Texto 2: questões de 10 a 13
A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.
Texto não assinado, presente na quarta capa do livro A metamorfose.
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Texto associado
Assinale a alternativa em que a função sintática do termo destacado esteja adequada.
Texto associado
Leia o
texto e responda às questões de 1 a
7.
LANÇADA NA ONU INICIATIVA PARA
PROMOVER
A INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
ATRAVÉS DA MÍDIA
A brasileira Patrícia
Almeida, fundadora
da GADIM (Aliança Global para Inclusão das
Pessoas com Deficiência através da Mídia e
do
Entretenimento), participou da Programação
oficial do Fórum Social 2016, na ONU, em
Genebra,
falando do papel da mídia no painel sobre
a
Implementação da Agenda 2030 à luz da
Convenção
sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência: O
Futuro que Queremos. Ela defendeu a
utilização
dos meios de comunicação para
desconstrução de
esteriótipos e da cultura capacitista
reinante, que
considera pessoas com deficiência como
tendo
menos valor do que pessoas sem
deficiência. A fundadora da GADIM citou
como exemplos
positivos de marketing social as
novelas
que
incluem personagens com deficiência,
construídos
em parceria com organizações de pessoas
com
deficiência, e destacou a novela “Páginas
da Vida”,
da TV Globo, que, segundo ela, contribuiu
para
um avanço na transição do sistema de
educação
especial para a educação inclusiva. Ela
concluiu
chamando os países a cumprirem o Artigo 8
da
Convenção, sobre Conscientização, que
prevê a
participação da mídia para a garantia dos
direitos
das pessoas com deficiência.
Cátia Malaquias,
cofundadora da GADIM e
fundadora da Starting with Julius ,
organização que
promove a inclusão de modelos com
deficiência na
publicidade na Austrália, falou sobre a
importância
das pessoas com deficiência serem vistas
como
consumidoras, funcionárias e prestadoras
de
serviço.
Na conclusão do painel, Patrícia
Almeida
convocou o movimento social dos diferentes
países a cobrar de seus governos medidas
concretas em cumprimento do Artigo 8. Ela
afirmou
a cultura vigente gera discriminação e
barreiras
que impedem que outros artigos importantes
da Convenção sejam cumpridos, e a inclusão
na
mídia de maneira positiva tem o poder de
acelerar
o processo de mudança cultural.
Fonte:
http://www.inclusive.org.br/https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/arquivos/29803
texto e responda às questões de 1 a
7.
LANÇADA NA ONU INICIATIVA PARA
PROMOVER
A INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
ATRAVÉS DA MÍDIA
A brasileira Patrícia
Almeida, fundadora
da GADIM (Aliança Global para Inclusão das
Pessoas com Deficiência através da Mídia e
do
Entretenimento), participou da Programação
oficial do Fórum Social 2016, na ONU, em
Genebra,
falando do papel da mídia no painel sobre
a
Implementação da Agenda 2030 à luz da
Convenção
sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência: O
Futuro que Queremos. Ela defendeu a
utilização
dos meios de comunicação para
desconstrução de
esteriótipos e da cultura capacitista
reinante, que
considera pessoas com deficiência como
tendo
menos valor do que pessoas sem
deficiência. A fundadora da GADIM citou
como exemplos
positivos de marketing social as
novelas
que
incluem personagens com deficiência,
construídos
em parceria com organizações de pessoas
com
deficiência, e destacou a novela “Páginas
da Vida”,
da TV Globo, que, segundo ela, contribuiu
para
um avanço na transição do sistema de
educação
especial para a educação inclusiva. Ela
concluiu
chamando os países a cumprirem o Artigo 8
da
Convenção, sobre Conscientização, que
prevê a
participação da mídia para a garantia dos
direitos
das pessoas com deficiência.
Cátia Malaquias,
cofundadora da GADIM e
fundadora da Starting with Julius ,
organização que
promove a inclusão de modelos com
deficiência na
publicidade na Austrália, falou sobre a
importância
das pessoas com deficiência serem vistas
como
consumidoras, funcionárias e prestadoras
de
serviço.
