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A Constituição da República Federativa do Brasil estabelece em seu Artigo 198 três diretrizes segundo as quais devem ser organizadas as ações e serviços públicos de saúde.

As diretrizes são as seguintes:

A descentralização; atendimento integral; participação da comunidade
B direção única; prioridade para ações preventivas; regionalização do sistema
C rede regionalizada e hierarquizada; atendimento integral; participação da comunidade
D direção tripartite em cada esfera de governo; descentralização e hierarquização dos serviços, participação da comunidade
E descentralização; prioridade para ações preventivas; serviços organizados em redes assistenciais
Texto associado
Texto I

Banhos de mar

Meu pai acreditava que todos os anos se devia
fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão fe-
liz quanto naquelas temporadas de banhos em Olin-
da, Recife.
5 Meu pai também acreditava que o banho de mar
salutar era o tomado antes de o sol nascer. Como ex-
plicar o que eu sentia de presente prodigioso em sair
de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que
nos levaria para Olinda ainda na escuridão?
10 De noite eu ia dormir, mas o coração se manti-
nha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu
acordava às quatro e pouco da madrugada e desper-
tava o resto da família. Nós nos vestíamos depressa
e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que
15 assim devia ser: em jejum.
Saímos para uma rua toda escura, recebendo
a brisa da pré-madrugada. E esperávamos o bonde.
Até que lá de longe ouvíamos o seu barulho se apro-
ximando. Eu me sentava bem na ponta do banco, e
minha felicidade começava. Atravessar a cidade es
cura me dava algo que jamais tive de novo. No bon
de mesmo o tempo começava a clarear, e uma luz
trêmula de sol escondido nos banhava e banhava o
mundo.
25 Eu olhava tudo: as poucas pessoas na rua, a
passagem pelo campo com os bichos-de-pé: “Olhe,
um porco de verdade!” gritei uma vez, e a frase de
deslumbramento ficou sendo uma das brincadeiras
da minha família, que de vez em quando me dizia
30 rindo: “Olhe, um porco de verdade.”
Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem
diária me tornava uma criança completa de alegria. E
me serviu como promessa de felicidade para o futu-
ro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me
35 agarrava, dentro de uma infância muito infeliz, a essa
ilha encantada que era a viagem diária.
LISPECTOR, C. A Descoberta do Mundo . São Paulo: Rocco,
1999, p. 175. Adaptado

A leitura atenta do Texto I permite sustentar que a narradora

A pertencia a uma família que era possuidora de uma casa em Olinda, Recife.
B tinha uma alegria enorme quando chegavam as temporadas de banho de mar com a família.
C sofria com uma infância infeliz e só se alegrava quando via um porco de verdade.
D levantava mais cedo do que toda a família para tomar café e ir logo para a praia.
E ficava assustada com o pouco movimento das ruas quase desertas.

O enxerto de pele parcial fino (de 0,15mm a 0,30mm de espessura) apresenta, respectivamente, as seguintes vantagem, desvantagem e indicação, quando comparado com enxertos espessos ou de pele total:

A possibilidade de várias coletas na mesma área; maior contração tardia do enxerto; leitos receptores menos vascularizados
B certeza de ausência de cicatriz na área doadora; maior dor; lesões em áreas estéticas
C pouca contração tardia do enxerto; maior dificuldade de pega do enxerto; reconstrução de áreas funcionais
D excelente qualidade e estabilidade da pele; maior risco de infecção; leitos receptores com tecido de granulação
E boa pega do enxerto; impossibilidade de expansão; reconstruções de mão

Nas últimas décadas, pesquisadores surdos vêm desenvolvendo temas ligados à questão da identidade surda. Um desses estudos é sobre surdos indígenas, que é tema central da pesquisa de

A Ana Regina Campello
B Karin Strobel
C Patrícia Luiza
D Ronise de Oliveira
E Shirley Vilhalva

Paciente de 62 anos, em hemodiálise intermitente há 3 anos devido à doença renal policística do adulto autossômica dominante, queixa-se de dor óssea há pelo menos 6 meses. Evolui com fratura patólogica em úmero esquerdo, que foi corrigida cirurgicamente. Em consulta com nefrologista, apresenta os seguintes exames laboratoriais: PTH = 58 pg/mL; Fosfatase Alcalina = 78U/L (referência: até 100U/L); Cálcio = 10,2 mg/dL; albumina = 4,0 g/dL; fósforo = 4,2 mg/dL; 25 OH vitamina D = 35 ng/mL. Não há histórico de exposição a alumínio.

Qual o diagnóstico mais provável?

