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Ao calcular a fração de excreção de sódio (FENa), fração de excreção de ureia (FEU) e relação ureia/creatinina no plasma (U/C) nos quadros de insuficiência renal aguda pré-renal considerados típicos é mais provável o encontro dos seguintes resultados

A FENa FEU U/P
< 1% < 35% > 40
B FENa FEU U/P
> 1% > 35% < 20
C FENa FEU U/P
< 1% < 35% < 20
D FENa FEU U/P
> 1% < 35% > 40
E FENa FEU U/P
< 1% > 35% < 20

Um paciente de 54 anos, com hipertensão arterial, foi diagnosticado com doença renal crônica. Ele foi fumante durante 30 anos. Queixou-se de cansaço aos mínimos esforços e tinha edema discreto dos membros inferiores. Os resultados dos exames realizados foram: HT 37%, Hb 12,5 g%, ureia 121 mg%, creatinina 3,8 mg%, clearance de creatinina 17 ml/min, sódio 137 mEq/L, potássio 5,7 mEq/L, cloro 100 mEq/L, cálcio 8,8 mg%, fósforo 5,5 mg%, gasometria arterial: pH 7,30, pCO 2 35 mmHg, pO 2 81 mmHg, HCO 3 16 mEq/L, BE -9,5 mEq/L, Sat. O 2 92%.

O conjunto de dados do caso leva a concluir que o(a)

A paciente tem acidose metabólica simples com ânion GAP normal.
B paciente tem acidose metabólica e alcalose respiratória primárias.
C fator causador principal da hipercalemia, nesse paciente, é a acidose metabólica.
D paciente tem acidose metabólica e respiratória primárias, com ânion GAP acima de 20 mEq/L.
E furosemida poderá reduzir o potássio e o bicarbonato e aumentar a calcemia.

Na avaliação das hiponatremias é importante observar se o estado hiponatrêmico é acompanhado de hiposmolalidade ou se é uma consequência da translocacão de água produzida por um soluto.

Qual substância, em excesso, pode aumentar a osmolalidade, com consequente translocação de água e hiponatremia hipertônica?

A Ureia
B Glicose
C Etilenoglicol
D Metanol
E Etanol

O sistema renina-angiotensina-aldosterona é importante na fisiopatologia das doenças renais e seu adequado entendimento é essencial para minimizar a progressão da doença.

Com relação aos componentes desse sistema sabe-se que

A renina é sintetizada principalmente nas células mesangiais e endoteliais renais e faz a clivagem da angiotensina I no fígado e nos pulmões.
B enzima conversora da angiotensina é produzida somente nos pulmões e, no fígado, faz a clivagem da angiotensina II, que promove vasoconstricção renal e natriurese.
C angiotensina II pode ser produzida diretamente, a partir do angiotensinogênio, na presença de tonina, ativador do plasminogênio tecidual ou da catepsina G.
D angiotensina II tem ação tanto na arteríola aferente como na eferente, e leva à vasodilatação capilar glomerular.
E angiotensina II atua em vários receptores, entre eles, o AT1 e o AT2, ambos promovendo vasoconstrição, ativação inflamatória, aumento da reabsorção de sódio tubular e aumento da produção de aldosterona.

Paciente de 58 anos com diagnóstico de Transtorno Bipolar faz uso regular de lítio 900 mg/dia há 2 anos, com bom controle da doença e litemias adequadas. Possui HAS em uso regular de Anlodipina 5 mg/dia e Furosemida 40 mg/dia. Apresentou há 72 horas, após evento festivo com libação alimentar, quadro de diarreia não invasiva e vômitos que cessaram espontaneamente. Entretanto, hoje, devido ao surgimento de náuseas e tremores, procurou serviço de emergência.
Exames laboratoriais revelam Cr = 1,4 mg/dL (anterior 1,0ml/dL); Na = 140 mEq/L; K = 3,8 mEq/L; Bicarbonato = 22 mmol/L; litemia = 2,3 mmol/L (referência 0,8 a 1,2 mmol/L). Quando questionado sobre outras medicações em uso, referiu uso recente de AINE por dor em coluna lombar.

Dentre os fatores de risco para intoxicação por lítio nesse paciente, pode ter-lhe proporcionado efeito protetor o(a)

A aumento recente da ingestão de sal na dieta
B uso regular de Furosemida
C uso recente de AINE
D ocorrência de diarreia
E redução da taxa de filtração glomerular

Paciente de 46 anos, sexo masculino, relata histórico de nefrolitíase não complicada em rim direito. Chega ao serviço de emergência com quadro de febre de 39 graus há 24 horas, dor em flanco direito e hematúria.
Ao exame : PA = 88 x 56 mmHg; FC = 120 bpm; SatO2 = 90% em ar ambiente, mantendo FR = 28 irpm. Dor espontânea em flanco direito.
Os exames laboratoriais revelam: Hb = 13,5 g/dL; Leucócitos = 18.500/mm³ ; Plaquetas = 200 mil/mm³ ; Ureia = 60 mg/dL; Cr = 1,1 mg/dL; Na = 138 mEq/L; K = 4,6 mEq/L; Bicarbonato = 18 mmol/L; Lactato = 5,5 mmol/L (referência até 1,5 mmol/L).
Após melhora dos parâmetros hemodinâmicos, foi realizada tomografia de abdome que revelou cálculo de 4 mm impactado em ureter proximal direito com hidronefrose associada. Rim esquerdo sem anormalidades.