Na conclusão do painel, Patrícia
Almeida
convocou o movimento social dos diferentes
países a cobrar de seus governos medidas
concretas em cumprimento do Artigo 8. Ela
afirmou
a cultura vigente gera discriminação e
barreiras
que impedem que outros artigos importantes
da Convenção sejam cumpridos, e a inclusão
na
mídia de maneira positiva tem o poder de
acelerar
o processo de mudança cultural.
Fonte:
http://www.inclusive.org.br/https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/arquivos/29803
Em “Ela defendeu a utilização dos meios
de comunicação para desconstrução de
esteriótipos e da cultura capacitista reinante,
que considera pessoas com deficiência
como tendo menos valor do que pessoas
sem deficiência”, o termo em destaque
Texto associado
As organizações se definem em torno de objetivos, os quais são formalizados pelos administradores em um planejamento. Em relação às vantagens e aos benefícios do planejamento, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.
O planejamento proporciona senso de direção, focalizando esforços que promovem a integração e a coordenação das atividades dos membros organizacionais de tal forma que permite otimizar esforços e recursos organizacionais, estabelecendo prioridades e evitando os desperdícios e as redundâncias.
Texto associado
Na rotina laboratorial, é comum o manuseio de diversos tipos de substâncias e misturas e procedimentos, por isso a necessidade do conhecimento teórico e prático das tarefas que estão sendo executadas. Em relação a esse tema, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.
Os óxidos são compostos formados por dois ou mais elementos, sendo o oxigênio o menos eletronegativo entre eles.
Texto associado
Dentre as várias etapas da execução de uma obra, tem-se a etapa de acabamento, a qual inclui pintura, assentamento de pisos e azulejos, instalação de equipamentos elétricos e outros. Em relação à execução de pinturas em edificações não industriais, quanto a termos, definições e processos, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.
O cimento queimado, composto de cimento, areia e água, vem ganhando cada vez mais espaço no cenário da construção civil por ser um acabamento que, além de apresentar características estéticas apreciáveis pelos usuários, necessita de simples manutenção. Quando executado corretamente, o cimento queimado é aplicado sobre a superfície nivelada e espalhado com auxílio de uma desempenadeira com movimentos circulares.
Texto associado
SOLIDÃO INTERATIVA
Ronaldo Coelho Teixeira
A primeira vez que vi esse termo foi por
meio de um jeca superjóia: Juraildes da Cruz.
Tocantino de Aurora, radicado em Goiânia, Goiás
e um dos maiores compositores contemporâneos
brasileiros. Não seria pra menos! Afinal, foi ele
quem criou o hit que Genésio Tocantins espalhou
pelo Brasil por meio do Domingão do Faustão, na
TV Globo, em 1999. “Nóis é jeca, mas é joia”, aquele
da farinhada, feita da mandioca, da macaxeira ou
do aipim, a depender da região brasileira. Sacada
de mestre, de quem está sempre antenado ao
mundo e aos seus. Juraíldes da Cruz em sua letra,
visionária – como tudo o que os gênios, as antenas
da raça fazem – já arrepiava: “Tiro o bicho de pé
com canivete, mas já tô na internet”. E isso quando
a www ainda engatinhava.
Mas com esse achado que agora evoco aqui,
o artista quer mesmo é alertar para o mau uso
das tecnologias, sobre coisas que o homem cria,
mas que geralmente acaba escravo delas. Solidão
interativa foi cunhado pelo sociólogo francês
Dominique Wolton. Em sua tese, o autor alerta
quanto ao cuidado para com o uso da internet,
principalmente das redes sociais, chamando
a atenção para um detalhe vital no avanço das
tecnologias de comunicação: não importam formas
e meios de expressão, a comunicação humana não
foi, não é e nunca será algo tão simples, sempre vai
conter grandeza e dificuldade.
Wolton justifica-se dizendo que a internet é
incrível para a comunicação entre pessoas e
grupos que tenham os mesmos interesses, mas
está longe de ser uma ferramenta de comunicação
de coesão entre pessoas e grupos diferentes. E
que por isso, a internet não é uma mídia, mas um
sistema de comunicação comunitário. Ele prova
isso afirmando que podemos passar horas, dias na
internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira
relação humana com quer que seja.
