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Texto associado
Leia o texto a seguir para responder às questões 19 e 20.

Texto 3

Assinale a alternativa que analisa corretamente a expressão “por isso”, presente no quarto quadro do texto.

A Ela veicula o mesmo sentido que “porque”.
B Ela é típica do uso informal da língua, visto que, de acordo com a norma-padrão, o correto seria utilizar “por isto”.
C Ela estabelece entre a fala do quarto quadro e a fala do terceiro quadro uma relação de adição.
D Ela pode ser substituída por “por causa disso” sem que isso modifique o sentido do texto.
E Além de ligar as partes do texto, a expressão também retoma, com a palavra “isso”, o vocábulo “sim”, presente na fala anterior.

Em conformidade com a contabilidade aplicada ao setor público e considerando os procedimentos contábeis patrimoniais adotados pela UNIRIO, os ingressos de disponibilidade de recursos que não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e que não constituem obrigações correspondentes serão classificados como

A ativo contingente.
B receita orçamentária efetiva.
C dedução de receita orçamentária.
D retenção de disponibilidade de recurso.
E receita orçamentária não efetiva.

A família, historicamente, passou por transformações em suas configurações e concepções. Tais mudanças estão diretamente relacionadas ao gênero, às formas de organização do trabalho e às relações estabelecidas entre as famílias e o Estado. Nesse sentido, é correto afirmar que

A a divisão sexual do trabalho tem se tornado equilibrada, pois homens e mulheres compartilham de maneira proporcional as atividades domésticas e o cuidado de dependentes.
B a redução das jornadas de trabalho e o acesso a serviços sociais têm contribuído para a eliminação das desigualdades de gênero nas tarefas de cuidado e reprodução social.
C a ampliação da participação feminina no mercado de trabalho tem reduzido substancialmente a sobrecarga doméstica das mulheres, uma vez que o Estado tem se responsabilizado pelo cuidado.
D a consolidação de políticas de igualdade de gênero tem assegurado que o volume de trabalho não remunerado de homens e mulheres seja equivalente na maior parte dos contextos familiares.
E as mulheres são ao mesmo tempo trabalhadoras remuneradas e trabalhadoras não remuneradas, enquanto os homens fazem muito pouco trabalho não remunerado.
Texto associado
O texto a seguir refere-se às questões de 1 a 16.

Texto 1

ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO

Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.

Ninguém ganha com o multitasking

Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”.
Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.
Pesquisas recentes reforçam essa ideia. Um estudo dos departamentos de psicologia da Iowa State University e da California State University Northridge, publicado no mês passado na Frontiers in Psychology, mostrou que quem recorre à multitarefa com frequência busca mais gratificação imediata, subestima o tempo gasto nas atividades e tem menor autocontrole. Em resumo, a alternância constante entre estímulos ativa mais os circuitos de recompensa do que os de autorregulação — o que ajuda a explicar por que é tão difícil largar o celular.
Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.

Pane no sistema cerebral

Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.
A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.
O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.
Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout.

Monotasking e seus benefícios

Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.
Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.
Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.

Assinale alternativa em que a palavra destacada é acentuada pelo mesmo motivo que o termo destacado em “Entenda por que ser multitarefa é um mito que faz mal ao cérebro ”.

A “[...] explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.”.
B “[...] quem recorre à multitarefa com frequência busca mais gratificação imediata, subestima o tempo gasto nas atividades [...]”.
C “Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout.”.
D “Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante [...]”.
E “O multitasking também nos impede de executar algumas ações no ‘piloto automático’ [...]”.

A Constituição brasileira de 1988 instituiu diversos mecanismos de participação e controle social, entre os quais estão os conselhos de políticas públicas em diversas áreas sociais, instrumentos importantes e peculiares de gestão. Sobre esses conselhos, assinale a alternativa INCORRETA.

A Os conselhos de políticas públicas se constituíram como arranjos institucionais com feições novas, porque não são meramente comunitários, e não são meramente estatais.
B Os conselhos de políticas públicas têm um caráter compartilhado na formulação, na gestão, no controle e na avaliação das políticas públicas.
C Os conselhos de políticas públicas caracterizam-se como importante mecanismo de cogestão e coparticipação da sociedade na formulação dessas políticas.
D Os conselhos de políticas públicas constituem espaços privados de composição plural e paritária entre Estado e sociedade civil.
E Os conselhos de políticas públicas encontram-se ligados aos mais diversos temas sociais, formando um elo importante com a sociedade civil.

