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Péricles candidatou-se ao cargo de Governador de determinado Estado e ganhou as eleições em primeiro turno. No dia seguinte
à sua diplomação, descobriu-se que foi eleito mediante corrupção. De acordo com a Constituição Federal, o mandato eletivo de
Péricles

A poderá ser impugnado ante a Justiça Federal, no prazo de 15 dias contados da diplomação, instruída a ação com provas
da corrupção.
B não poderá ser impugnado, tendo em vista que já houve a diplomação, mas poderá sofrer as sanções criminais cabíveis.
C poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral, no prazo de 30 dias contados da diplomação, instruída a ação com provas
da corrupção.
D poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral, apenas no prazo de 20 dias após a sua posse, instruída a ação com provas
da corrupção, pois antes dela não há mandato a ser impugnado.
E poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral, no prazo de 15 dias contados da diplomação, instruída a ação com provas
da corrupção.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, considere o texto abaixo.

Ciência e religião

A prestigiosa revista semanal norte-americana Newsweek publicou um surpreendente artigo intitulado “A ciência encontra Deus”. Esse foi o artigo de capa, a qual mostrava o vitral de uma igreja com anjos substituídos por cientistas em seus jalecos brancos e cruzes substituídas por telescópios e microscópios. Planetas, estrelas e galáxias adornam essa imagem central, que é finalmente emoldurada pela estrutura helicoidal de uma molécula de DNA. O artigo sugere que a ciência moderna precisa de Deus.
Não existe nenhum conflito em uma justificativa religiosa ou espiritual para o trabalho científico, contanto que o produto desse trabalho satisfaça às regras impostas pela comunidade científica. A inspiração para se fazer ciência é completamente subjetiva e varia de cientista para cientista. Mas o produto de suas pesquisas tem um valor universal, fato que separa claramente a ciência da religião.
Quando tantas pessoas estão se afastando das religiões tradicionais em busca de outras respostas para seus dilemas, é extremamente perigoso equacionar o cientista com o sacerdote da sociedade moderna. A ciência oferece-nos a luz para muitas trevas sem a necessidade da fé. Para alguns, isso já é o bastante. Para outros, só a fé pode iluminar certas trevas. O importante é que cada indivíduo possa fazer uma escolha informada do caminho que deve seguir, seja através da ciência, da religião ou de uma visão espiritual do mundo na qual a religião e a ciência preenchem aspectos complementares de nossa existência.

(GLEISER, Marcelo. Retratos cósmicos . São Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 46-47)

Com a frase A inspiração para se fazer ciência é completamente subjetiva o autor do texto

A entra em contradição com sua tese principal, ao admitir que a subjetividade é intrínseca ao método científico.
B revela sua intolerância com o teor emocional que condiciona o trabalho dos cientistas mais inspirados.
C dá força ao argumento que se expressará adiante, no segmento só a fé pode iluminar certas trevas .
D acaba contradizendo o que adiante afirmará no segmento O importante é que cada indivíduo possa fazer uma escolha.
E lembra que um cientista pode ser originalmente motivado, em sua profissão, por um impulso íntimo.
Órgão: Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte de São Paulo Cargo: Especialista em Regulação de Transporte I - Área Economia Prova: FCC - ARTESP - Especialista em Regulação de Transporte I - Área Economia - 2017

Costuma-se apontar a tomada de decisão como o cerne da atividade do gestor e, nesse contexto, a doutrina identifica diferentes
tipos de decisão entre as quais as denominadas decisões programadas, que

A são aplicadas sem a participação do gestor, com a utilização da tecnologia da informação, sistemas e softwares.
B se contrapõem, pelo seu caráter racional, às decisões intuitivas, estas últimas também denominadas não-programadas.
C devem ser tomadas em período de tempo determinado, sob pena de se tornarem ineficazes.
D correspondem aos objetivos e metas estabelecidos no planejamento estratégico da organização.
E fazem parte do acervo de soluções da organização, não demandando criação de novas alternativas.

Ao atuar em uma situação de violência doméstica, o Assistente Social deverá, segundo estabelece a Lei nº 11.340/2006,
esclarecer que as medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a requerimento do Ministério Público ou a
pedido da ofendida. Sendo que:

I. as medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas de imediato, independentemente de audiência das partes e de
manifestação do Ministério Público, devendo este ser prontamente comunicado.

II. as medidas protetivas de urgência serão aplicadas isolada ou cumulativamente, e poderão ser substituídas a qualquer
tempo por outras de maior eficácia, sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados.

III. poderá o juiz, a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida, conceder novas medidas protetivas de
urgência ou rever aquelas já concedidas, se entender necessário à proteção da ofendida, de seus familiares e de seu
patrimônio, ouvido o Ministério Público.