Além de reposição volêmica, coleta de culturas, início de antibioticoterapia empírica e internação em UTI, a melhor estratégia terapêutica é

A programar desobstrução de via urinária com urologista quando houver melhora do quadro infeccioso.
B indicar suporte de terapia intensiva e contactar urologista para desobstrução de via urinária somente se houver piora evolutiva de função renal.
C prescrever terapia expulsiva para o cálculo impactado e reavaliar.
D se o paciente mantiver função renal estável, contactar urologista se não houver eliminação espontânea do cálculo em até 48 horas.
E contactar um urologista para desobstrução de via urinária em caráter de urgência.

Paciente de 28 anos e do sexo feminino apresenta início recente de hipertensão arterial sistêmica. Apresenta PA de consultório de 158 x 98 mmHg em uso de três medicações anti-hipertensivas em doses otimizadas. Realizou MAPA que confirmou PA não controlada. Durante a investigação de causas secundárias, a hipótese de hiperaldosteronismo primário tornou-se a mais provável.

O que pode ter corroborado essa hipótese?

A Presença de hipocalemia, uma vez que a maioria dos pacientes com hiperaldosteronismo primário apresenta hipocalemia como manifestação inicial.
B Presença de alcalose metabólica, que pode ser um achado em pacientes com hiperaldosteronismo primário.
C Não supressão dos níveis sanguíneos de cortisol após teste de supressão noturna com 2 mg de dexametasona.
D Atividade de renina elevada, uma vez que o hiperaldosteronismo estimula a liberação de renina pelas células renais.
E Relação aldosterona / atividade de renina menor que 20 mg/dL, compatível com a hipótese de hiperaldosteronismo primário.

Um paciente de 70 anos, com diabetes Mellitus , doença vascular aterosclerótica, hipertensão e nefropatia diabética foi encaminhado para um parecer sobre a realização de uma angiografia coronariana, com contraste iodado. O paciente está clinicamente bem e seu clearance de creatinina é 25 ml/min.

Nesse caso, para minimizar a toxicidade renal do contraste, qual recomendação deve ser indicada?

A Ofertar solução salina a 0,9%, 1 ml/kg/h, iniciando de 6 a 12 horas antes do procedimento, durante o mesmo e manter até de 6 a 12 horas após o procedimento.
B Ofertar água via oral nas 24 horas antes do cateterismo.
C Iniciar reposição venosa de bicarbonato de sódio a 8,4% (1 mEq/kg) e manitol a 20% (0,5 g/kg), iniciando 6 horas antes e repondo até 6 horas após o procedimento.
D Um diurético de alça deve ser prescrito para manter boa diurese e eliminar o contraste.
E Iniciar um IECA visando proteger a função renal.

Uma paciente de 28 anos foi encaminhada com edema e hipertensão arterial de início recente. Foram solicitados exames laboratoriais, e os resultados estão apresentados a seguir.
Sangue: glicemia 82 mg%, hemoglobina 12 g%, creatinina 1,1 mg%, ureia 53 mg%, LDL colesterol 155 mg%, albumina sérica 1,8 g%.
Urina: hematúria 30-40/campo e proteínas +++/4+, na urina de 24 h, clearance de creatinina 82 ml/min e proteinúria 18 g. FAN negativo, C3 e C4 normais, marcadores virais B, C e HIV negativos.
A paciente também foi submetida a uma biópsia renal que mostrou glomeruloesclerose focal e segmentar e foi medicada com losartana, sinvastatina, hidroclorotiazida e prednisona 1 mg/kg/dia. Após 6 meses, a síndrome nefrótica havia melhorado, mas a proteinúria foi 12,5 g/24h, com clearance de creatinina 75 ml/min.

Que medicação adicional é mais recomendada?

A Ciclosporina
B Clorambucil
C Enalapril
D Espironolactona
E Metilprednisolona

Um paciente de 72 anos, com insuficiência cardíaca congestiva, foi internado com edema dos membros inferiores e do abdome. Foi medicado, entre outras coisas, com furosemida, obtendo uma perda ponderal média de 2 kg por dia.

Foram realizados exames de sangue e de urina no 1º e no 7º dias de internação, e os resultados constam do quadro a seguir.

Sangue 1º dia
Sangue 7º dia
Urina 1º dia
Urina 7º dia
Volume ml
-
-
350
1.500
Sódio mEq/L
137
135
8
30
Potássio mEq/L
4,8
3,2
45
90
Bicarbonato mEq/L
22
30
-
-
Ureia mg%
65
182
-
-
Creatinina mg%
1,28
2,45
-
-

Analisando-se a evolução do paciente, conclui-se que

A a associação de um diurético tiazídico é necessária no 7º dia para melhora clínica.
B o paciente não mostrou resposta à furosemida durante a primeira semana.
C o paciente apresenta um estado clínico compatível com hiperaldosteronismo.
D é necessário aumentar a ação diurética para obter melhor função cardíaca e renal.
E o início de espironolactona no 7º dia não deve alterar a resposta natriurética e caliurética.