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Uma indústria do setor químico foi submetida simultaneamente a diferentes procedimentos de verificação:
I. Um profissional contratado pela administração da empresa avaliou os controles internos, os riscos operacionais e a ade-rência dos departamentos às políticas corporativas, elaborando recomendações de melhoria gerencial.
II. Profissionais de uma firma (com registro na CVM e no CNAI) examinaram as demonstrações contábeis da companhia para emitir opinião independente acerca da adequação das demonstrações financeiras conforme as normas contábeis vigentes.
III. Auditores vinculados à Secretaria da Fazenda de um Estado iniciaram procedimento de fiscalização para verificar a correta apuração e recolhimento do ICMS, mediante análise de NF-e, EFD ICMS/IPI e cruzamentos eletrônicos.
IV. Um contador nomeado pelo juiz elaborou laudo técnico para apurar haveres societários e quantificar danos financeiros em processo judicial envolvendo os sócios da entidade.
As situações I, II, III e IV correspondem, respectivamente, a

A auditoria independente, auditoria interna, perícia contábil e fiscalização financeira.
B auditoria fiscal, auditoria operacional, auditoria independente e perícia administrativa.
C auditoria governamental, auditoria fiscal, auditoria externa e consultoria contábil.
D auditoria interna, auditoria independente, auditoria fiscal e perícia contábil.
E perícia contábil, auditoria interna, auditoria governamental e auditoria operacional.

Uma firma de auditoria independente foi contratada para auditar as demonstrações contábeis de uma companhia industrial multinacional que, no exercício corrente, promoveu significativa expansão operacional, implantou novo sistema integrado de gestão empresarial (ERP), realizou aquisição de controlada no exterior e alterou processos relevantes relacionados aos controles internos e às divulgações financeiras.
Durante as atividades preliminares do trabalho, o sócio responsável reuniu-se com os membros-chave da equipe para discutir riscos de distorção relevantes, necessidade de especialistas, definição da estratégia global de auditoria e alocação de recursos em áreas de maior risco.
Considerando a NBC TA 300 (R1),

A a definição da estratégia global de auditoria é responsabilidade exclusiva do auditor responsável pelo trabalho, sendo vedada a participação dos demais membros-chave da equipe da firma de auditoria.
B o auditor não deve discutir aspectos do planejamento com a administração da entidade, pois isso compromete auto-maticamente a independência da auditoria.
C o planejamento da auditoria constitui etapa isolada, e deve ser concluído antes da execução dos testes substantivos, não podendo ser alterado no decorrer dos trabalhos.
D o principal objetivo do planejamento da auditoria é eliminar o risco inerente da entidade auditada, mediante definição prévia dos procedimentos substantivos.
E o planejamento adequado auxilia o auditor na identificação tempestiva de problemas potenciais, na adequada alocação de recursos e na realização eficaz e eficiente da auditoria.

Certa Câmara Municipal mantém sistema contábil próprio, distinto daquele utilizado pela Prefeitura Municipal do mesmo local para a execução orçamentária, financeira e patrimonial. Os vereadores justificam a manutenção do sistema próprio sob o argumento de que ele permite um controle de custos dos programas e das unidades administrativas da Casa Legislativa mais apurado do que aquele propiciado pela solução adotada pelo Poder Executivo Municipal.
À luz do Decreto nº 10.540/2020, que dispõe sobre o padrão mínimo de qualidade do Sistema Único e Integrado de Execução Or-çamentária, Administração Financeira e Controle (Siafic), essa Câmara Municipal

A está dispensada de utilizar o Siafic, em razão de sua autonomia administrativa e financeira, devendo apenas encaminhar mensalmente ao Poder Executivo as informações relativas à apuração dos custos dos programas e das unidades admi-nistrativas.
B pode utilizar sistema contábil próprio ou aderir ao Siafic mantido pelo Poder Executivo, uma vez que esse sistema é geren-ciado conjuntamente pelos Poderes Executivo e Legislativo, facultando-se a cada Poder a opção pela solução tecnológica que melhor evidencie os custos dos programas e das unidades administrativas.
C deve manter o sistema contábil que apresentar o controle de custos mais apurado, prevalecendo, em caso de divergência com o Poder Executivo, a solução tecnológica que melhor evidenciar as informações relativas aos custos dos programas e das unidades administrativas.
D pode manter sistema contábil próprio, desde que apresente, em notas explicativas aos seus demonstrativos, a justificativa técnica para a adoção de solução diversa daquela utilizada pelo Poder Executivo, em razão da maior acurácia do controle de custos.
E deve utilizar o Siafic, solução de tecnologia da informação mantida e gerenciada pelo Poder Executivo, resguardada a sua autonomia, devendo o sistema permitir a evidenciação, no mínimo, das informações necessárias para subsidiar a apuração dos custos dos programas e das unidades da administração pública.