Está correto o que se afirma em

A I e II, apenas.
B II, apenas.
C I e III, apenas.
D III, apenas.
E I, II e III.

A Microsoft traz em uma de suas páginas da internet as funções do Microsoft Excel 2007, em português, mais utilizadas. Dentre estas funções estão as listadas abaixo.

I. É usada para retornar um valor caso uma condição seja verdadeira e outro valor caso seja falsa.
II. É útil para localizar informações em linhas de uma tabela ou de um intervalo. Por exemplo, procurar pelo sobrenome de uma funcionária, por seu número de identificação ou encontrar seu telefone pesquisando seu sobrenome (como um catálogo de telefone).
III. É utilizada para selecionar um valor entre 254 valores que se baseie no número de índice. Por exemplo, se de valor1 até valor7 corresponder aos números da semana, a função retorna um dos dias quando um número entre 1 e 7 for usado como núm_índice.

Os nomes das funções listadas em I, II e III são, correta e respectivamente,

A COND – PROC – ÍNDICE
B CASO – PROCURAR – CORRESP
C SE – PROCV – ESCOLHER
D SE – PROCURAR – ESCOLHER
E CASO – PROC – CORRESP

Sobre neurotransmissão colinérgica e adrenérgica é correto afirmar:

A A liberação de noradrenalina é controlada por retroalimentação auto-inibitória, mediada por receptores Alfa2. Dentre os agonistas seletivos de Alfa2 estão: clonidina, guanfacina e metilnoradrenalina. Vários mecanismos de transporte no terminal nervoso adrenérgico são sítios de ação de fármacos, incluindo antidepressivos tricíclicos que bloqueiam a recuperação de noradrenalina para o citoplasma das células.
B Um mecanismo de transporte no terminal nervoso de alta afinidade para acetilcolina é localizado dentro da vesícula de armazenamento e pode ser inibido pela classe dos alcalóides da reserpina. A reserpina bloqueia o acúmulo de acetilcolina nas vesículas, resultando em bloqueio da transmissão. A reserpina, portanto, é eficaz na hipertensão, mas pode causar grave depressão.
C Carbidopa inibe a síntese de acetilcolina, pelo bloqueio da DOPA-descarboxilase, sendo utilizada como adjuvante no tratamento do parkinsonismo com L-DOPA, a fim de evitar a descarboxilação periférica. A metildopa dá origem a um falso transmissor que é um potente agonista Alfa2, produzindo retroalimentação inibidora pré-sináptica e feito anti-hipertensivo.
D A liberação da acetilcolina ocorre quando um potencial de ação atinge o terminal e desencadeia fluxo de íons Ca 2+ , o qual desestabiliza as vesículas de armazenamento. Segue-se fusão das membranas, vesicular com neuronal, e expulsão do transmissor para a fenda sináptica. A acetilcolina liberada pode se ligar aos colinoceptores e ser degradada por uma acetilcolinesterase, resultando em colina que é lipossolúvel e permanece no espaço extracelular.
E As moléculas de noradrenalina, após serem liberadas das vesículas, ligam-se aos adrenoceptores onde são metabolizadas por várias enzimas, em especial pela monoamino-oxidase. Dentre os bloqueadores de receptores Alfa1 e Alfa2 estão fenoxibenzamina, fentolamina e tolazolina, indicada para doença vascular periférica e muito empregada no controle da hipertensão.

Em determinada licitação, na modalidade tomada de preços, ultrapassada a fase de habilitação, pretende um dos licitantes desistir da sua proposta. Nos termos da Lei n o 8.666/1993, a desistência da proposta, na fase pretendida,

A não é admitida, em qualquer hipótese.
B é admitida apenas se houver motivo justo, decorrente de fato superveniente e aceito pela Comissão.
C é sempre admitida, bastando que a empresa fundamente seu pedido.
D só será admitida se os demais licitantes concordarem com a desistência, sendo necessário que a empresa fundamente seu pedido.
E só será admitida se houver motivo justo, decorrente ou não de fato superveniente, e desde que aceito pela autoridade máxima do órgão licitante.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade: Contabilidade Prova: FCC - TRT 24 - Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade: Contabilidade - 2017

No Balanço Patrimonial, do exercício de 2016, de determinada entidade do setor público, o ativo e passivo circulante somavam,
respectivamente, R$ 247.500.000 e 189.680.000. Segundo as Normas de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, classificamse,
respectivamente, como ativo e passivo circulante, quando satisfizerem um dos seguintes critérios:

A estiverem disponíveis para realização imediata; e corresponderem a valores exigíveis até dezoito meses da data das
demonstrações contábeis.
B estiverem disponíveis para realização imediata; e corresponderem a valores exigíveis − até doze meses da data de
divulgação das demonstrações contábeis.
C tiverem a expectativa de realização; e corresponderem a valores exigíveis − até dezoito meses do encerramento do
exercício.
D tiverem a expectativa de realização; e corresponderem a valores exigíveis − até doze meses da data das demonstrações
contábeis.
E tiverem a expectativa de realização; e corresponderem a valores exigíveis − até doze meses do encerramento do exercício.
Texto associado
Atenção: As questões de números 1 a 4 referem-se ao texto abaixo.

