

Suponha que um empregado de empresa privada, concessionária de serviço público de coleta de lixo, ao manobrar o veículo que estava efetuando a coleta urbana, tenha abalroado o muro de um edifício e este veio a desabar. Considerando o regramento estabelecido pela Constituição da República sobre responsabilidade civil da Administração pública,

A inexiste responsabilidade objetiva da concessionária pelos danos causados, eis que tal modalidade de responsabilização somente se aplica a pessoas jurídicas de direito público.
B o Município, na condição de poder concedente, é quem responde, primariamente, pelos prejuízos causados, cabendo direito de regresso contra a concessionária.
C a empresa concessionária responde pelos prejuízos causados, independentemente de comprovação de dolo ou culpa do empregado.
D a empesa concessionária somente responderá pelos prejuízos causados se comprovado nexo de causalidade e culpa grave de seu empregado.
E a responsabilidade primária pela reparação do dano é do empregado, que poderá, contudo, exercer direito de regresso contra a concessionária, se comprovada culpa concorrente.
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 6.
Esportes, negócios
Comecinho dos anos 60, nosso professor de educação física, um homem já encanecido (por isso, considerado um velho bem velho, na nossa perspectiva de adolescentes), não tinha dúvida em nos dizer: “Não briguem por causa de futebol. Futebol como esporte não existe mais, desde que se profissionalizou. Só fazia sentido quando todos eram amadores e jogavam só pelo prazer do jogo e pelo amor à camisa”. Era uma opinião radical, mas que nos fazia pensar em sua consistência.
Por certo o professor estava se referindo a experiências de sua meninice e adolescência, nos anos 30 e 40, quando o futebol ainda era uma espécie de arte pela arte, sem a intromissão decisiva dos chamados “interesses do mercado”. Às vezes acho que a nostalgia de meu professor tinha toda a razão de ser: era possível e desejável gostar de um esporte apenas pelas qualidades intrínsecas desse esporte.
Altos negócios no mundo das atrações de massa supõem muito dinheiro, plena visibilidade e excesso de celebração. Nada disso falta, hoje, aos esportes de alto rendimento que sejam também negociáveis, isto é, que constituam matéria de interesse para milhões de consumidores. Com isso, perde-se aquela dimensão de gratuidade que havia nos esportistas empenhados numa tarefa em que a competitividade não eliminava o prazer, que por sua vez não se rendia a poderosos empresários. “O que passou passou. / Jamais acenderás de novo / o lume / do tempo que passou”- já desabafou o poeta Ferreira Gullar, num momento de versos céticos. O que é uma pena, diria nosso velho professor de educação física.
(Jayme de Souto Albuquerque, inédito)

As normas de concordância verbal estão adequada e plenamente atendidas na frase:

A Remontam aos anos 60, às minhas aulas de educação física, a convicção das ideias de meu professor quanto aos ônus que acarretaram a profissionalização do futebol.
B Ao nosso professor de educação física não impressionavam as supostas condições vantajosas a que veio se submeter a prática do futebol profissional.
C Quem viveu nos anos 30 certamente se deparou com uma realidade do esporte que não podiam imaginar susceptíveis às rupturas que implicariam a profissionalização.
D Sensível à fatalidade dos anos que inapelavelmente transcorre, o poeta Ferreira Gullar deixou que em seus versos se expressasse, mais que uma nostalgia, as impossibilidades da memória.
E O prazer de jogar e o amor à camisa, na época do amadorismo, não podia faltar ao praticante de um esporte cujos prazeres tornava dispensável qualquer outra retribuição.
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 7 a 11.
Parcerias
Tom Jobim e Vinicius de Moraes constituíram, sem dúvida, uma das grandes parcerias da nossa música. Na verdade, a parceria ia além da arte do compositor e do poeta que se juntaram nas mesmas canções: era a parceria de amorosa amizade, de inabalável companheirismo. A música é uma linguagem sem palavras, e as palavras têm em si mesmas uma música própria. Mas sempre há a possibilidade de que a música fale com as palavras que a cantam, e de que as palavras cantem o que a música diz - é o que ocorre numa canção. No caso de Tom e Vinicius, a excelência da composição musical uniu-se à excelência do texto poético - e deu nas maravilhas que conhecemos.
Penso em que outras atividades pode haver parcerias igualmente felizes. Penso em Lucio Costa e Niemeyer, engenharia e arquitetura construindo uma cidade pelas mãos fortes de uma multidão de parceiros operários entregues à tarefa comum de plantar edifícios no campo aberto. Penso, sim, na parceria artilheira de Pelé e Coutinho no mítico Santos dos anos 50 e 60. Penso nos parceiros de mutirão, que se unem para plantar, colher, ou levantar as paredes e cobrir o telhado de uma nova casa. Penso na parceria de um professor e de um aluno, quando os une o mesmo interesse por uma investigação em comum.
As boas parcerias não nascem da insuficiência pessoal de cada um dos parceiros; nascem como uma aspiração deles a que a junção de talentos multiplique o sucesso dos resultados. Em vez de competição, associação de esforços; em vez de rivalidade, encontro de competências. Seja em que campo se der, a boa parceria é a que se faz para servir melhor a mais alguém. É esse, me parece, o sentido que deve ganhar o movimento que acaba por unir os melhores parceiros.
(Valdemar Gasparetto, inédito )

No 3° parágrafo do texto, o autor dá como conclusiva a sua tese de que

A o trabalho das parcerias mais bem-sucedidas representa um maior benefício para terceiros.
B a insuficiência pessoal é sempre superada na soma de esforços que constituem uma parceria.
C a associação entre parceiros deve estimular a saudável rivalidade de que nasce um trabalho bem-sucedido.
D o objetivo precípuo de toda parceria é estreitar os laços de companheirismo entre os parceiros.
E a autossuficiência de cada um dos parceiros acaba redundando em benefício de um trabalho em comum.

Um navio de carga, com toda sua capacidade ocupada, pode transportar 1 800 caixas do tipo A ou 1 350 caixas do tipo B. Se o navio for carregado com 800 caixas do tipo A, então ele ainda poderá transportar um número de caixas do tipo B, no máximo, igual a

A 750.
B 700.
C 675.
D 725.
E 650.