QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
20.104 questões encontradas
Texto associado
Leia o
texto a seguir e a partir de seus
conhecimentos sobre gêneros textuais e
tipologias textuais,
responda às questões de 31 a 33.
A
tipologia textual, diferentemente do que
acontece com os gêneros textuais, apresenta
propriedades
linguísticas intrínsecas, como o vocabulário,
relações lógicas, tempos verbais, construções
frasais e outras
características que definem os gêneros.
Estes, por sua vez, surgem do dinamismo das
relações
sociocomunicativas e da necessidade dos
falantes em um dado contexto cultural,
enquanto os tipos já estão
definidos, prontos para receberem os diversos
gêneros em sua estrutura.

Disponível em: <
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/
tipos-
textuais-estrutura-discurso.htm>. Acesso
em 04 fev. 2020.

Os textos a seguir pertencem a um quadro maior de gêneros que são os textos instrucionais.
Assinale a alternativa correta sobre o que se afirma a respeito deles.

A Os três textos (1, 2 e 3) pertencem ao mesmo gênero.
B O texto 1 pertence ao gênero bula; o texto 2 pertence ao gênero manual de instrução e o texto 3
pertence ao gênero receita.
C Todos os textos (1, 2 e 3) servem para auxiliar o leitor na realização de ações.
D Prevalecem nos textos (1, 2 e 3) os verbos no tempo pretérito perfeito.
E Apenas o texto 3 utiliza os verbos no imperativo.

De acordo com a Lei n° 8080/1990 que dispõe sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
Constitui em objetivo do SUS a assistência às pessoas por intermédio de ações de _____________, ____________ e _____________, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas.

A promoção / proteção / recuperação da saúde
B prevenção / tratamento / diagnóstico da saúde
C diagnóstico / evolução / recuperação da saúde
D monitoramento / evolução / centralização da saúde
E formulação / proteção / divulgação da situação da saúde
Órgão: Secretaria da Saúde do Estado da Bahia Cargo: Residência em Clínica da Pessoa e da Família - Área: Enfermagem Prova: Instituto AOCP - SESAB - Residência em Clínica da Pessoa e da Família - Área: Enfermagem - 2020

Juliana, Maria e Solange são três amigas que não se viam desde a formatura e marcaram de se encontrar para tomar um café e conversar. As três estão casadas e os maridos se chamam José, Felipe e João (não necessariamente nessa ordem). Uma das três amigas não teve filhos, outra teve um filho e a outra teve dois. Sabendo que Maria casou com José, que a esposa de João não teve filhos e que Solange teve um filho, podemos concluir corretamente que

A Solange casou com João.
B Maria teve 2 filhos.
C Juliana casou com Felipe.
D Juliana teve 2 filhos.

De acordo com a Portaria nº 1.600, de 07 de julho de 2011, que reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a alternativa INCORRETA.

A A organização da Rede de Atenção às Urgências tem a finalidade de articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna.
B O acolhimento com classificação do risco, a qualidade e a resolutividade na atenção constituem a base do processo e dos fluxos assistenciais de toda Rede de Atenção às Urgências e devem ser requisitos de todos os pontos de atenção.
C A Rede de Atenção às Urgências priorizará as linhas de cuidados cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica
D A Unidade Básica de Saúde é o estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades de Pronto Atendimento e a Rede Hospitalar, devendo com estas compor uma rede organizada de atenção às urgências
E O Componente Força Nacional de Saúde do SUS objetiva aglutinar esforços para garantir a integralidade na assistência em situações de risco ou emergenciais para populações com vulnerabilidades específicas e/ou em regiões de difícil acesso, pautando-se pela equidade na atenção, considerando-se seus riscos

A Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei
“Maria da Penha”, cria mecanismos para

A coibir e prevenir a violência em qualquer
âmbito contra a mulher.
B prevenir a violência contra o homem.
C prevenir e coibir a violência contra criança e
adolescente.
D coibir a violência contra a pessoa com
deficiência.
E coibir e prevenir a violência doméstica e
familiar contra a mulher.

Assinale a alternativa correta
considerando as disposições da Lei
Orgânica do Município de Betim (MG).

A No tocante aos bens públicos municipais, o
cadastramento e a identificação técnica dos
imóveis serão semestralmente atualizados,
garantindo o acesso às informações neles
contidas.
B A venda ao proprietário de imóvel lindeiro de
área urbana remanescente e inaproveitável
para edificação ou outra destinação de
interesse coletivo, resultante de obra
pública, depende exclusivamente de prévia
avaliação.
C A doação de bem imóvel do Município é
permitida para a instalação e funcionamento
de órgão ou serviço público e para fins
exclusivamente de interesse social.
D Quanto ao uso especial, por terceiro, de
bens imóveis municipais, a permissão se
caracteriza por ser de tempo determinado e
depender de prévia autorização legislativa e
licitação, podendo esta ser dispensada
quando ocorrer relevante interesse público
ou interesse social, expressamente
justificado.
E O Município, obrigatoriamente para a venda
ou doação de seu bem imóvel, outorgará
concessão de direito real de uso.
Texto associado
ENTÃO, ADEUS!

