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O osteossarcoma é definido como um tumor maligno formado de osso que contém um estroma francamente sarcomatoso.

O que caracteriza esse tumor é

A ser o sarcoma radioinduzido mais frequente.
B dificilmente acometer os ossos longos dos membros inferiores.
C seu sinal radiológico característico ser a lesão permeativa com reação periosteal lamelar, com aspecto de “casca de cebola”.
D ante a presença de metástase pulmonar contraindicar-se o tratamento cirúrgico radical.
E seu diagnóstico histopatológico confirmar-se pela presença das rosetas de Homer Wright.

Considerando a classificação histológica dos tumores de ovário, associe os tipos histológicos com suas características anatomopatológicas, apresentadas a seguir.

I - Tumor seroso-papilífero
II - Tumor borderline
III - Tumor de células claras
IV - Tumor do seio endodérmico

P - origem nas células germinativas
Q - associado à hipercalcemia paraneoplásica
R - ausência de invasão estromal
S - associação frequente com tumores sincrônicos de colo uterino
T - presença de corpos psamomatosos

As associações corretas são:

A I – T ; II – R ; III – Q ; IV – P
B I – R ; II – T ; III – Q ; IV – S
C I – R ; II – T ; III – S ; IV – Q
D I – R ; II – T ; III – P ; IV – S
E I – S ; II – R ; III – P ; IV – T

Paciente de 68 anos apresenta quadro de icterícia progressiva e emagrecimento importante. Foi realizada tomografia computadorizada que evidenciou tumoração no hilo hepático, sugestiva de colangiocarcinoma, com importante dilatação dos ductos biliares no lobo esquerdo.

Segundo a classificação de Bismuth-Corlette, esse caso pode ser classificado como tipo

A I
B II
C IIIA
D IIIB
E IV

Paciente de 46 anos, sexo masculino, relata histórico de nefrolitíase não complicada em rim direito. Chega ao serviço de emergência com quadro de febre de 39 graus há 24 horas, dor em flanco direito e hematúria.
Ao exame : PA = 88 x 56 mmHg; FC = 120 bpm; SatO2 = 90% em ar ambiente, mantendo FR = 28 irpm. Dor espontânea em flanco direito.
Os exames laboratoriais revelam: Hb = 13,5 g/dL; Leucócitos = 18.500/mm³ ; Plaquetas = 200 mil/mm³ ; Ureia = 60 mg/dL; Cr = 1,1 mg/dL; Na = 138 mEq/L; K = 4,6 mEq/L; Bicarbonato = 18 mmol/L; Lactato = 5,5 mmol/L (referência até 1,5 mmol/L).
Após melhora dos parâmetros hemodinâmicos, foi realizada tomografia de abdome que revelou cálculo de 4 mm impactado em ureter proximal direito com hidronefrose associada. Rim esquerdo sem anormalidades.

Além de reposição volêmica, coleta de culturas, início de antibioticoterapia empírica e internação em UTI, a melhor estratégia terapêutica é

A programar desobstrução de via urinária com urologista quando houver melhora do quadro infeccioso.
B indicar suporte de terapia intensiva e contactar urologista para desobstrução de via urinária somente se houver piora evolutiva de função renal.
C prescrever terapia expulsiva para o cálculo impactado e reavaliar.
D se o paciente mantiver função renal estável, contactar urologista se não houver eliminação espontânea do cálculo em até 48 horas.
E contactar um urologista para desobstrução de via urinária em caráter de urgência.

Com distintas propriedades morfológicas, os classificadores são formas complexas em que os parâmetros formacionais dos sinais podem especificar qualidades de um referente

Um exemplo de um classificador em Libras é o sinal para

A ‘pessoa caminhando em um labirinto’ em que a configuração de mão relacionada à pessoa move-se em zigue-zague.
B ‘responder a alguém’ em que a configuração de mão em R dirige-se para o interlocutor.
C ‘matemática’ em que a configuração em M assume movimento repetido para baixo.
D ‘provocar’ em que as duas mãos em configuração de mão em D produzem movimento em direção ao alvo da provocação.
E ‘política’ em que as duas mãos em configuração de mão em D são movidas para cima e para baixo alternadamente.

Paciente de 28 anos e do sexo feminino apresenta início recente de hipertensão arterial sistêmica. Apresenta PA de consultório de 158 x 98 mmHg em uso de três medicações anti-hipertensivas em doses otimizadas. Realizou MAPA que confirmou PA não controlada. Durante a investigação de causas secundárias, a hipótese de hiperaldosteronismo primário tornou-se a mais provável.

O que pode ter corroborado essa hipótese?

A Presença de hipocalemia, uma vez que a maioria dos pacientes com hiperaldosteronismo primário apresenta hipocalemia como manifestação inicial.
B Presença de alcalose metabólica, que pode ser um achado em pacientes com hiperaldosteronismo primário.
C Não supressão dos níveis sanguíneos de cortisol após teste de supressão noturna com 2 mg de dexametasona.
D Atividade de renina elevada, uma vez que o hiperaldosteronismo estimula a liberação de renina pelas células renais.
E Relação aldosterona / atividade de renina menor que 20 mg/dL, compatível com a hipótese de hiperaldosteronismo primário.

Nos pacientes com hipercalcemia refratária ao tratamento clínico-cirúrgico, uma hipótese diagnóstica que deve ser investigada é a de paratireoide ectópica. Essas lesões costumam apresentar-se diminutas, habitualmente com menos de 3 cm, e em localização mediastinal.

O melhor método para identificação dessa desordem é a

A mediastinoscopia
B ressecção por VATS
C reexploração cervical
D abordagem torácica por esternotomia
E cintilografia com Tecnécio99-sestamibi

Paciente de 23 anos, vítima de acidente automobilístico há três meses, passou por período de internação prolongada em CTI devido à TCE. Permaneceu em coma sob ventilação assistida por 30 dias. Hoje, apresenta-se deambulando com dificuldade, verbalizando poucas palavras sem formar frases, mas já com autonomia alimentar e controle de esfíncteres, e sentando-se. Apresentou piora clínica da ventilação com presença de tosse não produtiva e estridulosa com dispneia. Retornou para avaliação médica com radiografia de tórax sem alterações específicas e exames laboratoriais dentro da normalidade.

Para definição diagnóstica, o exame a ser realizado nesse paciente é o seguinte:

A ecocardiografia
B gasometria arterial
C prova de função pulmonar
D ressonância nuclear magnética
E tomografia computadorizada

Sra. X foi submetida a uma cirurgia de catarata no olho direito. No período pós-operatório, apresentou a chamada Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS).

Considerando o caso exposto, o oftalmologista levantou a hipótese de o instrumentador que participou da cirurgia ter

A enxaguado o instrumental com solução salina estéril.
B lavado previamente o instrumental com anti-inflamatório.
C lubrificado o instrumental com óleo mineral.
D utilizado solução salina básica.
E deixado resíduos de detergente no instrumental.