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Em uma Assembleia Legislativa, a auditoria interna identificou inconsistências na classificação de informações relacionadas a pro-
jetos de lei, pareceres técnicos e documentos preparatórios, resultando simultaneamente em compartilhamento indevido de con-
teúdos sensíveis e restrições excessivas a documentos de caráter público. Considerando explicitamente as diretrizes de Clas-
sificação da Informação da norma ABNT NBR ISO/IEC 27002:2022, e a necessidade de alinhar proteção, valor, sensibilidade e
criticidade ao longo do ciclo de vida da informação, a prática correta que deve ser adotada, nesse cenário, é

A transferir a responsabilidade pela classificação das informações para a área de tecnologia da informação, considerando
critérios de armazenamento, processamento e segurança da infraestrutura, que são críticos para o negócio.
B definir níveis de classificação com base no impacto do comprometimento da informação, atribuir a responsabilidade aos
proprietários da informação e estabelecer revisões periódicas conforme alterações de valor, sensibilidade e criticidade.
C estabelecer níveis de classificação no momento da criação da informação, mantendo-os constantes ao longo do tempo
para assegurar consistência organizacional e rastreabilidade documental para processos de auditoria.
D padronizar um nível de classificação institucional fundamentado em requisitos legais amplos, com o objetivo de reduzir
variações operacionais e simplificar a gestão de acesso às informações para favorecer os processos de negócio.
E derivar os níveis de classificação a partir das permissões previamente configuradas nos mecanismos de controle de acesso
existentes no ambiente tecnológico institucional para manter consistência com sistemas de autenticação e autorização.

Uma Assembleia Legislativa implementa um SGSI conforme a norma ABNT NBR ISO/IEC 27001:2024, com múltiplas unidades
administrativas conduzindo avaliações de riscos. Diante da necessidade de assegurar aplicação uniforme de critérios, rastreabilidade
decisória e comparabilidade direta dos resultados entre ciclos, a prática que atende integralmente aos requisitos normativos de
definição e aplicação do processo de avaliação de riscos, de acordo com a seção da norma que trata de riscos e oportunidades, é a

A revisão periódica dos riscos com base em indicadores institucionais e eventos relevantes para os processos de negócio da
organização.
B documentação dos riscos avaliados com registro das decisões adotadas pelas unidades responsáveis.
C definição e aplicação uniforme de critérios de risco, incluindo aceitação e avaliação, garantindo comparabilidade direta dos
resultados.
D consolidação dos resultados das avaliações com harmonização posterior conduzida por instância de governança institucional.
E condução das avaliações com adaptação de critérios entre unidades, resultando em variações consistentes nos resultados
obtidos.

Uma Assembleia Legislativa mantém sistemas críticos de tramitação de projetos em ambiente híbrido (on-premises e cloud).
Diante da necessidade de prevenir a execução de softwares não autorizados, identificados em estações de trabalho administra-
tivas, de acordo com os CIS Controls v8, a abordagem que atende corretamente ao requisito de controle de software é a

A configuração de logs de auditoria para registrar execução de aplicações nos endpoints registrados.
B segregação de ambientes de desenvolvimento e produção para os sistemas legislativos usando práticas DEVSECOPS.
C utilização de ferramentas automatizadas para inventariar softwares instalados nos ativos corporativos.
D adoção de criptografia de dados sensíveis armazenados em bancos de dados institucionais e manipulados por software.
E implementação de mecanismos de allowlisting para garantir que apenas softwares autorizados sejam executados.

Uma Assembleia Legislativa conduz um processo formal de gestão de riscos conforme a norma ABNT NBR ISO/IEC 27005:2023,
na qual foram identificados riscos relacionados à indisponibilidade de sistemas legislativos críticos onde existem controles previa-
mente implementados sem avaliação recente de efetividade. Diante da necessidade de determinar quais controles devem com-
por o plano de tratamento de riscos, o critério técnico que fundamenta corretamente essa determinação é a

A definição de controles com base na categorização dos riscos, com menor ênfase nas condições operacionais e organizacionais.
B manutenção de controles alinhados a práticas consolidadas, ainda que não estejam diretamente associados aos riscos prio-
rizados.
C inclusão de controles previamente existentes focando em sua formalização documental e viabilidade de implementação.
D seleção de controles cuja aplicação produza impacto relevante na probabilidade ou nas consequências dos riscos identificados.
E priorização de controles classificados como preventivos, com o objetivo de reduzir a necessidade de monitoramento e res-
posta operacional.