Durante a análise das demonstrações contábeis consolidadas de um Governo, referentes ao exercício de 2025, um auditor fiscal identificou as seguintes situações registradas em notas explicativas e em relatórios da Procuradoria-Geral do Estado, todas decorrentes de eventos passados:
I. Ação trabalhista movida por ex-servidor, em que a probabilidade de perda foi classificada como provável pela Procuradoria, com estimativa confiável de desembolso de R$ 500.000,00.
II. Ação cível movida por terceiro contra o Estado, classificada como perda possível, no valor estimado de R$ 200.000,00.
III. Ação judicial movida pelo Estado contra fornecedor inadimplente, cuja entrada de recursos foi classificada pela Procuradoria como provável, no valor estimado de R$ 433.000,00.
IV. Obrigação de reparação ambiental imposta por legislação federal, decorrente de dano comprovadamente causado pelo Estado, com saída de recursos provável e estimativa confiável de R$ 1.280.500,00.
V. Ação cível movida por terceiro contra o Estado, classificada como perda remota, com estimativa de R$ 333.000,00.
VI. Obrigação pela qual o Estado é conjuntamente responsável com outro ente público, no valor total de R$ 1.000.000,00, sendo a parcela atribuível ao Estado (R$ 450.000,00) de saída provável e estimativa confiável, ao passo que se espera que a parcela remanescente (R$ 550.000,00) seja liquidada pelo outro ente.
Nesse caso, as demonstrações contábeis evidenciarão

A R$ 2.780.500,00 de provisão, apenas.
B R$ 2.230.500,00 de provisão, apenas.
C R$ 1.797.500,00 de provisão, apenas.
D R$ 2.230.500,00 de provisão e R$ 433.000,00 no ativo, apenas.
E R$ 2.430.500,00 de provisão e R$ 433.000,00 no ativo, apenas.

A equipe responsável pela prestação de contas anual de um Estado recebe demandas de informação de quatro interessados distintos:
I. Uma associação de moradores que deseja saber se uma escola pública municipal melhorou os indicadores contábeis;
II. Um banco de fomento que pretende avaliar a capacidade do estado de honrar parcelas de um financiamento;
III. Uma agência de classificação de risco contratada por investidores institucionais; e
IV. Um deputado estadual que utiliza os relatórios contábeis para acompanhar a execução das políticas públicas, representando os cidadãos.
Nessa situação, são considerados usuários primários dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral (RCPG)

A o banco de fomento e a agência de classificação de risco, uma vez que possuem prerrogativa de exigir relatórios específicos para atender às suas necessidades de informação.
B os quatro interessados de forma indistinta, pois não há distinção entre os usuários da informação contábil no setor público.
C a associação de moradores e o banco de fomento, por serem, respectivamente, usuária dos serviços públicos municipais e provedor voluntário de recursos financeiros à entidade.
D a agência de classificação de risco e o banco de fomento, por serem entidades técnicas com maior capacidade de interpretar adequadamente as demonstrações contábeis.
E a associação de moradores e o deputado estadual, pois representam, respectivamente, usuários dos serviços e o Poder Legislativo.

Um Auditor Fiscal, em diligência junto à Secretaria da Fazenda de um Estado, foi designado para verificar a correção dos registros contábeis decorrentes da amortização de uma operação de crédito interna contraída pelo Governo.
Ao examinar a contabilização da etapa de empenho, verificou que, de forma correta, foram efetuados lançamentos a

A Débito na conta 6.2.2.1.1.xx.xx - Crédito Disponível e a Crédito na conta 8.2.1.1.2.xx.xx - DDR Comprometida por Em-penho.
B Débito na conta 8.2.1.1.3.xx.xx – DDR Comprometida por Liquidação e Entradas Compensatórias e a Crédito na conta 8.2.1.1.4.xx.xx – DDR Utilizada.
C Débito na conta 2.1.2.x.x.xx - Empréstimos e Financiamentos a Curto Prazo (P) e a Crédito na conta 2.1.2.x.x.xx - Em-préstimos e Financiamentos a Curto Prazo (F).
D Débito na conta 6.2.2.1.3.02.xx - Crédito Empenhado em Liquidação e a Crédito na conta 6.2.2.1.3.03.xx - Crédito Em-penhado Liquidado a Pagar.
E Débito na conta 2.1.2.x.x.xx - Empréstimos e Financiamentos a Curto Prazo (F) e a Crédito na conta 1.1.1.1.x.xx.xx – Cai-xa e Equivalentes de Caixa em Moeda Nacional (F).