A Amiloidose associada à beta2 microglobulina
B Osteomalácia
C Osteíte fibrosa cística
D Doença óssea adinâmica
E Exames dentro da normalidade com tratamento adequado

Paciente de 44 anos, transplantado renal de doador falecido há 8 meses, apresenta nefropatia de base desconhecida. Faz uso regular de esquema tríplice incluindo Micofenolato Mofetil 1,5 g/dia, Prednisona 5 mg/dia e Tacrolimus 6 mg/dia. Em consulta anterior, apresentou PA de consultório elevada, que foi confirmada através de MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial). Recebeu orientações quanto à mudança no estilo de vida e melhorias na dieta. Em consulta de retorno, apesar da boa adesão às medidas propostas mantém PA = 146 x 92 mmHg , assintomático. Exames laboratoriais revelam Cr 1,0 mg/dL; K = 4,6 mEq/L; nível sanguíneo de Tacrolimus adequado. Doppler do enxerto renal mostrou índices de resistência normais.
A hipótese principal nesse momento é de hipertensão secundária ao uso de Tacrolimus. Neste caso, a melhor estratégia terapêutica é

A Amiloride 20 mg/dia
B Hidroclorotiazida 25 mg/dia
C Espironolactona 50 mg/dia
D Losartan 50 mg/dia
E Suspender Tacrolimus e manter com esquema duplo (Micofenolato Mofetil 1,5 g/dia e Prednisona 5 mg/dia)

Paciente de 58 anos, do sexo feminino, com DRC em estágio V por nefropatia diabética e hipertensiva iniciou tratamento com Diálise Peritoneal Automatizada há 6 meses, sem intercorrências e com boa adequação ao método. Hoje procurou clínica satélite, referindo dificuldade de drenagem do líquido peritoneal, após cada ciclo de diálise na noite anterior. Negou mudança no aspecto do líquido drenado e não relatou dor abdominal ou febre. Na clínica, após infusão de 2 litros de solução de diálise a 1,5% para troca manual, observou-se drenagem lenta e de apenas 700 mL.

Qual é a melhor estratégia terapêutica a ser tomada nesse momento?

A Prescrever laxativo e reavaliar a drenagem do liquido peritoneal após o efeito laxante.
B Prescrever heparina intracateter Tenckhoff e reavaliar 24 horas após.
C Encaminhar imediatamente à equipe cirúrgica para revisão do cateter.
D Iniciar tratamento empírico para peritonite relacionada ao cateter Tenckhoff após coleta de líquido peritoneal para cultura.
E Acrescentar solução de diálise hipertônica à prescrição atual.

Um paciente de 58 anos, com diagnóstico de nefropatia crônica obstrutiva, iniciou hemodiálise intermitente convencional através de fístula arteriovenosa em membro superior esquerdo, previamente confeccionada. Sua prescrição atual de diálise inclui sessões com duração de 4 horas, três vezes por semana; último Kt/V = 1,5, ganho interdialítico em torno de 2,5 L. O paciente questiona a possibilidade de migrar para hemodiálise curta diária (seis vezes por semana, com duração de 2 horas) e gostaria de saber as vantagens e desvantagens dessa modificação.

Uma desvantagem do método de hemodiálise curta diária é

A maior mortalidade, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
B necessidade de maiores doses de Eritropoetina para controle de anemia, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
C controle mais difícil da pressão arterial, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
D controle mais difícil da fosfatemia, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional
E maior frequência de complicações em acesso vascular, quando comparado aos pacientes em hemodiálise intermitente convencional

Uma gestante de 25 anos, na 36ª semana de gravidez, apresenta elevação da pressão arterial (PA = 166 x 96 mmHg) e surgimento de proteinúria de 600 mg/24h no último exame coletado. Queixa-se de cefaleia. Os demais exames coletados na semana anterior pela rotina do pré-natal revelavam Cr = 0,8 mg/dL; Hb = 10,8 g/dL; Plaquetas = 221 mil/mm³ . Diante do quadro atual, foi internada e iniciado tratamento específico. Entretanto, 24 horas após a internação evolui com piora do controle pressórico, dor em hipocôndrio direito e exames laboratoriais coletados nessa data revelam: Hb = 8,6 g/dL; Cr = 1,3 mg/dL; Plaquetas = 108 mil/mm³ ; Na = 138 mEq/L; K= 4,2 mEq/L. A principal hipótese nesse momento é de Síndrome HELLP.

Os exames laboratoriais que são importantes para esse diagnóstico são

A Coombs direto, dosar haptoglobina e bilirrubina total e frações
B pesquisa de esquizócitos no sangue periférico, dosar transaminases e bilirrubina total e frações
C Coombs direto, dosar haptoglobina e bilirrubina total e frações
D Fosfatase alcalina, GGT , bilirrubina total e frações
E Coombs direto, dosar transaminases e bilirrubina total e frações