A solidão interativa grassa nas redes sociais,
especialmente no facebook. São fotos e fotos
postadas – a maioria – forjando uma felicidade
quando, na verdade, é tudo fake. As mais usuais
são aquelas em que o autor se autofotografa – as
famosas selfies – e sai espalhando-as de um dia
para o outro, quando não, de uma hora para outra.
Tem as gastronômicas. Aquelas em que o autor
antes de comer um prato ou uma iguaria especial,
fotografa e já a lança na rede como a dizer que está
podendo. Mas aquela comidinha do dia a dia, a
da vida real, ele jamais vai postar. Ovo frito? Nem
pensar! E aquelas dos momentos felizes? Sim, tem
gente que acha que os seus instantes de lazer e
diversão têm que, obrigatoriamente, ser vistos
por todos. E lá vai um post ao lado do namorado
ou namorada, dos amigos, geralmente com ares
de forçação de barra. Porque a gaiola do tempo,
forjada por nós mesmos, só pode ser aberta pela
chave da felicidade plena.
E tem aquela que é emblemática: a mensagem
em que o internauta revela o status do seu
sentimento. Mas o ápice da solidão interativa está
naquela figura que posta alguma coisa e ela mesma
vai lá e a curte. De dar dó, não?
Temos milhares de ‘amigos’ nessa cornucópia
virtual. Nessa Caixa de Pandora do Século XXI,
eis-nos diante de uma incoerente quimera: o
autoengano. [...]
O autoengano é peça-chave para a nossa
sobrevivência. Mentimos – a partir dos dois meses de
idade – não só para os outros, mas, principalmente,
para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da
interatividade, continuamos sós, ali, onde apenas
a solidão nos alcança. Enquanto teclamos a torto
e a direito, sugerindo que estamos sempre ON, a
vida verdadeira continua OFF. E nunca nos damos
conta de que, no fim, toda a solidão que nos rodeia,
essa sim, é real. Porque bytes, bits e pixels não
transmitem calor. E o verbo sem o hálito quente é
apenas palavra morta.
Adaptado de:< http://lounge.obviousmag.org/espantalho_lirico/
2016/08/solidao-interativa.html >.
Ronaldo Coelho Teixeira
A primeira vez que vi esse termo foi por
meio de um jeca superjóia: Juraildes da Cruz.
Tocantino de Aurora, radicado em Goiânia, Goiás
e um dos maiores compositores contemporâneos
brasileiros. Não seria pra menos! Afinal, foi ele
quem criou o hit que Genésio Tocantins espalhou
pelo Brasil por meio do Domingão do Faustão, na
TV Globo, em 1999. “Nóis é jeca, mas é joia”, aquele
da farinhada, feita da mandioca, da macaxeira ou
do aipim, a depender da região brasileira. Sacada
de mestre, de quem está sempre antenado ao
mundo e aos seus. Juraíldes da Cruz em sua letra,
visionária – como tudo o que os gênios, as antenas
da raça fazem – já arrepiava: “Tiro o bicho de pé
com canivete, mas já tô na internet”. E isso quando
a www ainda engatinhava.
Mas com esse achado que agora evoco aqui,
o artista quer mesmo é alertar para o mau uso
das tecnologias, sobre coisas que o homem cria,
mas que geralmente acaba escravo delas. Solidão
interativa foi cunhado pelo sociólogo francês
Dominique Wolton. Em sua tese, o autor alerta
quanto ao cuidado para com o uso da internet,
principalmente das redes sociais, chamando
a atenção para um detalhe vital no avanço das
tecnologias de comunicação: não importam formas
e meios de expressão, a comunicação humana não
foi, não é e nunca será algo tão simples, sempre vai
conter grandeza e dificuldade.
Wolton justifica-se dizendo que a internet é
incrível para a comunicação entre pessoas e
grupos que tenham os mesmos interesses, mas
está longe de ser uma ferramenta de comunicação
de coesão entre pessoas e grupos diferentes. E
que por isso, a internet não é uma mídia, mas um
sistema de comunicação comunitário. Ele prova
isso afirmando que podemos passar horas, dias na
internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira
relação humana com quer que seja.