O Balanço Patrimonial da empresa Brinquedos para Educar S.A., em 31/12/2024, apresentava a seguinte composição para o grupo do Patrimônio líquido, com os valores expressos em reais:

Capital Social: 16.800.000
Reserva Legal: 420.000
Reserva Estatutária: 1.680.000
Total do Patrimônio Líquido: 18.900.000

O lucro líquido apurado pela empresa Brinquedos para Educar S.A. em 2025 foi de R$ 10.080.000 e sua destinação foi a seguinte:
Reserva Legal, constituída de acordo com o estabelecido na Lei das Sociedades por Ações.
Reserva Estatutária no valor correspondente a 10% do Lucro Líquido.
O estatuto da empresa estabelece que o dividendo mínimo obrigatório corresponde a 10% do Lucro Líquido deduzido do valor da Reserva Legal constituída no período.
Sabendo que em 2025 não houve aumento de Capital nem distribuição de dividendos extraordinários, o valor dos dividendos que deveria ser apresentado no passivo e o valor total do Patrimônio Líquido, ambos no Balanço Patrimonial de 31/12/2025, eram, respectivamente, em reais:

A 1.008.000 e 27.468.000
B 856.800 e 28.123.200
C 957.600 е 28.022.400
D 1.008.000 e 27.972.000
E 957.600 e 27.518.400

O Balanço Patrimonial de uma empresa em 31/12/2024 apresentava, no grupo do Ativo não circulante, um ativo intangível registrado pelo saldo contábil de R$ 6.912.000, composto dos seguintes valores que estão expressos em reais:

Custo de aquisição: 8.000.000
(-) Amortização acumulada: (800.000)
(-) Perda por desvalorização (impairment): (288.000)
(=) Saldo contábil em 31/12/2024: 6.912.000

O ativo intangível tinha uma vida útil original definida em 20 anos e o prazo remanescente em 31/12/2024 era 18 anos. A empresa realizou, em 31/12/2025, o teste de redução ao valor recuperável (teste de impairment) para o ativo intangível utilizando os seguintes valores expressos em reais:

Valor em uso: 6.560.000
Valor justo líquido de despesas de venda: 6.240.000

A empresa deveria reconhecer na Demonstração do Resultado de 2025, despesa de amortização no valor de

A R$ 384.000 e uma receita de reversão do impairment no valor de R$ 32.000.
B R$ 384.000, apenas.
C R$ 400.000, apenas.
D R$ 400.000 e uma despesa de perda por desvalorização (impairment) no valor de R$ 272.000.
E R$ 384.000 e uma receita de reversão do impairment no valor de R$ 288.000.

Um Auditor Fiscal de um Estado, lotado em uma função de assessoria, foi designado para analisar a Lei Orçamentária Anual (LOA) do citado Estado, relativa ao exercício de 2026. Nessa análise, o Auditor Fiscal identificou as seguintes situações:
I. A LOA continha dispositivo que reestruturava a carreira dos servidores estaduais, criando novos cargos efetivos e fixando seus respectivos vencimentos.
II. A receita proveniente de determinado imposto foi consignada na peça orçamentária pelo seu valor líquido, já abatidas as parcelas correspondentes às restituições estimadas e às transferências obrigatórias devidas a outros entes.
Com base na teoria dos princípios orçamentários, as situações acima especificadas

A desrespeitam princípios orçamentários, mais especificamente os da exclusividade e do orçamento bruto.
B se adequam aos princípios orçamentários, mais especificamente os da transparência e da não-vinculação da receita de impostos.
C se adequam aos princípios orçamentários, mais especificamente os da anualidade e da publicidade.
D se adequam aos princípios orçamentários, mais especificamente os da unidade e da universalidade.
E desrespeitam princípios orçamentários, mais especificamente os da legalidade e da não-vinculação da receita de impostos.

Uma máquina foi adquirida por uma empresa no dia 30/11/2020 e começou a ser utilizada na produção no dia 02/01/2021. O preço pago à vista pela aquisição foi R$ 15.300.000, a empresa definiu a vida útil da máquina em 20 anos e o valor residual estimado para sua venda no final do prazo de vida útil foi R$ 900.000. No final do ano de 2021, a empresa revisou sua política de uso da máquina e redefiniu a vida útil remanescente para 15 anos. O novo valor residual estimado para a máquina no final do novo prazo remanescente foi R$ 1.080.000.
Se a empresa adota o método das cotas constantes para cálculo da despesa de depreciação e não houve necessidade de redução ao valor recuperável até a data do balanço, o valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2023 da empresa foi, em reais,

A 12.600.000
B 12.780.000
C 13.167.000
D 13.140.000
E 12.456.000