Lygia Fagundes Telles

Isto aconteceu na Bahia, numa tarde em que eu visitava a mais antiga e arruinada igreja que encontrei por lá, perdida na última rua do último bairro. Aproximou-se de mim um padre velhinho, mas tão velhinho, tão velhinho que mais parecia feito de cinza, de teia, de bruma, de sopro do que de carne e osso. Aproximou-se e tocou o meu ombro:
— Vejo que aprecia essas imagens antigas — sussurrou-me com sua voz débil. E descerrando os lábios murchos num sorriso amável: – Tenho na sacristia algumas preciosidades. Quer vê-las?
Solícito e trêmulo foi-me mostrando os pequenos tesouros da sua igreja: um mural de cores remotas e tênues como as de um pobre véu esgarçado na distância; uma Nossa Senhora de mãos carunchadas e grandes olhos cheios de lágrimas; dois anjos tocheiros que teriam sido esculpidos por Aleijadinho, pois dele tinham a inconfundível marca nos traços dos rostos severos e nobres, de narizes já carcomidos… Mostrou-me todas as raridades, tão velhas e tão gastas quanto ele próprio. Em seguida, desvanecido com o interesse que demonstrei por tudo, acompanhou-me cheio de gratidão até a porta.
— Volte sempre — pediu-me.
— Impossível — eu disse. — Não moro aqui, mas, em todo o caso, quem sabe um dia… — acrescentei sem nenhuma esperança.
— E então, até logo! — ele murmurou descerrando os lábios num sorriso que me pareceu melancólico como o destroço de um naufrágio.
Olhei-o. Sob a luz azulada do crepúsculo, aquela face branca e transparente era de tamanha fragilidade, que cheguei a me comover. Até logo?… “Então, adeus!”, ele deveria ter dito. Eu ia embarcar para o Rio no dia seguinte e não tinha nenhuma ideia de voltar tão cedo à Bahia. E mesmo que voltasse, encontraria ainda de pé aquela igrejinha arruinada que achei por acaso em meio das minhas andanças? E mesmo que desse de novo com ela, encontraria vivo aquele ser tão velhinho que mais parecia um antigo morto esquecido de partir?!…
Ouça, leitor: tenho poucas certezas nesta incerta vida, tão poucas que poderia enumerálas nesta breve linha. Porém, uma certeza eu tive naquele instante, a mais absoluta das certezas: “Jamais o verei.” Apertei-lhe a mão, que tinha a mesma frialdade seca da morte.
— Até logo! – eu disse cheia de enternecimento pelo seu ingênuo otimismo.
Afastei-me e de longe ainda o vi, imóvel no topo da escadaria. A brisa agitava-lhe os cabelos ralos e murchos como uma chama prestes a extinguir-se. “Então, adeus!”, pensei comovida ao acenar-lhe pela última vez. “Adeus.”
Nesta mesma noite houve o clássico jantar de despedida em casa de um casal amigo. E, em meio de um grupo, eu já me encaminhava para a mesa, quando de repente alguém tocou o meu ombro, um toque muito leve, mais parecia o roçar de uma folha seca.
Voltei-me. Diante de mim, o padre velhinho sorria.
— Boa noite!
Fiquei muda. Ali estava aquele de quem horas antes eu me despedira para sempre.
— Que coincidência… — balbuciei afinal. Foi a única banalidade que me ocorreu dizer.— Eu não esperava vê-lo… tão cedo.
Ele sorria, sorria sempre. E desta vez achei que aquele sorriso era mais malicioso do que melancólico. Era como se ele tivesse adivinhado meu pensamento quando nos despedimos na igreja e agora então, de um certo modo desafiante, estivesse a divertir-se com a minha surpresa. “Eu não disse até logo?”, os olhinhos enevoados pareciam perguntar com ironia.
Durante o jantar ruidoso e calorento, lembrei-me de Kipling. “Sim, grande e estranho é o mundo. Mas principalmente estranho…”
Meu vizinho da esquerda quis saber entre duas garfadas:
— Então a senhora vai mesmo nos deixar amanhã?
Olhei para a bolsa que tinha no regaço e dentro da qual já estava minha passagem de volta com a data do dia seguinte. E sorri para o velhinho lá na ponta da mesa.
— Ah, não sei… Antes eu sabia, mas agora já não sei.

Disponível em:
Acesso em: 06 jul. 2020.

Assinale a alternativa que analisa corretamente a função da oração em destaque no trecho “[…] arruinada igreja que encontrei por lá [...]”.

A Por ser uma oração adjetiva explicativa, tem função de explicar as condições da igreja.
B Por ser uma oração substantiva completiva nominal, apresenta informações sem as quais não é possível saber de que igreja se trata.
C Por ser uma oração adjetiva restritiva, especifica à qual igreja a autora faz referência.
D Por ser uma oração substantiva subjetiva, apresenta o sujeito que pratica a ação de encontrar a igreja: “eu”.
E Por ser uma oração substantiva objetiva direta, complementa o sentido do verbo “arruinada”.
Órgão: Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania de Roraima Cargo: Agente Penitenciário (polícia penal) Prova: Instituto AOCP - SEJUC RR - Agente Penitenciário (polícia penal) - 2020

De acordo com o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis do Estado de Roraima (Lei Complementar Estadual nº 53/2001), assinale a alternativa correta.