As necessidades nutricionais de atletas e o planejamento alimentar são de suma importância para otimizar o desempenho, acelerar a recuperação e manter a saúde a longo prazo. Em relação às necessidades nutricionais de atletas e ao planejamento alimentar para otimizar o desempenho e a recuperação, assinale a alternativa correta.

A Em esportes de força e hipertrofia, a recomendação proteica diária é semelhante à da população geral, não havendo necessidade de ajustes para síntese muscular.
B Para recuperação pós-treino, a ingestão de carboidratos deve ser evitada nas primeiras horas para não prejudicar a síntese proteica muscular.
C A hidratação deve ser iniciada ao final do exercício, uma vez que se considera equivocada a ingestão de líquidos durante a atividade física, pois pode reduzir o desempenho aeróbico e interferir na capacidade funcional.
D Durante exercícios superiores a 60–90 minutos, recomenda-se ingestão de carboidratos de 30 a 60 g/h, podendo chegar a 90 g/h em atletas treinados, para manutenção da glicemia e atraso da fadiga.
E Em modalidades de endurance (corrida, ciclismo, triatlo), a ingestão de carboidratos deve ser reduzida para aumentar a utilização de gordura como fonte energética e retardar a fadiga.

Uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) recebeu uma notificação de que 10 funcionários apresentaram diarreia, náuseas e cólicas aproximadamente 6 horas após consumirem a mesma refeição: arroz, frango grelhado e salada de maionese preparada no local. A maionese foi preparada às 7h e servida às 13h, permanecendo o tempo todo em temperatura ambiente. Qual é a enfermidade transmitida por alimentos mais provável?

A Intoxicação por Salmonella .
B Intoxicação por Escherichia coli.
C Intoxicação por Bacillus cereus.
D Intoxicação por parasitas (toxoplasmose).
E Intoxicação por Staphylococcus aureus.
Texto associado
“O Agente Secreto” abarca imensidão e atualidade da violência brasileira

É tão vasto o horizonte aberto por “O Agente Secreto” que mais justo será fatiá-lo para melhor compreensão. Ele é, entre outras coisas, um filme sobre cinema. Ele começa em 1977, quando “Tubarão”, o longa de Steven Spielberg, estava na cabeça de todo mundo. Os tubarões estavam na cabeça de um menino de cinco ou seis anos, filho de Marcelo — Wagner Moura —, o protagonista do filme.
O tubarão do “Tubarão” não era apenas um peixe. Ele matava suas vítimas. E, quanto mais é perseguido, maior, mais ameaçador, mais horrendo e furioso se torna.
Naquele ano, também, o Brasil já estava saindo da fase mais difícil [...]. Nesse momento, Marcelo volta ao Recife para viver, bem discretamente, numa comunidade de “refugiados” e para encontrar um documento de identificação que, de certa forma, pode comprovar para ele a existência de sua mãe.
A mãe não é sua única perda. Foi criado pelo avô e perdeu a mulher. Sua pesquisa, do tempo em que era professor universitário, foi roubada. Foi difamado por um industrial paulista e é ameaçado de morte por ex-militares, hoje dedicados profissionalmente ao assassinato. O filme explicará tudo isso e por que esses fatos aconteceram.
Como já se pode notar, estamos no território de “Tubarão”, de uma boca cada vez mais imensa que se abre para apanhar o que vier. A diferença fundamental é que “Tubarão” se propõe como um longa de aventura e terror, enquanto “O Agente Secreto” é uma obra de mistério — e terror.
Há mais cinemas na história — e atenção a partir daqui com os “spoilers”.
O sogro de Marcelo — papel de Carlos Francisco — é projecionista do Cine São Luiz, em Recife. É também no prédio onde no passado existiu um cinema que Fernando, o filho de Marcelo, pratica a medicina. Num banco de sangue, isto é, um lugar onde o sangue não existe como perda — jorro vindo de corpos mortos —, mas como regeneração e vida — “O Agente Secreto” não é, afinal, um filme sem esperança.
O cinema, como se sabe, sempre foi um lugar de refúgio — tanto para fugitivos em geral como para namorados. E Marcelo, quando chega a Recife, logo no início do longa, vai para uma comunidade de pessoas que se dizem “ refugiadas ”.
A presença do cinema é, claro, apenas uma fatia — talvez minguada — da imensidade a que se abre o novo filme de Kleber Mendonça Filho. Ele trata da violência que ora é oficial, ora é particular, [...] da destruição de reputações e do roubo de ideias, do assassinato [...]. Essa máquina infernal existia no passado e não deixou de existir no presente.
“O Agente Secreto” é o longa onde mais evidentes são as ressonâncias de “O Som ao Redor”. Assim como a moderna Recife é o lugar onde sobrevive a antiga exploração dos engenhos em “O Som ao Redor”, o Brasil é o lugar onde práticas iníquas vão se perpetuando sempre adaptadas às condições do presente.
E tudo isso é o que temos a deglutir, pouco a pouco, neste filme realmente imenso, com um elenco admiravelmente equilibrado em torno de um Wagner Moura assombroso.
Muito pessoalmente, devo dizer que nunca me comoveu muito o prêmio do júri que “Bacurau” ganhou alguns anos atrás. O prêmio foi dividido com “Os Miseráveis”, de Ladj Ly, que me parecia muito superior. Desta vez, Kleber ganhou o prêmio de melhor direção, o mesmo que Glauber Rocha levou por “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”. Não passa vergonha diante de seu predecessor.

Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/oagente-secreto-abarca-imensidao-e-atualidade-da-violencia-brasileira.shtml. Acesso em: 05 jan. 2026.

Observe os excertos que seguem.

I. “É tão vasto o horizonte aberto por ‘O Agente Secreto’ que mais justo será fatiá- lo [...]”.
II. “Ele começa em 1977, quando ‘Tubarão’, o longa de Steven Spielberg, estava na cabeça de todo mundo.”.
III. “Nesse momento, Marcelo volta ao Recife para viver, bem discretamente, numa comunidade de ‘refugiados’ e para encontrar um documento de identificação que , de certa forma, pode comprovar para ele a existência de sua mãe.”.

Nesses excertos, os termos destacados referem-se, respectivamente, a:

A “horizonte aberto” / “em 1977” / “um documento de identificação” / “Marcelo” / “Marcelo”.
B “O Agente Secreto” / “em 1977” / “numa comunidade de refugiados” / “um documento de identificação” / “mãe”.
C “O Agente Secreto” / “Tubarão” / “um documento de identificação” / “Marcelo” / “mãe”.
D “horizonte aberto” / “em 1977” / “identificação” / “Marcelo” / “existência”.
E “horizonte aberto” / “Tubarão” / “numa comunidade de refugiados” / “documento” / “Marcelo”.

Em uma Prefeitura, o diretor de infraestrutura determinou verbalmente que uma empresa de engenharia realizasse reparos emergenciais em vias públicas, sem formalização mínima do processo de contratação. Após a execução, o diretor autorizou o pagamento integral da nota fiscal apesar de: ausência de contrato, inexistência de justificativa técnica e ausência de comprovação de que todos os serviços foram efetivamente prestados. Uma auditoria interna identificou que parte dos serviços não ocorreu e que houve favorecimento à empresa, cuja proprietária era amiga pessoal do gestor. O impacto financeiro ao município foi comprovado. Considerando o disposto na Lei nº 8.429/1992, é correto afirmar que a conduta praticada

A configura falha administrativa de natureza formal, sem repercussão jurídica relevante, pois havia urgência na execução dos serviços.
B configura ato de improbidade administrativa que causa enriquecimento ilícito do agente público, pois houve pagamento indevido.
C configura ato de improbidade administrativa por dano ao erário, em razão do pagamento sem comprovação de execução e da contratação irregular.
D se trata de mera irregularidade, sanável pela via administrativa, devendo apenas ser emitido contrato posterior para regularização.
E não configura ato de improbidade, pois a amizade pessoal não caracteriza, por si só, violação de princípio da administração pública.