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(…) O imperialismo é um capitalismo na fase de desenvolvimento, quando tomou corpo a dominação dos monopólios e do capital financeiro, quando ganhou significativa importância a exportação de capitais, quando se iniciou a partilha do mundo pelos trustes internacionais e terminou a repartição de toda a terra entre os países capitalistas mais importantes. Fonte: HOBSON, J.A. apud BRUIT, Hector. O imperialismo . São Paulo: Atual, 1994, p. 6. No contexto dos anos finais do século XIX, a expansão imperialista ocorreu em virtude da (o):

A crise de superprodução, subconsumo e estagnação de capitais para investimentos nos principais países industrializados.
B democratização do acesso aos meios de produção fundamentais para o desenvolvimento industrial das décadas de 1870 e 1880.
C expansão produtiva e comercial que ocasionou um maior equilíbrio econômico entre países europeus e africanos.
D divisão internacional do trabalho que culminou na globalização do sistema capitalista comercial.
E colapso das estruturas produtivas agrárias na europa, assim como da estagnação da produção industrial a partir de 1890.

Documento 1: “A África não é uma parte da história do mundo. Não tem movimento, progresso a mostrar, movimentos históricos propriamente dela” (Hegel, em 1830).

Documento 2: “Estes povos nada deram à humanidade. E deve ter havido qualquer coisa neles que os impediu. Nada produziram. Nem Euclides, nem Aristóteles, nem Galileu [...]” (Pierre Gaxotte, em 1957)

Considerando a melhor forma de empregar essas fontes históricas em sala de aula conforme as pesquisas já realizadas no campo, assinale a alternativa INCORRETA.

A É possível relacionar as perspectivas dos autores com algumas perspectivas similares ainda existentes na atualidade para mostrar as permanências.
B Contextualiza-se historicamente cada autor ou solicita-se ao aluno que ele mesmo faça uma pesquisa inicial sobre o assunto.
C Destaca-se para o aluno que existem diferentes versões na história e que todas devem ser respeitadas.
D Inicialmente, é possível indagar aos alunos sobre se concordam ou não com os trechos em questão e fazer com que produzam um texto crítico sobre as fontes.
E É possível tomar outras fontes, contrárias a tais perspectivas, ajudando o aluno a construir uma crítica em relação às fontes mencionadas.

Em meados do século XIX, a política expansionista da Inglaterra foi modificada por uma lei que estabelecia que todo Estado indiano cujo soberano morresse sem sucessor se tornaria território inglês. Foi nesse contexto que ocorreu a Revolta dos Cipaios, que foi iniciada por qual fato?

A A criação da Companhia das Índias Orientais, que prejudicou o comércio de ópio, explorado para ser enviado à China em troca de chá.
B Soldados indianos se recusaram a usar armas com cartuchos que continham gordura de carne de vaca ou de porco, visto que tinham que rasgar os invólucros com a boca e isso representava um choque cultural.
C A tentativa dos indianos de expulsar os ingleses de seu território e iniciar o processo de independência.
D A descoberta de diamante na região, que provocou a chegada de grande quantidade de europeus na região com o objetivo de enriquecer.
E O imperador chinês proibiu a comercialização de ópio na região como uma maneira de controlar os problemas provocados pelo consumo da droga.

O interesse francês pela região do Amapá voltou a se manifestar no século XIX, por causa

A das jazidas de manganês na Serra do Navio.
B da expansão da extração do látex no Vale do Jari.
C da pesca do camarão na foz do Amazonas.
D das descobertas de ouro em Calçoene.
E da posição estratégica de Macapá como porto fluvial.

Crise do sistema colonial é, portanto, aqui entendida como o conjunto de tendências políticas e econômicas que forcejavam no sentido de distender ou mesmo desatar os laços de subordinação que vinculavam as colônias ultramarinas às metrópoles europeias. (Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808), 1981.) A crise mencionada no texto pode ser associada, entre outros fatores,

A ao fim do colonialismo europeu nas Américas e na África e ao surgimento de ideias sociais libertadoras nos dois continentes.
B à consolidação da hegemonia marítima britânica e às limitações impostas pela Inglaterra ao tráfico atlântico de escravos.
C ao crescimento do republicanismo no Brasil e ao esforço de redemocratização política empreendido na Europa e na América.
D à influência crescente dos Estados Unidos nas decisões políticas brasileiras e à ampliação do comércio com os países hispano-americanos.
E ao declínio da política mercantilista na Europa e ao avanço das propostas reformistas e liberais na economia e na política.

É particularmente no Oeste da província de São Paulo – o Oeste de 1840, não o de 1940 – que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emancipando-se das formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais no modelo clássico da lavoura canavieira e do “engenho” de açúcar. A silhueta antiga do senhor de engenho perde aqui alguns dos seus traços característicos, desprendendo-se mais da terra e da tradição – da rotina rural. A terra de lavoura deixa então de ser o seu pequeno mundo para se tornar unicamente seu meio de vida, sua fonte de renda […]. (Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, 1987.) O “caráter próprio” das fazendas de café do Oeste paulista de 1840 pode ser explicado, em parte, pelo

A menor isolamento dessas fazendas em relação aos meios urbanos.
B emprego exclusivo de mão de obra imigrante e assalariada.
C desaparecimento das práticas de mandonismo local.
D maior volume de produção de mantimentos nessas fazendas.
E esforço de produzir prioritariamente para o mercado interno.