A solidão interativa grassa nas redes sociais,
especialmente no facebook. São fotos e fotos
postadas – a maioria – forjando uma felicidade
quando, na verdade, é tudo fake. As mais usuais
são aquelas em que o autor se autofotografa – as
famosas selfies – e sai espalhando-as de um dia
para o outro, quando não, de uma hora para outra.
Tem as gastronômicas. Aquelas em que o autor
antes de comer um prato ou uma iguaria especial,
fotografa e já a lança na rede como a dizer que está
podendo. Mas aquela comidinha do dia a dia, a
da vida real, ele jamais vai postar. Ovo frito? Nem
pensar! E aquelas dos momentos felizes? Sim, tem
gente que acha que os seus instantes de lazer e
diversão têm que, obrigatoriamente, ser vistos
por todos. E lá vai um post ao lado do namorado
ou namorada, dos amigos, geralmente com ares
de forçação de barra. Porque a gaiola do tempo,
forjada por nós mesmos, só pode ser aberta pela
chave da felicidade plena.
E tem aquela que é emblemática: a mensagem
em que o internauta revela o status do seu
sentimento. Mas o ápice da solidão interativa está
naquela figura que posta alguma coisa e ela mesma
vai lá e a curte. De dar dó, não?
Temos milhares de ‘amigos’ nessa cornucópia
virtual. Nessa Caixa de Pandora do Século XXI,
eis-nos diante de uma incoerente quimera: o
autoengano. [...]
O autoengano é peça-chave para a nossa
sobrevivência. Mentimos – a partir dos dois meses de
idade – não só para os outros, mas, principalmente,
para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da
interatividade, continuamos sós, ali, onde apenas
a solidão nos alcança. Enquanto teclamos a torto
e a direito, sugerindo que estamos sempre ON, a
vida verdadeira continua OFF. E nunca nos damos
conta de que, no fim, toda a solidão que nos rodeia,
essa sim, é real. Porque bytes, bits e pixels não
transmitem calor. E o verbo sem o hálito quente é
apenas palavra morta.
Adaptado de:< http://lounge.obviousmag.org/espantalho_lirico/
2016/08/solidao-interativa.html >.
Ronaldo Coelho Teixeira, no texto, discute
O comportamento organizacional abrange
três áreas bem distintas e delineadas
com bases nas ciências sociais. Assinale
a alternativa que apresenta a área do
comportamento organizacional derivado da
economia e da ciência política, dentre outras
ciências sociais.
Texto associado
TEXTO I
Vida de Acompanhante
Ana teve que fazer uma pequena
intervenção cirúrgica e me convidou para ser
seu acompanhante na casa de saúde. Bem,
normalmente evito passar até na porta de um
hospital (atravesso sempre para o outro lado
da rua, receoso de apagar diante de um bafo
mais forte de éter). Aquela situação, porém,
não me permitia simplesmente bater em
retirada. Mesmo assim, o medo falou mais alto
e bem que tentei cair fora.
- Escuta, Ana, quero lhe dizer que me sinto
profundamente honrado com o convite que
você me faz para ser seu partner no hospital
mas... Será que vai pegar bem? Será que o
pessoal do hospital não vai reparar de você
ter o próprio marido como acompanhante?
Você sabe como é esse pessoal de hospital,
fala demais. Vão dizer que você é uma mulher
absorvente, ciumenta, que não larga o marido
nem para ser operada.
- Se você não quiser ir - disse ela muito
segura - eu chamo outra pessoa.
- Não, Ana. Que é isso? Eu vou, claro. Tamos
aí, firme e forte. O problema é que não tenho
muita experiência. Talvez pudéssemos chamar
outra pessoa para ir com a gente. Na minha
vida, só entrei como acompanhante em baile
de formatura. O convite do hospital dá direito
a levar quantos acompanhantes?
- Um. Um só. E vai ser você. Ou será que
você está com medo?
- Quem, eu? - dei aquela do machão. - Você
não me conhece... Sou uma fera braba dentro
de um hospital.
- Tenho a impressão de que você está com
medo.
Não adianta fingir, pensei. Resolvi me
entregar:
- Morrendo, Ana. Tô morrendo de medo. Não
sei se vou agüentar. Tenho pavor de entrar em
hospital, aquele clima, aquele cheiro... Veja, já
estou suando só de pensar.