A criação do Território Federal do Rio Branco em 1943 representou um marco político-administrativo que visava consolidar a
presença brasileira nas fronteiras amazônicas. A partir desse momento, a ocupação territorial de Roraima intensificou-se, com
transformações significativas na estrutura econômica e demográfica. Sobre a relação entre a criação do Território Federal, os
fluxos migratórios e os ciclos econômicos em Roraima,

A desde a criação do Território Federal a agropecuária roraimense foi baseada em produção de abastecimento interno, e para
exportação de cultivos de soja, milho e café, tendo a pecuária sido introduzida como atividade complementar a da mineração,
pois o deslocamento livre do rebanho, como ali era feito, favorecia a busca por garimpos.
B com a criação do Território Federal intensificaram-se incentivos à agropecuária, com atração de migrantes nordestinos. A
pecuária em campos naturais predominou até os anos 1990, tornando-se, depois, intensiva e tecnificada. Tal processo
consolidou Roraima como um dos principais produtores de gado da Amazônia, com cerca de 1,3 milhão de cabeças em 2025.
C o rebanho bovino de Roraima permaneceu inferior a 200 mil cabeças até o fim do século XX, aumentando significativamente
apenas após 2010 com maior crédito à pecuária e ganhos do garimpo de cassiterita, que realocaram investimentos para o setor.
D a atividade pecuária em Roraima remonta à segunda metade do séc. XVIII, mas sua expansão intensiva, baseada em
pequenas propriedades familiares e com impacto internacional na exportação brasileira, é sequencial a 1988, quando a
elevação a estado permitiu créditos federais para a modernização.
E a criação do Território Federal em 1943 não teve conexão com o desenvolvimento agropecuário, sendo a pecuária uma
atividade iniciada no séc. XVIII, mas secundária e complementar à ocupação de Roraima, que foi economicamente
centrada na mineração.

A vida na região do Vale do Rio Branco durante quase todo o século XIX caracterizava-se por um contexto socioeconômico
específico, marcado por transformações graduais na ocupação territorial. Sobre as condições de vida e a dinâmica social em
Roraima em meados do século XIX,

A a ocupação não indígena já existia, mas a região era pouco atrativa para colonos, com uma economia voltada ao abaste-
cimento interno, baseada no extrativismo e na pecuária em campos naturais, e com baixo intercâmbio exterior.
B a economia monetária era baseada na exploração de ouro e diamantes que, durante o Império e início da República, atraía
um grande fluxo de garimpeiros de todo o Brasil.
C a região era pouco povoada por colonizadores portugueses e estava sob controle de povos indígenas organizados em
confederações, base da organização clânica que, com processo de miscigenação ocorrido no século XIX, constituiria as
grandes familias proprietárias.
D a região apresentava ocupação diversificada, com centros urbanos estruturados e manufaturas para o abastecimento interno,
além de agricultura de subsistência e pecuária de exportação.
E a população era majoritariamente composta por povos indígenas ligados ao extrativismo e à pecuária, e secundariamente
por escravizados que trabalhavam em latifúndios produtores de algodão e de açúcar.