A O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito.
B O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando, injustificadamente, não se apresentar na nova sede no prazo de sete dias.
C O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de dez dias.
D Para o primeiro período aquisitivo de férias, serão exigidos doze meses, contados da posse no cargo.
E O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de quinze dias, a contar da publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão recorrida.
Órgão: Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania de Roraima Cargo: Agente Penitenciário (polícia penal) Prova: Instituto AOCP - SEJUC RR - Agente Penitenciário (polícia penal) - 2020

O objetivo econômico e financeiro de uma empresa é a maximização de seu valor de mercado. Nesse sentido, é correto afirmar que a empresa alcança esse objetivo

A por meio de recebimentos e pagamentos de suas obrigações em dia.
B por meio de ajustes e adaptações frequentes ao seu mercado.
C por meio de geração contínua de lucro e caixa no longo prazo.
D por meio de planejamento formulado a curto e longo prazo.
E por meio de desenvolvimento permanente de seu pessoal.
Texto associado
ENTENDENDO DIALETOS

Clara Braga

Quem já teve a oportunidade de conviver minimamente com uma criança, sabe que o processo de aprender a falar pode render boas histórias.
As crianças, antes de desenvolverem 100% dessa habilidade, parece que criam um dialeto. E engana-se quem acha que o dialeto de todas as crianças é igual e que, se você entende o que seu sobrinho ou priminho fala, vai entender todas as crianças.
O dialeto da criança é tão complexo que, com exceção de poucas palavras que todas parecem falar de uma forma igual, só aquela criança fala aquela língua e só uma pessoa entende 100% do que está sendo dito: o ser que eu chamo de “pãe”.
“Pãe” seria a mistura do pai e da mãe, pois raramente um dos dois entende tudo o que o filho está dizendo, eles podem entender a frase toda pelo contexto, mas decifrar e compreender palavrinha por palavrinha, é um trabalho de grupo.
Às vezes pode parecer complicada essa coisa de não entender o que a criança está querendo dizer, mas confiem, em alguns momentos isso pode ser bom.
Outro dia estava em um restaurante com meu filho e, como toda criança, ele ficou um tempo sentado e depois foi explorar a redondeza. Fui acompanhando e, no caminho, encontramos uma avó que estava acompanhando a neta enquanto a mãe jantava no mesmo restaurante onde estávamos.
A senhora começou a puxar assunto com meu filho, na tentativa de aproximar a neta. Meu filho se mostrou aberto à aproximação e ia respondendo tudo que a senhora perguntava. Lá pelas tantas, quando eu já estava surpreendida com a quantidade de palavras que a senhora estava entendendo do dialeto do meu filho, ele decidiu pegar algo com a mão e mostrar para a senhora e para a pequena netinha o quão forte ele era. Foi então que a senhora soltou a frase: uau, como você é forte!
Ele respondeu com uma de suas frases prediletas, aprendida por causa de seu interesse e do vício do pai pelo universo dos heróis: Hulk esmagaaaaaa! Mas ele não disse com um ar doce, ele disse como se estivesse com raiva e de fato esmagando o que estava na sua mão, tudo isso enquanto olhava bem nos olhos na netinha da senhora.
Eu fiquei um pouco assustada e com receio do que viria depois, já dei um riso meio sem graça e estava procurando uma desculpa para aquela frase nada acolhedora. Porém, os santos do dialeto me salvaram. Quando ouviu a frase a senhora logo respondeu para meu filho: ah sim, você é forte porque come manga! Vou dar muita manga para minha netinha, assim ela fica forte como você!
Fiquei aliviada com a interpretação que ela fez da frase que, para mim, ele tinha dito com muita clareza. Muito melhor uma neta comendo muita manga do que traumatizada com um bebê que estava prestes a ficar verde e esmagar as coisas ao redor. Acho que vou optar por mostrar para ele desenhos com frases mais amigáveis, ele está indo bem no processo da fala, mas talvez algo mais dócil ajude no processo de socialização.

Disponível em:
< http://www.cronicadodia.com.br/2020/ 01/entendendo-dialetos-clara-braga.html >. Acesso em: 04 fev. 2020.

Considerando o tema, a estrutura e a linguagem do texto, é possível afirmar que ele é

A um relato pessoal, pois a narradora conta com detalhes como foi a infância de seu filho.
B um artigo de opinião, visto que o objetivo do texto, utilizando-se de uma linguagem muito formal, é discutir como os dialetos infantis são cruciais no processo de socialização das crianças.
C um texto instrucional, o qual informa os leitores sobre os processos para compreender o que dizem as crianças.
D uma crônica, que parte de um tema corriqueiro, as primeiras falas de uma criança, para discutir sobre a complexa tarefa de decifrar o que ela quer dizer.
E uma carta aberta, já que o texto propõe uma discussão sobre um assunto que interessa a todos.