Houve um tempo em que eu comia um monte de coisas e não precisava contar nada para ninguém. Na civilização contemporânea, on-line, conectada o tempo todo, se não for registrado e postado, não aconteceu. Comeu, jantou, bebeu? Então, prove. Não está na rede? Então, não vale.
Não estou aqui desfiando lamúrias de dinossauro tecnológico. Pelo contrário: interajo com muita gente e publico ativamente fotos de minhas fornadas. A vida, hoje, é digital. Contudo, presumo que algumas coisas não precisam deixar de pertencer à esfera privada. Sendo tudo tão novo nessa área, ainda engatinhamos a respeito de uma etiqueta que equilibre a convivência entre câmeras, pratos, extroversão, intimidade.
Em meados da década passada, quando a cozinha espanhola de vanguarda ainda povoava os debates e as fantasias de muitos gourmets, fotografar pratos envolvia um dilema: devorar ou clicar? A criação saía da cozinha, muitas vezes verticalizada, comumente finalizada com esferas delicadas, espumas fugazes... O que fazer, capturá-la em seu melhor instante cenográfico, considerando luzes e sombras, e comê-la depois, já desfigurada, derretida, escorrida? Ou prová-la imediatamente, abrindo mão da imagem? Nunca tive dúvidas desse tipo (o que talvez faça de mim um bom comensal, mas um mau divulgador).
Fotos e quitutes tornaram-se indissociáveis, e acho que já estamos nos acostumando. Mas será que precisa acontecer durante todo o repasto? Não dá para fazer só na chegada do prato e depois comer sossegado, à maneira analógica? Provavelmente não: há o tratamento da imagem, a publicação, os comentários, as discussões, a contabilidade das curtidas. Reconheço que, talvez antiquadamente, ainda sinto desconforto em ver casais e famílias à mesa, nos salões, cada qual com seu smartphone, sem diálogos presenciais ou interações reais. A pizza esfria e perde o viço; mas a foto chega tinindo aos amigos de rede.

(Adaptado de: CAMARGO, Luiz Américo. Comeu e não postou? Então, não valeu. Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/09/opinion/1483977251_216185.htm l)

Percebe-se uma relação de causa e efeito, nessa ordem, entre as orações na seguinte passagem do texto:

A Na civilização contemporânea, on-line, conectada o tempo todo, se não for registrado e postado, não aconteceu. (1 o parágrafo)
B Sendo tudo tão novo nessa área, ainda engatinhamos a respeito de uma etiqueta que equilibre a convivência entre câmeras, pratos, extroversão, intimidade . (2 o parágrafo)
C Houve um tempo em que eu comia um monte de coisas e não precisava contar nada para ninguém . (1 o parágrafo)
D Reconheço que, talvez antiquadamente, ainda sinto desconforto em ver casais e famílias à mesa, nos salões, cada qual com seu smartphone, sem diálogos presenciais ou interações reais. (4 o parágrafo)
E Contudo, presumo que algumas coisas não precisam deixar de pertencer à esfera privada. (2 o parágrafo)

Na Lei Orçamentária Anual, para o exercício de 2016, de determinado ente da federação, a dotação orçamentária destinada a
contratação de pessoal por tempo determinado, na área da saúde, foi fixada em R$ 6.500.000. Até o mês de setembro de 2016,
a entidade já havia realizado despesa com a contratação de pessoal por tempo determinado, no valor de R$ 6.250.000. Sabe-se
que para os meses de outubro a dezembro de 2016, o saldo da dotação não seria suficiente para que a entidade continuasse a
realização da referida despesa. Neste caso, para viabilizar a realização da despesa, segundo a Lei Federal nº 4.320/1964, deve,
o ente público,

A abrir crédito adicional suplementar por decreto do Executivo, e depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer
a despesa e será precedida de exposição justificativa.
B emitir empenho onerando outra dotação do grupo de natureza de despesa “Pessoal e Encargos Sociais”.
C abrir crédito especial por decreto do Executivo, desde que haja autorização na Lei Orçamentária Anual.
D abrir crédito adicional suplementar por decreto do Executivo, independentemente de autorização legislativa.
E solicitar ao Tribunal de Contas do Estado, autorização para continuar a realização da despesa, independentemente da
existência de saldo na dotação orçamentária.