- Fique tranqüilo - disse ela me afagando
- não precisa se preocupar. Não vou deixá-lo
sozinho.
- Você jura? Mas e quando você estiver na
sala de cirurgia, quem vai tomar conta de mim?
- Fique calmo, bobinho. Deixo minha
irmã tomando conta de você. Eu volto logo.
Qualquer coisa, estarei ao seu lado.
A conversa foi muito reconfortante. Ana
procurou me dar força e, depois de ouvila
durante três horas, senti que já estava
psicologicamente preparado para enfrentar a
situação de acompanhante. [...]
NOVAES, Carlos Eduardo. Vida de acompanhante. In: A cadeira do
dentista. Coleção Para gostar de ler. 8.ed.. São Paulo: Ática, 2005,
p. 26-27.
As questões de 1 a 7 referem-se ao TEXTO I.
Vida de Acompanhante
Ana teve que fazer uma pequena
intervenção cirúrgica e me convidou para ser
seu acompanhante na casa de saúde. Bem,
normalmente evito passar até na porta de um
hospital (atravesso sempre para o outro lado
da rua, receoso de apagar diante de um bafo
mais forte de éter). Aquela situação, porém,
não me permitia simplesmente bater em
retirada. Mesmo assim, o medo falou mais alto
e bem que tentei cair fora.
- Escuta, Ana, quero lhe dizer que me sinto
profundamente honrado com o convite que
você me faz para ser seu partner no hospital
mas... Será que vai pegar bem? Será que o
pessoal do hospital não vai reparar de você
ter o próprio marido como acompanhante?
Você sabe como é esse pessoal de hospital,
fala demais. Vão dizer que você é uma mulher
absorvente, ciumenta, que não larga o marido
nem para ser operada.
- Se você não quiser ir - disse ela muito
segura - eu chamo outra pessoa.
- Não, Ana. Que é isso? Eu vou, claro. Tamos
aí, firme e forte. O problema é que não tenho
muita experiência. Talvez pudéssemos chamar
outra pessoa para ir com a gente. Na minha
vida, só entrei como acompanhante em baile
de formatura. O convite do hospital dá direito
a levar quantos acompanhantes?
- Um. Um só. E vai ser você. Ou será que
você está com medo?
- Quem, eu? - dei aquela do machão. - Você
não me conhece... Sou uma fera braba dentro
de um hospital.
- Tenho a impressão de que você está com
medo.
Não adianta fingir, pensei. Resolvi me
entregar:
- Morrendo, Ana. Tô morrendo de medo. Não
sei se vou agüentar. Tenho pavor de entrar em
hospital, aquele clima, aquele cheiro... Veja, já
estou suando só de pensar.
- Fique tranqüilo - disse ela me afagando
- não precisa se preocupar. Não vou deixá-lo
sozinho.
- Você jura? Mas e quando você estiver na
sala de cirurgia, quem vai tomar conta de mim?
- Fique calmo, bobinho. Deixo minha
irmã tomando conta de você. Eu volto logo.
Qualquer coisa, estarei ao seu lado.
A conversa foi muito reconfortante. Ana
procurou me dar força e, depois de ouvila
durante três horas, senti que já estava
psicologicamente preparado para enfrentar a
situação de acompanhante. [...]
NOVAES, Carlos Eduardo. Vida de acompanhante. In: A cadeira do
dentista. Coleção Para gostar de ler. 8.ed.. São Paulo: Ática, 2005,
p. 26-27.
As questões de 1 a 7 referem-se ao TEXTO I.
Releia o seguinte fragmento, retirado do
1º parágrafo do texto.
“Bem, normalmente evito passar até na
porta de um hospital (atravesso sempre
para o outro lado da rua, receoso de
apagar diante de um bafo mais forte de
éter).”.
A ideia presente nesse fragmento entra
em contradição com qual dos trechos a
seguir?
Texto associado
Nossos olhos têm um complexo sistema muscular. Sua inervação, funciona, quando adequada, sob, também, complexas regras, tanto intra quanto extraocular. Em relação ao sistema muscular e sua inervação, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.