No século XX, a questão indigenista em Roraima foi também uma questão de geografia econômica. As formas de pressão sobre
os povos indígenas variaram conforme a localização no lavrado, nas serras e nas áreas de fronteira, bem como segundo a
incidência de fazendas pecuaristas, rodovias, missões, mineração e aparelhos do estado. À luz dessa articulação entre espaço,
economia e política indigenista,

A a abertura da BR-174 ampliou a presença não indígena nas terras do norte de Roraima, tradicionalmente reduto de territórios
indígenas mais protegidos pelo isolamento, assim impactando especialmente áreas indígenas tradicionais do Noroeste do
estado pela sua construção no local.
B as demarcações do século XX desconsideraram a distribuição histórica dos povos indígenas e foram traçadas, basicamente,
segundo limites municipais, arrecadação estadual e conveniência administrativa, e sinergias de atividades econômicas simi-
lares das nações indígenas.
C a territorialidade indígena de Roraima tornou-se parcialmente urbana ao longo do século XX, o que deslocou a pauta indi-
genista da terra para temas basicamente sociais/culturais.
D nas áreas de lavrado e de fronteira leste, povos como Macuxi, Wapichana e Taurepang sofreram mais cedo e de forma mais
contínua a pressão da pecuária e, depois, de eixos como a BR-174; já nas áreas serranas, como as ocupadas pelos Ingarikó,
a inserção territorial foi distinta, o que ajuda a explicar ritmos e formatos diferenciados de conflito e reconhecimento.
E a geografia teve papel central, pois os conflitos fundiários e as políticas indigenistas se distribuíram de maneira homogênea,
por todo o território roraimense, diluindo assim a intensidade dos conflitos em sua territorialidade.

O século XX representou um período de transformações significativas no status político-administrativo e na dinâmica de ocupação de
Roraima. Considerando a sequência de eventos que marcaram o desenvolvimento do estado neste período,

A a região permaneceu como parte integrante do estado do Amazonas até o final do século XX, sendo apenas reconhecida como
estado na Constituição de 1988, tal como Tocantins, que só se desmembrou de Goiás no mesmo processo constitucional.
B a transformação de território federal para estado ocorreu gradualmente entre 1943 e 1962, sem necessidade de qualquer
ato legislativo federal adicional.
C o Território Federal de Roraima foi criado em 1962 e transformado em estado apenas em 1988, após a aprovação de um
plebiscito realizado entre os roraimenses, tendo como base econômica no período: mineração, extrativismo, agricultura,
pecuária extensiva, salários e transferências federais.
D Roraima foi elevada à categoria de estado em 1962, quando deixou de ser território federal, durante as Reformas de Base,
consolidando sua autonomia política junto a outras duas unidades federativas da Região Norte: Amapá e Rondônia.
E Roraima foi estabelecida em 1943 como Território Federal do Rio Branco (desmembrado do Amazonas no governo Vargas),
renomeada Território de Roraima em 1962 e elevada a estado em 1988; sua economia baseava-se em mineração,
extrativismo, agricultura, pecuária extensiva, salários e transferências federais.

De acordo com o que estabelece o Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (Resolução Legislativa
nº 08, de 13 de dezembro de 2023, e suas alterações), acerca da Mesa Diretora,

A é de sua competência propor ação de inconstitucionalidade, a requerimento de Prefeito Municipal ou mediante requisição de
Procurador-Geral do Município.
B será considerado vago o cargo de presidente quando este estiver substituindo o Governador do Estado, em caso de impe-
dimento ou vacância, na forma da Constituição Estadual.
C esta contará com o assessoramento direto do superintendente legislativo e do Procurador-Geral do Estado.
D os titulares de quaisquer de seus cargos poderão, mediante requerimento do interessado, solicitar licença da respectiva
função, por interesse particular.
E a licença do cargo da Mesa Diretora importará na suspensão das atividades parlamentares do deputado licenciado.

De acordo com o que estabelece a Constituição do Estado de Roraima, poderá ser feita a convocação extraordinária da Assem-
bleia Legislativa mediante

A ato do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, em caso de decretação de intervenção do estado em município.
B requerimento de Secretário de Estado, em caso de decretação de intervenção no estado.
C ato do Governador do Estado, em caso de urgência ou interesse público relevante.
D ato do Presidente da Casa, no dia 1º de janeiro do primeiro ano da legislatura, para posse de seus membros e eleição da
nova Mesa Diretora.
E requerimento de 1/3 de seus membros, em caso de decretação de estado de calamidade pública que atinja o território do
estado.